sexta-feira, setembro 28, 2007

1, 2, 3, teste, teste

É só para ver se consigo entrar :-))

sexta-feira, setembro 14, 2007

O Caos aqui tão perto

Os falas-barato opinam pela duocentésima quinta vez sobre o caso Mcann, atacam ali, defendem acolá, prevêem isto, desculpam-se com aquilo, falam, gesticulam, atacam, interrogam, condenam. A puta da TV esfrega as mãos de contentamento, e vai contando os euros que vai ganhando com as elevadas audições sobre o suposto rapto/homicídio. A turba/rebanho/manada do costume (ou seja 99,9999% de portugueses) ouve, digere, rejubila, opina, espiolha, condena. Mas eis que um facto novo surge no meio do bordel: Scolari agride/não agride/acaricia um sérvio no final do Portugal 1-Sérvia 1. A turba esquece por momentos o ursinho de peluche da Maddie e concentra-se no punho erguido do Felipão. Os falas-barato viram o azimute e opinam, baralham, descontam, recuam e voltam atrás, avançam e descaiem. O suposto agressor desculpa-se, está sereno, aguarda o castigo com tranquilidade e reza à senhora do Caravaggio para que o chorudo cheque não se atrase no fim do mês. Os Mcann querem novas análises ao carro por um laboratório independente, Scolari diz que não agrediu o sérvio, que só queria proteger o Quaresma que estava a cinco quilómetros da cena, os cães que cheiram cadáveres andaram a cheirar na igreja e quiçá, também no cemitério(!) da Luz, a judite é uma polícia competente ou é dirigida por atrasados mentais com tendências masoquistas, a Scotland Yard parece que quer investigar se o murro que o Scolari deu, não foi ele, se calhar fui eu, a UEFA já fez todos os testes de ADN ao árbitro do encontro e supostamente irá concluir que a pequena Maddie foi raptada por um extra-terrestre sérvio enquanto os pais enviavam mensagens telepáticas ao Scolari para o convencer a partir as fuças ao tipo e esperar que o Madaíl receba a sua parte do fundo Madeleine Mcann para despedir o treinador com uma choruda indeminização e contratar o Dalai-Lama para seleccionador nacional. Os falas-barato já têm aqui matéria para dar e vender. A turba espera impaciente pelas cenas dos próximos capítulos enquanto contrai mais um empréstimo à Cofidis e adia o suicídio até ler a 1ª página do 24 Horas ou pelo menos até ao próximo jogo da selecção.

quarta-feira, setembro 12, 2007

Joe Zawinul



Esteve com Cannonbal, com Miles Davis no advento do jazz eléctrico, com Wayne Shorter fundou os Weather Report. Era um nome incontornável do chamado jazz de fusão.
Faleceu hoje com 75 anos.

segunda-feira, setembro 10, 2007

Cenas dos próximos episódios

Agora que o caso Maddie começava a tornar-se interessante, com o pessoal em vias de lançar os pais da pequena para a fogueira, é que estes regressam à querida pátria, o couto de Sua Majestade. Eu percebo, estes ingleses andam mordidinhos de inveja da nossa comunicação social que inventa cabalas e teorias da conspiração todos os dias, capazes de concorrer com os intrincados enredos policiais de Agatha Christie ou Ruth Rendell, com especialistas na matéria a botarem opiniões nas TV´s, quais Poirot´s armados em Marcelos. Ao mesmo tempo percebo os media ingleses: só eles e mais ninguém podem construir argumentos de perfeito nonsense estilo Little Britain, e nunca, mesmo nunca, deixar esse privilégio para sulistas imundos que apenas servem para lhes limpar as sanitas e servir-lhes o sol de bandeja a preços de saldo.
Vamos esperar pelos próximos capítulos, desta vez em inglês com legendas em português em que os maus da fita serão agora os investigadores da judiciária, e, por tabela, essa turba de desgraçados que tanto chora a má sorte da pequena Maddie, como quase atira pedras sofre os seus paizinhos endinheirados.
A verdade, se é que ela existe, tem fortes possibilidades de continuar bem escondida.

sexta-feira, setembro 07, 2007

História do Futuro

Estudos recentes indicam que a manter-se o actual número de nascimentos em Portugal a renovação das gerações estaria posta em causa. Ou seja, caminhamos a passos largos para desaparecermos do mapa, o que, diga-se de passagem, o resto do mundo nem sequer irá dar por isso.
Quem disse que os portugueses não têm objectivos concretos e inteligentes, que só vivem embalados pela sra de Fátima, pela telenovela, pelo futebol e pelo telemóvel? Finalmente estamos todos unidos num objectivo concreto, que irá transformar o nosso futuro num amanhã radioso: a auto-extinção.
Qual choque tecnológico, qual quê!

quinta-feira, agosto 30, 2007

Regresso (atribulado) de férias

Pôrra, pá! Estava um gajo muita sossegadinho em Trás-os-Montes, a comer e a beber até cair para o lado, a dar umas valentes passeatas e a namoriscar com a sócia, e de repente acabam-se as férias e toma lá o Barroso, toma lá o Sócrates, toma lá o Cavaco, e mais o Júdice, o Arnaut, o Mendes, o Meneses, o Jardim, e mais o pénis que os fornique a todos, que só dá vontade de largar tudo e voltar para Santa Pachacha de Assobio e enfiar os cornos num pipo de vinho até perder a consciência.
Isto não se faz, não se faz!

sexta-feira, agosto 03, 2007

Vou a banhos



De preferência para um sítio onde os telemóveis não parem de tocar, onde não haja um grão de areia para estender a toalha, onde para chegar à praia a tempo e horas tenha de me levantar às 3 da manhã, onde não faltem centros comerciais para passear nem merdosos jet-sets com pinta de telenovela. Pretendo aguçar a minha veia masoquista que se iniciou a escrever para este blog e que agora tento manter sózinho mal e porcamente. Se algum tripulante com resquícios de piedade aqui quiser dejectar que o faça enquanto é tempo. Depois das férias não sei se terei mais pachôrra para isto.

quarta-feira, agosto 01, 2007

Estoril Sol Residence




Este é o projecto aprovado para o novo Estoril Sol. Para além da arquitectura discutível que vem substituir um mamarracho por outro, este filme de promoção parece um sketch dos Monty Python. Os tios e tias de Cascais levam-se todos muito a sério.
Não há monte de merda sem moscas...

sexta-feira, julho 20, 2007

quinta-feira, julho 19, 2007

Onde está o Wally?



(clique para aumentar)

segunda-feira, julho 16, 2007

Saramago




Saramago continua a dar cartas. Desta vez opina sobre a inclusão inevitável de Portugal numa qualquer comunidade ibérica. Não sendo eu patrioteiro nem dado a outras merdices do género, leio com algum gozo as reacções às declarações do escritor. Ora Saramago quando ganhou o Nobel recebeu como recompensa a frase do prof. Cavaco que “não li, quem quero ler” sobre a sua obra. Santana Lopes, quando era secretário de Estado da Cultura, única e simplesmente o ignorou. É claro que Saramago vingou-se: pirou-se para Espanha onde ao menos o reconhecem. E continua a vingar-se espetando de vez em quando o ferrão da polémica. Num país que se orgulha de ter alguns recordes idiotas no Guiness e ignora os seus poucos valores humanos e culturais não é de espantar estas reacções. Pode-se concordar ou discordar do homem e das suas opiniões, pode-se até abominar a sua obra, mas há limites para tanta ignorância.

Toda a podridão incha. Até que rebenta.

O Dragão a propósito das eleições em Lisboa.
Polémico mas definitivamente certeiro.

sexta-feira, julho 13, 2007

S. Francisco Jazz Collective



Assistir a um bom concerto de Jazz é algo de fascinante. Sobretudo quando o eterno gajo do assobio ou do gritinho Ooooo! se faz ouvir quando o solista se esganiça numa nota mais aguda. Penso que deveriam atribuir um subsídio a este gajo pois é tão imprescindível num concerto de Jazz como a baquete do baterista. E faz sentir aos outros pacóvios que ali estão a assistir em respeitoso silêncio que é o único apreciador, o único gajo que vibra com a música.
Vem isto a propósito das eleições em Lisboa. Alguns candidatos fazem as suas arruadas rodeados de apoiantes ferrenhos, de bandeirinha em punho, a gritar palavras de ordem tipo “o Negrão é o mais mandão” ou “o Carmona tem uma ganda mona”. No meio desta barbárie há aquele militante mais expansivo, normalmente o que acaba a gritar sózinho as palavras de ordem quando toda a gente já se calou por estar rouca. E depois vêm sempre aqueles que começam aos pulinhos, e obrigam o desgraçado candidato a pular também, e o sujeito sai dali arfante a cuspir maços de tabaco pelo passeio fora, todo convencido que aqueles pulinhos vão dar mais alguns votos. E há sempre uma velha gorda aos beijos a toda a gente ou a dançar o vira, e a esta hora o candidato que já está quase recuperado dos pulinhos tem um enfarte com tanta dança. Falo aqui de candidatos mas esqueço-me da candidata Helena Roseta. A senhora não tem ninguém que pule ou dance com ela, e por isso é que aparece vestida na campanha com aqueles coletes reflectores na esperança que algum eleitor desprevenido se aproxime e lhe pergunte “Dona Helena, quer chame o reboque ou é só um pneu furado?”. E vai daí toma lá o panfleto, vota bem, filho.
Mas a piada toda é quando algum pega na vassoura e se põe a limpar a rua, ou a apagar grafittis com jacto de areia, ou a passear nos camiões do lixo. E quando propõem implodir o Martim Moniz ou transformar a Portela num centro de negócios? E parques de estacionamento nos edifícios da Baixa? Confesso, a última vez que ri assim desalmadamente em campanhas eleitorais foi quando o Marcelo andou a banhos no Tejo.
No fim vale tudo para chamar a atenção do rebanho. Mas neste circo é suposto o papalvo que por acaso assiste ao triste espectáculo ficar tão embasbacado que no dia da eleição lá vá botar o seu voto no candidato que mais o surpreendeu. “É pá o Negrão dá saltos comó camandro!” ou “O da barbicha que é contra os pretos é que diz a verdade, pá!” ou ainda “Se a Roseta anda no lixo deve ter a casinha dela num brinquinho”. Lavagem cerebral de pacóvios ou lobotomia sem dor.
Mas que raio ganha o gajo do assobio e do gritinho Ooooo! nos concertos de Jazz? A organização paga-lhe para o espectáculo parecer mais cool?
“É pá, meu, pá, aqueles marmanjos lá em Espanha sabem apreciar a música, pá! Ele é assobios, ele é gritos esquisitos, pá! Tudo coisas ca gente não está habituada a ouvir nos nossos concertos pelo mundo fora, né?” Será isto que o gajo pensa ou faz o mesmo nos concertos do Quim Barreiros?
A propósito de Jazz, o S. Francisco Jazz Collective inclui alguns dos melhores músicos de jazz da actualidade. O mesmo não posso dizer dos candidatos à Câmara de Lisboa. Aí toda a música desafina.
Para que conste: Andre Hayward, Renee Rosnes, Eric Harland, Miguel Zenon, Matt Penman, Dave Douglas, Stefon Harris e Joe Lovano.
Nestes voto eu.

terça-feira, julho 10, 2007

A única e possível solução para Lisboa



Depois de ler, ouvir e digerir as propostas dos candidatos à câmara de Lisboa, a conclusão a que cheguei é que é mais fácil e mais económico arrasar com aquela merda toda. Faz-se em minutos o que o Santana e o Carmona andaram anos a fazer.
E ficam a saber que não moro em Lisboa, mas o concelho onde vivo também poderia levar com uma destas, embora menos potente e dirigida para um sítio especial: a câmara municipal.
E mais não digo.