Pôrra, pá, finalmente esta merda bateu mesmo no fundo, pá, já não se pode comprar um carrinho jeitoso para fazer inveja aos vizinhos e vêm logo estes gajos lixar o esquema, pá...
E depois estes coitados é que pagam as favas, pá, não há direito...
Mas isto sim, é uma calamidade, e logo no glorioso, pá.
Já ninguém consegue ter mão nisto...
quarta-feira, novembro 15, 2006
terça-feira, novembro 14, 2006
segunda-feira, novembro 13, 2006
terça-feira, novembro 07, 2006
segunda-feira, novembro 06, 2006
sexta-feira, outubro 27, 2006
quarta-feira, outubro 25, 2006
Futebolês
Dizem entendidos na matéria que a pégada ecológica de cada português corresponde a 2 campos de futebol. Ou seja, cada indígena consome o equivalente a 2 campos de futebol em recursos naturais. Sem querer entrar aqui em especulações e desculpas várias sobre esta conclusão, direi que o campo de futebol passou a ser, para além da função para que é destinado, a medida universal da desgraça. Quanta floresta ardeu este ano em Portugal? É pá, pouca coisa, prái uns 80.000 campos de futebol. E a desflorestação do Amazonas? É pá, por dia são queimados cerca de 10000 campos de futebol. E o furacão, pá, quantos campos de futebol devastou? E quantos campos de futebol de gente já se lixaram no Iraque, pá?
Já não basta o futebol ser o encómio do mau cheiro proveniente da latrina infecta frequentada pelos grunhos que supostamente o dirigem, para agora ser tomado à letra de uma unidade de medida da tragédia. Mas não fica por aqui a influência do vil desporto no quotidiano luso-larvar. Expressões como aquela gaija tem umas pernas que até parece um defesa central, ou então preguei-lhe uma borralhada na tromba que até parecia o Petit a jogar à bola, e ainda esta afinfei-lhe com dois penáltis nas nalgas que a gaija até viu estrelas!
Pois é, o futebol serve para tudo, esse desporto infame. E não é por acaso. Os seus dirigentes, praticantes, detractores e lacaios mais não fazem do que pôr-se mesmo a jeito. Ele é o apito dourado, ele é o jogador merdoso que bota discurso nas conferências de imprensa, ele é o treinador incompetente que mais não faz do desculpar-se a si e culpar os árbitros pela derrota, ele é os discursos inflamados de dirigentes cuja honestidade até faz a Mafia parecer uma creche. Assim com tanta mediatização e publicidade não nos podemos admirar que as citações futebolísticas substituam os hectares, os sopapos e o sexo anal. A pouco e pouco a colonização linguística vai criando os seus alicerces, e não tardará muito para que chamemos árbitro a um qualquer filho da puta do governo, os comentários do professor Marcelo sejam classificados de livres indirectos, os discursos de Marques Mendes de jogo rasteiro e rente à relva, e porque não Paulo Portas leva cartão amarelo porque fez falta por trás.
E deixo aqui o desafio (mais um termo tirado ao futebolês) para que me esclareçam quantos campos de futebol separam os ricos dos pobres e quantos Amazonas de campos de futebol conseguem medir a corrupção. Não preciso de mais nada. E quem vai ganhar as próximas eleições é o Gabriel Alves.
Já não basta o futebol ser o encómio do mau cheiro proveniente da latrina infecta frequentada pelos grunhos que supostamente o dirigem, para agora ser tomado à letra de uma unidade de medida da tragédia. Mas não fica por aqui a influência do vil desporto no quotidiano luso-larvar. Expressões como aquela gaija tem umas pernas que até parece um defesa central, ou então preguei-lhe uma borralhada na tromba que até parecia o Petit a jogar à bola, e ainda esta afinfei-lhe com dois penáltis nas nalgas que a gaija até viu estrelas!
Pois é, o futebol serve para tudo, esse desporto infame. E não é por acaso. Os seus dirigentes, praticantes, detractores e lacaios mais não fazem do que pôr-se mesmo a jeito. Ele é o apito dourado, ele é o jogador merdoso que bota discurso nas conferências de imprensa, ele é o treinador incompetente que mais não faz do desculpar-se a si e culpar os árbitros pela derrota, ele é os discursos inflamados de dirigentes cuja honestidade até faz a Mafia parecer uma creche. Assim com tanta mediatização e publicidade não nos podemos admirar que as citações futebolísticas substituam os hectares, os sopapos e o sexo anal. A pouco e pouco a colonização linguística vai criando os seus alicerces, e não tardará muito para que chamemos árbitro a um qualquer filho da puta do governo, os comentários do professor Marcelo sejam classificados de livres indirectos, os discursos de Marques Mendes de jogo rasteiro e rente à relva, e porque não Paulo Portas leva cartão amarelo porque fez falta por trás.
E deixo aqui o desafio (mais um termo tirado ao futebolês) para que me esclareçam quantos campos de futebol separam os ricos dos pobres e quantos Amazonas de campos de futebol conseguem medir a corrupção. Não preciso de mais nada. E quem vai ganhar as próximas eleições é o Gabriel Alves.
terça-feira, outubro 17, 2006
Afonso Henriques
Este filho da puta foi o principal responsável da nossa desgraça. Que mal tinha a mamã andar metida com um galego e defender a união do condado portucalense com a Galiza? Se este cabrão não tivesse nascido a gente faziamos parte todos juntinhos da União Ibérica, ou da Espanha ou bardamerda e prontos! E gente nem sequer dava por isso, porque éramos todos da mesma igualha, tão a ver? E estas merdas já não tinham razão de existir, pôrra, olhem-me só o carnaval que faz parte desta jagunçaria...
Pós e Contas...

A triste figura que este senhor fez ontem à noite na RTP1 quase me fez simpatizar com o ministro António Costa e a sua proposta para as finanças das autarquias. Do que ouvi fiquei com a sensação de que os presidentes de câmara deste país são pessoas honestas, impolutas, incorruptíveis, enfim, uns autênticos anjinhos. Ao ouvir os autarcas do Algarve Macário Correia (Tavira) e José Apolinário(Faro) a defenderem a continuação da construção desenfreada como sintoma de desenvolvimento de uma região até pensei estar a assistir a um episódio do Gato Fedorento. Ataques pessoais e acusações recíprocas de mentirosos entre o ministro e o presidente da Associação Nacional de Municipios foi o ver se te avias. Às tantas já não se sabia o que se discutia e para quê.
Conclusão: para ser um espectáculo perfeito de televisão só faltava a moderadora fazer strip-tease.
O ministro António Costa nem precisa de se esforçar para rebater as "idéias" destes autarcas. Basta deixá-los falar à vontade e em público, para nosso gáudio e para nossa desgraça também.
terça-feira, outubro 10, 2006
Auto-Estima
Sempre achei a auto-estima uma coisa de gays. Tem algum jeito alguém amar-se a si próprio? Que figura tem um marmanjo a fazer músculo em frente ao espelho? E uma gaja a fazer boquinhas e a compor o cabelinho? Gayzada, já se vê. É por isso que não acredito na auto-estima. Portugal é um país de machos, heróis, valentões e valentins, e não precisa de se olhar ao espelho para promover o seu orgulho. Basta chafurdar na sua própria merda.
Mas andam por aí uns artistas para quem a auto-estima é uma coisa que faz muita falta cá pelo burgo. E citam exemplos: na Austrália, por exemplo, é normal um pessoa esperar 10 horas numa urgência para engessar uma perna e ninguém se queixa. E que a burocracia é coisa de bradar aos céus. E a Austrália é só o terceiro país em termos de qualidade de vida! Mesmo assim os australianos têm uma auto-estima do tamanho do continente deles, o que não é de admirar sendo eles descendentes de cadastrados que os bifes deixaram por lá, e que para matarem os apetites se engachavam uns nos outros. Gays, portanto, com uma auto-estima do caraças.
E falam nos belgas, com uma administração pública super desorganizada, com uma burocracia que faz inveja à Austrália, com os gajos a não saberem se são flamengos ou outra coisa qualquer, e quem não sabe falar uma língua não se safa nessa região, com uma equipa de futebol de merda, enfim, um ror de enormidades. Mas não é que estes belgas têm uma auto-estima do camandro? E alguém duvida que estes tipos e tipas arrebimbam pela bitola da picolhagem? Afinal o que querem os defensores da auto-estima? Que os portugas passem a adorar-se ao espelho como se fossem os melhores do mundo, e depois vão pedir subsídios para os WC´s onde pára a fufaria e paneleiragem da União Europeia? Mas o problema é que esta merda corre o perigo de descambar por cá, e os sinais já são muito preocupantes.
Ir a uma urgência médica em Portugal consome, em média, quatro horas da vida de um cidadão. Ora tendo em conta as 10 horas de espera na Austrália, as coisas não estão muito boas por cá, pois com comparações destas a auto-estima tem tendência a propagar-se.
Pôrra, pá, se um dia tiver que esperar 10 horas para mudar um penso no cotovelo então é porque a minha auto-estima já anda pelos píncaros e já me confundo com o George Michael ou o Elton John!
Não venham para aqui com essas merdas que vêm lá de fora que nós sabemos tomar conta da gente. Para isso temos cá muito pessoal de respeito, fadistas, toureiros, carapaus de corrida, peixeiras, dirigentes de futebol e donas de casa!
10 horas de espera na urgência? Por este andar corremos o risco de lá chegar!
Mas andam por aí uns artistas para quem a auto-estima é uma coisa que faz muita falta cá pelo burgo. E citam exemplos: na Austrália, por exemplo, é normal um pessoa esperar 10 horas numa urgência para engessar uma perna e ninguém se queixa. E que a burocracia é coisa de bradar aos céus. E a Austrália é só o terceiro país em termos de qualidade de vida! Mesmo assim os australianos têm uma auto-estima do tamanho do continente deles, o que não é de admirar sendo eles descendentes de cadastrados que os bifes deixaram por lá, e que para matarem os apetites se engachavam uns nos outros. Gays, portanto, com uma auto-estima do caraças.
E falam nos belgas, com uma administração pública super desorganizada, com uma burocracia que faz inveja à Austrália, com os gajos a não saberem se são flamengos ou outra coisa qualquer, e quem não sabe falar uma língua não se safa nessa região, com uma equipa de futebol de merda, enfim, um ror de enormidades. Mas não é que estes belgas têm uma auto-estima do camandro? E alguém duvida que estes tipos e tipas arrebimbam pela bitola da picolhagem? Afinal o que querem os defensores da auto-estima? Que os portugas passem a adorar-se ao espelho como se fossem os melhores do mundo, e depois vão pedir subsídios para os WC´s onde pára a fufaria e paneleiragem da União Europeia? Mas o problema é que esta merda corre o perigo de descambar por cá, e os sinais já são muito preocupantes.
Ir a uma urgência médica em Portugal consome, em média, quatro horas da vida de um cidadão. Ora tendo em conta as 10 horas de espera na Austrália, as coisas não estão muito boas por cá, pois com comparações destas a auto-estima tem tendência a propagar-se.
Pôrra, pá, se um dia tiver que esperar 10 horas para mudar um penso no cotovelo então é porque a minha auto-estima já anda pelos píncaros e já me confundo com o George Michael ou o Elton John!
Não venham para aqui com essas merdas que vêm lá de fora que nós sabemos tomar conta da gente. Para isso temos cá muito pessoal de respeito, fadistas, toureiros, carapaus de corrida, peixeiras, dirigentes de futebol e donas de casa!
10 horas de espera na urgência? Por este andar corremos o risco de lá chegar!
segunda-feira, outubro 02, 2006
Herman Leonard



Herman Leonard foi durante dezenas de anos autor das mais célebres fotografias de músicos e de todo o ambiente que rodeia o jazz. Residente em New Orleans, a sua casa também sofreu a devastação provocada pelo furacão Katrina.
O canal de franco-alemão ARTE passou ontem à noite um documentário sobre a vida e a obra deste fotógrafo. Aqui vai uma pequena amostra.
quinta-feira, setembro 28, 2006
Com Promíscuo Portugal...

Os tipos que tiveram o desplante de se baptizarem de Compromisso Portugal são a triste imagem dos empresários lusos: não passam de merceeiros de esquina com argumentação de patos bravos com a 4ª classe.
O que é triste é que algumas destas inteligências irão daqui a poucos anos fazer parte de algum governo eleito.
Que mal fiz eu para merecer isto?
terça-feira, setembro 26, 2006
Günter Grass

Pede-me o Decano (e sabem como um pedido seu tem a força de um artigo constitucional) uma opinião sobre a revelação que o escritor alemão Günter Grass fez publicamente sobre o seu passado nazi. Ora passados há muitos, infelizmente passados nazis também, e o escritor que foi durante muitos anos referência de uma certa esquerda alemã não fugiu à regra. Do senhor apenas conheço a versão cinematográfica do seu romance O Tambor, o que é uma vergonhosa e intolerável ignorância. Rebuscando por entre os entrefolhos da net descobri algumas coisas das quais destaco as que considero mais relevantes:
- O senhor Grass nasceu em Danzig, na Polónia.
- Que aos 15 anos (em 1942) se ofereceu como voluntário para os submarinos alemães.
- Aos 17 alistou-se nas Waffen-SS, a élite das élites do senhor Heinrich Himmler.
- Combateu na 10ª Divisão SS Panzer de Frundsberg entre Fevereiro e Abril de 1945, até os americanos lhe deitarem a mão e o enfiarem num campo de prisioneiros.
- Na prisão travou conhecimento com o insígne Josep Ratzinger, nazi convicto, católico extremista, futuro Papa Bento XVI.
- Mais tarde aderiu ao SPD (Partido Social Democrata) onde apoiou a ascensão de Willy Brandt.
- Aquando da queda do muro de Berlim, Grass manifestou-se contra a unificação das duas Alemanhas por recear a formação de um novo estado militarmente poderoso.
É este mesmo Günter Grass que opina desta forma sobre os americanos e sobre George Bush, e começo a entender porque é que a direita, principalmente a direita da lusa pátria não lhe perdoa o passado nazi. Se o passado do famigerado Papa é sobejamente conhecido mas sistemáticamente ignorado, já o passado de um escritor famoso, galardoado com o prémio Nobel e conotado com a esquerda serve para o desancar e desacreditar. Não que seja isento de culpas. Um puto de 15 anos que se alista nos submarinos nazis é culpado de quê? Mas quando se alista nas SS aos 17 aí o caso pia mais fino. Mesmo que ele não soubesse o que representavam na altura as SS poderia ter feito a sua penitência em devido tempo, mas se acaso o tivesse feito teria sido o mesmo Günter Grass a referência da última geração de políticos europeus com alguma réstia de ética?
É verdade que depois desta revelação o seu último livro se vendeu mais que cerveja no Verão, que isto talvez tenha sido uma rasteira jogada de marketing. Mas custa-me ver o senhor Grass ser atirado desta forma às feras. A direita rejubila, a esquerda critica.
E agora? Que moral tem Günter Grass para desancar nos filhos de puta que enxameam a Casa Branca? Basta-lhe levantar o dedo mindinho para lhe caírem todos em cima (esquerda, direita e afins) e todos sabemos como as vozes críticas ao estado a que chegou esta latrina são cada vez menos. E é por isso que eu não perdoo a Günter Grass o seu passado.
Sobre este assunto aconselho que leiam isto e mais isto
Algumas notas biográficas sobre Günter Grass encontram-se aqui.
quinta-feira, setembro 21, 2006
quarta-feira, setembro 20, 2006
Ainda a propósito dos filhos de (e da) puta
Quem foi o primeiro a chamar filho de puta ao primeiro filho de puta? Lembram-se dos símios de 2001-Odisseia no Espaço à porrada por causa de uma poça de água? Terá surgido nessa altura a noção de filho de puta, logo que a tribo vencida é condenada a morrer à sede. Se a tribo de filhos de puta que tomou conta do poço tivesse partilhado a água, possívelmente não haveriam hoje tantos filhos de puta a enxamear a humanidade. A filha de putice é qualquer coisa de genético, está alapada ao ADN como uma pastilha elástica à sola do sapato. E é aqui que reside a grande diferença entre filhos DE puta e filhos DA puta. Os segundos mais não são que acidentes de nascimento, produtos genuínos do prazer sem verrugas no ADN. Portanto os verdadeiros filhos de puta são os filhos DE puta, e quanto aos outros puta que os pariu.
A influência dos filhos de puta na história da humanidade não tem paralelo: é a própria história da humanidade. Filhos de puta mataram-se uns aos outros ao longo dos séculos por causa de parcelas de terreno, arrastando consigo resmas de não filhos de puta e alguns filhos da puta. Massacraram-se por causa de um filho de puta de um deus, imolaram-se por causa de filhos de puta de reis, imperadores, presidentes, santos milagreiros e jogadores de futebol. Filhos de puta contra filhos de puta em disputa pelo controlo do mundo e das mentes dos não filhos de puta e de alguns filhos da puta. Cristo foi atraiçoado por filhos de puta e crucificado por outros filhos de puta. Na sua igreja pontificaram filhos de puta que torturaram, queimaram e extreminaram outros que nem sequer sabiam o significado de ser filhos de ou da puta. Os filhos de puta dos ingleses, mais os filhos de puta dos espanhóis e portugueses encarregaram-se de espalhar a moléstia por toda a parte, convertendo inocentes filhos da puta em filhos de puta através de gerações.
Os filhos de puta de hoje não são mais nem menos que os de outrora. Os meios para porem em práctica a sua filha de putice é que são cada vez mais sofisticados. Vejam só: uns filhos de puta atiram com uns aviões contra umas torres no país de outros filhos de puta, matam perto de 3000 pessoas, perdão!, alguns seriam filhos de puta pelo que o saldo final andará pelas 2387 pessoas, os filhos puta atingidos respondem invadindo países onde os filhos de puta supostamente se escondem, e o resultado é o aumento desordenado de filhos de puta, cujo ódio recíproco só tende a criar cada vez mais filhos de puta. E porquê? Porque o filho de puta alimenta-se de poder, e está-se nas tintas para as consequências do exercício desse poder desmesurado. O filho de puta é, pois, um predador louco, um lobo que extremina todo o rebanho sem pensar na escassez que vai haver no próximo inverno. O filho de puta nem sequer sabe o que é lutar pela sobrevivência: alimenta-se da sua própria sobrevivência.
Se algum dia uns filhos de puta de extraterrestres invadirem esta merda e fizerem o favor de extreminar todos os filhos de puta, filhos da puta, e filhos legítimos, não podem ser acusados de massacre. Será um acto de misericórdia.
A influência dos filhos de puta na história da humanidade não tem paralelo: é a própria história da humanidade. Filhos de puta mataram-se uns aos outros ao longo dos séculos por causa de parcelas de terreno, arrastando consigo resmas de não filhos de puta e alguns filhos da puta. Massacraram-se por causa de um filho de puta de um deus, imolaram-se por causa de filhos de puta de reis, imperadores, presidentes, santos milagreiros e jogadores de futebol. Filhos de puta contra filhos de puta em disputa pelo controlo do mundo e das mentes dos não filhos de puta e de alguns filhos da puta. Cristo foi atraiçoado por filhos de puta e crucificado por outros filhos de puta. Na sua igreja pontificaram filhos de puta que torturaram, queimaram e extreminaram outros que nem sequer sabiam o significado de ser filhos de ou da puta. Os filhos de puta dos ingleses, mais os filhos de puta dos espanhóis e portugueses encarregaram-se de espalhar a moléstia por toda a parte, convertendo inocentes filhos da puta em filhos de puta através de gerações.
Os filhos de puta de hoje não são mais nem menos que os de outrora. Os meios para porem em práctica a sua filha de putice é que são cada vez mais sofisticados. Vejam só: uns filhos de puta atiram com uns aviões contra umas torres no país de outros filhos de puta, matam perto de 3000 pessoas, perdão!, alguns seriam filhos de puta pelo que o saldo final andará pelas 2387 pessoas, os filhos puta atingidos respondem invadindo países onde os filhos de puta supostamente se escondem, e o resultado é o aumento desordenado de filhos de puta, cujo ódio recíproco só tende a criar cada vez mais filhos de puta. E porquê? Porque o filho de puta alimenta-se de poder, e está-se nas tintas para as consequências do exercício desse poder desmesurado. O filho de puta é, pois, um predador louco, um lobo que extremina todo o rebanho sem pensar na escassez que vai haver no próximo inverno. O filho de puta nem sequer sabe o que é lutar pela sobrevivência: alimenta-se da sua própria sobrevivência.
Se algum dia uns filhos de puta de extraterrestres invadirem esta merda e fizerem o favor de extreminar todos os filhos de puta, filhos da puta, e filhos legítimos, não podem ser acusados de massacre. Será um acto de misericórdia.
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