O título acima remete para uma famosa canção da Tripulação Maravilha. Veio-me à ideia porque depois de amanhã temos a eleição do presidente de todos os portugueses, claro que mais de uns do que de outros. Até aqui nada de especial, digo eu agora muito diferente do que diria até há 35 anos atrás. Só que a pôrra, desculpem-me se este termo faz parte do novo acordo ortográfico ou se se mantém no vocabulário do burgo, pois a pôrra é que vou apanhar com mais do mesmo, vamos ser obrigados a continuar a ver quase todos os dias nas tvs e jornais o mesmo cara de pau de laranjeira com míldio, vamos ter de mentalmente tomarmos doses cavalares de prosac para não darmos em doidos varridos de vez com as alarvidades que a pôrra deste cara de cú nos vai enfiar pelos ouvidos, cabeça e bolsos dentro pelo menos mais uns cinco anos, e ainda por cima servidas, as alarvidades, em bandeja apresentada por um próximo primeiro de um governo da sua maioria!! Vai fazer história, neste país de maltrapilhas, o bingo que previsivelmente vamos ter: os direitinhas assumidos todos em unísseno e a uma só voz no côro de uma assembleia da república maioritária, com um primeiro deles a dar passos de dança na coelheira e o seu presidente da mesma côr! Salva-me a sanidade mental hoje o ter a leve esperança que o côro, de tão afinado, leve isto para as urtigas à força toda e de vez. Pode ser que então alguma coisa aconteça para mudar à séria, nem que seja à porrada. Fica-me a esperança.
Mas deu-me para defecar aqui umas análises que andei a majicar, precisamente porque depois de amanhã vou às urnas, embora não seja muito do meu agrado andar a caminhar por cemitérios deste tipo, sem flores, sem relva, sem cheiros que não a mortos. E quero partilhá-las convosco, se tiverem a pachôrra de lerem o que se segue.
Pois bem, estas eleições para PR de há muito que são um best-seller nos escaparates das livrarias que não são frequentadas pelos que sabem ao menos ler, com o plagiado título "Crónica de Uma Votação Anunciada". O pôrra do Cavaco lá vai ganhar isto com bué de votos, para usar um dos novos vocábulos pós-acordo, pois basta vermos que nas últimas presidenciais em 2006, este pôrra ganhou à primeira e tinha pesos-pesados na corrida, pois o Soares+Alegre+Louçã tiveram 40,4%. O Alegre+Louçã tiveram 26% e os outros menos Cavaco e aqueles tiveram 9%. Assim, é fácil de entender que a vitória anunciada do Cavaco é uma certeza anunciada à primeira, pois na melhor das hipóteses, agora o Alegre+os outros menos Cavaco vai andar entre os 25% a quarenta e tal, nunca chegando a mais de 50%.
Daí que a remota hipótese de haver uma 2ª volta com Alegre, é coisa de meninos, e mesmo que houvesse, a pôrra ia dar ao mesmo do mesmo. O zé portuga ainda tem de comer muita azeitona e palha até tirar as pálas.
Quanto a votos nulos e brancos, após consultar a constituição e leis afins e confirmar com os resultados oficiais de eleições anteriores, a coisa é assim, para que não restem dúvidas: nas eleições presidenciais, os brancos e nulos não contam para os 100%, tal como a abstenção, logo só contam os votos válidos nos candidatos que tem de perfazer os 100%. Logo, nestas votar branco ou nulo é igual ao litro e apenas pode ser um consolo de alma para os que acham que um sistema democrático é o correcto, mas querem que se lixem os candidatos mais as suas mãezinhas. Já nas eleições legislativas, os votos brancos e nulos entram para os 100% e aqui interferem na % de cada partido, mas pena é que não contem como lugares em vazio no parlamento!
Portanto, nas presidenciais de 2006, os brancos e nulos foram apenas de 1,84% dos votantes, e nas legislativas de 2009 foram 3,08% do total dos votantes. Coisinha pouca, digo eu, na esperança de ver numeros muito maiores nas próximas.
Para ajudar aqueles que ainda andam um pouco à nora sobre o que fazer neste Domingo de urnas, aqui vai uma pequena ajuda à decisão:
Se tem um candidato por quem morre de amores, vote no candidato!
Se nenhum dos candidatos lhe serve, vote nulo!
Se nenhum candidato lhe serve mas mesmo assim quer dar a hipótese de uma 2ª volta, então tem 5 hipóteses à escolha:
1ºnunca voto num direitinha, então voto Nobre ou Lopes!
2ºnunca voto num esquerdinha, então voto Moura ou Coelho!
3ºtanto faz mas nunca voto Cavaco ou Alegre, então voto num qualquer menos nestes!
4ºtanto faz mas nunca voto Cavaco, então voto Alegre ou noutro qualquer menos aquele!
5ºtanto faz mas nunca voto Alegre, então voto noutro qualquer menos naquele e Cavaco!
Se nenhum candidato serve mas quero baixar % no Cavaco e Alegre, não quero dar esperanças ao Nobre para ainda ser tentado a fazer um partido mais tarde e aproveito para meter uma farpa no Jardim: voto Coelho!
Se não concordo com este tipo de democracia, voto nulo!
Se não concordo com qualquer sistema de democracia, então abstenho-me de votar!
Atenção ao voto em branco, pois não devemos esquecer que o pessoal que está na mesa de voto é convidado ou militante de um dos candidatos, e nada nos diz que uma cruzinha no nosso voto pode ser lá posta. Até porque já estão habituados às pequenas trafulhas, pelo memos alguns deles!
O voto nulo pode sempre ser bonito, pois um desenho lindo no local apropriado do boletim poderá fazer corar o elemento da mesa que o vê!
Voltando à canção, um dos hinos da maravilhosa tripulação, só vos digo que a letra acaba em bacanais!
E por aqui me fico, sem antes vos pedir para lerem os textos anteriores. No Cesto da Gávea, os tripulantes estão sempre defecando para todos estes merdólas que se enchem de "sinhores" à custa de todos nós! Boa votação!
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sexta-feira, janeiro 21, 2011
quinta-feira, janeiro 13, 2011
ATÉ À DESGRAÇA FINAL!
De vitória em vitória, até à desgraça final!
É assim aqui pelo burgo. Ainda ontem, os Sócrates e Teixeiras alarvemente davam gritos de contentes apregoando que a mais recente venda de títulos da dívida soberana tinha sido uma coisa fantástica. Apenas com juros de 6,7%, tinham conseguido obter umas massa valentes na ordem de 1,5 mil milhões de euros.
Fantástico! Lindo! Maravilhoso!
Eu, que destas coisas de empréstimos económicos ou financeiros sempre fugi como o diabo da cruz, pois desde muito cedo apreendi que, se pedir hoje emprestado, vou ter mais tarde de pagar muito mais do que o valor pedido, a bem ou a mal. Ou seja, a necessidade no momento de obter umas massas por qualquer motivo, obrigatóriamente vai implicar uma necessidade muito maior uns tempos mais tarde. Assim, apenas ganho uma coisa: ganho uns dias com o problema adiado, e por esses dias vou ter de pagar o carmo e a trindade.
Por isso, na minha qualidade de portuga, ainda fico espantado com as alarvidades desses senhores. Se conseguisse deixar de ser portuga por um momento que fosse, não ficaria espantado, pois nem outra coisa seria de esperar vindo de quem vem, vindo dos tais senhores que têm dedicado a sua vetusta inteligência a fornicar de qualquer forma a vidinha dos papalvos deste país, que somos todos nós excepto os tais senhores e suas putativas famílias mais chegadas.
Parece-me exercício fácil o imaginar o futuro deste país, e muito mais importante do que o país, as pessoas que tiveram, têm ou venham a ter a infelicidade de aqui viverem. É que a enorme quantidade de dinheiro que já está em dívida, portanto que os portugas já devem a outros, é por demais avultado para fazer com que isto seja não apenas um país adiado por décadas, no mínimo, mas um país que não mais pode ter independência económica e portanto, qualquer outra independência.
Mas o mais giro desta brincadeira é que a dívida de nós todos não é por culpa de todos nós, mas para alimentar o sistema financeiro em que os bancos e donos das finanças nacionais teimam em manter, para seu prazer e engordar os proventos.
E os Sócrates e Teixeiras apregoam vitória!
Mas como não bastando, aí temos os candidatos a PR deste país, Cavacos e Alegres, a vociferarem que querem vitória. Alegre, figura grada do PS, há trinta e cinco anos que anda ligado ao poder político deste país, assistindo impávido e sereno do seu lugar de deputado e dirigente partidário ao desmoronar das promessas e ideias que nasceram com o 25 de Abril, dando cobertura às aprovações legislativas mais abjectas que na AR têm atirado para o lixo o que sobrou do estado social, dando aplausos e concordância às leis mais capitalistas que têm infestado a nossa sociedade. Agora, como candidato a PR, apregoa com corôa de anjinho que, se ganhar, vai fazer isto e aquilo, precisamente o contrário do que tem andado a votar, permitindo que os seus correlegionários desfaçam em três tempos o que nem a direita tinha tido oportunidade de fazer.O Cavaco, pôdre de ter sido PM largos anos e sempre ligado ao poder e estrutura partidária do PSD desde o início da chamada democracia, e sendo ainda PR em fim de mandato, apregôa a torto e direito que, se ganhar, vai fazer o que nunca fez, embora tenha tido mais do que poder e oportunidade para o ter feito. Embora mesmo isso seja, na melhor das hipóteses, igual a zero.
Para mal dos pecados dos portugas, quer um quer outro será a continuidade da desgraça, e o sabido Cavaco por certo será o próximo PR com todo o conjunto de correlegionários PSD´s a serem governo mias dia menos dia. Outra vitória anunciada!
E asim vai o burgo, de vitória em vitória até à desgraça final!
Sem apelo nem agravo, aos portugas apenas lhes cabe continuarem cantando e rindo, embora dentro em pouco de tanto cantarem irão ficar roucos e quanto a rirem, já falta pouco para sentirem na pele que o último a rir é quem ri melhor!
É assim aqui pelo burgo. Ainda ontem, os Sócrates e Teixeiras alarvemente davam gritos de contentes apregoando que a mais recente venda de títulos da dívida soberana tinha sido uma coisa fantástica. Apenas com juros de 6,7%, tinham conseguido obter umas massa valentes na ordem de 1,5 mil milhões de euros.
Fantástico! Lindo! Maravilhoso!
Eu, que destas coisas de empréstimos económicos ou financeiros sempre fugi como o diabo da cruz, pois desde muito cedo apreendi que, se pedir hoje emprestado, vou ter mais tarde de pagar muito mais do que o valor pedido, a bem ou a mal. Ou seja, a necessidade no momento de obter umas massas por qualquer motivo, obrigatóriamente vai implicar uma necessidade muito maior uns tempos mais tarde. Assim, apenas ganho uma coisa: ganho uns dias com o problema adiado, e por esses dias vou ter de pagar o carmo e a trindade.
Por isso, na minha qualidade de portuga, ainda fico espantado com as alarvidades desses senhores. Se conseguisse deixar de ser portuga por um momento que fosse, não ficaria espantado, pois nem outra coisa seria de esperar vindo de quem vem, vindo dos tais senhores que têm dedicado a sua vetusta inteligência a fornicar de qualquer forma a vidinha dos papalvos deste país, que somos todos nós excepto os tais senhores e suas putativas famílias mais chegadas.
Parece-me exercício fácil o imaginar o futuro deste país, e muito mais importante do que o país, as pessoas que tiveram, têm ou venham a ter a infelicidade de aqui viverem. É que a enorme quantidade de dinheiro que já está em dívida, portanto que os portugas já devem a outros, é por demais avultado para fazer com que isto seja não apenas um país adiado por décadas, no mínimo, mas um país que não mais pode ter independência económica e portanto, qualquer outra independência.
Mas o mais giro desta brincadeira é que a dívida de nós todos não é por culpa de todos nós, mas para alimentar o sistema financeiro em que os bancos e donos das finanças nacionais teimam em manter, para seu prazer e engordar os proventos.
E os Sócrates e Teixeiras apregoam vitória!
Mas como não bastando, aí temos os candidatos a PR deste país, Cavacos e Alegres, a vociferarem que querem vitória. Alegre, figura grada do PS, há trinta e cinco anos que anda ligado ao poder político deste país, assistindo impávido e sereno do seu lugar de deputado e dirigente partidário ao desmoronar das promessas e ideias que nasceram com o 25 de Abril, dando cobertura às aprovações legislativas mais abjectas que na AR têm atirado para o lixo o que sobrou do estado social, dando aplausos e concordância às leis mais capitalistas que têm infestado a nossa sociedade. Agora, como candidato a PR, apregoa com corôa de anjinho que, se ganhar, vai fazer isto e aquilo, precisamente o contrário do que tem andado a votar, permitindo que os seus correlegionários desfaçam em três tempos o que nem a direita tinha tido oportunidade de fazer.O Cavaco, pôdre de ter sido PM largos anos e sempre ligado ao poder e estrutura partidária do PSD desde o início da chamada democracia, e sendo ainda PR em fim de mandato, apregôa a torto e direito que, se ganhar, vai fazer o que nunca fez, embora tenha tido mais do que poder e oportunidade para o ter feito. Embora mesmo isso seja, na melhor das hipóteses, igual a zero.
Para mal dos pecados dos portugas, quer um quer outro será a continuidade da desgraça, e o sabido Cavaco por certo será o próximo PR com todo o conjunto de correlegionários PSD´s a serem governo mias dia menos dia. Outra vitória anunciada!
E asim vai o burgo, de vitória em vitória até à desgraça final!
Sem apelo nem agravo, aos portugas apenas lhes cabe continuarem cantando e rindo, embora dentro em pouco de tanto cantarem irão ficar roucos e quanto a rirem, já falta pouco para sentirem na pele que o último a rir é quem ri melhor!
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