sexta-feira, março 18, 2011

Sai mais um desabafo pró monte!



Agora no rescaldo na manif à rasca, e depois de alguns iluminados desancarem nos putos, ou porque tinham rastas, ou brincos, ou roupas da zara, para além de uns cursos superiores que não interessam ao menino jesus (só é economista quem pode, e quem tem amigos bem colocados), e porque não têm direito a refilar porque a precaridade veio para ficar, e vai de se habituarem aos recibos verdes, amarelos e azuis, e aos call-centers, e aos estágios sem carcanhol, e quem os mandou assim de sopetão tirarem cursos de ralações internacionais, e animação cultural, e artes plásticas, e psicologia, e antropologia, e sociologia, tudo coisas esotéricas que não dão graveto, nem status social, nem desconto nas lojas armani, e nem sequer fazem parte do programa da católica, e depois estes tipos com rastas e brincos em sítios estranhos não têm pinta para entrar num campo de golfe, nem no tavares rico, nem no porto de santa maria, foda-se, quem os mandou tirar cursos daqueles mesmo que isso fizesse parte dos seus sonhos, já não se pode sonhar, sonhar já é proibido? E não se pode ter filhos, nem criar família, ah, mas isto seria propagar a peste dos enrascados, criar gerações e gerações de brincos na orelha, rastas e mal vestidos.


O que está a dar é economistas, gestores, advogados, contabilistas, gente com nível para ajudar o soares dos santos a fugir ao fisco e dar a volta aos trabalhadores polacos, gente com nível para intermediar as parcerias púbico-privadas e engrossar as fileiras das mota-engiles, gente com pinta para comentar na tv os meandros da economia e propor soluções que possam servir os interesses de quem lhes paga.

E é assim que nos querem obrigar a trabalhar mais e por menos dinheiro, e aumentar a idade da reforma, e ao mesmo tempo despedem o pessoal, defendem a precaridade, por causa da longevidade e da competitividade, e do caralho. Não há outra solução, dizem eles, o mundo agora é global, a economia é global, global é a tua tia, como dizia o outro. Se não há solução fabrica-se uma, por exemplo, uma central nuclear só com uma entrada e sem qualquer saída. E metia lá dentro todos estes economistas, advogados, charlatões, vendedores de banha da cobra, escrevinhadores de semanários, comentadores do mário crespo, mais o soares dos santos, o belmiro e o berardo, e aqueles banqueiros todos, mais os defensores do nuclear, e dava-lhes um taco de golfe e uma bola e um buraco e iam todos jogar golfe com iva a 6% para dentro da central, de preferência bem perto do núcleo para ficarem mais quentinhos, e fechava aquela merda e deitava a chave for a.

Dizem os estudiosos destas coisas que isto é assim há centenas de anos, que estamos perante a sobrevivência dos mais fortes, que ricos e pobres sempre houve e haverá. E eu que pensava que isso só existia em novelas da tvi.

Daquelas frases que não dão jeito nenhum...

Tivemos o feudalismo, o fascismo, o comunismo, o socialismo. Agora temos o abismo.

quinta-feira, março 10, 2011

PUTA QUE O PARIU...PIM, MORRA!

Acordei bem disposto. Chovia por baixo de um céu cinzento lindo de morrer, o frio entrava nas frestas, o dia apresentava-se como radiante e promisor. E foi!
Caí na tentação de ligar a tv e....pumba, o sol apareceu, o calôr aqueceu a alma e secava a lama à frente da minha porta. Só desgraças para dar cabo de um promisor dia.
Vá lá que se fez alegria ao ouvir pela quinquagésima nona vez o mui elaborado discurso da tomada de posse do amado Cavaco S.! O homem, besta, mormon, geová, gay sem cú, pilantra, aventesma, alien de saturno, dinosauro putrefacto, cadela com cio, anjo do demo, espírito fantasma do c. castro, agiota do leste, tia de alterne, fufa arrependida, cara de cona de andorinha, dívida pública, merdell sem tomates, bercusloni panasca, sarkonas do terreiro do paço,....aí estava a repetir sem se engasgar ou sem gaguês que isto tá mal, que o mar é o destino para afogar os subditos que ainda continuam vivos, que os jovens que não pularem são panascas, que os políticos têm feito merda, que a maria ainda consegue fazer uns broches dignos de uma constituição europeia refinada pelo seu tratado de lisboa, que a crise é uma prostituta vip, que isto tá mal por coisa e tal, que agora é que os ceguinhos vão ver com a distribuição gratuita dos mesmos medicamentos que há uns tempos lhes deram por engano!
O sinhôr, todo aperaltado e com ar de grávido a quem lhe rebentaram as águas pelo cú, aí estava a receber palmadinhas dos seus correlegionários embevecidos com suas doutas palavras, apontando o dedo ao futuro, qual imagem da estátua do grande estaline, mostrando que a partir de agora a balburdia no oeste vai passar a noroeste, que o país dos bananas vai passar a ser o país dos rabanetes. E olhando para as câmeras da tv, enchendo os microfones de saliva corrosiva, mostrou ao mundo que o belzebu não tem nada, mas mesmo nadinha a ver com o que ao que isto chegou! Fez-se luz, qual buda no nirvana, neste dia promissor: PUTA QUE O PARIU...PIM, MORRA!

sexta-feira, fevereiro 18, 2011

Desempregados de todos os países, uni-vos!


Anuncia o governador do Banco de Portugal que o país entrou em recessão. Finalmente! Significa que muitos dos desgraçados 88,4% de trabalhadores irão aumentar a hoste dos 11,4% de felizardos desempregados. Gente que ainda atura patrões, directores e chefinhos, deveria pura e simplesmente ser despedida ou obrigada a despedir-se. Para tal é de louvar as propostas de simplificação dos despedimentos no código laboral. Só assim, aumentando a percentagem de desempregados é possível desenvolver o país. Mas tem que se exigir um desemprego de qualidade, com passeios organizados e estadias no INATEL. Nada de visitas regulares ao centro de emprego, nem cursos de formação em higiéne vaginal. Um desempregado, como elemento importante no progresso e desenvolvimento da sociedade capitalista deve levar uma vida tranquila, sem stress, sem preocupações. Bem bastam os milhões de empregados que andam por aí ao deus-dará, nas filas de transito, dos autocarros, do metro, no IC19, na 2ª circular, dando uma imagem de gente trabalhadora, descontente, invejosa, traiçoeira, imagem de que o país deve livrar-se quanto antes, fabricando e aprovando leis que facilitem o despedimento desta canalha. As fábricas, os bancos, os serviços, os hospitais, as tascas, os concursos da televisão, pululam de excesso de trabalhadores. Imaginem o dinheiro que os empresários poupariam se toda esta malta estivesse no desemprego. E o que faria o país com todo esse dinheiro! Qualquer dia até poderíamos emprestar dinheiro à Alemanha!


Faça um favor ao país: despeça-se já!

Por um milhão de desempregados no olho da rua!

terça-feira, fevereiro 01, 2011

Os putativos novos ministros (depois de Sócrates, q.e.d.)

 

Passos Coelho já se prepara para suceder a Sócrates. Assim, já correm por aí rumores de possíveis ministriáveis, e que, mesmo sendo rumores, não dispenso uma análise pura, descomplexada, desinteressada e imparcial de alguns nomes vindos a lume.



Vamos começar por Eduardo Catroga, o "avôzinho simpático que meteu Teixeira dos Santos no bolso", citando o irreparável prof. Marcelo ao comentar a negociação do PREC entre as duas quadrilhas de malfeitores, os dois principais partidos políticos. Pois Teixeira dos Santos deixou Catroga à espera dele como se estivesse nas urgências do Santa Maria, o que a meu ver foi a única coisa de jeito que o ministro fez até agora. Sendo Catroga um cavaquista assumido, seu vizinho na urbanização da Coelha, possívelmente habitué lá de casa e apreciador dos rissóis da Maria, a escolha de Passos Coelho parece-me, no mínimo, estranha, dada a aparente ausência de simpatia entre Cavaco e Coelho. Ou então é só para português ver, e para dar emprego a dezenas de comentadores que vivem da dissecação destas tretas e quezílias como se falassem de prostitutas baratas.




Segue-se Vítor Bento, que marca presença regular na tv, e cujas análises económico-financeiras deixam transparecer que o senhor tem tanta coisa dentro daquela cabeça como tem de fora, mas só por ter ouvido o senhor uma única vez seria incorrecto da minha parte deixar cair aqui esta opinião, e corrijo desculpando o senhor pelos excessos ao jantar desse dia.


Finalmente João Duque, colega de Bento na tv, e creio que escrevinhador no Expresso. Cada atoarda deste senhor é repetida pelo inefável Passos Coelho como se dele fosse eco. Duque tem aquele arzinho muito muito liberal, tão liberal que não deve pagar o condomínio há seis meses. Infelizmente apenas o ouvi dissertar uma única vez, e mais valia ter batido uma sarapitola a assistir ao programa da Catarina Furtado.


Posto isto, se algum destes personagens vier a ser ministro da Economia ou das Finanças ou tudo junto, é mau sinal, pois significa que ainda não conseguimos atingir o fundo dos fundos, o buraco da extrema profundidade, o infinito da eterna cloaca.

Pôrra, são precisos tantos anos de sofrimento para lá chegarmos?











sexta-feira, janeiro 28, 2011

Enfi'ó Barreto!


Depois de engolir o batráquio de alcunha Presidente da República, depois de assistir às sucessivas tropelias dos socretinos a raspar o bolso ao pessoal, depois de assistir aos protestos das escolas privadas que ai jesus o estado nos anda a gamar e vamos fechar o clube de hipismo, e o campo de ténis, e as aulas de boas maneiras da Paula Bóbó, e a missa ao domingo, e o terço nos intervalos, e o caralho que os foda, e mais os analistas salpicados de trampa que dissecam as eleições, a economia, as finanças, a educação, a saúde, e mais a sociedade em geral, e a produção, e a preguiça, e o fmi, e a aventesma da merckl, e as agências de rating, e os juros que não param de aumentar, e mais o discurso sacana do cavaco, sim, depois de tudo isto e mais além, ouço e vejo, e até acredito porque da ave que se segue só podia vir tal esguicho de merda, ave essa que dá pelo distinto nome de António Barreto, ex-ps, ex-ministro da agricultura de má memória, e agora opinador de patacoadas a engrossar o longo rol de bestas que escreve e debita nos jornais e tv, " É preciso fazer reformas para evitar uma revolução", Barreto dixit, como quem remata a frase derradeira que há-de acabar com o mundo.
Ora não posso deixar de me espantar com mais esta arrochada:
1º A haver reforma só quando me passarem a certidão de óbito, e mesmo assim com uma talhada de 50% ou mais, e não recebo porque entretanto deixei de pertencer ao mundo dos vivos.
2º Se o Barreto se refere àquelas reformas que os governantes fazem e em que tudo fica na mesma ou pior, sobre essas já está tudo dito.
3º Se o Barreto quer evitar uma revolução aqui neste cantinho, não precisa de reformas por muito boas que elas sejam. Basta analisar o resultado das ultimas eleições para entender que aqui não é preciso fazer nada para as evitar. E se não chegar há sempre um saca-rolhas como arma do crime, um bibi que andou a mentir porque o drogaram, um Goucha e uma Pinheiro a rebolarem-se no imaculado chão da tvi. É preciso mais?
4º Por último, e para fantasiar um bocadinho, imagine-se uma revolução aqui e agora, com greves generalizadas, cortes de estradas, porrada de criar bicho, coisa horrorosa que está a acontecer no Magreb, mas como são árabes e um pouco escuros pode passar na tv que é para a gente apreciar a selvajaria daqueles ímpios, mas o que se vai passando aqui ao lado na Galiza e no País Basco, népia. Perigo de contágio, não é filho?
Mas dizia eu, imaginem uma revolução aqui no quintal, com o governo deposto, os socretinos a fugirem para o Azerbaijão, o cavaco a nadar até à Madeira, o portas e o coelho mais os dejectos-set (esta não é minha mas está bem apanhada!) a sujaram as delicadas gânfias na recolha do lixo ou na apanha do tomate, imaginem então que destino teria o "suciólogo" Barreto neste cenário idílico.

Aguentem-se. Enquanto a imaginação não chegar ao poder é por aqui que se afirma. Ainda que saiba mal e cheire ainda pior. Coisas da vida.

sexta-feira, janeiro 21, 2011

A POUCO A POUCO SE CONSTRÓI UM GRANDE AMÔR...

O título acima remete para uma famosa canção da Tripulação Maravilha. Veio-me à ideia porque depois de amanhã temos a eleição do presidente de todos os portugueses, claro que mais de uns do que de outros. Até aqui nada de especial, digo eu agora muito diferente do que diria até há 35 anos atrás. Só que a pôrra, desculpem-me se este termo faz parte do novo acordo ortográfico ou se se mantém no vocabulário do burgo, pois a pôrra é que vou apanhar com mais do mesmo, vamos ser obrigados a continuar a ver quase todos os dias nas tvs e jornais o mesmo cara de pau de laranjeira com míldio, vamos ter de mentalmente tomarmos doses cavalares de prosac para não darmos em doidos varridos de vez com as alarvidades que a pôrra deste cara de cú nos vai enfiar pelos ouvidos, cabeça e bolsos dentro pelo menos mais uns cinco anos, e ainda por cima servidas, as alarvidades, em bandeja apresentada por um próximo primeiro de um governo da sua maioria!! Vai fazer história, neste país de maltrapilhas, o bingo que previsivelmente vamos ter: os direitinhas assumidos todos em unísseno e a uma só voz no côro de uma assembleia da república maioritária, com um primeiro deles a dar passos de dança na coelheira e o seu presidente da mesma côr! Salva-me a sanidade mental hoje o ter a leve esperança que o côro, de tão afinado, leve isto para as urtigas à força toda e de vez. Pode ser que então alguma coisa aconteça para mudar à séria, nem que seja à porrada. Fica-me a esperança.
Mas deu-me para defecar aqui umas análises que andei a majicar, precisamente porque depois de amanhã vou às urnas, embora não seja muito do meu agrado andar a caminhar por cemitérios deste tipo, sem flores, sem relva, sem cheiros que não a mortos. E quero partilhá-las convosco, se tiverem a pachôrra de lerem o que se segue.
Pois bem, estas eleições para PR de há muito que são um best-seller nos escaparates das livrarias que não são frequentadas pelos que sabem ao menos ler, com o plagiado título "Crónica de Uma Votação Anunciada". O pôrra do Cavaco lá vai ganhar isto com bué de votos, para usar um dos novos vocábulos pós-acordo, pois basta vermos que nas últimas presidenciais em 2006, este pôrra ganhou à primeira e tinha pesos-pesados na corrida, pois o Soares+Alegre+Louçã tiveram 40,4%. O Alegre+Louçã tiveram 26% e os outros menos Cavaco e aqueles tiveram 9%. Assim, é fácil de entender que a vitória anunciada do Cavaco é uma certeza anunciada à primeira, pois na melhor das hipóteses, agora o Alegre+os outros menos Cavaco vai andar entre os 25% a quarenta e tal, nunca chegando a mais de 50%.
Daí que a remota hipótese de haver uma 2ª volta com Alegre, é coisa de meninos, e mesmo que houvesse, a pôrra ia dar ao mesmo do mesmo. O zé portuga ainda tem de comer muita azeitona e palha até tirar as pálas.
Quanto a votos nulos e brancos, após consultar a constituição e leis afins e confirmar com os resultados oficiais de eleições anteriores, a coisa é assim, para que não restem dúvidas: nas eleições presidenciais, os brancos e nulos não contam para os 100%, tal como a abstenção, logo só contam os votos válidos nos candidatos que tem de perfazer os 100%. Logo, nestas votar branco ou nulo é igual ao litro e apenas pode ser um consolo de alma para os que acham que um sistema democrático é o correcto, mas querem que se lixem os candidatos mais as suas mãezinhas. Já nas eleições legislativas, os votos brancos e nulos entram para os 100% e aqui interferem na % de cada partido, mas pena é que não contem como lugares em vazio no parlamento!
Portanto, nas presidenciais de 2006, os brancos e nulos foram apenas de 1,84% dos votantes, e nas legislativas de 2009 foram 3,08% do total dos votantes. Coisinha pouca, digo eu, na esperança de ver numeros muito maiores nas próximas.

Para ajudar aqueles que ainda andam um pouco à nora sobre o que fazer neste Domingo de urnas, aqui vai uma pequena ajuda à decisão:

Se tem um candidato por quem morre de amores, vote no candidato!
Se nenhum dos candidatos lhe serve, vote nulo!
Se nenhum candidato lhe serve mas mesmo assim quer dar a hipótese de uma 2ª volta, então tem 5 hipóteses à escolha:
1ºnunca voto num direitinha, então voto Nobre ou Lopes!
2ºnunca voto num esquerdinha, então voto Moura ou Coelho!
3ºtanto faz mas nunca voto Cavaco ou Alegre, então voto num qualquer menos nestes!
4ºtanto faz mas nunca voto Cavaco, então voto Alegre ou noutro qualquer menos aquele!
5ºtanto faz mas nunca voto Alegre, então voto noutro qualquer menos naquele e Cavaco!
Se nenhum candidato serve mas quero baixar % no Cavaco e Alegre, não quero dar esperanças ao Nobre para ainda ser tentado a fazer um partido mais tarde e aproveito para meter uma farpa no Jardim: voto Coelho!
Se não concordo com este tipo de democracia, voto nulo!
Se não concordo com qualquer sistema de democracia, então abstenho-me de votar!

Atenção ao voto em branco, pois não devemos esquecer que o pessoal que está na mesa de voto é convidado ou militante de um dos candidatos, e nada nos diz que uma cruzinha no nosso voto pode ser lá posta. Até porque já estão habituados às pequenas trafulhas, pelo memos alguns deles!
O voto nulo pode sempre ser bonito, pois um desenho lindo no local apropriado do boletim poderá fazer corar o elemento da mesa que o vê!

Voltando à canção, um dos hinos da maravilhosa tripulação, só vos digo que a letra acaba em bacanais!
E por aqui me fico, sem antes vos pedir para lerem os textos anteriores. No Cesto da Gávea, os tripulantes estão sempre defecando para todos estes merdólas que se enchem de "sinhores" à custa de todos nós! Boa votação!

Portugal precisa de um bom presidente!!!


Surripiado daqui

Vou estar em reflexão, portanto não chateiem

Confesso que ainda não decidi em quem votar, mas de uma coisa estou certo, não votarei naquela coisa chamada Cavaco, que tem um efeito sobre mim como uma unha a raspar num quadro de ardósia. Alegre teria algumas hipóteses, exactamente por ter sido “desertor” e “traidor à pátria” como o classificam as alimárias de direita, e por ter escrito “Trova do vento que passa”. Fora isso Alegre continua a ser o tal que andou calado no parlamento durante mais de 30 anos, sem a tal coragem para desertar ou ser traidor ao partido em que milita, apesar das inóquas tentativas de marcar diferença. Nobre anda a arrastar o justo prestígio pelas lamas da amargura, mas para além destes erros de campanha ainda teria algumas hipóteses de levar o meu voto. Já Coelho merece toda a minha consideração por ter a coragem de enfrentar sózinho a aberração Jardim, assumir-se comunista mesmo sendo dissidente do partido, e por fazer uma campanha diferente e bem humorada. Tem francas hipóteses de ser o escolhido. Lopes é só para os indefectíveis do PCP, Defensor Moura não sei quem é nem sei se existe.


Outra hipótese é o voto nulo, branco, ou simplesmente mandar as eleições às urtigas. Como o tempo anda manhoso e o frio ameaça voltar, passear no domingo está quase posto de parte, de modo que certamente lá irei cumprir o “dever cívico”, e fazer de conta que vivo em democracia.

De uma coisa estou quase certo: a cavacada vai festejar no domingo a reeleição do seu dono, Alegre recolherá às boxes assumindo a derrota, Nobre irá decidir a criação de um partido, Lopes terá uma “votação extraordinária”, Coelho regressará à Madeira pronto para outras lutas, ou talvez não, Defensor Moura não sei quem é nem sei se existe. A abstenção baterá todos os recordes em eleições presidenciais, e o país continuará na mesma como à lesma, em lento afundar em águas turvas e com os mesmos filhos da puta ao comando e a guardarem os salva-vidas só para eles.

Mesmo sem Cavaco, ou com ele e apesar dele.





Nota: Este texto não foi escrito ao abrigo do acordo ortográfico, e deve conter erros devido à ileteracia militante do autor.

quinta-feira, janeiro 13, 2011

ATÉ À DESGRAÇA FINAL!

De vitória em vitória, até à desgraça final!
É assim aqui pelo burgo. Ainda ontem, os Sócrates e Teixeiras alarvemente davam gritos de contentes apregoando que a mais recente venda de títulos da dívida soberana tinha sido uma coisa fantástica. Apenas com juros de 6,7%, tinham conseguido obter umas massa valentes na ordem de 1,5 mil milhões de euros.
Fantástico! Lindo! Maravilhoso!
Eu, que destas coisas de empréstimos económicos ou financeiros sempre fugi como o diabo da cruz, pois desde muito cedo apreendi que, se pedir hoje emprestado, vou ter mais tarde de pagar muito mais do que o valor pedido, a bem ou a mal. Ou seja, a necessidade no momento de obter umas massas por qualquer motivo, obrigatóriamente vai implicar uma necessidade muito maior uns tempos mais tarde. Assim, apenas ganho uma coisa: ganho uns dias com o problema adiado, e por esses dias vou ter de pagar o carmo e a trindade.
Por isso, na minha qualidade de portuga, ainda fico espantado com as alarvidades desses senhores. Se conseguisse deixar de ser portuga por um momento que fosse, não ficaria espantado, pois nem outra coisa seria de esperar vindo de quem vem, vindo dos tais senhores que têm dedicado a sua vetusta inteligência a fornicar de qualquer forma a vidinha dos papalvos deste país, que somos todos nós excepto os tais senhores e suas putativas famílias mais chegadas.
Parece-me exercício fácil o imaginar o futuro deste país, e muito mais importante do que o país, as pessoas que tiveram, têm ou venham a ter a infelicidade de aqui viverem. É que a enorme quantidade de dinheiro que já está em dívida, portanto que os portugas já devem a outros, é por demais avultado para fazer com que isto seja não apenas um país adiado por décadas, no mínimo, mas um país que não mais pode ter independência económica e portanto, qualquer outra independência.
Mas o mais giro desta brincadeira é que a dívida de nós todos não é por culpa de todos nós, mas para alimentar o sistema financeiro em que os bancos e donos das finanças nacionais teimam em manter, para seu prazer e engordar os proventos.
E os Sócrates e Teixeiras apregoam vitória!
Mas como não bastando, aí temos os candidatos a PR deste país, Cavacos e Alegres, a vociferarem que querem vitória. Alegre, figura grada do PS, há trinta e cinco anos que anda ligado ao poder político deste país, assistindo impávido e sereno do seu lugar de deputado e dirigente partidário ao desmoronar das promessas e ideias que nasceram com o 25 de Abril, dando cobertura às aprovações legislativas mais abjectas que na AR têm atirado para o lixo o que sobrou do estado social, dando aplausos e concordância às leis mais capitalistas que têm infestado a nossa sociedade. Agora, como candidato a PR, apregoa com corôa de anjinho que, se ganhar, vai fazer isto e aquilo, precisamente o contrário do que tem andado a votar, permitindo que os seus correlegionários desfaçam em três tempos o que nem a direita tinha tido oportunidade de fazer.O Cavaco, pôdre de ter sido PM largos anos e sempre ligado ao poder e estrutura partidária do PSD desde o início da chamada democracia, e sendo ainda PR em fim de mandato, apregôa a torto e direito que, se ganhar, vai fazer o que nunca fez, embora tenha tido mais do que poder e oportunidade para o ter feito. Embora mesmo isso seja, na melhor das hipóteses, igual a zero.
Para mal dos pecados dos portugas, quer um quer outro será a continuidade da desgraça, e o sabido Cavaco por certo será o próximo PR com todo o conjunto de correlegionários PSD´s a serem governo mias dia menos dia. Outra vitória anunciada!
E asim vai o burgo, de vitória em vitória até à desgraça final!
Sem apelo nem agravo, aos portugas apenas lhes cabe continuarem cantando e rindo, embora dentro em pouco de tanto cantarem irão ficar roucos e quanto a rirem, já falta pouco para sentirem na pele que o último a rir é quem ri melhor!

Uma caneta NÃO é mais forte que uma arma!

Por verificar cada vez mais, que esta filosofia é a correcta, tenho escrito muito pouco aqui no Cesta da Gávea mas, de vez em quando, lá vai mais uma cagadela.

Agora está a aparecer muito a "fábula" da rã na panela de água quente que se deixa cozer e o aviso associando-nos á rã.
OK, concordo mas para onde saltamos?
Para os outros países da Europa? Em alguns é melhor mas, segundo parece é uma questão de tempo. Além disso já estão cheios de muçulmanos e, segundo os avisos que me mandam, daqui a 20 anos serão eles que mandam.
Para os Amerdicanos? Parece que, "per capita" devem tanto à China como nós, e o "american way of life" já foi chão que deu uvas.
África? Para más condições de vida e corrupção generalizada fico cá pelo burgo que ao menos já sei com o que conto.
América do Sul? A parte espanhola é parecida com África e o Brasil só tem de bom as mulheres (o que não é pouco).
Médio Oriente = África mais clara, acrescentada de bombas a torto e a direito.
Rússia = África clara e com muito frio.
China fico com os olhos em bico. Parece que será o futuro dono do mundo (e nós alimentamos isso cada vez que trocamos a drogaria da esquina pela loja dos 300) mas a maior parte do país vive na idade média. E não me venham falar da cultura milenar. Não me consigo alimentar desta cultura. Além disso a língua escrita é de morrer.
Austrália - Ingleses, xenófobos e.... inundados.
Ilhas diversas pelos vários oceanos? - vão ser inundadas pela subida do nível dos mares.

Portanto fica o quê.

Se não tivesse família provavelmente tornava-me em terrorista (mas não os cobardolas que só atacam o Zé Povinho) e dedicava-me a malhar nos socrates e quejandos, nos grandes patrões que só chulam (não confundir com os empresários que criam e geram riqueza), nos comentadores e apresentadores de TV que por dizerem 30 min. de baboseiras ganham mais que eu num ano, etc.

Claro que não vou votar em Manuel Alegres (embora goste das suas letras) nem em Cavacos, nem em PC. Talvez no Nobre que é um Homem com H grande, mas ainda não sei. MAS VOU VOTAR (é, por enquanto, a única arma que tenho).

Gostava que todas as mensagens de desespero que enviam trouxessem associadas propostas para o caminho de saída e sem ser o trocar da rosa pelo laranja, azul ou qualquer outra cor.

Licking Assholes...



Detesto aqueles automobilistas que se colam a mim na estrada, ande eu depressa ou devagar. Normalmente tento evitar esses lambe-cús encostando à direita e deixando-os passar quando tal é possível. Mas os lambe-cús da política piam mais fino.


Conheço quem ande a lamber o cú de alguns políticos. Não sei se os anús cheiram bem ou mal, nem isso interessa. Um verdadeiro lambe-cús da política não se preocupa com isso.

Em política, o dono do cú lambido não se encosta à direita para deixar passar. Gosta de sentir alguém a passar a língua pelo traseiro. E isto não tem nada de depravação ou tendência sexual. É um estado de espírito.

Mas os lambe-cús não se resumem apenas à política. Existem em todas as áreas onde lamber um cú possa trazer vantagens.

Por exemplo, certos economistas e advogados passam muito bem a língua no traseiro de reconhecidos detentores de riqueza, vulgo empresários com nomes idiotas e consoantes repetidas no apelido. E fazem-no tanto que o acto já mereceu denominação em inglês técnico, que como se sabe é o idioma falado nessas classes profissionais para além do português arrastado (quem não souber o que é o português arrastado, tente ouvir o António Mexia a falar). Assim o termo licking assholes vai ganhando o seu espaço no meio dos vendings, marketings, tradings, sellings, business, crashings, e fica bem em reuniões de alto nível e cocktails com tostas de maionese e atum.

Mas existem alturas mais propícias aos praticantes de licking asshole. Em propaganda eleitoral estes desportistas enxameiam os candidatos, fazendo fila com a língua de fora especialmente quando as televisões estão no ar. Aí sim, o acto de lamber um cú em público pode tornar-se uma mais valia para o futuro. Mais tarde alguém se há-de lembrar se precisar de um cú bem lambido.

Por isso é que os detentores do poder andam sempre de cú bem lavado, que dá muito jeito quando as coisas começam a cheirar mal. Juiz que se preze nunca condenará um cú asseado, mas um lambe-cús pode ficar em prisão preventiva. O que me parece injusto, visto que usar a língua é muito mais perigoso que dar o cú. E não estou a falar dos que o fazem por prazer, refiro-me aos que se põem a jeito.

Mas isso são outras histórias.

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