quinta-feira, janeiro 19, 2012
sexta-feira, janeiro 13, 2012
O Ministro da Economia e os pastéis de nata
O Ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, sugeriu a internacionalização das empresas exemplificando com franchisings de pastéis de nata.
Sugiro também franchisings de cozido à portuguesa, favas com chouriço, tripas à moda do Porto, ervilhas com ovos escalfados, francesinhas e feijoada à transmontana.
Vamos exportar o que temos de melhor: o colesterol!!!
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vou ali comer uns caracóis e volto já
sexta-feira, janeiro 06, 2012
segunda-feira, janeiro 02, 2012
Finalmente 2012
O Ano de Todos os Perigos. O ano do salve-se quem puder. O ano do agora é que é. O ano que vai ficar na história por muitas e variadas razões, entre elas algumas. O ano que segue a 2011 e antecede 2013. O ano decisivo. O ano de todos os apocalipses. O ânus.
Imagem gamada ao blogue do Sérgio, que merece visita regular.
Feliz Ano Novo
Com as ausências notadas do comandante, 2º (e único) remador e púbic-relations, a passagem de ano da famigerada Tripulação Maravilha revelou-se (apesar das ausências) um acontecimento capaz de ofuscar o fogo de artifício da Madeira se para tal fosse bem publicitado, o que seria ingrato dado a discrição e anonimato que os tripulantes fazem tenção de ostentar com acervo, recato e militância. Devido a essas e outras ausências, foi decidido desbaptizar este acontecimento para simplesmente Passagem de Ano de Alguns Membros da Tripulação Maravilha Com Algumas Fans Simpatizantes e Acompanhantes Bem Como Amigos e Amigos de Amigos, tudo abreviado sob a sigla PAAMTMCAFSABCAAA.
Como era suposto o repasto agradou, o vinho acompanhou, o whisky escorreu.
Aos presentes, ausentes e intermitentes que o ano que agora começa termine tal como começou: de passagem das 24 horas do dia 31 de Dezembro para as 0 horas do 1º de Janeiro. Com ou sem apocalipse.
quinta-feira, dezembro 22, 2011
por favor, acabem com o feriado de natal
Bem pode a troika e os seus capangas cá do sítio bombardear o rebanho com austeridades, cortes e desemprego que o pessoal parece que se está marimbando e invade os centros comerciais e hipermercados à cata da última posta de bacalhau ou da última barbie de silicone para comemorar da única forma que conhece aquela época do ano que um chona qualquer um dia baptizou de natal.
Vem a propósito que este ano me calhou a triste sina de contribuir para a noite de consoada, pelo que me vi amassado no meio de hordas assassinas de zombies carregando embrulhos com jipes todo o terreno, puzzles de caravelas, garrafas de whisky marado, quilos de camarão congelado do vietname, postas de bacalhau seco, demolhado ou congelado, bonecos que dizem mamã papá e mijam na fralda, livros de autores que nada devem ao talento para leitores com uma esponja em vez de cérebro, toneladas de cd´s de toda a família carreira, edredons de penas de andorinha, lcd´s xpto para ver a casa dos segredos, e-books, ipods, ipads, iphones, ai a puta que os pariu a todos mais as prendas, o sapatinho, a lareira, o pai natal e a chaminé.
Não devia esta gente já estar na fila para emigrar para angola, guiné-bissau ou burkina-fasso, seguindo o conselho dos nossos tão realistas governantes, em vez de me reduzirem a pó o rabinho de bacalhau que me custou um olho da cara e o restante do subsídio de natal? Mas toda esta gente recebeu o seu subsídio por inteiro menos eu? Não pode isto ser considerado desobediência civil? Onde estão as câmaras de vigilância, o sis e o miguel macedo?
Pelos vistos só eu é que tenho de dividir o famigerado rabo de bacalhau pelas 15 pessoas da família, e se me calhar a espinha do meio já vou cheio de sorte, se entretanto o gaspar não inventar outro imposto que me leve as espinhas e os ossos até ao tutano.
Desejo aos leitores (se existir algum o melhor é enforcar-se) um natal à medida do rendimento familiar pois não convém gastar mais do que aquilo que se deve.
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quero uma kalashnikov no sapatinho
quarta-feira, dezembro 21, 2011
segunda-feira, dezembro 12, 2011
TAMOS NO BOM CAMINHO, PÁ!
Isto vai de vento em popa. Para os menos conhecedores dos termos da marinhagem, que não os valorosos tripulantes da TM, vento em popa quer dizer, vento pelo cú, ou numa mais vernácula aproximação, levar na peida e não bufar!
E o vento trás as taxas moderadoras, com o Paços Rabitt a vociferar que estes aumentozitos não é nada comparado com o que ainda vem aí. Sim, que não é por acaso que estas taxas se chamam de moderadoras, ou seja, se és um pelintra o melhor é moderares os teus estados de doença e vai mas é adoecer para outro lado, que aqui ou moderas as gripes, as dores na espinhaça, a caganeira fulgurante ou outra maleita qualquer, que a crise não tem nada a ver com os teus excessos. A empresa que trata destes assuntos não é o ministério da doença, mas antes o ministério da saúde. Daí, que ou tens saúde e estás de acordo com a organização política do país, ou tens massa para pagares seguros de saúde e não te vais meter nas filas das urgências, centros de saúde e outros locais onde o estado gasta balúrdios para aturar as tretas de meia dúzia de pobretanas.
E o vento trás a novíssima confederação de serviços de portugal, que em boa hora aparece para pôr ordem nesta trapalhada da negociação social, com os malandros da cgtp e ugt. Sim, que só com a confederação da industria, do comércio, etc, isto não vai lá. Ou seja, o vento tem dificuldade a entrar nas entranhas.
E o vento trás a venda do sector energético nacional aos gajos que sabem da poda, ou seja, aos que podem fechar o interruptor se o pessoal não se portar bem, e continuarem a gastar energia eléctrica para ver os programas de tv e rádio que dizem mal disto, em vez de a gastarem apenas com futebol, telenovelas e outros consumos energéticos de valôr.
E o vento trás as Merdels e os Sacanosky para porem ordem nesta coisa da europa e darem instruções de valor e oportunas aos cães de fila que andam a salivar e de língua de fora devido ao Pavlov.
Enfim, como este blog é digno e não está para mandar à merda todos esses tipos e tipas que fazem o vento e todos os que puseram a cruzinha nos clubes mafiosos do ps, psd e cds, fico-me por aqui.
E o vento trás as taxas moderadoras, com o Paços Rabitt a vociferar que estes aumentozitos não é nada comparado com o que ainda vem aí. Sim, que não é por acaso que estas taxas se chamam de moderadoras, ou seja, se és um pelintra o melhor é moderares os teus estados de doença e vai mas é adoecer para outro lado, que aqui ou moderas as gripes, as dores na espinhaça, a caganeira fulgurante ou outra maleita qualquer, que a crise não tem nada a ver com os teus excessos. A empresa que trata destes assuntos não é o ministério da doença, mas antes o ministério da saúde. Daí, que ou tens saúde e estás de acordo com a organização política do país, ou tens massa para pagares seguros de saúde e não te vais meter nas filas das urgências, centros de saúde e outros locais onde o estado gasta balúrdios para aturar as tretas de meia dúzia de pobretanas.
E o vento trás a novíssima confederação de serviços de portugal, que em boa hora aparece para pôr ordem nesta trapalhada da negociação social, com os malandros da cgtp e ugt. Sim, que só com a confederação da industria, do comércio, etc, isto não vai lá. Ou seja, o vento tem dificuldade a entrar nas entranhas.
E o vento trás a venda do sector energético nacional aos gajos que sabem da poda, ou seja, aos que podem fechar o interruptor se o pessoal não se portar bem, e continuarem a gastar energia eléctrica para ver os programas de tv e rádio que dizem mal disto, em vez de a gastarem apenas com futebol, telenovelas e outros consumos energéticos de valôr.
E o vento trás as Merdels e os Sacanosky para porem ordem nesta coisa da europa e darem instruções de valor e oportunas aos cães de fila que andam a salivar e de língua de fora devido ao Pavlov.
Enfim, como este blog é digno e não está para mandar à merda todos esses tipos e tipas que fazem o vento e todos os que puseram a cruzinha nos clubes mafiosos do ps, psd e cds, fico-me por aqui.
Será que já tenho acesso a isto?
É só para estes gajos não chatearem a dizer que só coloco bocas no FB e não aqui. Portanto ... copy-paste.
No decreto lei Nº496 de 1980 assinado pelo 1ºministro Francisco Sá Carneiro (PSD) e Presidente Ramalho Eanes diz-se, no seu art.17 que:
"OS SUBSÍDIOS DE NATAL E DE FÉRIAS SÃO INALIANÁVEIS E IMPENHORÁVEIS"
No decreto lei Nº496 de 1980 assinado pelo 1ºministro Francisco Sá Carneiro (PSD) e Presidente Ramalho Eanes diz-se, no seu art.17 que:
"OS SUBSÍDIOS DE NATAL E DE FÉRIAS SÃO INALIANÁVEIS E IMPENHORÁVEIS"
Por aqui se vê a falta de honestidade deste governo (e não só) assim
como a falta de TOMATES deste povo que não questiona nada, quando até
tem a lei pelo seu lado.
Juntem-se e ponham o governo em tribunal.
Não quer dizer que se ganhe mas os tribunais é que decidem (mas não
esperem grande coisa dessa cambada)
sexta-feira, novembro 04, 2011
quarta-feira, novembro 02, 2011
Esclareçam-me, por favor.
Portugal está endividado e tem que ter austeridade para voltar aos mercados. Portugal tem de ter a confiança dos mercados. Não se podem fazer muitas ondas porque senão os mercados…blablabla.
Ora como o único mercado que conheço e frequento é o de Algés, mais precisamente a banca da D. Amélia que tem sempre bom peixe fresco para bons clientes, pergunto: mas que raio de merda são e para que servem esses tais mercados que não convém chatear? Serão assim uma espécie de Sopranos?
Existe um Toni Mercado como existe um Toni Soprano? Os mercados são da Mafia, Camorra, Cosa Nostra, Goldman&Sachs ou da Quinta da Coelha? Se estamos mal é porque pedimos dinheiro emprestado aos mercados, e porque não conseguimos pagar os mercados vão-nos partir as pernas com uma marreta, ou, pior ainda, calçar-nos uns sapatos de cimento armado e dar-nos um banho no Tejo?
Esclareçam-me, por favor, se António Borges está no FMI por ser cumplíce da aldrabice das contas gregas para entrar no euro quando pertencia à Goldman&Sachs. Se o Moedas, secretário de estado adjunto do Coelho, está nesse lugar por ter pertencido aos quadros da (oh, coincidência!) Golman&Sachs. Se a dita Goldman&Sachs é ou não uma espécie de casa de putas onde os mercados coabitam, chafurdam, ruminam, regurgitam e escarram todas as formas sofisticadas de foder quem tem o azar de lhes sair ao caminho.
Esclareçam-me, por favor, se devo desconfiar do peixe que a D. Amélia da praça de Algés me vende.
É que nos últimos tempos paira no ar um cheiro a peixe podre sempre que me aproximo do mercado.
De qualquer mercado, o que não me deixa lá muito satisfeito.
terça-feira, outubro 18, 2011
O Ministro da Finanças é um Zombie!!!
O homem não está vivo e já cheira a cadáver, a mosca que ontem o importunou durante toda a entrevista na rtp1 não engana. E prepara-se para nos esquartejar e chupar o cérebro com uma palhinha.
Vamos deixar que nos transformem em zombies?
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Agora não passa de um filme de terror
Ainda bem que somos governados por gente tão inteligente e preocupada com o nosso bem-estar
Anda um gajo ensimesmado com esta merda toda, eu que já tenho idade mais que suficiente e com um invejável curriculum de salazarismo, guerra colonial, 25 de abril sempre ou de vez em quando, 25 de novembro o caralho, fmi´s, soares, cavacos mais toda a corja infecta que saltou da latrina mal o carcanhol das europas entrou por vilar formoso aos turbilhões, eu, que a esta hora poderia e deveria como tantos outros estar a gozar de uma choruda reforma antecipada ou na reserva territorial por incapacidade intelectual, ando aqui a chatear-me com políticos e economistas ranhosos, que se isto fosse um lugar frequentado por gente com algum pingo de vergonha nas ventas e coluna vertebral de aço inox nunca teriam passado da junta de freguesia de santa pachacha de assobio ou da contabilidade da única mercearia de algodres de baixo. Como sou masoquista, vou vendo ouvindo e lendo as escarradelas dos ilustres comentadores que poluem o éter, cada qual com a sua solução mágica para arrumar de vez a crise, tipo tira agora o coelho da cartola que já vais ver como é que te vão ao traseiro.
E como sou, na opinião de tão desbragadas criaturas, um dos muitos milhões de responsáveis que andaram a viver acima das suas possibilidades, pergunto se esse porventura meu pecado foi assim tão grave que tenha agora de levar com o inferno, o purgatório e o vítor gaspar em cima como castigo e penitência.
Por isso peço desculpa por ter comprado uma casinha a crédito quando os bancos andavam a oferecer empréstimos ao desbarato, ter comprado um carrito de merda a suaves prestações mensais aproveitando uma promoção da treta que a marca oferecia, ter trocado o meu velho televisor por um lcd pago em 10 vezes sem juros, ter comprado um frigorífico novo quando o velho deu o peido-mestre, e isto só para citar o mais relevante. Pois, sou culpado da crise, e o que deveria ter feito era ter entrado para um partido do arco do poder, militado na jota, aparecer, qual emplastro, ao lado do líder, atirar umas bojardas para a comunicação social e ganhar um lugar de deputado, secretário de estado ou até de ministro, com algumas alcavalas pelo meio em administrações de empresas públicas, público-privadas e bancos da treta, somando meia-dúzia de pés de meia em negócios de alto valor acrescentado na minha conta bancária na suiça, e vivendo à grande e à francesa em moradias de luxo rodeado de veículos topo de gama e putas de todas as cores, feitios e sexos.
Tem muita razão a senhora merkl em exigir-me o pagamento de dívidas que eu nunca tive, especialmente aquelas contraídas com a aquisição de coisas que a senhora me obrigou a comprar, têm muita razão os que apontam o dedo à minha exagerada despesa com o sns, principalmente quando fiquei doente, e o meu abuso das instituições de ensino, pois deveria ter permanecido alegre e analfabeto evitando gastos inúteis ao estado.
Para quem andou tantos anos a levar com crises em cheio nos cornos, embora com alguns muito pequenos intervalos respiráveis, mais crise menos crise pouco importa a quem já está malhadiço, calejado e habituado. No fim vamos todos voltar à terra e ao mar como quer o sr. presidente, que é onde está o nosso futuro. Enterrados bem fundo ou a nadar junto à costa até os tubarões darem conta do que ainda sobrar.
Ainda bem que somos governados por gente tão inteligente e preocupada com o nosso bem-estar.
Imagem retirada do 15 de Outubro na cidade do Porto
sexta-feira, outubro 07, 2011
Os Régulos
Cidadão interessado, leio, vejo, oiço,
vou-me informando como posso dos males que afligem o país. Males que para mim
não são novidade, pois os previ – tenho provas escritas – em fins de 1975 e
pelos anos adiante.
Exigem agora os credores que se pague o
devido e os governantes tomam a si o papel de homem do fraque, batem a horas
mortas à porta do cidadão a lembrar-lhe a dívida. A lembrar-lhe também que foi
tolo, não devia ter acreditado em histórias da carochinha.
Na confusão de responsabilidades e
obrigações uma coisa surpreende: nos centros onde o poder reside, as únicas
cabeças que mudam são as dos títeres engravatados que, ora anunciam pomposamente
medidas de salvação, ora assustam com profecias de pragas bíblicas. Os senhores
que de facto mandam são, mais cabeça menos cabeça, os que vêm do antigamente
pré-revolucionário. Seguram eles com mão firme os cordelinhos e agem a seu
bel-prazer, de modo que constantemente me ocorre a pergunta: que democracia é
esta, que me dizem existir e mal consigo enxergar?
Porque vamos lá a ver: temos todos os
mesmos direitos? Não temos. As mesmas oportunidades? O mesmo tratamento? Olham
os juízes de modo igual para o senhor Isaltino e para o Manel que roubou uma
carteira? Goza o pobre que deve quinhentos euros ao fisco uma impunidade de
sucateiro ou empreiteiro? Se me falta a sopa dá-me algum benefício a liberdade
de expressão, "esse grande bem"?
Pode ser que Portugal se salve, mas com
os meus oitentas anos já não estarei cá para ver. Uma certeza tenho: sem mudança
radical de mentalidade nos que mandam, mas sobretudo nos mandados, nada impede
que, melhor que qualquer banco americano, Angola ou o Brasil nos
colonizem.
Por isso, como os reis e os ditadores já
se foram, corra-se então agora com os régulos que temos. Formem os jovens uma
verdadeira Oposição. Esforcem-se por construir o país que merecem, um país
decente, recusando este de corrupção, dependência, subserviência e
mendicidade.
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Isto aqui anda uma frustação do catano
quarta-feira, julho 06, 2011
Carta de um cidadão luso às agências de rating
Espero que esteja bem de saúde que eu por aqui vou andando. Peço desculpa por tirar algum do seu precioso tempo, pois não é essa a minha intenção, mas sim tentar chamar um pouco da vossa atenção antes de amarrotar a carta e atirá-la para o cesto do lixo, se entretanto não tiver papel na casa de banho. Devo dizer que seria uma lisonja e um excelente motivo de orgulho se acaso a digníssima agência limpasse a merda que brota do seu excelso cú a estas minhas humildes palavras, mas caso não o faça e caso tenha a paciência de a ler ficarei desde hoje até todo o sempre orgulhoso e prometo-lhe que botarei uma velinha em sua honra no santuário de fátima. Ou num qualquer balcão do BES, se preferir.
Pois o que pretendo que a sra agência saiba é que o povo português rejubila de orgulho pela sua recente atribuição de “lixo” às nossas tão parcas finanças apesar de nós, a maioria dos que trabalham, que estão no desemprego ou recebem pensão de sobrevivência, não termos mexido uma palha para merecermos tão digna distinção. Eu sei, nós portugueses somos assim, uns madraços, uma corja de ingratos que só querem boa-vida e cuja contribuição para o sucesso não passa de um prato de caracóis como petisco, um cozido à portuguesa, ou até uma mísera feijoada. Comparado com os vossos pratos gourmet e o vosso dom perignon, no fim de contas o que todos nós ansiamos, somos uma cambada de crianças terceiro-mundistas daquelas que correm atrás das galinhas em África como testemunhou o sr. doutor Fernando Nobre. Por isso é que venho aqui agradecer este vosso esforço de bondade e por tudo o que este vosso gesto altruista representa para os governantes deste país, que tanto se têm esforçado (esses sim!) para que esta distinção fosse, finalmente, uma realidade. O apoio dado pelos competentes governos aos desgraçados dos banqueiros e dos grandes empresários, bem como a todos aqueles que desinteressadamente abifaram uma parte dos nossos impostos e proventos do trabalho para compensar a nossa falta de iniciativa foi realmente a cereja no topo do bolo que fez com que V. Exª, minha cara Agência de Rating, promovê-se este nosso país à categoria de “lixo”. Relembro que este lixo pode ainda ser reciclado, o que me faz olhar para o futuro com muita esperança, e almejar um novo patamar para todos nós, tipo “lixo tóxico”, por exemplo.
Prometo que tudo farei para o conseguir. Voltarei a votar nos mesmo governantes, se tal for necessário. Irei assistir a todos os jogos de futebol, telenovelas e pic-nics com o Toni Carreira para evoluir culturamente e votar com ainda maior certeza e consciência. Por si, querida Agência de Rating, farei tudo, e se não o fizer o governo fará por mim, a bem da nação.
Agradeço a atenção dispensada e uma longa vida na companhia dos seus. Aproveito para enviar cumprimentos aos mercados e a todos aqueles que sofrem para que este mundo seja cada vez mais uma lixeira onde apetece viver e conviver.
Bem haja!
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