quinta-feira, janeiro 14, 2010

Isto anda aqui ao abandono, já não se pode descansar



Já me esquecia do novo ano, pá, esta coisa andava aqui um bocado ao abandono, faz-me lembrar o Haiti que a gente só se lembra que existe quando aquilo começa a cair aos bocados, e agora as nações ricaças querem todas ajudar ao mesmo tempo, umas a sério, outras a fingir, que aquilo nem sequer conta para a economia mundial, nem para cotações na bolsa, nem para spreads bancários. A gente ajuda, pá, e depois abandona e esquece até dar um tartaranho noutro qualquer lugar do planeta com rendimentos de um dólar diário per capita, a gente ajuda, toma lá mais uns milhões para o governo do sítio construir mais um palácio ou uma casinha de campo na Suiça para curtir quando há mau tempo nos trópicos. Mas isto sou só eu a desabafar, eu nem sequer conto para aqui, quanto mais para o Haiti.


Mas dizia eu que o novo ano já por aí anda e ainda não dei por nada, a crise continua, o governo continua, a oposição continua, o presidente continua, o Constâncio continua, a Julia e o Goucha continuam, foda-se pá, quando é que o ano novo é mesmo novo a sério?

terça-feira, dezembro 22, 2009

O Jazz em Portugal ficou mais pobre

Ardeu o prédio onde funcionava o Hot Clube de Portugal

A crise chegou ao Natal




O natal tem a particularidade de despertar em mim instintos assassinos. Não se assustem. Não vou andar por aí a retalhar o pessoal, embora alguns merecessem ser transformados em hamburger e enfiados no cú de certos banqueiros e politiqueiros de serviço. Metafóricamente falando, a minha vontade seria um churrasco com a vaquinha, um belo guisado com o burrinho, e um suculento ensopado com as ovelhinhas. Quanto ao menino, entregava-o à misericórdia, o José iria para as Novas Oportunidades, e a Virgem bem podia ir apoiar os sem abrigo, voluntáriamente é claro. Já os reis magos seriam convidados a sair por imigração ilegal, mas deixavam cá o ouro o incenso e a mirra para combater o défice. O meu défice, entendamo-nos. E convidava todos os frequentadores do centro comercial próximo da minha casa a ouvirem o “Jingle Bells” enquanto eram enrabados por um bando de pais natal adeptos de musica transe. Isto por estacionarem o pópó na minha rua obrigando os desgraçados moradores a ter que procurar lugar noutra freguesia. E queixam-se da crise, que este natal não há prendas para ninguém, e depois entopem as ruas e os multibancos.


Está na hora de enviar o pai natal para um lar, ou abandoná-lo na cama de um hospital até esticar o pernil, e gozar um natal quentinho nas Caraíbas para fazer jus ao espírito natalício cá do burgo.

Não se escandalizem com o meu desabafo. A realidade é muito pior do que isso.

sexta-feira, dezembro 18, 2009

Tão querido que ele é!



"Não acredito nesse anúncio de greve para a véspera de Natal e que os sindicatos sejam duplamente irresponsáveis: criar desconforto a milhões de portugueses por um pequeno ataque de baixa qualidade. Segundo -e seria muito mais grave -ousem formar algum movimento e não deixar trabalhar quem quer."

Belmiro de Azevedo

Traduzindo: seus comunas de merda, vocês querem fazer greve em vésperas de natal e o fodido sou eu que não vou facturar.

O resto é pura rectórica, ou como por aqui se diz "baba de safio".

quinta-feira, dezembro 10, 2009

Gente fina é outra coisa



O número de circo entre a Sra Dra Maria José Nogueira Pinto do PSD e o Sr. deputado Ricardo Gonçalves do PS foi digno de figurar num qualquer manual de boas maneiras da direita (ou extrema-direita) portuguesa. A elevada estatura moral da Sra Dra que salta de partido sempre que lhe convém só tem paralelo na também elevada estatura moral do seu companheiro de matrimónio, o Sr Dr Jaime Nogueira Pinto, saudoso colonialista e fascista empedernido, para além de, segundo dizem, historiador.
Longe de mim estar aqui a defender um deputado do PS, ou seja de que partido for. São crescidinhos que se entendam. Mas quem mais defende a moral, os bons costumes, os salamaleques, as élites. a society, a missa aos domingos e o raio que os parta é o primeiro a desrespeitar o próximo. Mas nada disto é novidade. O casalinho sempre se deu bem em ambientes coloniais, como aqui descreve o nosso companheiro Antropocoiso , testemunha do acto e de pena sempre bem afiada.

sexta-feira, dezembro 04, 2009

POR MARES NUNCA DANTES NAVEGADOS!





Não estava para aqui virado, mas a leitura de "Onde se fala de um tripulante que...enfim..." defecado há uns dias pelo mui valoroso Ukabdsinais obriga-me a publicar o que vai de seguida. Para que não fiquem supeitas no ar nem mal entendidos.
Acontece que este simples marujo, após ter sido encartado com a denominação de Patrão de Alto Mar, decidiu experimentar e sentir o mar na sua plenitude, muito para além das navegações teóricas e de rumos traçados à secretária.
Embora a talhe de foiçe, estaria tentado a falar dos restantes Tripulantes deste Cesto da Gávea que, para além de navegarem até ao Barreiro na mira de uma caldeirada, apenas navegam na banheira quando o tinto da véspera os deixa almariados e as respectivas patrôas largam aquele vociferar: "Pfuuu..que cheiro a vinho!". Mas não. Fico-me por aqui.
Por isso aceitei o convite de um navegador experiente que, na sua embarcação de pequeno porte, anda de há muito a deambular por esses mares fora em viagens solitárias. O veleiro é de construção de 1962 e o Phil, americano com alguns anitos, deu-lhe os retoques necessários para o pôr a seu jeito e em condições de aguentar o oceano, pelo que já cruzou o Atlântico várias vezes.
Aceite o convite para ir até Porto Santo, arquipélago da Madeira, num pequeno veleiro de 9 metros, fiz-me ao mar no dia 6 de Outubro, tendo chegado a bom porto no dia 12 com mais de mil quilometros navegados no meio do Atlântico.
O veleiro mais parecia uma casca de nóz, tal eram os safanões constantes a que as ondas e o vento a bater nas velas o sujeitavam. As condições a bordo não se podem assemelhar ao que normalmente se associa quando se fala de um veleiro. Nada de luxos ou sequer de aposentos dignos desse nome, passando pelo wc práticamente inexistente digno desse nome, ou mesmo de alguma cama para descansar, pois o mais semelhante poderá ser uma tarimba. Sem frigorifico a bordo, e associado ao mínimo de despesas, o Phil tinha uma quantidade suficiente de alimentos por ele tratados em doses individuais liofilizadas e em vácuo, desde que terá saído da sua terra nos states já ia para mais de nove meses, para além de várias latas de comida enlatada cujo aspecto exterior, completamente oxidadas, me obrigaram a evitar, não fosse alguma coisa correr mal.
Assim, e para meu descanso, passei quase toda a viagem a bolachas de água e sal e shotcakes acompanhadas de água de bordo que tinha sido obtida da rede geral da marina donde saímos.
Também a falta de equipamentos de ajuda à navegação, tal como radar, computador para obter informações meteorológicas ou telefone por satélite, eram coisas para "finos" que custam "money" e o Phil é homem poupado e sem os recursos que os normais donos de veleiros têm.
Portanto a viagem fez-se de experiência adquirida e com a ajuda do GPS. E correu bem.
Foi uma experiência com um pouco de aventura, mas que me deu a satisfação de ganhar saber e pôr-me à prova de sobreviver em condições que, duvido, os restantes Tripulantes deste Cesto da Gávea alguma vez aceitariam.
Toma!!

quarta-feira, novembro 25, 2009

Homenagem aos vencedores do 25 de Novembro de 1975

Comemora-se hoje o 25 de Novembro. A quem o fez, inventou ou consolidou entendo agradecer o seguinte:

- o fim da manipulação esquerdista das forças armadas, passando estas a ser exclusivamente manipuladas pela direita, aliás como deve ser.

- A expulsão dos comunistas da esfera de influência social bem substituidos pelos sociais democratas, liberais, neo-liberais, demo-cristãos, conservadores, fascistas, proto-fascistas e esquerdelhos arrependidos, e muito bem já que esses são os verdadeiros democratas.

- O fim da denominada Reforma Agrária que devolveu terras aos seus legítimos proprietários, terras essas abusivamente cultivadas pelos ocupantes e não deixadas ao abandono, aliás como devia ser.

- A privatização de tudo o que devia ser privatizado, incluindo pedras da calçada, que foi e está a ser levada a cabo pelos génios patrióticos que fizeram o 25 de Novembro bem como pelos seus descendentes. Aliás, como deve ser.

- A submissão do país aos interesses do imperialismo norte-americano e europeu que tudo têm feito pelo bem estar dos portugueses como está à vista de toda a gente.

- A supressão de direitos de quem trabalha em exclusivo benefício dos patrões que assim podem acumular chorosos lucros sem mexer uma palha. O que é justo.

- O abrir de portas a tão reputados doutores e defensores do povo como Dias Loureiro, Oliveira e Costa, Armando Vara, António Preto, Isaltino Morais, Valentim Loureiro, Fátima Felgueiras e outros que só nos enchem de orgulho.

- O surgimento de figuras de opereta tão distintas como Alberto João Jardim, Santana Lopes, Paulo Portas, Vítor Constâncio, Pacheco Pereira, Durão Barroso, Rebelo de Sousa, José Lello, Santos Silva e outros para nosso gáudio e distracção.

- A promoção de grandes estadistas do calibre de Sócrates e Cavaco para nosso prestígio.

E finalmente, para podermos homenagear em completa e responsável liberdade esse grande herói que foi Jaime Neves, tanto em África como no 25 de Novembro.
Homenagem que devo estender a todos os filhos da puta que se prezam.

Onde se fala de um tripulante que...enfim...



O 2º (e único) remador depois de algumas dezenas de anos a ponderar, resolveu aproveitar o tempo livre para se doutorar em patronato de alto mar, qualquer coisa como Belmiro de Azevedo dos Oceanos, e tornar-se assim no único verdadeiro marinheiro desta desgraçada tripulação que, mesmo sem barco, já passou por melhores dias.
E este 2º (e único) remador resolveu pôr em prática a teoria aprendida fazendo-se ao oceano em duvidosa companhia. Sobre a viagem nada há a dizer. Ou por não haver mesmo nada a dizer, ou por haver muito a esconder. O que é certo que este marinheiro subiu no patamar hierárquico da tripulação para um cargo honorífico do qual esqueci o nome. Mas, para sermos bondosos, digamos que estará ao nível de um Fernão Mendes Pinto antes de chegar a Melides, ou de um Vasco da Gama antes de atracar na Trafaria. A grande diferença, se é que ela existe, entre este remador e os navegantes atrás citados, é que não existem registos de navegadores solitários do Tio Sam na época dos descobrimentos. Ou porque a América ainda não tinha sido encontrada, ou porque os americanos da altura se estavam cagando para os europeus (os de hoje também, mas os antigos cagavam de maneira diferente).
É assim que nas páginas deste blogue que (Graças a Deus!) ninguém lê ou consegue ler, que se debita a devida homenagem a este valoroso português, para que este seu feito não caia no esquecimento.

PS1: Eu não queria divulgá-lo, mas andar perdido e à deriva entre Sines e Porto Santo só com 2 minis para matar a sede é de um gajo se esquecer de ir ao cagatório durante seis dias!
PS2: O americano (como já devem ter entendido) que se fez acompanhar por este famigerado tripulante nesta atribulada viagem já deve estar recolhido em algum hospício a receber tratamentos de duches frios e choques electricos. Convém saber que não deve ter sido nada fácil para ele…

terça-feira, novembro 17, 2009

Nesta história de merda a única que se safa é a Scarlett, coitada



Estava eu a sonhar com uma orgia com a Scarlett Johansson quando a puta da campaínha da porta se lembrou de começar a tocar, o que me fez saltar da cama abruptamente sem saber se estava a dormir ou acordado. Vi logo que era o Elias, pois o estúpido só larga o botão quando lhe abrem a porta. O Elias era agora chefe das escutas, cargo a que chegou depois de frequentar as Novas Oportunidades e de pedir uma cunha ao padrinho que milita no partido e que só por acaso é juíz no Ministério Público.
- Que queres? Sabes o que perdi por tua causa? – perguntei eu entre o irritado e o ensonado.
- Tem de vir já, o chefe diz que é urgente. Parece que andaram a escutar o Filósofo sem ele dar autorização.
- Mas tu não és o responsável pelas escutas? – perguntei.
- Sou, quer dizer, não sou… sabe bem que só faço o que o chefe ordena, mas está bem, ele diz que o responsável agora sou eu.
Pouco inteligente, o Elias, mas enfim, com a falta de especialistas para o cargo só mesmo ele. O ultimo responsável das escutas apenas sabia falar tetum e era surdo que nem uma porta.

Passei o cabedal pelo duche frio, lambi uma torrada, dei leitinho ao tareco, liguei à mamã a dar-lhe os bons dias, e saí de casa mais o Elias atrelado a mim como um cão. Chegados à sede e depois das revistas da praxe, lá nos enfiámos como pudemos no gabinete do chefe, os três mais o hipopótamo, a mascote da agência, que se entretinha a roer um molho de cenouras enquanto dava uma vista de olhos pelos jornais do dia.

- Temos crise da grossa! – disse o chefe. – Alguém vai ter de descalçar esta bota. – e olhou de soslaio para o Elias, e de frente para mim.
- Ferdinando, o que sabes tu de escutas? – perguntou.
- Bem, chefe – respondi – para lhe ser franco sei tanto de escutas como de algebra linear.
O homem arqueou uma sobrancelha.
- O Filósofo pede resolução imediata do problema. Já sabem que se a coisa estourar são os vossos empregos que estão em perigo. Eu já tenho um lugar prometido numa empresa pública.

Não foi preciso dizer mais nada. Arrastei o Elias dali para fora que já começara com as lamentações e a arrepelar os cabelos, preguei-lhe dois tabefes para acalmar e fomos discutir o assunto para o Boca na Botija.

Ao fim de meia dúzia de imperiais já o homem parecia mais alegre, apesar do hipopótamo que nos seguira desde o gabinete do chefe e que se sentara duas mesas mais atrás procurando passar despercebido.

Enquanto o Elias me contava as desventuras da irmã que fora recentemente internada num hospício após ouvir o último disco do José Cid, eu traçava mentalmente um plano para resolver a situação.

Duas semanas mais tarde, estava eu a banhos numa ilha perdida do Pacífico, quando o Elias telefonou.
- Sabe, parece que substituiram as gravações das escutas por um concerto do Paulo Gonzo ao vivo. Já pode regressar a casa, o Filósofo está safo.

Não sei se voltarei. Depois de ter enviado pelos ares o edifício da Telecom e enterrado a barragem de Castelo de Bode não creio que a minha popularidade esteja em alta. E pelo menos aqui posso sonhar à vontade com a Scarlett Johansson sem ter o Elias, o chefe ou o Filósofo a chatear.

Só não me consegui livrar ainda do hipopótamo. O cabrão tem-me seguido por todo o mundo e às vezes mesmo que não o veja, sinto os seus olhos maldosos cravados na minha nuca. Se a besta tivesse tentáculos diria que o polvo já se expandira irremediávelmente por toda a parte.

sexta-feira, novembro 13, 2009

Economistas...

Quando ouço o Medina Carreira sinto vontade de me atirar a um poço. Ainda não descobri porquê.

Também não sei porque é que sempre que ouço e vejo o Miguel Frasquilho tenho vontade de lhe atirar com um penico cheio à cabeça.

Há também um tal Costa Pinto que sempre que abre a boca termina abruptamente com a minha insónia.

Quando ouço alguém dizer que fulano de tal é um grande economista vou logo esconder o meu porquinho de porcelana.

terça-feira, novembro 03, 2009

ponto e vírgula

só me apetece escrever assim sem pontuações e sem maíusculas como o saramago depois daquela polémica por causa do livro caim isto até me faz lembrar um cão a ganir caim caim mas a coisa acabou aos beijinhos e abraços e com o nobel a facturar mais uma vez à custa dos talibans da ic isto é igreja católica para quem não sabe
mas agora parece que já temos governo e podemos dormir descansados porque não se vai passar nada até o aumento do desemprego deixou de ser noticia e os neoliberais mais os neoneo liberais mais os neo neoneoliberais discutem a baixa dos ordenados do pessoal porque só assim é que o país evolui e o caralho que os foda não sei onde onde é que foram desencantar estes cromos os medina carreira antonio borges zeller não sei quantos ferraz da puta que o pariu e o que interessa é o caim do saramago mais a biblia e o benfica e a coabitação pacífica sócraste-cavaco nem a operação face oculta vai animar as hostes que já estão fartas de casa pia maddie furacão freeport apito dourado bpn bem pode o vara e o sucateiro e capangas rebolar-se de riso que a justiça vai mesmo funcionar mesmo mesmo
e não sei como é que o saramago consegue escrever tantos livros sem pontuação eu já estou a ficar tonto com a falta de virgulas e pontos finais deve ser para poupar espaço e tempo a escrever e a ler pois  assim a gente nem sequer tem tempo para respirar entre cada virgula nem para ir dar banho ao cão quanto aparece o ponto final
aproveito agora o parágrafo sem ponto para bazar que já chega uff
ps vem aí o são martinho e o vinho ainda não apanhou frio isso sim é que é um problema do catano

quinta-feira, outubro 15, 2009

Maitê Proença ao Parlamento, já!

Se algum mérito houve no video da Maité foi pôr os portugueses a dizer mal abertamente dos brasileiros, com a mesma terminologia rasca que a sra usou. E como em Portugal só um punhado de brasileiros é que merece respeito para os portugueses, entre eles alguns futebolistas que se dignam vestir a camisola da selecção, proponho que a D. Maité seja contratada para a equipa de deputados da Assembleia da República em substituição do deputado João de Deus Pinheiro que nem chegou a aquecer o lugar. Ganhava-se com a troca pois o dito deputado nem para pousar nú serve. E era uma forma da Maité ter de facto uma boa razão para dizer mal dos portugueses.

segunda-feira, outubro 12, 2009

Sinto que a coisa não vai ficar por aqui...

...o tipo ainda vai andar por aí a esbracejar, a fazer rábulas de menino guerreiro, título que cai muito bem nas preces da minha tia Adozinda, devota incondicional de S. Jorge não sei se por causa da espada se por causa do dragão, já que a doença crónica de que padece tem muito a ver com o Benfica. Isto de dragão trespassado pela espada de S. Jorge também tem muito a ver com a pose, o discurso e a atitude do derrotado menino guerreiro, que não sei é ingénuo, irresponsável ou simplesmente dado a bobices dignas dos palhaços do Circo Cardinalli. Mas a tia Adozinda comove-se com o beicinho do menino na hora da derrota, deixa escapar um suspiro e disserta sobre os garbosos apoiantes mais conhecidos por santanetes, quais cavaleiros da Távola Redonda em pose serviçal ao mítico Rei Artur. É uma sentimental, a pobre da tia. Até dos cromos que querem aparecer no boneco ela tem pena. E gaba o ar de galã do Pedrinho, a sua postura educada, o seu verbo estruturado, a sua elegância discursiva, o seu penteado abrilhantado. António Costa? Não tem elegância nem charme, é gordo e além do mais é preto.


Sei que vou ter de aturar mais uma depressão à minha tia. Que só passará quando o outro Pedro, o Coelho, se candidatar e vencer as eleições no PSD. É que para a tia a política resume-se às piruetas do Errol Flynn e ao heroísmo do Gary Cooper: bom aspecto e pouco miolo.

Enfim, guerreiros de papel em romances de cordel…

sexta-feira, outubro 09, 2009

Volta não volta a gente cá volta...

Não havendo qualquer justificação para um interregno tão prolongado, pois na lusa pátria nada de relevante se passou, a não ser umas eleições em que…não interessa, ou um e-mail que circulou por aí supostamente vindo de…não interessa, e que motivou uma comunicação ao país do presid…não interessa, por causa de uma asfixi…não interessa, e com outras eleições para as autarquias em que alguns corrupt…não interessa, repito, não havendo qualquer justificação para um silêncio tão prolongado deste blog, que não foi manipulado, asfixiado, pirateado ou escutado, apesar de ser visitado por cerca de 2 pessoas por mês e às vezes menos, venho por este meio comunicar sem mais delongas o renascer do Cesto da Gávea, espectacularmente renovado com o mesmo mau aspecto e o mesmo propósito de mal dizer, mal escrever, e por vezes desdizer, fruto de alcool a mais e navegação sem barco completamente à deriva.


Resta-nos o orgulho de contar nas nossas fileiras o mui distinto 2ª(e único) remador, e ao que parece também único marinheiro a sério desta atribulada tripulação, e que se encontra neste preciso momento em acto baptismal de alto-mar numa casquinha de noz algures entre Sines e Porto Santo, onde chegará a 11 ou 12 deste mês se os santos ajudarem e a cerveja não esgotar.

Este distinto (e único) marinheiro conseguiu a carta de patrão de alto-mar à custa de muito trabalho, muito estudo, muitas noites sem dormir, e muita paciência do examinador que resolveu ver-se livre dele nuns escassos minutos em que ficou sóbrio.

Vamos lá então recomeçar…