segunda-feira, abril 27, 2009
Era Um Redondo Vocábulo
De vez em quando a marinhagem passa-se dos carretos e resolve dar uma à séria.
35 anos e uns dias depois do 25 de Abril deixo aqui uma das mais belas composições do Zeca, cantada pela Cristina Branco, bela, sensual, a dar o merecido cunho dramático a um dos mais belos poemas sobre a solidão e o desespero. Viva o 25 de Abril!
segunda-feira, abril 13, 2009
Contra factos...
Portugal espalha pelo mundo a sua bestialidade:
um cherne na Europa e um cão na Casa Branca.
Para onde irá o Cristiano Ronaldo?
um cherne na Europa e um cão na Casa Branca.
Para onde irá o Cristiano Ronaldo?
sexta-feira, abril 03, 2009
Redundâncias...
sexta-feira, março 20, 2009
Nós por cá todos bem
Já não era sem tempo. O núcleo duro da tripulação regressa de um longo hiato motivado por profundas necessidades de reflexão, meditação transcendental, espiritualismo nirvânico (seja lá o que isso for). Enquanto alguns tripulantes dispersaram a sua tentacular experiência por terras do Extremo Oriente, outros se ficaram pelo continente (não o hiper, mas este aqui) entregues a congeminações filosóficas sobre o actual estado da nação (mais nacinha, parafrasendo mais altos entes do éter) e sem qualquer vontade ou erecção suficiente para ejacular atoardas e dejectos nauseabundos neste blog, já que o mau cheiro geral é superior a estes repuxos diarreicos. Fica assim aberto o espaço aos distintos marujos do além-mar que assim poderão contar aqui as suas mais recentes impressões e, quiçá, inventar quando for preciso.
Embora pareça não ter nada a ver com o que foi escrito, termino expressando o meu total apoio ao papa Bento pelas suas tão inteligentes considerações sobre o uso do preservativo em África, e do seu importante papel na difusão da SIDA, principalmente se os preservativos forem em segunda mão, ou em segundo pénis para ser mais exacto. É que os marujos em questão perderam mais este episódio sui-generis enquanto andavam entretidos em massagens tailandesas e arroz cantonês. Azar...
Embora pareça não ter nada a ver com o que foi escrito, termino expressando o meu total apoio ao papa Bento pelas suas tão inteligentes considerações sobre o uso do preservativo em África, e do seu importante papel na difusão da SIDA, principalmente se os preservativos forem em segunda mão, ou em segundo pénis para ser mais exacto. É que os marujos em questão perderam mais este episódio sui-generis enquanto andavam entretidos em massagens tailandesas e arroz cantonês. Azar...
sexta-feira, fevereiro 06, 2009
Crónicas da República da Desbunda
Quando o Cabeça de Gel aceitou candidatar-se ao lugar de Supremo Sacador-mor do povoado de Aobsil, a Múmia teve um súbito ataque de mau humor o que assustou alguns aracnídeos residentes entre as suas ligaduras. A sua imagem de impoluta competência tremelicou na opinião pública face a tal decisão, mas não abalou os alicerces da idéia generalizada: a Múmia estava já muito carcomida e tinha o sarcófago muito mal cuidado pelo que o melhor seria esperar por melhores dias, ou seja, o suicídio do Filósofo, que ocupava a Suprema Cadeira de Marioneta Sugadoura, cargo apetecível devido aos cafés à borla e citação vitalícia na História da Desbunda. Mas apesar de todas as contrariedades, o Filósofo permanecia de pedra e cal sentado na mesma cadeira que outrora pertencera ao Cavernoso Vampiro do Reino, trespassado acidentalmente por uma perna da mesma cadeira quando bebia o seu copito de sangue diário.
O Inchado Barbudo Pensante, amante platónico incondicional da Múmia, bem bombardeava o buraco do Filósofo com granadas e bostas de burro fabricadas em Alcochete, bem atiçava os escribas e delatores a afixarem em todas árvores os desmandos do arrogante Filósofo, bem escrevinhava loas de desagravo à Múmia e cuspidelas de nojo ao dito, mas nada resultava. E agora, para estragar ainda mais a festa, o Cabeça de Gel saía da toca e propunha dar conta do arranjinho, dado que era fidagal inimigo do Inchado Barbudo Pensante, que o considerava inferior em volume cerebral devido a analfabetite crónica contraída em alguns bordéis afamados do Reino.
Quando a Confraria dos Pés de Meia rebentou pelas costuras devido a uma bactéria contraída nas Bahamas que infectou o interior do calçado dos depositantes e aderentes provocando comichão e buracos na sola dos pés, o Filósofo, qual bom samaritano, logo ali disponibilizou palmilhas e chinelos de quarto, bem como algumas botas texanas para os menos necessitados não fosse o demo tecê-las. É evidente que tanto a Múmia como os outros pretendentes à cadeira Sugadoura logo aproveitaram a ocasião para dispararem os seus dejectos em direcção ao prepotente Filósofo, que se entricheirou no seu castelo defendido pela sua guarda pessoal de Lambe-botas no activo. O homem conseguia resistir até às investidas do Queixo-Rabeca, o mais alto funcionário da Desbunda, que assim fazia os possíveis para atropelar os seus poderes meramente decorativos de Bibelot Delirante da República.
A Ralé ia assistindo preguiçosamente ao evoluir dos acontecimentos, sem esconder o seu natural aborrecimento, só quebrado quando o torneio das Cavalgaduras da Bola no Pé atingia o rubro com alguma sentença judicial favorável ao adversário do momento. Entre um bocejo e uma piscadela de olho às notícias das Cavalgaduras, a Ralé lá ia debitando alguns elogios alternados com insultos ao Cabeça de Gel, à Múmia, ao Filósofo, à Confraria dos Pés de Meia, ao Queixo-Rabeca, e a todos os outros de que só sabia o nome por alegadas ligações a escândalos ou a telenovelas do momento.
A Ralé já não saía desta rastejante normalidade por muito que lhe doessem os esfíncteres. Já estava malhadiça, a filha da puta.
O Inchado Barbudo Pensante, amante platónico incondicional da Múmia, bem bombardeava o buraco do Filósofo com granadas e bostas de burro fabricadas em Alcochete, bem atiçava os escribas e delatores a afixarem em todas árvores os desmandos do arrogante Filósofo, bem escrevinhava loas de desagravo à Múmia e cuspidelas de nojo ao dito, mas nada resultava. E agora, para estragar ainda mais a festa, o Cabeça de Gel saía da toca e propunha dar conta do arranjinho, dado que era fidagal inimigo do Inchado Barbudo Pensante, que o considerava inferior em volume cerebral devido a analfabetite crónica contraída em alguns bordéis afamados do Reino.
Quando a Confraria dos Pés de Meia rebentou pelas costuras devido a uma bactéria contraída nas Bahamas que infectou o interior do calçado dos depositantes e aderentes provocando comichão e buracos na sola dos pés, o Filósofo, qual bom samaritano, logo ali disponibilizou palmilhas e chinelos de quarto, bem como algumas botas texanas para os menos necessitados não fosse o demo tecê-las. É evidente que tanto a Múmia como os outros pretendentes à cadeira Sugadoura logo aproveitaram a ocasião para dispararem os seus dejectos em direcção ao prepotente Filósofo, que se entricheirou no seu castelo defendido pela sua guarda pessoal de Lambe-botas no activo. O homem conseguia resistir até às investidas do Queixo-Rabeca, o mais alto funcionário da Desbunda, que assim fazia os possíveis para atropelar os seus poderes meramente decorativos de Bibelot Delirante da República.
A Ralé ia assistindo preguiçosamente ao evoluir dos acontecimentos, sem esconder o seu natural aborrecimento, só quebrado quando o torneio das Cavalgaduras da Bola no Pé atingia o rubro com alguma sentença judicial favorável ao adversário do momento. Entre um bocejo e uma piscadela de olho às notícias das Cavalgaduras, a Ralé lá ia debitando alguns elogios alternados com insultos ao Cabeça de Gel, à Múmia, ao Filósofo, à Confraria dos Pés de Meia, ao Queixo-Rabeca, e a todos os outros de que só sabia o nome por alegadas ligações a escândalos ou a telenovelas do momento.
A Ralé já não saía desta rastejante normalidade por muito que lhe doessem os esfíncteres. Já estava malhadiça, a filha da puta.
quinta-feira, fevereiro 05, 2009
Passem a palavra

Esta imagem foi abusivamente retirada do jornal online Passa Palavra que pretende ser um projecto anti-capitalista e de contra-informação com colaboradores portugueses e brasileiros.
Visitem-no porque para já vale a pena.
Vão lá sacrificar-se mais um bocadinho ca gente já tem os bofes de fora, pá...
Pois é, entraram em desespero e não sabem o que fazer. Mas quando a coisa corria de feição, inchavam de arrogância e exigiam leis laborais mais flexíveis, mais horas de trabalho, menos salário, tudo o que pudesse contribuir para a engorda dos tais do costume.
Agora já falam em solidariedade e consenso, deixando de lado as diferenças partidárias, e apelando ao esforço de todos.
Há que manter os níveis de acumulação de lucros por cima, nem que para isso tenham que engolir alguns sapos, dizem eles.
E se puderem trocar os sapos por lagosta melhor ainda. Afinal os mesmos do costume que vão pagar a crise já andam a deglutir batráquios há uma série de anos. E muitos já estão fora de prazo.
Agora já falam em solidariedade e consenso, deixando de lado as diferenças partidárias, e apelando ao esforço de todos.
Há que manter os níveis de acumulação de lucros por cima, nem que para isso tenham que engolir alguns sapos, dizem eles.
E se puderem trocar os sapos por lagosta melhor ainda. Afinal os mesmos do costume que vão pagar a crise já andam a deglutir batráquios há uma série de anos. E muitos já estão fora de prazo.
terça-feira, fevereiro 03, 2009
ELES TÊM NOME!
Ora aí está mais uma cá do burgo que, paulatinamente, vai enchendo o saco da miséria deste país, demo-crático e onde os papalvos continuam a votar nas aventesmas em vez de, democráticamente, os mandarem para as urtigas. Imaginem como seria se 90% dos votos fossem nulos!!
Eles tiveram uma "i"ducação esmerada, tios e padrinhos do "melhor" que este país tem.
Eles estudaram para doutores e engenheiros, nas "melhores" universidades deste país.
Eles aprenderam a ciência da putice, da fraude, do roubo.
Eles só não conseguiram garantir o que os seus papás, tios e padrinhos tão orgulhosamente conseguiram: tapar os olhos, ouvidos e boca a todos os que não são da "família"! À custa do salazarento Salazar e seguidores, bem entendido.
Pois eles têm nomes, e com um pouco de atenção, poderemos até elaborar uma lista enormíssima.
Aqui está um espécime pertencente a essa lista: Paulo Teixeira Pinto
Apetece-me perguntar: e não se podem exterminar?
Eles tiveram uma "i"ducação esmerada, tios e padrinhos do "melhor" que este país tem.
Eles estudaram para doutores e engenheiros, nas "melhores" universidades deste país.
Eles aprenderam a ciência da putice, da fraude, do roubo.
Eles só não conseguiram garantir o que os seus papás, tios e padrinhos tão orgulhosamente conseguiram: tapar os olhos, ouvidos e boca a todos os que não são da "família"! À custa do salazarento Salazar e seguidores, bem entendido.
Pois eles têm nomes, e com um pouco de atenção, poderemos até elaborar uma lista enormíssima.
Aqui está um espécime pertencente a essa lista: Paulo Teixeira Pinto
Apetece-me perguntar: e não se podem exterminar?
quarta-feira, janeiro 28, 2009
COITADINHOS DOS BANQUEIROS !
Cada vez me doem mais as mãos de bater tantas palmas, a beiça de tanto assobio e até os olhos de tanto rir.
Agora estou a ver em directo na muito isenta SIC, mesmo sabendo nós que o sácrossanto Balsemão é o seu dono, uma entrevista no programa Negócios da Semana, ou tempo de antena à borla direi eu, ao pobre coitado do banqueiro português Horácio Roque, nem mais do que o dono do BANIF, para além de muitos outros bens espalhados pelo mundo fora e que nem sonhamos que têm a mãozinha deste senhor empresário.
Pois a crise e tal, é assim porque é assim, nós os banqueiros somos uns coitados que estamos sempre a fazer das tripas coração para ajudar as pessoas, e os empresários, e o país. Se não somos nós, como é que as pessoas, e os empresários, e o país teriam o dinheiro de que precisam. Por isso nós, os bancos, estamos sempre preocupadíssimos em termos uma boa quantidade de massa para oferecer pão a quem pede. E claro que como não temos essa massa toda ali dentro, então temos de pedir empréstimos a outros bancos maiores lá fora, que nos fazem o excelso favor de emprestar, e claro que por isso temos de pagar e por isso as pessoas que nos pedem, pois que têm de pagar-nos esse custo, donde é natural que agora, como estamos em crise, ainda é mais difícil conseguirmos que nos emprestem, e por isso é naturalíssimo que as pessoas paguem um pouco mais, pois claro e coisa e tal...
É assim que estou a dar cabo das minhas mãozinhas, beiçolas e olhinhos. Mas prefiro estragar um pouco estas partes corporais do que deixar-me agredir no cérebro, na cabecinha, por dentro.
Já agora sugiro que vejam quanto sofre o coitadinho deste Senhor Comendador para ajudar tantas pessoas, empresários, o país, e até, outros países. Claro que dirão que isto é de há 3 anos, donde hoje deve ter muitíssimo menos, o coitadinho deste banqueiro.
"..Entre os empresários, Horácio Roque, accionista maioritário do Banco Internacional do Funchal, é o líder do ranking, com uma fortuna avaliada em 435 milhões de euros. O património do banqueiro madeirense - apenas foi contabilizada a participação no Banif - mais do que duplicou no último ano, devido à forte valorização registada pelas acções do banco, que foram impulsionadas pela especulação sobre a possível venda do Banif a um grupo financeiro internacional. Assim, o valor da posição bolsista de Roque supera a avaliação dos activos bolsistas do outro empresário madeirense com assento neste ranking. José Berardo, investidor de referência da Teixeira Duarte, Cimpor e BCP, dispõe de activos bolsistas avaliados em pouco menos de 400 milhões de euros, à frente de João Pereira Coutinho(377 milhões). Diário de Notícias 17/01/06)"
Agora estou a ver em directo na muito isenta SIC, mesmo sabendo nós que o sácrossanto Balsemão é o seu dono, uma entrevista no programa Negócios da Semana, ou tempo de antena à borla direi eu, ao pobre coitado do banqueiro português Horácio Roque, nem mais do que o dono do BANIF, para além de muitos outros bens espalhados pelo mundo fora e que nem sonhamos que têm a mãozinha deste senhor empresário.
Pois a crise e tal, é assim porque é assim, nós os banqueiros somos uns coitados que estamos sempre a fazer das tripas coração para ajudar as pessoas, e os empresários, e o país. Se não somos nós, como é que as pessoas, e os empresários, e o país teriam o dinheiro de que precisam. Por isso nós, os bancos, estamos sempre preocupadíssimos em termos uma boa quantidade de massa para oferecer pão a quem pede. E claro que como não temos essa massa toda ali dentro, então temos de pedir empréstimos a outros bancos maiores lá fora, que nos fazem o excelso favor de emprestar, e claro que por isso temos de pagar e por isso as pessoas que nos pedem, pois que têm de pagar-nos esse custo, donde é natural que agora, como estamos em crise, ainda é mais difícil conseguirmos que nos emprestem, e por isso é naturalíssimo que as pessoas paguem um pouco mais, pois claro e coisa e tal...
É assim que estou a dar cabo das minhas mãozinhas, beiçolas e olhinhos. Mas prefiro estragar um pouco estas partes corporais do que deixar-me agredir no cérebro, na cabecinha, por dentro.
Já agora sugiro que vejam quanto sofre o coitadinho deste Senhor Comendador para ajudar tantas pessoas, empresários, o país, e até, outros países. Claro que dirão que isto é de há 3 anos, donde hoje deve ter muitíssimo menos, o coitadinho deste banqueiro.
"..Entre os empresários, Horácio Roque, accionista maioritário do Banco Internacional do Funchal, é o líder do ranking, com uma fortuna avaliada em 435 milhões de euros. O património do banqueiro madeirense - apenas foi contabilizada a participação no Banif - mais do que duplicou no último ano, devido à forte valorização registada pelas acções do banco, que foram impulsionadas pela especulação sobre a possível venda do Banif a um grupo financeiro internacional. Assim, o valor da posição bolsista de Roque supera a avaliação dos activos bolsistas do outro empresário madeirense com assento neste ranking. José Berardo, investidor de referência da Teixeira Duarte, Cimpor e BCP, dispõe de activos bolsistas avaliados em pouco menos de 400 milhões de euros, à frente de João Pereira Coutinho(377 milhões). Diário de Notícias 17/01/06)"
terça-feira, janeiro 13, 2009
ESTOU FODIDO!
Ainda a crise não chegou em força e já me sinto totalmente na merda!
Já não bastava a miséria a que os funcionários públicos denominados como "políticos" nos obrigam, já não bastava a "crise" global que os senhores financeiros do mundo tão bem desenvolveram, já não bastava as tretas que os "opinion makers" andam a vociferar, ainda temos estes xuxialistas de meia tigela a mandar cá para fora a cada dia que passa mais e mais medidas que nos afundam, como cidadãos, como pessoas, como humanos.
Porque já não têm imaginação para nos obrigarem a ficarmos mais miseráveis no dia a dia, eis que já avançam para o nosso futuro, desenvolvendo desta forma a perpetuação da miséria da maioria para manter o fausto de uma minoria.
Agora são as reformas, mudando a belo prazer as regras estabelecidas definidas.
Sinto-me não apenas ultrajado, mas acima de tudo vilipendiado por uma corja de malfeitores engravatados que, tendo usurpado os valores que originaram a época actual deste país e lhes deu a oportunidade de chegarem onde chegaram, fazem leis e regulamentos que na idade média seria o suficiente para os mandar para a forca. E era na idade média!
Sinto-me f-o-d-i-d-o! Farto desta corja de ladrões e assassinos da humanidade.
Por isso aqui lanço o meu grito de indignação: Puta que os paríu!
Por isso aqui lanço o meu apelo: Que rápidamente se formem muitos Hamas, muitas Brigadas Vermelhas, muitos IRAs, muitos....movimentos terroristas à séria com um único objectivo: acabar violentamente com estes políticos e seus peões de brega!
Por isso aqui lanço um pedido:
Há por aí alguém que me possa dar a dica para onde devo partir e viver em paz?
Desde já agradeço.
Já não bastava a miséria a que os funcionários públicos denominados como "políticos" nos obrigam, já não bastava a "crise" global que os senhores financeiros do mundo tão bem desenvolveram, já não bastava as tretas que os "opinion makers" andam a vociferar, ainda temos estes xuxialistas de meia tigela a mandar cá para fora a cada dia que passa mais e mais medidas que nos afundam, como cidadãos, como pessoas, como humanos.
Porque já não têm imaginação para nos obrigarem a ficarmos mais miseráveis no dia a dia, eis que já avançam para o nosso futuro, desenvolvendo desta forma a perpetuação da miséria da maioria para manter o fausto de uma minoria.
Agora são as reformas, mudando a belo prazer as regras estabelecidas definidas.
Sinto-me não apenas ultrajado, mas acima de tudo vilipendiado por uma corja de malfeitores engravatados que, tendo usurpado os valores que originaram a época actual deste país e lhes deu a oportunidade de chegarem onde chegaram, fazem leis e regulamentos que na idade média seria o suficiente para os mandar para a forca. E era na idade média!
Sinto-me f-o-d-i-d-o! Farto desta corja de ladrões e assassinos da humanidade.
Por isso aqui lanço o meu grito de indignação: Puta que os paríu!
Por isso aqui lanço o meu apelo: Que rápidamente se formem muitos Hamas, muitas Brigadas Vermelhas, muitos IRAs, muitos....movimentos terroristas à séria com um único objectivo: acabar violentamente com estes políticos e seus peões de brega!
Por isso aqui lanço um pedido:
Há por aí alguém que me possa dar a dica para onde devo partir e viver em paz?
Desde já agradeço.
terça-feira, dezembro 30, 2008
terça-feira, dezembro 23, 2008
quarta-feira, dezembro 17, 2008
Apenas uma ligeira indisposição
Ninguém se lembra quando a Micas começou a vomitar de cada vez que viajava de carro. Ao princípio ninguém ligou, era só enfiar-lhe um anti-vómito pela goela abaixo e a moça aguentava-se. Mas depois começou a chamar o gregório cada vez que andava de comboio, de avião, de barco, de bicicleta, de eléctrico, e até de elevador. Levámos a Micas ao médico que lhe receitou mais anti-vómitos e descansou o pessoal saindo-se com “isso não passa de uma ligeira indisposição”. O que é certo é que a nossa Micas à força de vomidrines andou uns tempos bem disposta até que um dia ao ver o primeiro ministro na tv sujou a carpete da sala de uma boa dose de vomitado verde. Julgando nós que tudo não passaria de uma ligeira indisposição não ligámos ao assunto, mas o que é certo é que a Micas passou a vomitar sempre que via além do primeiro ministro na tv, os ministros, os secretários de estados, os acessores, os motoristas, os líderes da oposição, e até o presidente, este brindado com um volumoso vomitado com as cores da bandeira nacional.
Vai daí passámos a forrar o chão, as paredes e os móveis lá de casa com manga de plástico para evitar o estrago e simplificar a limpeza. O material foi tanto que um administrador da Polux chegou a propor-nos sociedade. Tal como o dono da farmácia cá do bairro que ofereceu uma soma jeitosa se consentíssemos em colocar a foto da Micas na embalagem do anti-vómito.
Vai daí passámos a forrar o chão, as paredes e os móveis lá de casa com manga de plástico para evitar o estrago e simplificar a limpeza. O material foi tanto que um administrador da Polux chegou a propor-nos sociedade. Tal como o dono da farmácia cá do bairro que ofereceu uma soma jeitosa se consentíssemos em colocar a foto da Micas na embalagem do anti-vómito.
Ora acontece que as visitas constantes da pequena à farmácia permitiram alguma intimidade com o Ruizinho farmacêutico, sobrinho do patrão. Pois bem, o Ruizinho também tinha um problema grave: sofria de violentos ataques de diarreia quando andava de transportes e sempre que via o primeiro ministro na tv, os ministros, os secretários de estados, os acessores, os motoristas, os líderes da oposição, e até o presidente, brindado com uma boa dose de líquido fecal com as cores da bandeira nacional. O Ruizinho em tempos também tinha ido ao tal médico que diagnosticou “uma ligeira indisposição” e receitou doses industriais de ultra-levure e toneladas de fraldas descartáveis. Soubemos mais tarde que este mesmo médico se reformou novo com uma choruda conta bancária à custa de comissões em vomidrines, ultra-levures e fraldas dodot, e que vive actualmente nas Bahamas rodeado de beldades de calendário.
Esta predisposição para tão ligeiras indisposições acabou por fomentar uma certa aproximação entre a Micas e o Ruizinho, que se traduziu em visitas constantes aos respectivos domicílios. Ambos perderam a pouco e pouco a cor macilenta provocada pelos involuntários dejectos orais e anais, e (milagre!) ambos se curaram das suas maleitas. A boda foi regada a champanhe genuíno e até o presidente foi convidado onde com pompa e circunstância abrilhantou o casório discursando com a boca cheia de bolo-rei. Se melhor prova houvesse para a cura dos dois pombimhos ela estava bem à vista: nem um esgar de enjoo foi detectado.
Esta predisposição para tão ligeiras indisposições acabou por fomentar uma certa aproximação entre a Micas e o Ruizinho, que se traduziu em visitas constantes aos respectivos domicílios. Ambos perderam a pouco e pouco a cor macilenta provocada pelos involuntários dejectos orais e anais, e (milagre!) ambos se curaram das suas maleitas. A boda foi regada a champanhe genuíno e até o presidente foi convidado onde com pompa e circunstância abrilhantou o casório discursando com a boca cheia de bolo-rei. Se melhor prova houvesse para a cura dos dois pombimhos ela estava bem à vista: nem um esgar de enjoo foi detectado.
Só depois dos convidados saírem é que o Elias começou a espirrar. O Elias era agora membro da segurança presidencial além de lambe-botas a recibos verdes. Pois o homem soltava espirros uns atrás dos outros que o impediam de falar, comer ou beber. Quando perguntei o que se passava ele lá conseguiu articular entre meia dúzia de espirros que a culpa era da crise. Pois, o Elias ganhara alergia à crise. Era a crise dos combustíveis, do ensino, da saúde, do emprego, do trabalho, da justiça, dos bancos, da economia, das finanças, das pescas, da agricultura, enfim, um bonito rol de potenciais agentes de doença alérgica. Confesso que já andava bem farto de vómitos e diarreias para agora me surgir um sacana ranhoso a toda a hora. Achei que devia descansá-lo, e à falta do tal médico especialista, dei-lhe uma palmadinha amigável nas costas dizendo “deixa lá ó Elias, não há crise. É apenas uma ligeira indisposição.”
sexta-feira, dezembro 05, 2008
O Natal

O Natal. A minha relação com o Natal é a mesma relação que tenho com o senhor presidente: repulsa. O menino Jesus não tem culpa, coitado, tremelicando de frio no meio das palhinhas que devem deitar um pivete a estrume de vaca e sémen de burro, com os paizinhos em adoração estática sem um movimento sequer de tapar o rebento com alguma sarapulheira, sim porque essa treta de o menino aquecer pelo bafo das bestas que o rodeiam é uma treta das antigas. Os bichos devem exalar um hálito infernal que, dadas as circunstâncias não será de todo aplicável à quadra. Paizinhos destes já teriam um rol de queixas no tribunal e um comunicado da dra Morgado a pedir a criação de um tribunal especializado em meninos jesus abandonados ao frio nas palhinhas por paizinhos estáticos. Mas dizia eu do sr. Presidente. O sr. Presidente é também ele uma figura estática, uma esfinge, tal como ouvi dizer pela boca de, creio, um ex apaniguado. Ora no tempo em que o sr. Presidente não era presidente mas sim primeiro ministro, tinha um séquito de apaniguados que, ao contrário dos reis magos, recebiam em vez de dar. Não que o sr. Presidente fosse ele um mãos largas, um toma lá qu’isto vai chegar pra todos. Não senhor. O sr. Presidente confiava nos amigalhaços. E os amigalhaços era o ver se te avias. Nada como o nosso tão inocente menino Jesus, ao qual os reis magos ofertaram coisas incríveis como ouro, incenso e mirra, coitado do menino que estaria mais precisado de um pacote de fraldas dodot e de um babygrou da chicco. E vai daí os amigalhaços do sr. Presidente criaram negócios escuros e bancos privados como o BPN, mas alguém se lembrou de tirar a tampa e aquilo passou a cheirar pior do que as fraldas de pano do menino Jesus. E tenho repulsa ao sr. Presidente, que espero que não me leve a mal, pois se o sr. Presidente também andasse metido em negócios com estes amigalhaços pronto, era mais um corrupto para o rol e a coisa até passava. Mas não. O sr. Presidente passa cá para fora aquela imagem de impoluto, que sabe tudo, que nunca se engana, que nunca leu Saramago, e que, acima de tudo, continua a confiar nos amigalhaços. Pois é. Aquilo que andaram a vender do progresso quando o sr. Presidente era primeiro-ministro está a ficar demonstrado que não era bem assim. É tal e qual o natal. Afinal as coisas também não foram bem assim, e o pessoal já se está nas tintas para o menino Jesus nas palhinhas e prefere antes oferecer prendinhas de merda aos amigos e familiares, até fazem comboios de oferta de prendas, e atafulham os centros comerciais, e engarrafam as ruas e as estradas, os filhos da puta. E depois há por aí muita gente conhecida a brincar à caridadezinha e à solidariedadezinha, e logo nesta data do natal, que sempre venderam como a festa da união e das famílias e do bacalhau com couves, e guardam-se todos para esta época do ano, todos juntinhos, em festinhas muito bondosas como o Natal dos Hospitais, onde só falta aparecer o Sócrates a distribuir magalhães aos meninos diabéticos. Que me desculpem os católicos e o sr. Presidente mas não me apetece desejar feliz natal a ninguém. É como dizer a alguém olha filho, já que vives na merda porta-te como merdoso e vai gastar já o subsídio em prendinhas antes que o sub-prime e o Teixeira dos Santos te fodam o ordenado. Mas como sou bem educado não vou desejar nada disso. Por respeito ao menino Jesus, às palhinhas, ao burrinho, à vaquinha, à estrelinha e aos camelos dos reis magos. Deve existir alguma mensagem em tudo isto, mas é muita fruta para mim. Caralhos me fodam.
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quero uma kalashnikov no sapatinho
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