Cada vez me doem mais as mãos de bater tantas palmas, a beiça de tanto assobio e até os olhos de tanto rir.
Agora estou a ver em directo na muito isenta SIC, mesmo sabendo nós que o sácrossanto Balsemão é o seu dono, uma entrevista no programa Negócios da Semana, ou tempo de antena à borla direi eu, ao pobre coitado do banqueiro português Horácio Roque, nem mais do que o dono do BANIF, para além de muitos outros bens espalhados pelo mundo fora e que nem sonhamos que têm a mãozinha deste senhor empresário.
Pois a crise e tal, é assim porque é assim, nós os banqueiros somos uns coitados que estamos sempre a fazer das tripas coração para ajudar as pessoas, e os empresários, e o país. Se não somos nós, como é que as pessoas, e os empresários, e o país teriam o dinheiro de que precisam. Por isso nós, os bancos, estamos sempre preocupadíssimos em termos uma boa quantidade de massa para oferecer pão a quem pede. E claro que como não temos essa massa toda ali dentro, então temos de pedir empréstimos a outros bancos maiores lá fora, que nos fazem o excelso favor de emprestar, e claro que por isso temos de pagar e por isso as pessoas que nos pedem, pois que têm de pagar-nos esse custo, donde é natural que agora, como estamos em crise, ainda é mais difícil conseguirmos que nos emprestem, e por isso é naturalíssimo que as pessoas paguem um pouco mais, pois claro e coisa e tal...
É assim que estou a dar cabo das minhas mãozinhas, beiçolas e olhinhos. Mas prefiro estragar um pouco estas partes corporais do que deixar-me agredir no cérebro, na cabecinha, por dentro.
Já agora sugiro que vejam quanto sofre o coitadinho deste Senhor Comendador para ajudar tantas pessoas, empresários, o país, e até, outros países. Claro que dirão que isto é de há 3 anos, donde hoje deve ter muitíssimo menos, o coitadinho deste banqueiro.
"..Entre os empresários, Horácio Roque, accionista maioritário do Banco Internacional do Funchal, é o líder do ranking, com uma fortuna avaliada em 435 milhões de euros. O património do banqueiro madeirense - apenas foi contabilizada a participação no Banif - mais do que duplicou no último ano, devido à forte valorização registada pelas acções do banco, que foram impulsionadas pela especulação sobre a possível venda do Banif a um grupo financeiro internacional. Assim, o valor da posição bolsista de Roque supera a avaliação dos activos bolsistas do outro empresário madeirense com assento neste ranking. José Berardo, investidor de referência da Teixeira Duarte, Cimpor e BCP, dispõe de activos bolsistas avaliados em pouco menos de 400 milhões de euros, à frente de João Pereira Coutinho(377 milhões). Diário de Notícias 17/01/06)"
quarta-feira, janeiro 28, 2009
terça-feira, janeiro 13, 2009
ESTOU FODIDO!
Ainda a crise não chegou em força e já me sinto totalmente na merda!
Já não bastava a miséria a que os funcionários públicos denominados como "políticos" nos obrigam, já não bastava a "crise" global que os senhores financeiros do mundo tão bem desenvolveram, já não bastava as tretas que os "opinion makers" andam a vociferar, ainda temos estes xuxialistas de meia tigela a mandar cá para fora a cada dia que passa mais e mais medidas que nos afundam, como cidadãos, como pessoas, como humanos.
Porque já não têm imaginação para nos obrigarem a ficarmos mais miseráveis no dia a dia, eis que já avançam para o nosso futuro, desenvolvendo desta forma a perpetuação da miséria da maioria para manter o fausto de uma minoria.
Agora são as reformas, mudando a belo prazer as regras estabelecidas definidas.
Sinto-me não apenas ultrajado, mas acima de tudo vilipendiado por uma corja de malfeitores engravatados que, tendo usurpado os valores que originaram a época actual deste país e lhes deu a oportunidade de chegarem onde chegaram, fazem leis e regulamentos que na idade média seria o suficiente para os mandar para a forca. E era na idade média!
Sinto-me f-o-d-i-d-o! Farto desta corja de ladrões e assassinos da humanidade.
Por isso aqui lanço o meu grito de indignação: Puta que os paríu!
Por isso aqui lanço o meu apelo: Que rápidamente se formem muitos Hamas, muitas Brigadas Vermelhas, muitos IRAs, muitos....movimentos terroristas à séria com um único objectivo: acabar violentamente com estes políticos e seus peões de brega!
Por isso aqui lanço um pedido:
Há por aí alguém que me possa dar a dica para onde devo partir e viver em paz?
Desde já agradeço.
Já não bastava a miséria a que os funcionários públicos denominados como "políticos" nos obrigam, já não bastava a "crise" global que os senhores financeiros do mundo tão bem desenvolveram, já não bastava as tretas que os "opinion makers" andam a vociferar, ainda temos estes xuxialistas de meia tigela a mandar cá para fora a cada dia que passa mais e mais medidas que nos afundam, como cidadãos, como pessoas, como humanos.
Porque já não têm imaginação para nos obrigarem a ficarmos mais miseráveis no dia a dia, eis que já avançam para o nosso futuro, desenvolvendo desta forma a perpetuação da miséria da maioria para manter o fausto de uma minoria.
Agora são as reformas, mudando a belo prazer as regras estabelecidas definidas.
Sinto-me não apenas ultrajado, mas acima de tudo vilipendiado por uma corja de malfeitores engravatados que, tendo usurpado os valores que originaram a época actual deste país e lhes deu a oportunidade de chegarem onde chegaram, fazem leis e regulamentos que na idade média seria o suficiente para os mandar para a forca. E era na idade média!
Sinto-me f-o-d-i-d-o! Farto desta corja de ladrões e assassinos da humanidade.
Por isso aqui lanço o meu grito de indignação: Puta que os paríu!
Por isso aqui lanço o meu apelo: Que rápidamente se formem muitos Hamas, muitas Brigadas Vermelhas, muitos IRAs, muitos....movimentos terroristas à séria com um único objectivo: acabar violentamente com estes políticos e seus peões de brega!
Por isso aqui lanço um pedido:
Há por aí alguém que me possa dar a dica para onde devo partir e viver em paz?
Desde já agradeço.
terça-feira, dezembro 30, 2008
terça-feira, dezembro 23, 2008
quarta-feira, dezembro 17, 2008
Apenas uma ligeira indisposição
Ninguém se lembra quando a Micas começou a vomitar de cada vez que viajava de carro. Ao princípio ninguém ligou, era só enfiar-lhe um anti-vómito pela goela abaixo e a moça aguentava-se. Mas depois começou a chamar o gregório cada vez que andava de comboio, de avião, de barco, de bicicleta, de eléctrico, e até de elevador. Levámos a Micas ao médico que lhe receitou mais anti-vómitos e descansou o pessoal saindo-se com “isso não passa de uma ligeira indisposição”. O que é certo é que a nossa Micas à força de vomidrines andou uns tempos bem disposta até que um dia ao ver o primeiro ministro na tv sujou a carpete da sala de uma boa dose de vomitado verde. Julgando nós que tudo não passaria de uma ligeira indisposição não ligámos ao assunto, mas o que é certo é que a Micas passou a vomitar sempre que via além do primeiro ministro na tv, os ministros, os secretários de estados, os acessores, os motoristas, os líderes da oposição, e até o presidente, este brindado com um volumoso vomitado com as cores da bandeira nacional.
Vai daí passámos a forrar o chão, as paredes e os móveis lá de casa com manga de plástico para evitar o estrago e simplificar a limpeza. O material foi tanto que um administrador da Polux chegou a propor-nos sociedade. Tal como o dono da farmácia cá do bairro que ofereceu uma soma jeitosa se consentíssemos em colocar a foto da Micas na embalagem do anti-vómito.
Vai daí passámos a forrar o chão, as paredes e os móveis lá de casa com manga de plástico para evitar o estrago e simplificar a limpeza. O material foi tanto que um administrador da Polux chegou a propor-nos sociedade. Tal como o dono da farmácia cá do bairro que ofereceu uma soma jeitosa se consentíssemos em colocar a foto da Micas na embalagem do anti-vómito.
Ora acontece que as visitas constantes da pequena à farmácia permitiram alguma intimidade com o Ruizinho farmacêutico, sobrinho do patrão. Pois bem, o Ruizinho também tinha um problema grave: sofria de violentos ataques de diarreia quando andava de transportes e sempre que via o primeiro ministro na tv, os ministros, os secretários de estados, os acessores, os motoristas, os líderes da oposição, e até o presidente, brindado com uma boa dose de líquido fecal com as cores da bandeira nacional. O Ruizinho em tempos também tinha ido ao tal médico que diagnosticou “uma ligeira indisposição” e receitou doses industriais de ultra-levure e toneladas de fraldas descartáveis. Soubemos mais tarde que este mesmo médico se reformou novo com uma choruda conta bancária à custa de comissões em vomidrines, ultra-levures e fraldas dodot, e que vive actualmente nas Bahamas rodeado de beldades de calendário.
Esta predisposição para tão ligeiras indisposições acabou por fomentar uma certa aproximação entre a Micas e o Ruizinho, que se traduziu em visitas constantes aos respectivos domicílios. Ambos perderam a pouco e pouco a cor macilenta provocada pelos involuntários dejectos orais e anais, e (milagre!) ambos se curaram das suas maleitas. A boda foi regada a champanhe genuíno e até o presidente foi convidado onde com pompa e circunstância abrilhantou o casório discursando com a boca cheia de bolo-rei. Se melhor prova houvesse para a cura dos dois pombimhos ela estava bem à vista: nem um esgar de enjoo foi detectado.
Esta predisposição para tão ligeiras indisposições acabou por fomentar uma certa aproximação entre a Micas e o Ruizinho, que se traduziu em visitas constantes aos respectivos domicílios. Ambos perderam a pouco e pouco a cor macilenta provocada pelos involuntários dejectos orais e anais, e (milagre!) ambos se curaram das suas maleitas. A boda foi regada a champanhe genuíno e até o presidente foi convidado onde com pompa e circunstância abrilhantou o casório discursando com a boca cheia de bolo-rei. Se melhor prova houvesse para a cura dos dois pombimhos ela estava bem à vista: nem um esgar de enjoo foi detectado.
Só depois dos convidados saírem é que o Elias começou a espirrar. O Elias era agora membro da segurança presidencial além de lambe-botas a recibos verdes. Pois o homem soltava espirros uns atrás dos outros que o impediam de falar, comer ou beber. Quando perguntei o que se passava ele lá conseguiu articular entre meia dúzia de espirros que a culpa era da crise. Pois, o Elias ganhara alergia à crise. Era a crise dos combustíveis, do ensino, da saúde, do emprego, do trabalho, da justiça, dos bancos, da economia, das finanças, das pescas, da agricultura, enfim, um bonito rol de potenciais agentes de doença alérgica. Confesso que já andava bem farto de vómitos e diarreias para agora me surgir um sacana ranhoso a toda a hora. Achei que devia descansá-lo, e à falta do tal médico especialista, dei-lhe uma palmadinha amigável nas costas dizendo “deixa lá ó Elias, não há crise. É apenas uma ligeira indisposição.”
sexta-feira, dezembro 05, 2008
O Natal

O Natal. A minha relação com o Natal é a mesma relação que tenho com o senhor presidente: repulsa. O menino Jesus não tem culpa, coitado, tremelicando de frio no meio das palhinhas que devem deitar um pivete a estrume de vaca e sémen de burro, com os paizinhos em adoração estática sem um movimento sequer de tapar o rebento com alguma sarapulheira, sim porque essa treta de o menino aquecer pelo bafo das bestas que o rodeiam é uma treta das antigas. Os bichos devem exalar um hálito infernal que, dadas as circunstâncias não será de todo aplicável à quadra. Paizinhos destes já teriam um rol de queixas no tribunal e um comunicado da dra Morgado a pedir a criação de um tribunal especializado em meninos jesus abandonados ao frio nas palhinhas por paizinhos estáticos. Mas dizia eu do sr. Presidente. O sr. Presidente é também ele uma figura estática, uma esfinge, tal como ouvi dizer pela boca de, creio, um ex apaniguado. Ora no tempo em que o sr. Presidente não era presidente mas sim primeiro ministro, tinha um séquito de apaniguados que, ao contrário dos reis magos, recebiam em vez de dar. Não que o sr. Presidente fosse ele um mãos largas, um toma lá qu’isto vai chegar pra todos. Não senhor. O sr. Presidente confiava nos amigalhaços. E os amigalhaços era o ver se te avias. Nada como o nosso tão inocente menino Jesus, ao qual os reis magos ofertaram coisas incríveis como ouro, incenso e mirra, coitado do menino que estaria mais precisado de um pacote de fraldas dodot e de um babygrou da chicco. E vai daí os amigalhaços do sr. Presidente criaram negócios escuros e bancos privados como o BPN, mas alguém se lembrou de tirar a tampa e aquilo passou a cheirar pior do que as fraldas de pano do menino Jesus. E tenho repulsa ao sr. Presidente, que espero que não me leve a mal, pois se o sr. Presidente também andasse metido em negócios com estes amigalhaços pronto, era mais um corrupto para o rol e a coisa até passava. Mas não. O sr. Presidente passa cá para fora aquela imagem de impoluto, que sabe tudo, que nunca se engana, que nunca leu Saramago, e que, acima de tudo, continua a confiar nos amigalhaços. Pois é. Aquilo que andaram a vender do progresso quando o sr. Presidente era primeiro-ministro está a ficar demonstrado que não era bem assim. É tal e qual o natal. Afinal as coisas também não foram bem assim, e o pessoal já se está nas tintas para o menino Jesus nas palhinhas e prefere antes oferecer prendinhas de merda aos amigos e familiares, até fazem comboios de oferta de prendas, e atafulham os centros comerciais, e engarrafam as ruas e as estradas, os filhos da puta. E depois há por aí muita gente conhecida a brincar à caridadezinha e à solidariedadezinha, e logo nesta data do natal, que sempre venderam como a festa da união e das famílias e do bacalhau com couves, e guardam-se todos para esta época do ano, todos juntinhos, em festinhas muito bondosas como o Natal dos Hospitais, onde só falta aparecer o Sócrates a distribuir magalhães aos meninos diabéticos. Que me desculpem os católicos e o sr. Presidente mas não me apetece desejar feliz natal a ninguém. É como dizer a alguém olha filho, já que vives na merda porta-te como merdoso e vai gastar já o subsídio em prendinhas antes que o sub-prime e o Teixeira dos Santos te fodam o ordenado. Mas como sou bem educado não vou desejar nada disso. Por respeito ao menino Jesus, às palhinhas, ao burrinho, à vaquinha, à estrelinha e aos camelos dos reis magos. Deve existir alguma mensagem em tudo isto, mas é muita fruta para mim. Caralhos me fodam.
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quero uma kalashnikov no sapatinho
segunda-feira, novembro 24, 2008
Agora também em genéricos
O melhor antibiótico contra os todos magnificos cavaquistas que têm feito deste país o paraíso que ele é. Sem esquecer os socretinos e afins.
Já disponível no YouTube.
quinta-feira, novembro 20, 2008
Todos juntinhos lá vão passando por entre as gotas de chuva

Prossegue a saga professores versus ministra versus avaliação versus sindicatos, Teixeira dos Santos é considerado o pior ministro das finanças da União Europeia (meu deus, o défice, então o défice??), Manuela Ferreira Leite continua o seu lento suicídio político, coisa que aqui para nós me agrada muito, Dias Loureiro não presta declarações no parlamento sobre o caso BPN porque o PS não deixa, Cavaco é cada vez mais igual a si próprio o que não é de admirar dado o rol deslumbrante de conselheiros de estado como Dias Loureiro, Alberto João, Jorge Coelho ou Marcelo, Santana Lopes está disponível para disputar a câmara de Lisboa (horror, o horror...), José Sócrates finge distribuir Magalhães pelas criancinhas e mal desligam as câmaras dá cá essa merda que ainda vai servir para mais meia-dúzia de filmes propaganda, Vitalino Canas, Augusto Santos Silva, José Lello, Vital Moreira e Alberto Martins fazem bem o seu papel de cãezinhos amestrados, Jerónimo de Sousa não consegue despir a samarra de Estaline nem a Coreia enrolada ao pescoço, Louçã perdeu o fulgor e é cada vez mais um fala-barato que interessa ao partido do poder, Paulo Portas passa incólume no meio de submarinos e fotocópias, aliás incólume é a designação correcta de todas as aves de poleiro que têm ocupado esta gaiola, e last but not the least, a selecção de futebol leva uma cabazada do Brasil num jogo a feijões, e mais uma vez o treinador Queirós e o presidente Merdaíl passam incólumes pelo meio da desgraça, que seria de somenos acaso não existissem outros incólumes mais importantes por aí.
Qualquer dia perguntam a um deputado, ou ministro, ou administrador, é pá o que fazes tu? Quem eu? Incólume, pá. Sou incólume.
E é com este desfile de alimárias de poleiro que o país se vai desfiando aos poucos.
Ah, este também deve sair incólume disto tudo. Só pode ter sido engano, pá, a gente vai já aí tratar da tua reforma, é preciso é calma, pá.
Qualquer dia perguntam a um deputado, ou ministro, ou administrador, é pá o que fazes tu? Quem eu? Incólume, pá. Sou incólume.
E é com este desfile de alimárias de poleiro que o país se vai desfiando aos poucos.
Ah, este também deve sair incólume disto tudo. Só pode ter sido engano, pá, a gente vai já aí tratar da tua reforma, é preciso é calma, pá.
sexta-feira, novembro 14, 2008
A gente também suspendeu a avaliação, pá!
Corre por aqui um baixo-assinado contra a avaliação dos tripulantes. A tripulação Maravilha é assim, ainda sem haver avaliação já alguém é contra. O Kumandante, que recentemente assomou por breves instantes no horizonte, já a prever um bombardeamento de ovos por parte dos tripulantes, mandou recolher todos os ovos existentes nos portos onde o navio devia escalar e vai daí toca a fazer uma gigantesca omolete, ao som da célebre canção "Omolete, gentil omolete", que como toda a gente sabe, é só um dos muitos hinos desta tripulação. O Decano emprestou a sua sabedoria ao cozinhado, dado que é um especialista, com a introdução do fundo sonoro de vários filmes de Ingmar Bergman e Jean-Luc Godard, mas este tempero deu origem a uma chocagem ultra-rápida de alguns ovos, com os pintos a partirem a casca e a tentarem esvoaçar dali para fora. Melhor sorte não teve o 2º(e único) remador, também um expert em omoletes, pois a mistela quase pegou fogo durante o batimento, e um simples pingo fez um buraco no chão de mosaico depois de encarquilhar a frigideira.
Salvou a honra o distinto Assador-mor, que com a sua discreta sensibilidade culinária transformou a omoleta num saboroso grelhado, ao qual os tripulantes se atiraram após várias litradas de vinho para ganhar coragem, e com a ameaça do Timoneiro com a roda do leme em punho jurando estragos irrecuperáveis em todas as cabeças.
Com um cenário destes, é justo que a avaliação seja imediatamente suspensa e antes de existir.
E é sempre consolador o Kumandante prometer classificar todos os tripulantes com um "bom" geral. Embora o receio dele seja servir de alvo a qualquer bombardeamento de ovos que algum marinheiro mais alcoolizado tenha por infeliz idéia.
Salvou a honra o distinto Assador-mor, que com a sua discreta sensibilidade culinária transformou a omoleta num saboroso grelhado, ao qual os tripulantes se atiraram após várias litradas de vinho para ganhar coragem, e com a ameaça do Timoneiro com a roda do leme em punho jurando estragos irrecuperáveis em todas as cabeças.
Com um cenário destes, é justo que a avaliação seja imediatamente suspensa e antes de existir.
E é sempre consolador o Kumandante prometer classificar todos os tripulantes com um "bom" geral. Embora o receio dele seja servir de alvo a qualquer bombardeamento de ovos que algum marinheiro mais alcoolizado tenha por infeliz idéia.
quarta-feira, novembro 12, 2008
Este homem é um senhor, carago!

Análise económica com base na perspectiva do analista americano Dr. Marc Faber (adaptado a Portugal):
O Governo fez deduções e devoluções do IRS. Se gastarmos esses montantes na Zara, o dinheiro vai todo para a China.
Se o gastarmos em combustível, ele vai direitinho para os árabes.
Se comprarmos um computador, o dinheirito irá para a Índia, China e Taiwan.
Se comprarmos produtos hortícolas, o dinheiro vai para Espanha, França ou Holanda, pela certa. Se comprarmos um bom carro, o destino do dinheiro será a Alemanha.
Se comprarmos inutilidades, ele vai para a Formosa.
Nenhum desse dinheiro ajudará a economia nacional. A única maneira de manter esse dinheiro dentro de portas é gastá-lo em putas e vinho verde, que são os únicos produtos ainda produzidos em Portugal.
Etiquetas:
O BPN também é produto nacional
Um Escândalo!
Ao ver a fotografia do distinto Kumandante da tripulação, forrado de fato e gravata, a dar passagem ao indistinto sr. governador do Banco de Portugal, a minha dúvida perante tal hecatombe foi de tal ordem que julguei estar no meio de um pesadelo, no meio de uma borrasca, em pleno mar dos Sargaços. Por mais que analisasse a fotografia à lupa, não distingui quaisquer indícios que me levassem a suspeitar de manipulação por Photoshop, nem vislumbrei na tal notícia resquícios de qualquer teoria de conspiração congeminada nas secretas latrinas do Belmiro entre o próprio e o director do Público, o enevoado José Manuel Fernandes. Não bastava ao nosso ausente Kumandante estar convertido aos vapores das águas de Vidago e da comida vegan, como agora até faz de porteiro (em forma de cortina) ao desfocado Vitinho.
Mas tomem atenção ao título da notícia: “Constâncio admite colocar equipas de supervisores nos principais bancos”. Uma vergonha! O correcto seria “Kumandante da Tripulação Maravilha indica a Constâncio o caminho para a porta da rua”, ou “Constâncio retrata-se ao Kumandante da TM e sai envergonhado”, ou ainda “Constâncio nomeia a TM como supervisora dos principais bancos depois de reunião com o Kumandante da dita”.
Depois desta tristeza, já estou a imaginar o 2º(e único remador) a servir de andarilho ao Fidel, o Pubic-relations a compor o decote à Lili Caneças, o Timoneiro a servir de cadeira ao Bill Gates, o Decano em fotografia no calendário do Manuel de Oliveira, e este humilde Ukabdsinais a fazer de orfão adoptado pela Anjelina Jolie *.
E para abreviar, os restantes tripulantes vestidos de meninos de coro a abrilhantarem o próximo video-clip do Michael Jackson** !
Eis aqui um triste exemplo da decadência da tripulação e do deboche a que chegou. E o que é mais grave é que a culpa nem sequer é do sub-prime, nem do crédito imobiliário, nem do Bush, nem do Afeganistão nem nada! A culpa é toda da falta de ingestão de alcool em quantidade suficiente motivada pelo controle de sopro no balão!
Onde é que a Tripulação vai parar depois disto?
* Sou eu que escrevo esta merda, por isso tenho todo o direito de reservar a parte melhor para mim!
** Esta é mesmo muito mázinha, pá!
PS: O sr. Governador ameaçou-nos com um processo se a fotografia fosse publicada. Como nos estamos cagando para o sr. Governador, decidimos acatar antes a ameaça do Kumandante de nos por a pão e água no porão até o Público abrir falência.
Mas tomem atenção ao título da notícia: “Constâncio admite colocar equipas de supervisores nos principais bancos”. Uma vergonha! O correcto seria “Kumandante da Tripulação Maravilha indica a Constâncio o caminho para a porta da rua”, ou “Constâncio retrata-se ao Kumandante da TM e sai envergonhado”, ou ainda “Constâncio nomeia a TM como supervisora dos principais bancos depois de reunião com o Kumandante da dita”.
Depois desta tristeza, já estou a imaginar o 2º(e único remador) a servir de andarilho ao Fidel, o Pubic-relations a compor o decote à Lili Caneças, o Timoneiro a servir de cadeira ao Bill Gates, o Decano em fotografia no calendário do Manuel de Oliveira, e este humilde Ukabdsinais a fazer de orfão adoptado pela Anjelina Jolie *.
E para abreviar, os restantes tripulantes vestidos de meninos de coro a abrilhantarem o próximo video-clip do Michael Jackson** !
Eis aqui um triste exemplo da decadência da tripulação e do deboche a que chegou. E o que é mais grave é que a culpa nem sequer é do sub-prime, nem do crédito imobiliário, nem do Bush, nem do Afeganistão nem nada! A culpa é toda da falta de ingestão de alcool em quantidade suficiente motivada pelo controle de sopro no balão!
Onde é que a Tripulação vai parar depois disto?
* Sou eu que escrevo esta merda, por isso tenho todo o direito de reservar a parte melhor para mim!
** Esta é mesmo muito mázinha, pá!
PS: O sr. Governador ameaçou-nos com um processo se a fotografia fosse publicada. Como nos estamos cagando para o sr. Governador, decidimos acatar antes a ameaça do Kumandante de nos por a pão e água no porão até o Público abrir falência.
segunda-feira, novembro 10, 2008
quarta-feira, novembro 05, 2008
Chega-te lá mais à frente, pá!
Ferreira Leite saúda Obama
Ana Malhoa cria microfone vermelho personalizado
O que é que estas duas notícias têm em comum? Não sei. Mas apeteceu-me postá-las, pronto!
Ana Malhoa cria microfone vermelho personalizado
O que é que estas duas notícias têm em comum? Não sei. Mas apeteceu-me postá-las, pronto!
É tudo uma questão de ponto de vista
O tio Américo, que está na América, telefonou hoje às 4 da manhã audivelmente em estado de choque. A campainha do telefone acordou toda gente cá de casa dado o seu toque estridente, para terem uma idéia, imaginem os carrilhões de Mafra a viverem em comuna no vosso próprio quarto... A avó Urzelina atendeu o telefone , depois de sacudir as vibrações causadas pelo som,. Afinal o tio Américo estava em estado de choque por causa da vitória do Obama, que assim não podia ser, um preto na Casa Branca, onde já se viu, não foi para isto que emigrei para a América depois dos russos e cubanos nos terem surripiado o império, a América, até agora um país respeitável, poderoso, onde toda a gente tem direito a enriquecer menos os pretos, os hispânicos e os asiáticos, a pátria de tão grandes patriotas como o John Wayne, o Charlton Heston, o Buffalo Bill, o Schwarzeneger, o SuperHomem e o Tio Patinhas, a pátria de tão louvadas instituições como a CIA, o Pentágono, o FBI, a Coca-Cola e a Ku-Klux-Klan, a pátria que defendeu o mundo do comunismo na Coreia, no Vietname, no Chile, em Salvador, e que nos está a defender agora da ameaça dos mouros, foi essa mesma América que traiu tudo e todos elegendo um preto e ainda por cima com um passado duvidoso de simpatizante da moirama, não pode ser, disse o tio Américo, vou emigrar para Portugal e é de vez!
A avó Urzelina, a quem eu gabo a paciência de santa, respirou fundo e acendeu um havano enquanto punha aquele ar de só ela sabe de quê. Respondeu que sim, que o tio podia vir, sempre se arranjava um espaço para meter mais um colchão, que tanto eu como a prima Ossétia estávamos em pulgas para o receber de braços abertos
(a avó quando quer também sabe mentir).
Pensei no pobre tio Américo, na perda que sofreu com investimentos recentes na bolsa de Nova Iorque, nas tampas que levou da prima Ossétia, e no seu fetiche por mulheres de óculos, uma das causas da sua adesão ao candidato republicano e à sua vice Sarah Palin.
Se bem que os cinco dólares que o tio Américo nos envia mensalmente nos ajude a reduzir as despesas familiares, todos nós sabemos que os laços familiares devem ser preservados, mas o tio tem um feitio muito especial que refinou depois de tantos anos lá pelas Américas. Além de ter ganho um sotaque texano, ressona que nem um bisonte americano e não me estou a ver partilhar o quarto com ele. Além disso já o partilho com a prima, às escondidas e de vez em quando, e até penso que avó Urzelina já anda desconfiada, pois aquele olhar com que nos brinda quando sopra o fumo do havano pode querer dizer muita coisa, mas só ela o sabe.
Seja como fôr a gente por aqui até simpatiza um pouco com o Obama, e é uma questão de tempo até o tio Américo voltar para lá, se é que vai mesmo sair. O que é pena, pois a prima já não sabe o que há-de fazer a tantos pares de óculos à Sarah Palin que o tio lhe enviou recentemente e que agora talvez lhe venham a fazer falta para amenizar as suas vistas curtas.
A avó Urzelina, a quem eu gabo a paciência de santa, respirou fundo e acendeu um havano enquanto punha aquele ar de só ela sabe de quê. Respondeu que sim, que o tio podia vir, sempre se arranjava um espaço para meter mais um colchão, que tanto eu como a prima Ossétia estávamos em pulgas para o receber de braços abertos
(a avó quando quer também sabe mentir).
Pensei no pobre tio Américo, na perda que sofreu com investimentos recentes na bolsa de Nova Iorque, nas tampas que levou da prima Ossétia, e no seu fetiche por mulheres de óculos, uma das causas da sua adesão ao candidato republicano e à sua vice Sarah Palin.
Se bem que os cinco dólares que o tio Américo nos envia mensalmente nos ajude a reduzir as despesas familiares, todos nós sabemos que os laços familiares devem ser preservados, mas o tio tem um feitio muito especial que refinou depois de tantos anos lá pelas Américas. Além de ter ganho um sotaque texano, ressona que nem um bisonte americano e não me estou a ver partilhar o quarto com ele. Além disso já o partilho com a prima, às escondidas e de vez em quando, e até penso que avó Urzelina já anda desconfiada, pois aquele olhar com que nos brinda quando sopra o fumo do havano pode querer dizer muita coisa, mas só ela o sabe.
Seja como fôr a gente por aqui até simpatiza um pouco com o Obama, e é uma questão de tempo até o tio Américo voltar para lá, se é que vai mesmo sair. O que é pena, pois a prima já não sabe o que há-de fazer a tantos pares de óculos à Sarah Palin que o tio lhe enviou recentemente e que agora talvez lhe venham a fazer falta para amenizar as suas vistas curtas.
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