Já consegui tirar o pai da prisão... mas agora há mais.
Dos cinco sentidos: audição, visão, sabor, olfacto e tacto, já te falei no controlo que actualmente existe em relação aos 3 primeiros (T-mail#2), mas há melhor.
Segundo parece, depois de há 5 anos os americanos terem introduzido os filmes com cheiro, começaram agora a cobrar direitos de autor pelos cheiros criados.
Portanto, a curto prazo, o cheiro a sovaquinho ou aos peidos do Tom Cruise (que apesar de velho ainda é um chamariz de bilheteira), passa a ter direitos de autor.
Se o esquema for o mesmo para os direitos de autor dos 3 primeiros sentidos, então vão começar a aparecer nas ruas detectores de cheiros e as sanitas já virão com detectores incorporados e isto tudo ligado ao Sistema de Obediência aos Direitos de Autor (SODA).
Assim, se os meus peidos forem iguais aos de qualquer famoso que já os tenha registado, poderei ir parar à prisão se me peidar na rua ou se o fizer em casa mais de um numero definido de vezes (do estilo: "só pode emitir 2 vezes por dia, odores semelhantes entre 90% e 100% a quaisquer dos odores registados na nossa base de dados dos direitos odorais"). Estou para ver como vai ser em relação a outros odores mais comuns na rua (a chulé, a sovaquinho, os arrotos com cheiro, etc.).
Nessa altura tenho mesmo que levar o pai para a província, longe do SODA porque senão, aposto que ele vai passar a andar na rua a peidar-se continuamente. Ou então junta-se com os amigos da TM no jardim e vão tentar tocar músicas com os sons dos peidos (e cheiros respectivos).
segunda-feira, fevereiro 28, 2005
sexta-feira, fevereiro 25, 2005
OLARILÓLÉ !
Ontem acordei mesmo bem disposto. Não sabia porquê, mas sentia uma disposição quase idêntica à sentida quando os tugas deram não sei quantos aos bifos no Euro2004.
De facto, só muito mais tarde e por acaso, vim a perceber qual o motivo de tão aprazada boa disposição que me fez andar a assobiar o dia todo diversas melodias portuguesas, e que me lembre foram ?Uma pomba branca? do Max, ?A garagem da vizinha? do Quim Barreiros, ?Óh tempo volta para trás?, para além doutras igualmente famosas. Também o sorriso de orelha a orelha com que não conseguia disfarçar a minha boa disposição, contrastando com o ar carrancudo dos dias anteriores, tem explicação ao perceber o que se passava.
De facto, temos um sexto sentido notável e que ainda não tem explicação científica.
E foi precisamente esse sexto sentido que originou toda essa boa disposição de ontem, pois só hoje tive conhecimento do facto que influenciou tal estado de alma.
É que ontem o PR deu posse ao 1º ministro!!!
Desde que o destemido, desavergonhado, paraplégico mental, coninhas, aldrabão do anterior 1º foi despedido que eu andava completamente à toa. Eu e mais todo o pessoal deste país. Não chovia, um frio do caraças, os tomates mudaram de cor, os bifes sabiam a peixe e o peixe a bróculos, a vidinha andava para trás.....
É que se não há um 1º, mesmo do pior que se imagine, tudo fica virado do avesso. Até nas coisas mais simples e banais, como é o caso da Stéfana ter deixado de chupar o caramelo, da Sheila recusar-se terminantemente a fornecer os seus favores de alcôva, da Brigite ficar horrorizada só de ouvir falar em sexo, e muitos mais sinais de atrofiamento compulsivo-repulsivo.
Acabado esse sofrimento de não termos um 1º ministro, logo tudo voltou ao normal e até já tive de reforçar o stock de viagra para conseguir dar resposta às solicitações.
Agora sim. Temos de novo um 1º e com ele voltou a boa disposição.
Dirão alguns que o melhor é esperar para ver. Pois cá por mim não preciso de esperar nada porque basta-me ter um 1º para saber que a vidinha vai andar para a frente, na boa!
E depois este não é um qualquer. Este 1º é do melhor que há e com uma maioria absoluta de correlegionários à sua disposição, vamos ter uma nova vida. Olá se vamos!
Eu, pelo sim e pelo não, até já comprei várias caixas de anti-concepcionais não vá o diabo tecê-las e ainda engravidar de tanta fornicação que se avizinha.
Olarilólé!!
De facto, só muito mais tarde e por acaso, vim a perceber qual o motivo de tão aprazada boa disposição que me fez andar a assobiar o dia todo diversas melodias portuguesas, e que me lembre foram ?Uma pomba branca? do Max, ?A garagem da vizinha? do Quim Barreiros, ?Óh tempo volta para trás?, para além doutras igualmente famosas. Também o sorriso de orelha a orelha com que não conseguia disfarçar a minha boa disposição, contrastando com o ar carrancudo dos dias anteriores, tem explicação ao perceber o que se passava.
De facto, temos um sexto sentido notável e que ainda não tem explicação científica.
E foi precisamente esse sexto sentido que originou toda essa boa disposição de ontem, pois só hoje tive conhecimento do facto que influenciou tal estado de alma.
É que ontem o PR deu posse ao 1º ministro!!!
Desde que o destemido, desavergonhado, paraplégico mental, coninhas, aldrabão do anterior 1º foi despedido que eu andava completamente à toa. Eu e mais todo o pessoal deste país. Não chovia, um frio do caraças, os tomates mudaram de cor, os bifes sabiam a peixe e o peixe a bróculos, a vidinha andava para trás.....
É que se não há um 1º, mesmo do pior que se imagine, tudo fica virado do avesso. Até nas coisas mais simples e banais, como é o caso da Stéfana ter deixado de chupar o caramelo, da Sheila recusar-se terminantemente a fornecer os seus favores de alcôva, da Brigite ficar horrorizada só de ouvir falar em sexo, e muitos mais sinais de atrofiamento compulsivo-repulsivo.
Acabado esse sofrimento de não termos um 1º ministro, logo tudo voltou ao normal e até já tive de reforçar o stock de viagra para conseguir dar resposta às solicitações.
Agora sim. Temos de novo um 1º e com ele voltou a boa disposição.
Dirão alguns que o melhor é esperar para ver. Pois cá por mim não preciso de esperar nada porque basta-me ter um 1º para saber que a vidinha vai andar para a frente, na boa!
E depois este não é um qualquer. Este 1º é do melhor que há e com uma maioria absoluta de correlegionários à sua disposição, vamos ter uma nova vida. Olá se vamos!
Eu, pelo sim e pelo não, até já comprei várias caixas de anti-concepcionais não vá o diabo tecê-las e ainda engravidar de tanta fornicação que se avizinha.
Olarilólé!!
quarta-feira, fevereiro 23, 2005
segunda-feira, fevereiro 21, 2005
Não querendo expressar de forma a ferir susceptilidades os meus sentimentos relativamente aos resultados eleitorais, porque quero ser uma pessoa moderada, respeitadora, enfim, um exemplo de democracia, deixo aqui os meus sinceros e controlados desabafos sobre o evento:
FINALMENTE A MERDA FOI CORRIDA DO GOVERNO DESTE PAÍS!
No entanto, para os vencedores convém mostrar alguma prudência e contenção, pois todos sabemos que os próximos tempos se adivinham difíceis e todos somos poucos para ajudar:
ESTAMOS TODOS DE PARABÉNS PORQUE O PRÓXIMO GOVERNO VAI TRAZER MAIS UM BALDE DE MERDA PARA CADA PORTUGUÊS!
Devemos respeitar sempre os derrotados, pois hoje foram eles, amanhã podemos ser nós...
PAULINHO, VAI LAMBER A RATA ÀS PEIXEIRAS!
PEDRINHO, JUNTA-TE AO PAULINHO E LAMBE O RABO AO SARNENTO!
Quanto aos verdadeiros vencedores:
Jerónimo venceu o quê? A CDU parece um doente terminal a quem ligaram mais um balão de oxigénio e,
o BE atingiu o limite que o separa de ser um partido incómodo e exigente de um partido moderado e contemporizador.
Posto isto, apresento as minhas condolências antecipadas ao povo português.
Havemos de chegar ao abismo! Agora vai demorar um pouco mais de tempo, mas havemos de lá chegar, caramba!
FINALMENTE A MERDA FOI CORRIDA DO GOVERNO DESTE PAÍS!
No entanto, para os vencedores convém mostrar alguma prudência e contenção, pois todos sabemos que os próximos tempos se adivinham difíceis e todos somos poucos para ajudar:
ESTAMOS TODOS DE PARABÉNS PORQUE O PRÓXIMO GOVERNO VAI TRAZER MAIS UM BALDE DE MERDA PARA CADA PORTUGUÊS!
Devemos respeitar sempre os derrotados, pois hoje foram eles, amanhã podemos ser nós...
PAULINHO, VAI LAMBER A RATA ÀS PEIXEIRAS!
PEDRINHO, JUNTA-TE AO PAULINHO E LAMBE O RABO AO SARNENTO!
Quanto aos verdadeiros vencedores:
Jerónimo venceu o quê? A CDU parece um doente terminal a quem ligaram mais um balão de oxigénio e,
o BE atingiu o limite que o separa de ser um partido incómodo e exigente de um partido moderado e contemporizador.
Posto isto, apresento as minhas condolências antecipadas ao povo português.
Havemos de chegar ao abismo! Agora vai demorar um pouco mais de tempo, mas havemos de lá chegar, caramba!
quinta-feira, fevereiro 17, 2005
quarta-feira, fevereiro 16, 2005
O Debate
Isto está a aquecer. E vem mesmo a calhar a irmãzinha ter batido a bota nesta altura. Deus não dorme e não esquece os seus fiéis. Bem me dizia o Bagão por entre a reza do terço no concelho de ministros: Pedro, vai por mim. Quanto mais pecares maior o teu arrependimento. E quanto mais te arrependeres mais Deus se lembrará de ti.
E assim foi. Quantas vezes me arrependi na vida? Tantas quantas as vezes que desisti de fazer alguma coisa. E agora vem este milagre, ouro sobre azul.
Como 1º ministro decretei luto nacional e suspendi a campanha. Claro que os bispos comunas não perderam a oportunidade, e vai de chamar oportunistas a quem, como eu, sente uma enorme tristeza no peito pela morte de um ser tão importante, como se chamava a fulana? Vai daí, gravata preta sobre camisa branca e toca a ir ao debate na TV que se faz tarde. O Paulo traíu-me, não traz gravata preta. Começo a ficar desconfiado com a defesa que ele faz dos seus ministros. Então não andámos todos no mesmo barco a fazer o mesmo frete? O que andavam esses ministros a fazer enquanto eu curtia nas boites? Iam à missa? Começo a sentir mais uma facadinha nas costas...
O filósofo atira-se a mim com todas as unhas e dentes e eu perco-me no decote da moderadora...O que disse o gajo? O fuínha com voz de padre também começa a desancar-me. Irrita-me este gajo. Onde estará o fazedor de boatos? Este gajo bem merece um, tipo pedófilo, pederasta ou coisa assim. Ainda bem que o comuna errouqueceu. É menos um a chatear. E além do mais o homem tem mau aspecto, com aquela fuça cheia de rugas, mais parece um operário. É a minha vez de falar. Ainda bem que trago a lição bem estudada. Estas frases custam um pouco a decorar, já o dedinho da mão dobrado a fazer um zero (porquê um zero?) não me custa tanto a fazer. É quase um tique. O fuínha fala não sei quê da fusão de bancos, da isenção fiscal, coisa complicada. O filósofo atira-se a mim, últimamente anda muito atiradiço. Intervalo.
Telefono ao Elias que já teve alta do Júlio de Matos. O que é isso da fusão de bancos, que merda é essa que fizeram que eu não sei de nada? O Elias, como sempre bem informado, explica que no passado o governo do filósofo fez o mesmo. Este Elias é magnífico! Sabe tudo! Não sei se fiz bem em admitir o Delgado...
O debate prossegue. Respondo ao filósofo que o governo de que ele fez parte também arranjou umas benesses à banca. O fuínha diz que eu estou a desculpar o meu erro com os erros dos outros e que isso é muito feio. Será que este gajo pensa que eu sou algum puto malcriado? No meio de tudo isto o Paulo continua calado, e só fala para se elogiar e elogiar os seus capangas: o Bagão para aqui, a Zézinha para acolá, não sei quê, não sei quê...
Final do debate. Respiro de alívio. A moderadora continua a provocar-me com o decote. Cumprimento democráticamente os meus adversários, dá sempre um bom efeito na TV quando passam o genérico final. Telefono ao Elias para lhe agradecer. Mas o gajo está de novo internado, parece que se esqueceu de tomar os comprimidos.
Meto-me no Jaguar, seguido pelos guarda-costas no Mercedes, os mercenários no Toyota, o general no BMW, os bombeiros no carro de bombeiros, os paramédicos na ambulância, as coristas no Clio. Pelo canto olho vejo o Paulo a sussurrar qualquer coisa ao filósofo. Engato a 1ª e saio dali com os pneus a chiar. Encontro-me com o professor no Boca na Botija, e não resisto, começo a chorar no seu ombro. O professor enxota-me, nada de confiança, diz, deixa-me ler os 386 livros que me restam esta semana. E eu que fiz tudo o que ele me pediu para que fosse para a TV pública ganhar um balúrdio! Ingrato!
Despeço a comitiva e fico só com as coristas. Combino com elas um programa especial para dia 20 à noite. Largo a gravata preta no contentor do lixo e rezo uma ave-maria, não vá alguém estar a ver.
E assim foi. Quantas vezes me arrependi na vida? Tantas quantas as vezes que desisti de fazer alguma coisa. E agora vem este milagre, ouro sobre azul.
Como 1º ministro decretei luto nacional e suspendi a campanha. Claro que os bispos comunas não perderam a oportunidade, e vai de chamar oportunistas a quem, como eu, sente uma enorme tristeza no peito pela morte de um ser tão importante, como se chamava a fulana? Vai daí, gravata preta sobre camisa branca e toca a ir ao debate na TV que se faz tarde. O Paulo traíu-me, não traz gravata preta. Começo a ficar desconfiado com a defesa que ele faz dos seus ministros. Então não andámos todos no mesmo barco a fazer o mesmo frete? O que andavam esses ministros a fazer enquanto eu curtia nas boites? Iam à missa? Começo a sentir mais uma facadinha nas costas...
O filósofo atira-se a mim com todas as unhas e dentes e eu perco-me no decote da moderadora...O que disse o gajo? O fuínha com voz de padre também começa a desancar-me. Irrita-me este gajo. Onde estará o fazedor de boatos? Este gajo bem merece um, tipo pedófilo, pederasta ou coisa assim. Ainda bem que o comuna errouqueceu. É menos um a chatear. E além do mais o homem tem mau aspecto, com aquela fuça cheia de rugas, mais parece um operário. É a minha vez de falar. Ainda bem que trago a lição bem estudada. Estas frases custam um pouco a decorar, já o dedinho da mão dobrado a fazer um zero (porquê um zero?) não me custa tanto a fazer. É quase um tique. O fuínha fala não sei quê da fusão de bancos, da isenção fiscal, coisa complicada. O filósofo atira-se a mim, últimamente anda muito atiradiço. Intervalo.
Telefono ao Elias que já teve alta do Júlio de Matos. O que é isso da fusão de bancos, que merda é essa que fizeram que eu não sei de nada? O Elias, como sempre bem informado, explica que no passado o governo do filósofo fez o mesmo. Este Elias é magnífico! Sabe tudo! Não sei se fiz bem em admitir o Delgado...
O debate prossegue. Respondo ao filósofo que o governo de que ele fez parte também arranjou umas benesses à banca. O fuínha diz que eu estou a desculpar o meu erro com os erros dos outros e que isso é muito feio. Será que este gajo pensa que eu sou algum puto malcriado? No meio de tudo isto o Paulo continua calado, e só fala para se elogiar e elogiar os seus capangas: o Bagão para aqui, a Zézinha para acolá, não sei quê, não sei quê...
Final do debate. Respiro de alívio. A moderadora continua a provocar-me com o decote. Cumprimento democráticamente os meus adversários, dá sempre um bom efeito na TV quando passam o genérico final. Telefono ao Elias para lhe agradecer. Mas o gajo está de novo internado, parece que se esqueceu de tomar os comprimidos.
Meto-me no Jaguar, seguido pelos guarda-costas no Mercedes, os mercenários no Toyota, o general no BMW, os bombeiros no carro de bombeiros, os paramédicos na ambulância, as coristas no Clio. Pelo canto olho vejo o Paulo a sussurrar qualquer coisa ao filósofo. Engato a 1ª e saio dali com os pneus a chiar. Encontro-me com o professor no Boca na Botija, e não resisto, começo a chorar no seu ombro. O professor enxota-me, nada de confiança, diz, deixa-me ler os 386 livros que me restam esta semana. E eu que fiz tudo o que ele me pediu para que fosse para a TV pública ganhar um balúrdio! Ingrato!
Despeço a comitiva e fico só com as coristas. Combino com elas um programa especial para dia 20 à noite. Largo a gravata preta no contentor do lixo e rezo uma ave-maria, não vá alguém estar a ver.
segunda-feira, fevereiro 14, 2005
T-mail #2
O meu pai está preso.
Eu sei que ele é casmurro e ainda não aceita (ou sequer compreende) as leis mais recentes sobre a PI (Propriedade Intelectual) mas, fazer o que fez em local público, com os "spyeyes" e os "wallears" é levar as coisas a um extremo... muito extremado. Talvez sejam restos das maluquices que fazia com o seu grupo de amigos - parece que se chamavam "a TM".
Então não é que ele se pôs a contar, na roda de amigos que estavam no jardim, um episódio de uma série qualquer que tinha visto na TRISENS (TRISENS é o antigo formato constituído por VÍDEO a 3 dimensões, som sexofónico (6 vias) e cheiro, mas que foi abandonado quando os piratas começaram a interferir no canal do cheiro....).
Será que ele se esqueceu que tudo o que vê nos meios de comunicação não pode ser discutido, comentado ou falado em público, excepto se tiver a ?bolinha verde?? Eu sei que nos tempos dele nada era assim e (vejam lá a doidice) até na rua podiam assobiar e cantarolar qualquer música, podiam discutir filmes, séries, etc. Ele até diz que era aceitável comprar músicas num suporte qualquer e mudá-lo para outro (ele fala em Discos LP para cassetes ? não sei o que isto será).
Como já te disse no T-mail anterior (TMail#1) , agora até muitos dos pratos de comida típica estão sujeitos a PI e inclusivamente o WORD3000 tem um verificador de PI que nos desconta automaticamente uns cêntimos quando utilizamos frases sujeitas a PI.
Felizmente estou a escrever isto num velho computador LINUX (que é isto?) que o meu pai diz ser à prova destas verificações, mas mesmo assim não o ligo a nenhuma rede e tenho um filtro na ligação à fonte de energia. Claro que foi difícil aprender a trabalhar com isto ? é preciso usar uma maquineta com as letras (um ?teclado? segundo me parece) - pois é impossível o reconhecimento de voz, o que torna muito mais lenta a escrita de qualquer coisa (levei 2 horas para escrever este mail).
Bem, termino por agora e vou tentar falar com o conselheiro judicial na rede (que é uma IA ? Inteligência Artificial) para ver o que posso fazer pelo velhote.
Eu sei que ele é casmurro e ainda não aceita (ou sequer compreende) as leis mais recentes sobre a PI (Propriedade Intelectual) mas, fazer o que fez em local público, com os "spyeyes" e os "wallears" é levar as coisas a um extremo... muito extremado. Talvez sejam restos das maluquices que fazia com o seu grupo de amigos - parece que se chamavam "a TM".
Então não é que ele se pôs a contar, na roda de amigos que estavam no jardim, um episódio de uma série qualquer que tinha visto na TRISENS (TRISENS é o antigo formato constituído por VÍDEO a 3 dimensões, som sexofónico (6 vias) e cheiro, mas que foi abandonado quando os piratas começaram a interferir no canal do cheiro....).
Será que ele se esqueceu que tudo o que vê nos meios de comunicação não pode ser discutido, comentado ou falado em público, excepto se tiver a ?bolinha verde?? Eu sei que nos tempos dele nada era assim e (vejam lá a doidice) até na rua podiam assobiar e cantarolar qualquer música, podiam discutir filmes, séries, etc. Ele até diz que era aceitável comprar músicas num suporte qualquer e mudá-lo para outro (ele fala em Discos LP para cassetes ? não sei o que isto será).
Como já te disse no T-mail anterior (TMail#1) , agora até muitos dos pratos de comida típica estão sujeitos a PI e inclusivamente o WORD3000 tem um verificador de PI que nos desconta automaticamente uns cêntimos quando utilizamos frases sujeitas a PI.
Felizmente estou a escrever isto num velho computador LINUX (que é isto?) que o meu pai diz ser à prova destas verificações, mas mesmo assim não o ligo a nenhuma rede e tenho um filtro na ligação à fonte de energia. Claro que foi difícil aprender a trabalhar com isto ? é preciso usar uma maquineta com as letras (um ?teclado? segundo me parece) - pois é impossível o reconhecimento de voz, o que torna muito mais lenta a escrita de qualquer coisa (levei 2 horas para escrever este mail).
Bem, termino por agora e vou tentar falar com o conselheiro judicial na rede (que é uma IA ? Inteligência Artificial) para ver o que posso fazer pelo velhote.
quarta-feira, fevereiro 02, 2005
O Boato
O esquema já estava montado. O Elias fez valer os seus conhecimentos no Brasil e a notícia saiu, como se esperava, no tal jornaleco de Paraguiguagaçu, com direito a site na net e tudo. Por cá, e tal como estava combinado, o pasquim "O Homicídio" copiou para a 1ª página a grande bronca: "O filósofo é picolho!" Evitou-se assim um processo por difamação ao dito jornal, que até aumentou as vendas.
Mas o Elias avisou-me que isto não chegava, pois a internet ainda não tinha chegado a Vale de Palhaços e que pouca gente iria saber que o filósofo afinal gostava da fruta com bicho. Vai daí, e a conselho do Elias, lancei como tema da campanha o referendo sobre casamento dos mariconços, e até o Arnaldo deu uma ajudinha naquela célebre entrevista em que respondeu a uma pergunta sobre economia da seguinte maneira:
- Perguntem antes ao filósofo o que ele pensa sobre o casamento entre fufas e paneleiros.
E para mostrar que não me misturo com essa gente resolvi organizar, a conselho do Elias, uma mega-jantar com cerca de mil gajas minhas apoiantes, creio até que algumas já conhecia de Entre-Lençóis ou do Boca na Botija, e vai daí as garinas desataram todas a elogiar cá o artista, viva o garanhão de Vale de Palhaços, longa vida ao Mete-e-Tira da Lapa, e eu a ver como é que o filósofo iria sair desta, como é que ele iria tapar o buraco em que eu o estava a meter. E o meu entusiasmo foi de tal ordem que, enebriado pelo cheiro tentador de tanta fêmea e a presença das câmaras da TV, não resisti a lançar mais uma farpa à pessoa do filósofo, esta sim para o arrumar de vez:
- O meu adversário organizaria um mega-jantar com mil marinheiros, que depois o levariam ao colo...
Foi o delírio. Isto é, foi até o Elias se aproximar de mim a arrepelar os cabelos e a gritar:
- Conho de merda! Deitaste tudo a perder! Agora vão estar todos contra nós!
Fiquei surpreendido. Então a estratégia não era esta para fugir aos debates sobre politica ou lá o que é isso? Mas o Elias já não me ouvia. Batia repetidamente com a cabeça na ombreira da porta e babava-se abundantemente.
Mas o gajo tinha razão! Ouve um tal estardalhaço na opinião pública que eu tive a necessidade de prestar algumas esclarecimentos. Assim, pus o meu ar mais vitimizado de sempre e neguei tudo, que tudo não passava de um equívoco, o filósofo é que andava a espalhar o boato de ser picolho para no fim aparecer como vítima de uma cabala, e que a vida privada de cada um não era para aqui chamada, pois eu até tinha fama de putanheiro, tanta como o filósofo tinha de paneleiro, e ninguém tinha nada a ver com isso, e que o lixado no meio de tudo isto era eu, que já tinha caído de uma incubadora, levado facadas nas costas, despedido sem aviso prévio, e que não era nenhum queixinhas mariconço como o filósofo, que se ofendia tanto por uma coisinha de nada. Pelo sim pelo não chamei o Delgado para me apoiar, coisa que aliás não preciso de lhe pedir, e o gajo fez logo a comparação entre mim e o Bush, esse grande estadista, cujo nível de competência igualava o meu, que foi atacado por todos os lados e ganhou as eleições, pior ainda, atacado por aviões comandados por sujeitos que andam de mãozinha dada lá na terra deles mas que espalham o terror e a desordem na terra dos outros. É claro que a pergunta que ficou no ar foi com quem andaria o filósofo de mãozinha dada nas horas vagas, nas horas em que não andava em campanha de difamação das pessoas de bem. No meio de tudo isto acabei por despedir o Elias, que passou a usar uma camisa de forças e um capacete de espuma para não amolgar mais a ombreira da porta, e contratei o Delgado que me agradeceu efusivamente com uma tirada magnânima: - No dia 20 é que a gente conversa!
Assim já estou mais descansado e confiante na vitória. Só falta convencer o eleitorado que o Louçã é radical, que o Jerónimo é comuna, e que o Portas é gay.
Mas o Elias avisou-me que isto não chegava, pois a internet ainda não tinha chegado a Vale de Palhaços e que pouca gente iria saber que o filósofo afinal gostava da fruta com bicho. Vai daí, e a conselho do Elias, lancei como tema da campanha o referendo sobre casamento dos mariconços, e até o Arnaldo deu uma ajudinha naquela célebre entrevista em que respondeu a uma pergunta sobre economia da seguinte maneira:
- Perguntem antes ao filósofo o que ele pensa sobre o casamento entre fufas e paneleiros.
E para mostrar que não me misturo com essa gente resolvi organizar, a conselho do Elias, uma mega-jantar com cerca de mil gajas minhas apoiantes, creio até que algumas já conhecia de Entre-Lençóis ou do Boca na Botija, e vai daí as garinas desataram todas a elogiar cá o artista, viva o garanhão de Vale de Palhaços, longa vida ao Mete-e-Tira da Lapa, e eu a ver como é que o filósofo iria sair desta, como é que ele iria tapar o buraco em que eu o estava a meter. E o meu entusiasmo foi de tal ordem que, enebriado pelo cheiro tentador de tanta fêmea e a presença das câmaras da TV, não resisti a lançar mais uma farpa à pessoa do filósofo, esta sim para o arrumar de vez:
- O meu adversário organizaria um mega-jantar com mil marinheiros, que depois o levariam ao colo...
Foi o delírio. Isto é, foi até o Elias se aproximar de mim a arrepelar os cabelos e a gritar:
- Conho de merda! Deitaste tudo a perder! Agora vão estar todos contra nós!
Fiquei surpreendido. Então a estratégia não era esta para fugir aos debates sobre politica ou lá o que é isso? Mas o Elias já não me ouvia. Batia repetidamente com a cabeça na ombreira da porta e babava-se abundantemente.
Mas o gajo tinha razão! Ouve um tal estardalhaço na opinião pública que eu tive a necessidade de prestar algumas esclarecimentos. Assim, pus o meu ar mais vitimizado de sempre e neguei tudo, que tudo não passava de um equívoco, o filósofo é que andava a espalhar o boato de ser picolho para no fim aparecer como vítima de uma cabala, e que a vida privada de cada um não era para aqui chamada, pois eu até tinha fama de putanheiro, tanta como o filósofo tinha de paneleiro, e ninguém tinha nada a ver com isso, e que o lixado no meio de tudo isto era eu, que já tinha caído de uma incubadora, levado facadas nas costas, despedido sem aviso prévio, e que não era nenhum queixinhas mariconço como o filósofo, que se ofendia tanto por uma coisinha de nada. Pelo sim pelo não chamei o Delgado para me apoiar, coisa que aliás não preciso de lhe pedir, e o gajo fez logo a comparação entre mim e o Bush, esse grande estadista, cujo nível de competência igualava o meu, que foi atacado por todos os lados e ganhou as eleições, pior ainda, atacado por aviões comandados por sujeitos que andam de mãozinha dada lá na terra deles mas que espalham o terror e a desordem na terra dos outros. É claro que a pergunta que ficou no ar foi com quem andaria o filósofo de mãozinha dada nas horas vagas, nas horas em que não andava em campanha de difamação das pessoas de bem. No meio de tudo isto acabei por despedir o Elias, que passou a usar uma camisa de forças e um capacete de espuma para não amolgar mais a ombreira da porta, e contratei o Delgado que me agradeceu efusivamente com uma tirada magnânima: - No dia 20 é que a gente conversa!
Assim já estou mais descansado e confiante na vitória. Só falta convencer o eleitorado que o Louçã é radical, que o Jerónimo é comuna, e que o Portas é gay.
sexta-feira, janeiro 28, 2005
A Fraude
Depois de mais um ano encerrado, decidi abrir uma excepção: levantei-me cedo. A vizinha do lado ficou aparvalhada de todo quando me viu a descer no elevador àquela hora da manhã, e até o polícia de giro escreveu uma nota qualquer quando me encarou. Acordei os guarda-costas que vigiavam a rua escondidos no contentor do lixo e lá fomos todos juntos direitinhos ao Boca na Botija. O Silva ainda não conseguira estar sóbrio desde a semana passada e a Lecas continuava dengosa a tentar engatar clientes junto ao balcão, o que é uma tarefa difícil para ela desde que fez a operação aos olhos que a deixou a olhar para quem está à sua direita quando está a conversar com quem está à sua esquerda. Mas foi devido a esta nova qualidade que a Lecas conseguiu entrar para o Partido Socialista, e desconfio que as suas tentativas de engate não são mais que um processo de ganhar novos aderentes ao partido, aqui para nós uma tarefa ingrata. Cumprimentei-a com um aceno de cabeça, dei uma palmada amigável nas costas do Silva que se estatelou ao comprido de nariz no chão espirrando sangue por todos os lados, e pedi chás de camomila para os guarda-costas e um batido de cenoura para mim. O barman olhou para mim desconfiado, talvez a pensar o que faz aqui este gajo a estas horas da manhã, e tratou de aviar o pedido embora mais lentamente que o costume. Acendi o primeiro havano do dia e contemplei o trânsito lá fora que a essa hora já rondava o caos absoluto. Há anos que andava a perder o encanto das manhãs, o trânsito, as pessoas afogueadas para o trabalho, os transportes inchados de gente, as apitadelas, o barulho dos motores, a poluição atmosférica... e de repente dei por mim com uma vontade apocalíptica de escrever um poema, de aproveitar a manhã em qualquer actividade lúdica, de pedir desculpa às minhas ex-esposas por ter sido um mau marido. E estava eu nestas conjecturas quando entra pelo bar adentro o Elias, vermelho que nem um pimentão, e salta para cima de mim agarrando as bandas do meu casaco novo Vito Corleone e desata aos berros e aos insultos. Depois de umas valentes coronhadas desferidas pelos guarda-costas, é que acalmou e contou por entre os dentes recentemente partidos a causa da sua indignação.
Fraude! Gemeu ele. Há uma mega-fraude nas sondagens! E perderia de novo as estribeiras se os guarda-costas não estivessem atentos e o chamassem à razão com mais uns tabefes. Com alguma dificuldade o Elias lá me explicou que as empresas de sondagens estavam a prever a derrota do Partido nas eleições e isso só podia ser uma fraude ou manipulação dos inquéritos. Dei ordem aos guarda-costas para enxotarem o Elias dali para fora, apaguei o havano no batido, e de repente a inspiração poética deixou de o ser, sentido-me triste e irremediávelmente só. A manhã perdera o encanto e amaldiçoei o dia em que me levantara tão cedo. Estava eu cozendo estas maleitas no lume brando da minha auto-estima quando o telemóvel tocou. Era o presidente da Ordem dos Pato Bravos a reclamar o dinheiro que dera para a campanha. Se o Partido ia perder preferia finançiar o suposto vencedor. Desliguei-lhe o telemóvel e já este tocava de novo. Desta vez era o Supremo Banqueiro a avisar do congelamento da transacção prevista para ajudar a campanha, e que também preferia finançiar o vencedor das sondagens. Desculpou-se, pois militava no Partido, mas o SEU interesse nacional estava primeiro, e até já aderira ao Movimento Empresarial Liberal do Capital Unidos Venceremos.
Esmaguei o telemóvel com o tacão da bota texana, e saí do Boca na Botija completamente fora de mim. Os guarda-costas ainda me tentaram seguir mas o meu olhar assassino fê-los desistir. Comprei uma Uzi em 2ª mão, quatro carregadores e um cinto de granadas. Vesti o camuflado, enchi os bolsos com rações de combate e escondi-me no esgoto.
Ainda por cá ando, à espera do próximo Congresso do Partido...
Fraude! Gemeu ele. Há uma mega-fraude nas sondagens! E perderia de novo as estribeiras se os guarda-costas não estivessem atentos e o chamassem à razão com mais uns tabefes. Com alguma dificuldade o Elias lá me explicou que as empresas de sondagens estavam a prever a derrota do Partido nas eleições e isso só podia ser uma fraude ou manipulação dos inquéritos. Dei ordem aos guarda-costas para enxotarem o Elias dali para fora, apaguei o havano no batido, e de repente a inspiração poética deixou de o ser, sentido-me triste e irremediávelmente só. A manhã perdera o encanto e amaldiçoei o dia em que me levantara tão cedo. Estava eu cozendo estas maleitas no lume brando da minha auto-estima quando o telemóvel tocou. Era o presidente da Ordem dos Pato Bravos a reclamar o dinheiro que dera para a campanha. Se o Partido ia perder preferia finançiar o suposto vencedor. Desliguei-lhe o telemóvel e já este tocava de novo. Desta vez era o Supremo Banqueiro a avisar do congelamento da transacção prevista para ajudar a campanha, e que também preferia finançiar o vencedor das sondagens. Desculpou-se, pois militava no Partido, mas o SEU interesse nacional estava primeiro, e até já aderira ao Movimento Empresarial Liberal do Capital Unidos Venceremos.
Esmaguei o telemóvel com o tacão da bota texana, e saí do Boca na Botija completamente fora de mim. Os guarda-costas ainda me tentaram seguir mas o meu olhar assassino fê-los desistir. Comprei uma Uzi em 2ª mão, quatro carregadores e um cinto de granadas. Vesti o camuflado, enchi os bolsos com rações de combate e escondi-me no esgoto.
Ainda por cá ando, à espera do próximo Congresso do Partido...
quarta-feira, janeiro 19, 2005
Santana Lopes propõe um ?levantamento geral? nas próximas eleições
Ora aqui está uma proposta bem esgalhada, uma coisa bem mais explícita que o ?astral elevado? que o mesmo dito cujo personagem também propôs.
Se cerca de 86,63% * da população não sabe o que é o astral para o poder elevar, quando o homem fala em ?levantamento geral? as pessoas poderão levantar o que quiserem ou puderem, e assim é bem possível que o dito astral também se levante no meio da confusão. Mas, considerando a fama (não, não é a da incompetência!) que persegue o 1º ministro demissionário, logo o significado salta à vista quando ele fala em ?levantamento geral?, ou seja, do que pode e deve ser levantado!
Com o amor às metáforas que o 1º parece ter (facadas nas costas, bébés na incubadora, etc..) este ?levantamento geral? só pode ser alusivo à falta de tesão dos portugueses! Imaginem o que vai ser no dia das eleições 10 milhões de portugueses e portuguesas (elas também têm tesão, seus ignorantes!) de moca afiada a passearem pelas ruas, a irem à missa, a andarem de metro, ou simplesmente a irem votar, com o enchumaço saliente no entre-pernas ou a fazerem olhinhos lânguidos e provocadores aos elementos do sexo oposto!**
Portugueses e portuguesas preparem-se! Quem não tiver tesão, não terá o progresso à mão!
* Inquérito feito pelo Cestodagávea via SMS a 200 milhões de portugueses com uma margem de erro de 99,82%
** Aqui só entram heterossexuais!
Se cerca de 86,63% * da população não sabe o que é o astral para o poder elevar, quando o homem fala em ?levantamento geral? as pessoas poderão levantar o que quiserem ou puderem, e assim é bem possível que o dito astral também se levante no meio da confusão. Mas, considerando a fama (não, não é a da incompetência!) que persegue o 1º ministro demissionário, logo o significado salta à vista quando ele fala em ?levantamento geral?, ou seja, do que pode e deve ser levantado!
Com o amor às metáforas que o 1º parece ter (facadas nas costas, bébés na incubadora, etc..) este ?levantamento geral? só pode ser alusivo à falta de tesão dos portugueses! Imaginem o que vai ser no dia das eleições 10 milhões de portugueses e portuguesas (elas também têm tesão, seus ignorantes!) de moca afiada a passearem pelas ruas, a irem à missa, a andarem de metro, ou simplesmente a irem votar, com o enchumaço saliente no entre-pernas ou a fazerem olhinhos lânguidos e provocadores aos elementos do sexo oposto!**
Portugueses e portuguesas preparem-se! Quem não tiver tesão, não terá o progresso à mão!
* Inquérito feito pelo Cestodagávea via SMS a 200 milhões de portugueses com uma margem de erro de 99,82%
** Aqui só entram heterossexuais!
terça-feira, janeiro 18, 2005
sexta-feira, dezembro 31, 2004
As minhas previsões para 2005
Sócrates e o PS ganharão as eleições em Fevereiro mas sem maioria absoluta. Voltará o folhetim do queijo limiano.
Sócrates não aguenta a pedalada e pede a demissão. É substituído por Guterres.
A oposição passa a ser liderada por Santana Lopes que exije a demissão do governo e eleições antecipadas.
Paulo Portas emigra para o Burkina Fasso devido a envolvimento em escândalos sexuais.
Cinha Jardim é eleita presidente do CDS-PP.
Jorge Sampaio sofre outra arritmia mas recupera bem.
Sócrates entra na Quinta das Celebridades II com Santana Lopes que entretanto suspende a presidência do PSD. Morais Sarmento é o novo presidente substituto.
Guterres abandona o lugar de 1º ministro e anuncia a sua candidatura à presidência da Républica.
António Vitorino toma-lhe o lugar, mas desiste ao ser convidado para presidente da comissão europeia devido ao abandono do lugar por parte de Durão Barroso.
Durão Barroso é eleito secretário geral do MRPP devido ao abandono de Garcia Pereira que funda o MRPP-reconstruído.
Jerónimo de Sousa é convidado a supervisionar as oitavas eleições na Ucrânia, e desaparece sem deixar rasto. Odete Santos deixa o teatro para ocupar o lugar de secretária-geral do PCP.
Sócrates irrita-se com Santana na Quinta das Celebridades e abandona o programa.
Santana Lopes vence sózinho e arrecada uma bela maquia para pagar as dívidas contraídas enquanto presidente da Câmara da Figueira da Foz e de Lisboa.
Face à quebra de vendas do queijo limiano, o governo PS cai e é substituído pela direcção da Confederação da Indústria Portuguesa.
Sampaio demite-se da Presidência por não ter nada para fazer e pede a reforma.
Todos os deputados, menos os do BE pedem a demissão.
Francisco Louçã é eleito presidente da Assembleia da República.
Santana Lopes é eleito presidente da República mas desiste antes de tomar posse.
Face aos acontecimentos, o povo demite-se e emigra. Os países asiáticos devastados pelo tsunami são o novo destino.
Espanha anexa o que resta de Portugal, e transforma-o numa coutada de caça e balão de ensaio para políticas de risco.
Cinha Jardim aprende castelhano e torna-se amante de Zapatero.
Paulo Portas regressa para aprender castelhano e tornar-se amante de Zapatero, mas este recusa.
Santana Lopes aprende castelhano para ser o motorista de Zapatero.
Sócrates aprende castelhano para ver se consegue aprender alguma coisa.
O ano de 2005 chega ao fim sem mais nada de interesse para contar.
Sócrates não aguenta a pedalada e pede a demissão. É substituído por Guterres.
A oposição passa a ser liderada por Santana Lopes que exije a demissão do governo e eleições antecipadas.
Paulo Portas emigra para o Burkina Fasso devido a envolvimento em escândalos sexuais.
Cinha Jardim é eleita presidente do CDS-PP.
Jorge Sampaio sofre outra arritmia mas recupera bem.
Sócrates entra na Quinta das Celebridades II com Santana Lopes que entretanto suspende a presidência do PSD. Morais Sarmento é o novo presidente substituto.
Guterres abandona o lugar de 1º ministro e anuncia a sua candidatura à presidência da Républica.
António Vitorino toma-lhe o lugar, mas desiste ao ser convidado para presidente da comissão europeia devido ao abandono do lugar por parte de Durão Barroso.
Durão Barroso é eleito secretário geral do MRPP devido ao abandono de Garcia Pereira que funda o MRPP-reconstruído.
Jerónimo de Sousa é convidado a supervisionar as oitavas eleições na Ucrânia, e desaparece sem deixar rasto. Odete Santos deixa o teatro para ocupar o lugar de secretária-geral do PCP.
Sócrates irrita-se com Santana na Quinta das Celebridades e abandona o programa.
Santana Lopes vence sózinho e arrecada uma bela maquia para pagar as dívidas contraídas enquanto presidente da Câmara da Figueira da Foz e de Lisboa.
Face à quebra de vendas do queijo limiano, o governo PS cai e é substituído pela direcção da Confederação da Indústria Portuguesa.
Sampaio demite-se da Presidência por não ter nada para fazer e pede a reforma.
Todos os deputados, menos os do BE pedem a demissão.
Francisco Louçã é eleito presidente da Assembleia da República.
Santana Lopes é eleito presidente da República mas desiste antes de tomar posse.
Face aos acontecimentos, o povo demite-se e emigra. Os países asiáticos devastados pelo tsunami são o novo destino.
Espanha anexa o que resta de Portugal, e transforma-o numa coutada de caça e balão de ensaio para políticas de risco.
Cinha Jardim aprende castelhano e torna-se amante de Zapatero.
Paulo Portas regressa para aprender castelhano e tornar-se amante de Zapatero, mas este recusa.
Santana Lopes aprende castelhano para ser o motorista de Zapatero.
Sócrates aprende castelhano para ver se consegue aprender alguma coisa.
O ano de 2005 chega ao fim sem mais nada de interesse para contar.
quinta-feira, dezembro 02, 2004
Enchi o Saco!
Enquanto o parlamentar Silva discursava disparando insultos e gafanhotos por todo o hemiciclo, o parlamentar Costa dormitava e sonhava com havaianas nuas a dançar ao som do ukelele, o parlamentar Sousa tirava com precisão a cera dos ouvidos com o saca-rolhas, o parlamentar Santos coleccionava burriés na base do microfone, a disponente Mafalda fazia a pedicure ao adjunto, e o presidente engolia sapos vivos que retirava de um balde a seus pés, eu tratava de tentar encher o saco, tarefa que completei ao cabo de 3 meses sem comer nem dormir, nem sequer ir a casa pôr o rinoceronte a fazer as necessidades, sei lá o estado de sítio em que tudo aquilo estaria.
Fechei o saco com a guita que o consul de Myanmar me presenteara pelos serviços prestados, e corri ao mcdonald´s mais próximo a fim de matar a fome e a sede.
Tive azar.
Era dia de macrobiótica e os bushinhos de plástico estavam esgotados, pelo que tive de optar pela cantina do parlamento, onde o manjar não vai além de postas de peixe-espada e dos arrotos da praxe. Já ia na oitava posta quando o Elias me ligou esbaforido a exigir que viesse logo, pois o 1º ministro caira da incubadora e fracturara o externo. Engoli o que restava do peixe-espada com espinhas e tudo, emborquei o que restava do último bidon de cerveja, arrotei com estrondo e corri da cantina para fora esmagando o crânio ao chefe Lemos que procurava o cromo do Figo debaixo da mesa. Apanhei o saco no caminho e entrei no gabinete do Elias sem bater no porteiro que ficou a olhar para mim suplicante.
Já lá estavam todos: o Teles da mercearia, o construtor, a carpideira, o Aníbal, o intelectual e o apanha-bolas. Onde está o 1º ministro? Perguntei espirrando suor, baba e espuma de cerveja por todos os lados. O Elias olhou para mim com ar reprovador e a carpideira parou de carpir.
Que andaste a fazer até agora? Temos de tomar já uma decisão urgente e tu a encher o saco num canto qualquer sem dar cavaco! Temos de descartar responsabilidades deste caso!
O Teles da mercearia pôs o dedo no ar a medo: Podíamos dizer que o externo já vinha partido da fábrica... O Elias praguejou (em inglês, diga-se) e deu um murro com tal força na secretária que esta saiu dali a ganir. É sempre assim quando se irrita.
Incompetentes! Estou rodeado de incompetentes! Gritou ele acordando o ministro da Abundância que ainda não sabia se existia. E saiu porta fora deixando-nos a todos parados e ambasbacados a olhar uns para os outros. É claro que o ministro aproveitou e pediu logo ali a demissão, enquanto o Teles olhava para o próprio dedo com ar de desconfiado. O Aníbal ainda tentou dizer qualquer coisa, mas a carpideira começou de novo a chorar. O construtor e o intectual saíram de mão de dada, e eu pensei para comigo que o apanha-bolas até nem era um mau bode expiatório. Mas tive pena dele, o gajo não merecia. Assim, peguei no saco e empurrei o apanha-bolas porta fora, a carpideira que se lixasse.
Desta vez não me esqueci de bater no porteiro que me agradeceu a escorrer sangue, e todos os três, eu, saco e apanha-bolas lá fomos à tasca mais próxima comemorar.
Não é todos dias que um 1º ministro cai da incubadora.
Bebemos uns copos, fizemos umas saúdes, e no final já bem bebidos cantámos o hino nacional. De volta ao parlamento esvaziei o saco na escadaria principal e pela primeira vez em quase 3 meses senti-me quase feliz.
Fechei o saco com a guita que o consul de Myanmar me presenteara pelos serviços prestados, e corri ao mcdonald´s mais próximo a fim de matar a fome e a sede.
Tive azar.
Era dia de macrobiótica e os bushinhos de plástico estavam esgotados, pelo que tive de optar pela cantina do parlamento, onde o manjar não vai além de postas de peixe-espada e dos arrotos da praxe. Já ia na oitava posta quando o Elias me ligou esbaforido a exigir que viesse logo, pois o 1º ministro caira da incubadora e fracturara o externo. Engoli o que restava do peixe-espada com espinhas e tudo, emborquei o que restava do último bidon de cerveja, arrotei com estrondo e corri da cantina para fora esmagando o crânio ao chefe Lemos que procurava o cromo do Figo debaixo da mesa. Apanhei o saco no caminho e entrei no gabinete do Elias sem bater no porteiro que ficou a olhar para mim suplicante.
Já lá estavam todos: o Teles da mercearia, o construtor, a carpideira, o Aníbal, o intelectual e o apanha-bolas. Onde está o 1º ministro? Perguntei espirrando suor, baba e espuma de cerveja por todos os lados. O Elias olhou para mim com ar reprovador e a carpideira parou de carpir.
Que andaste a fazer até agora? Temos de tomar já uma decisão urgente e tu a encher o saco num canto qualquer sem dar cavaco! Temos de descartar responsabilidades deste caso!
O Teles da mercearia pôs o dedo no ar a medo: Podíamos dizer que o externo já vinha partido da fábrica... O Elias praguejou (em inglês, diga-se) e deu um murro com tal força na secretária que esta saiu dali a ganir. É sempre assim quando se irrita.
Incompetentes! Estou rodeado de incompetentes! Gritou ele acordando o ministro da Abundância que ainda não sabia se existia. E saiu porta fora deixando-nos a todos parados e ambasbacados a olhar uns para os outros. É claro que o ministro aproveitou e pediu logo ali a demissão, enquanto o Teles olhava para o próprio dedo com ar de desconfiado. O Aníbal ainda tentou dizer qualquer coisa, mas a carpideira começou de novo a chorar. O construtor e o intectual saíram de mão de dada, e eu pensei para comigo que o apanha-bolas até nem era um mau bode expiatório. Mas tive pena dele, o gajo não merecia. Assim, peguei no saco e empurrei o apanha-bolas porta fora, a carpideira que se lixasse.
Desta vez não me esqueci de bater no porteiro que me agradeceu a escorrer sangue, e todos os três, eu, saco e apanha-bolas lá fomos à tasca mais próxima comemorar.
Não é todos dias que um 1º ministro cai da incubadora.
Bebemos uns copos, fizemos umas saúdes, e no final já bem bebidos cantámos o hino nacional. De volta ao parlamento esvaziei o saco na escadaria principal e pela primeira vez em quase 3 meses senti-me quase feliz.
quarta-feira, dezembro 01, 2004
ELES QUE SE CUIDEM!
E agora? - perguntou-me o sr. Zé por detrás do balcão na tasca onde entrei para comprar um maço de Português Suave sem filtro.
Referia-se o sr. Zé ao anúncio feito pelo presidente da república de dissolver a assembleia e eu, que não ligo ao que se passa por aí para além do futebol, fiquei com aquela cara de parvo que me é costume quando o Benfica perde e apenas lhe disse - Agora, o quê?
Foi assim que fiquei a saber daquilo, que o Santana e os outros todos estavam numa situação quase igual à minha, de empregado a termo certo de 2 meses.
Pôrra!, exclamei quando ia a caminho de casa. Logo agora que isto até estava mais ou menos, com um tipo no governo que até já foi presidente de um clube de futebol, fala bem e até me lembro vagamente de dizer que ia continuar a pôr isto no lugar que o seu tio, ou primo, já não me lembro bem, que lá estava antes dele, disse que ia fazer neste país.
Vamos lá a ver em que é que isto vai dar. Só espero que estes gajos não comecem a monopolizar a televisão com discursos e tretas, tirando o tempo de televisão às notícias do futebol e jogos.
O importante é que os gajos não se armem em parvos e deixem o pessoal assistir aos jogos a horas decentes e dêem mais dinheiro aos clubes, porque se assim não fôr, ainda sou capaz de me passar para a oposição ou lá o que é isso. Eles que se cuidem!
Referia-se o sr. Zé ao anúncio feito pelo presidente da república de dissolver a assembleia e eu, que não ligo ao que se passa por aí para além do futebol, fiquei com aquela cara de parvo que me é costume quando o Benfica perde e apenas lhe disse - Agora, o quê?
Foi assim que fiquei a saber daquilo, que o Santana e os outros todos estavam numa situação quase igual à minha, de empregado a termo certo de 2 meses.
Pôrra!, exclamei quando ia a caminho de casa. Logo agora que isto até estava mais ou menos, com um tipo no governo que até já foi presidente de um clube de futebol, fala bem e até me lembro vagamente de dizer que ia continuar a pôr isto no lugar que o seu tio, ou primo, já não me lembro bem, que lá estava antes dele, disse que ia fazer neste país.
Vamos lá a ver em que é que isto vai dar. Só espero que estes gajos não comecem a monopolizar a televisão com discursos e tretas, tirando o tempo de televisão às notícias do futebol e jogos.
O importante é que os gajos não se armem em parvos e deixem o pessoal assistir aos jogos a horas decentes e dêem mais dinheiro aos clubes, porque se assim não fôr, ainda sou capaz de me passar para a oposição ou lá o que é isso. Eles que se cuidem!
quarta-feira, novembro 24, 2004
Quem ri por ultimo
Ele estava junto da mãe, bem juntinho e sentia-se bem, protegido, aconchegado, o que não era nada mau no meio de todo o medo e violência que existia na cidade.
Os seu pai e tios conversavam enquanto as mulheres coziam, fazendo tempo para o jantar.
Começou a relembrar a visita que tinha feito no dia anterior ao hospital, com o seu pai que era lá enfermeiro. Os doentes, os gemidos, as feridas e mesmo as mortes não o afectaram muito pois a sua vontade, logo desde a primeira vez em que acompanhou o pai, foi descobrir maneiras de tratar e curar toda aquela gente.
Ele não sabia mas o seu cerebro estava preparado e como que pré-programado para aquele tipo de actividade - era como que uma mistura do cerebro de Albert Schweitzer, de Louis Pasteur e de Alexander Flemming, só que com um potencial muito maior devido aos conhecimentos entretanto acumulados no campo da medicina.
E continuou a sonhar, viu-se a curar doenças estranhas, a acalmar doent
NOTICIA: Heli-canhões das forças americanas destruiram um pequeno complexo habitacional no norte da cidade de Bagdad onde, segundo os serviços secretos, estavam reunidos dirigentes terroristas. Morreram, para além de 5 homens e 3 mulheres, 2 crianças, uma de 1 ano e outra de 7.
Noroeste dos Estados Unidos, um lago com águas ... nojentas, verde agoniante, com espuma castanha e um cheiro impossível de suportar. No fundo, bactérias, micróbios e outros organismos estranhos cuja existência talvez não fosse possível noutro ambiente.
Na margem a alguma distância dois homens.
- Mas não pensas que isto pode ser perigoso no futuro, toda esta poluição das fábricas a virem para aqui sem tratamento?
- Pode ser, mas no futuro, quando for necessário, teremos capacidade de tratar tudo isto ou então, ainda melhor, vendemos aos pretos do Iraque e dizemos que faz bem à pele...
- É pá no Iraque não há pretos, são árabes.
- Tanto faz, é tudo escumalha que devia ser morta. O que interessa é que o nosso presidente Bush diz que os tratamentos da água, ar e terra para reduzir a poluição é para maricas. Os outros gajos estão todos vendidos aos comunistas e querem é que nós gastemos dinheiro em coisas desnecessárias e assim não possamos saborear a nossa "american way of life".
NOTICIA: No Norte dos Estados Unidos estão a surgir variantes muito estranhas de doenças actuais. Embora não tenham atingido um nível minimamente alarmante, os técnicos dos serviços de saúde já começaram a sua analise para verificar a toxicidade, condições de propagação e possível preparação de vacinas.
Costa do Pacífico, um porto de embarque, um navio de passageiros chinês.
Na alfândega dois funcionários:
- Mas o que é isto? Só chinas a voltarem para a China e alguns já com várias gerações na América.
- E o que interessa? Deixa os amarelos voltarem para a terra deles. Desde que a china se tornou na 2ª potência mundial e ultrapassou os Japos e os maricas dos europeus, que estes gajos dizem que lá se vive melhor e têm mais oportunidades. Que se fodam, não precisamos deles para manter a nossa "american way of life". Olha aquela familia - o puto é esquisito, com uma cabeça muito grande.
- Estive à bocado a falar com eles. Dizem que o puto já nasceu assim devido à poluição no local onde viviam. Mas o puto está bem de saúde só que ao olhar para os olhos deles fez-me impressão - apesar dos seus 7 anos pareciam cheios de inteligência.
Quando eles passaram estava a jogar xadrez no meu tabuleiro portátil e o miudo olhou para o jogo, perguntou se podia jogar e depois derrotou-me em 7 jogadas. Estranhos e têm um nome também estranho que não é chinês nem americano - Rhitler.
- Olha, que se vão todos embora. O nosso presidente Bush é que tem razão, temos de cerrar fileiras nós americanos de raiz e chutar todos estes estrangeiros que só nos querem roubar e destruir o "american dream".
FUTURO - ENCICLOPÉDIA - 2050 - A QUEDA DO IMPÉRIO AMERICANO
A queda do império americano que no princípio do Séc.XXI era a única potência mundial, foi mais que uma queda, foi uma derrocada.
Primeiro foram enfraquecidos por epidemias contínuas de doenças estranhas para as quais só um génio do nível de Pasteur, Flemming ou Schweitzer poderia arranjar cura e que reduziram a população branca em 3/4.
A seguir foram invadidos pelos chineses, comandados pelo Grande Lider Rhitler, um homem com uma cabeça descomunal e uma capacidade estratégica superior à de Gengis Khan, Alexandre Magno e Napoleão juntos.
Apresentando como desculpa de que não necessitavam de tanto espaço para tão pouca gente.
As forças armadas americanas ainda tentaram resistir mas uma táctica de guerra completamente desastrada do general responsável pela defesa (Bush IV que se dizia ser atrasado mental) acelerou a derrocada.
Actualmente os chineses são a única potência mundial e dos americanos só temos os antigos filmes de cowboys.
QUEM RI POR ULTIMO... É PORQUE TODOS OS OUTROS MORRERAM
Os seu pai e tios conversavam enquanto as mulheres coziam, fazendo tempo para o jantar.
Começou a relembrar a visita que tinha feito no dia anterior ao hospital, com o seu pai que era lá enfermeiro. Os doentes, os gemidos, as feridas e mesmo as mortes não o afectaram muito pois a sua vontade, logo desde a primeira vez em que acompanhou o pai, foi descobrir maneiras de tratar e curar toda aquela gente.
Ele não sabia mas o seu cerebro estava preparado e como que pré-programado para aquele tipo de actividade - era como que uma mistura do cerebro de Albert Schweitzer, de Louis Pasteur e de Alexander Flemming, só que com um potencial muito maior devido aos conhecimentos entretanto acumulados no campo da medicina.
E continuou a sonhar, viu-se a curar doenças estranhas, a acalmar doent
NOTICIA: Heli-canhões das forças americanas destruiram um pequeno complexo habitacional no norte da cidade de Bagdad onde, segundo os serviços secretos, estavam reunidos dirigentes terroristas. Morreram, para além de 5 homens e 3 mulheres, 2 crianças, uma de 1 ano e outra de 7.
Noroeste dos Estados Unidos, um lago com águas ... nojentas, verde agoniante, com espuma castanha e um cheiro impossível de suportar. No fundo, bactérias, micróbios e outros organismos estranhos cuja existência talvez não fosse possível noutro ambiente.
Na margem a alguma distância dois homens.
- Mas não pensas que isto pode ser perigoso no futuro, toda esta poluição das fábricas a virem para aqui sem tratamento?
- Pode ser, mas no futuro, quando for necessário, teremos capacidade de tratar tudo isto ou então, ainda melhor, vendemos aos pretos do Iraque e dizemos que faz bem à pele...
- É pá no Iraque não há pretos, são árabes.
- Tanto faz, é tudo escumalha que devia ser morta. O que interessa é que o nosso presidente Bush diz que os tratamentos da água, ar e terra para reduzir a poluição é para maricas. Os outros gajos estão todos vendidos aos comunistas e querem é que nós gastemos dinheiro em coisas desnecessárias e assim não possamos saborear a nossa "american way of life".
NOTICIA: No Norte dos Estados Unidos estão a surgir variantes muito estranhas de doenças actuais. Embora não tenham atingido um nível minimamente alarmante, os técnicos dos serviços de saúde já começaram a sua analise para verificar a toxicidade, condições de propagação e possível preparação de vacinas.
Costa do Pacífico, um porto de embarque, um navio de passageiros chinês.
Na alfândega dois funcionários:
- Mas o que é isto? Só chinas a voltarem para a China e alguns já com várias gerações na América.
- E o que interessa? Deixa os amarelos voltarem para a terra deles. Desde que a china se tornou na 2ª potência mundial e ultrapassou os Japos e os maricas dos europeus, que estes gajos dizem que lá se vive melhor e têm mais oportunidades. Que se fodam, não precisamos deles para manter a nossa "american way of life". Olha aquela familia - o puto é esquisito, com uma cabeça muito grande.
- Estive à bocado a falar com eles. Dizem que o puto já nasceu assim devido à poluição no local onde viviam. Mas o puto está bem de saúde só que ao olhar para os olhos deles fez-me impressão - apesar dos seus 7 anos pareciam cheios de inteligência.
Quando eles passaram estava a jogar xadrez no meu tabuleiro portátil e o miudo olhou para o jogo, perguntou se podia jogar e depois derrotou-me em 7 jogadas. Estranhos e têm um nome também estranho que não é chinês nem americano - Rhitler.
- Olha, que se vão todos embora. O nosso presidente Bush é que tem razão, temos de cerrar fileiras nós americanos de raiz e chutar todos estes estrangeiros que só nos querem roubar e destruir o "american dream".
FUTURO - ENCICLOPÉDIA - 2050 - A QUEDA DO IMPÉRIO AMERICANO
A queda do império americano que no princípio do Séc.XXI era a única potência mundial, foi mais que uma queda, foi uma derrocada.
Primeiro foram enfraquecidos por epidemias contínuas de doenças estranhas para as quais só um génio do nível de Pasteur, Flemming ou Schweitzer poderia arranjar cura e que reduziram a população branca em 3/4.
A seguir foram invadidos pelos chineses, comandados pelo Grande Lider Rhitler, um homem com uma cabeça descomunal e uma capacidade estratégica superior à de Gengis Khan, Alexandre Magno e Napoleão juntos.
Apresentando como desculpa de que não necessitavam de tanto espaço para tão pouca gente.
As forças armadas americanas ainda tentaram resistir mas uma táctica de guerra completamente desastrada do general responsável pela defesa (Bush IV que se dizia ser atrasado mental) acelerou a derrocada.
Actualmente os chineses são a única potência mundial e dos americanos só temos os antigos filmes de cowboys.
QUEM RI POR ULTIMO... É PORQUE TODOS OS OUTROS MORRERAM
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