Isto vai de vento em popa. Para os menos conhecedores dos termos da marinhagem, que não os valorosos tripulantes da TM, vento em popa quer dizer, vento pelo cú, ou numa mais vernácula aproximação, levar na peida e não bufar!
E o vento trás as taxas moderadoras, com o Paços Rabitt a vociferar que estes aumentozitos não é nada comparado com o que ainda vem aí. Sim, que não é por acaso que estas taxas se chamam de moderadoras, ou seja, se és um pelintra o melhor é moderares os teus estados de doença e vai mas é adoecer para outro lado, que aqui ou moderas as gripes, as dores na espinhaça, a caganeira fulgurante ou outra maleita qualquer, que a crise não tem nada a ver com os teus excessos. A empresa que trata destes assuntos não é o ministério da doença, mas antes o ministério da saúde. Daí, que ou tens saúde e estás de acordo com a organização política do país, ou tens massa para pagares seguros de saúde e não te vais meter nas filas das urgências, centros de saúde e outros locais onde o estado gasta balúrdios para aturar as tretas de meia dúzia de pobretanas.
E o vento trás a novíssima confederação de serviços de portugal, que em boa hora aparece para pôr ordem nesta trapalhada da negociação social, com os malandros da cgtp e ugt. Sim, que só com a confederação da industria, do comércio, etc, isto não vai lá. Ou seja, o vento tem dificuldade a entrar nas entranhas.
E o vento trás a venda do sector energético nacional aos gajos que sabem da poda, ou seja, aos que podem fechar o interruptor se o pessoal não se portar bem, e continuarem a gastar energia eléctrica para ver os programas de tv e rádio que dizem mal disto, em vez de a gastarem apenas com futebol, telenovelas e outros consumos energéticos de valôr.
E o vento trás as Merdels e os Sacanosky para porem ordem nesta coisa da europa e darem instruções de valor e oportunas aos cães de fila que andam a salivar e de língua de fora devido ao Pavlov.
Enfim, como este blog é digno e não está para mandar à merda todos esses tipos e tipas que fazem o vento e todos os que puseram a cruzinha nos clubes mafiosos do ps, psd e cds, fico-me por aqui.
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segunda-feira, dezembro 12, 2011
segunda-feira, agosto 25, 2008
JOGOS OLÍMPICOS !
Pequim 2008. Passados quatro anos dos últimos, Pequim pavoneou-se para apresentar ao mundo a 2ª edição dos jogos olímpicos do século vinte e um.
Duma forma adequada aos tempos actuais, a China gastou milhões a anunciar o evento, tentando mostar ao mundo que estes iriam ser uma coisa de espanto, um acontecimento como jamais se tinha visto, uns jogos onde os interesses políticos estavam postos de lado, um facto onde o único objectivo era o desporto e a competição que lhe está associada. Nada de permitir, seja quem fosse e a qualquer custo, que se levantasse alguma dúvida ou suspeição sobre os antagónicos conceitos de, por um lado, os jogos olímpicos em Pequim virem a ser imaculados, e por outro, ser a China o garante da honestidade e humanidade que obrigaria a tal desígnio. A China, onde se aniquilam tibetanos e muitos outros apenas porque têm ideias não coincidentes às classes dirigentes. A China, que com o seu negócio de armas e outros interesses financeiros, alimentam os governos de alguns países de África contribuindo directamente para a miséria e morte de milhões de seres humanos. A China, esse dragão do oriente, que sem despudor e à força toda, inventou a fórmula mais recente de transformar a via do socialismo em auto-estrada do capitalismo social.
Mas lá vieram os jogos e as televisões de todo o mundo transmitiram em directo o que as autoridades chinesas quizeram mostrar, e da forma que o quizeram, na cerimónia de abertura dos olímpicos 2008.
Parece-me que as pessoas ficaram pasmadas com as imagens que se iam sucedendo nos pequenos ecrãns. Foram luzes e fogo de artifício por todo lado, foram milhares de chinocas a movimentarem-se harmónicamente no estádio, foram outros a voarem para cá e para lá, foram projecções fantásticas sincronizadas com bailarinos e mudanças de cenários enormes, foram isto e aquilo. Depois, o decorrer dos jogos passando a imagem de uma organização exímia, sem falhas, na hora. No final, foi a cerimónia de encerramento, novamente com fogos e mais fogos, e mais voadores, e mais danças e composições. E a passagem do testemunho a Londres onde irão acontecer os próximos, já com a Inglaterra a mostar o video promocional, aqui já não com fogos e grupos de coreografias de milhares de figurantes, mas com uns balofos "new stile" muito "british", muito "in", de edição de imagens virtuais com reais, onde não poderia faltar uma criancinha chinesa a passar uma bola de futebol a outra criancinha inglesa, passando a ideia que o futebol é o simbolo do desporto. Pois é, razão tem quem disse que o futebol é o ópio do povo.
Mas eu devo confessar que não me pasmei com o que foi apresentado. Acho mesmo que para uma China que vai ser o novo império mundial deste século, após a morte por podridão do ainda actual império amerdicano, ficaram a anos luz de apresentarem uma coisa do outro mundo, sei lá, tipo naves espaciais a distribuirem bonbons por Pequim, ou bombas atómicas a deflagrarem no deserto chinês e a sairem de lá milhões de pombas brancas em livre vôo até poisarem na cabeça de cada um dos espectadores presentes no estádio, ou mesmo até um submarino a emergir em pleno estádio. Isso sim, deixar-me-ia não só pasmado, como daria a verdadeira imagem do futuro novo império do século vinte e um.
Assim, continuo a ter presente não as imagens a cores que vi, mas antes as imagens a preto e branco de 700 milhões de chineses que vivem com menos de dois dolares por dia, e dos quais, 300 milhões sobrevivem com menos de um dolar por dia! Pois é! E não me venham com a cantilena de que um dolar na China vale muito mais do que um dolar noutro lugar da terra. É que quando vou a uma loja chinesa comprar uma coisa qualquer de qualidade muito duvidosa, mesmo sendo muito barato, pouco posso comprar com um dolar. E sei que os trabalhadores que contribuiram para essa coisa, trabalham doze ou mais horas os sete dias da semana!
Duma forma adequada aos tempos actuais, a China gastou milhões a anunciar o evento, tentando mostar ao mundo que estes iriam ser uma coisa de espanto, um acontecimento como jamais se tinha visto, uns jogos onde os interesses políticos estavam postos de lado, um facto onde o único objectivo era o desporto e a competição que lhe está associada. Nada de permitir, seja quem fosse e a qualquer custo, que se levantasse alguma dúvida ou suspeição sobre os antagónicos conceitos de, por um lado, os jogos olímpicos em Pequim virem a ser imaculados, e por outro, ser a China o garante da honestidade e humanidade que obrigaria a tal desígnio. A China, onde se aniquilam tibetanos e muitos outros apenas porque têm ideias não coincidentes às classes dirigentes. A China, que com o seu negócio de armas e outros interesses financeiros, alimentam os governos de alguns países de África contribuindo directamente para a miséria e morte de milhões de seres humanos. A China, esse dragão do oriente, que sem despudor e à força toda, inventou a fórmula mais recente de transformar a via do socialismo em auto-estrada do capitalismo social.
Mas lá vieram os jogos e as televisões de todo o mundo transmitiram em directo o que as autoridades chinesas quizeram mostrar, e da forma que o quizeram, na cerimónia de abertura dos olímpicos 2008.
Parece-me que as pessoas ficaram pasmadas com as imagens que se iam sucedendo nos pequenos ecrãns. Foram luzes e fogo de artifício por todo lado, foram milhares de chinocas a movimentarem-se harmónicamente no estádio, foram outros a voarem para cá e para lá, foram projecções fantásticas sincronizadas com bailarinos e mudanças de cenários enormes, foram isto e aquilo. Depois, o decorrer dos jogos passando a imagem de uma organização exímia, sem falhas, na hora. No final, foi a cerimónia de encerramento, novamente com fogos e mais fogos, e mais voadores, e mais danças e composições. E a passagem do testemunho a Londres onde irão acontecer os próximos, já com a Inglaterra a mostar o video promocional, aqui já não com fogos e grupos de coreografias de milhares de figurantes, mas com uns balofos "new stile" muito "british", muito "in", de edição de imagens virtuais com reais, onde não poderia faltar uma criancinha chinesa a passar uma bola de futebol a outra criancinha inglesa, passando a ideia que o futebol é o simbolo do desporto. Pois é, razão tem quem disse que o futebol é o ópio do povo.
Mas eu devo confessar que não me pasmei com o que foi apresentado. Acho mesmo que para uma China que vai ser o novo império mundial deste século, após a morte por podridão do ainda actual império amerdicano, ficaram a anos luz de apresentarem uma coisa do outro mundo, sei lá, tipo naves espaciais a distribuirem bonbons por Pequim, ou bombas atómicas a deflagrarem no deserto chinês e a sairem de lá milhões de pombas brancas em livre vôo até poisarem na cabeça de cada um dos espectadores presentes no estádio, ou mesmo até um submarino a emergir em pleno estádio. Isso sim, deixar-me-ia não só pasmado, como daria a verdadeira imagem do futuro novo império do século vinte e um.
Assim, continuo a ter presente não as imagens a cores que vi, mas antes as imagens a preto e branco de 700 milhões de chineses que vivem com menos de dois dolares por dia, e dos quais, 300 milhões sobrevivem com menos de um dolar por dia! Pois é! E não me venham com a cantilena de que um dolar na China vale muito mais do que um dolar noutro lugar da terra. É que quando vou a uma loja chinesa comprar uma coisa qualquer de qualidade muito duvidosa, mesmo sendo muito barato, pouco posso comprar com um dolar. E sei que os trabalhadores que contribuiram para essa coisa, trabalham doze ou mais horas os sete dias da semana!
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