Anda por aí uma polémica por causa de livro chamado "Couves e Alforrecas – os Segredos da Escrita de Margarida Rebelo Pinto" que põe em causa a honestidade intelectual da escritora Margarida Rebelo Pinto, que, segundo o autor, a senhora faz auto plágio dos seus próprios livros, copiando parágrafos inteiros de livro para livro ou coisa assim. Devo declarar que li o romance da MRP "Não Há Coincidências", um best-seller que vendeu mais que coirates em dia de futebol, e fiquei irremediávelmente vacinado contra a escrita da senhora. Mas isso é um problema meu e da minha sanidade mental, com a qual a MRP não tem nada a ver. Há quem defenda que esta escrita tipo "donas de casa" tem o mérito de pôr o pessoal a ler mais livros, principalmente a quem os livros servem de decoração à estante da salinha comprada no IKEA a suaves prestações, mas cá para mim é tudo uma questão de marketing. Vamos por partes: a escritora é gira, escreve sem pretenções sobre fulanas solteiras ou divorciadas que gostam de mandar umas quecas com engenheiros de olhos verdes, papam-lhes uns jantarecos e fins de semana em hóteis de luxo, enfim, são umas putéfias com nível. Nada que uma dona de casa enfastiada por enrolar as peúgas do marido, e embrutecida pelas novelas da TVI e as mexeriquices da Caras não desejasse. MRP vai assim directa ao imaginário desta clientela frustrada e tem direito ao seu êxito, com ou sem truques fáceis como copiar os textos do livro anterior. Só os lê quem quer.
Lembro-me da esperteza saloia do senhor Dan Brown ao escrever o Código Da Vinci, sabendo de antemão que a polémica estalaria e que à conta disso o pilim iria engrossar a sua conta bancária. Marketing puro.
E o que faz então o autor das "Couves e Alforrecas", o distinto senhor João Pedro George? Lê todos os livros da senhora, e para isso deve ter um estomago muito forte, e certamente até os leu mais que uma vez para chegar à conclusão que existem parágrafos e páginas iguais em quase todos os livros. Este homem merece um prémio, porque é um sofredor. Mais, é um mártir da escrita. E merece vender tantos ou mais livros que a MRP.
Mas como reage a distinta escritora? Mete uma providência cautelar para impedir que o livro seja publicado com o subtítulo "Segredos da Escrita de Margarida Rebelo Pinto". Mas o que é isto, afinal? Marketing puro.
O rapazinho vai vender o livro como quem vende pipocas no cinema ao fim de semana, a fulaninha vai ver o seu nome nas primeiras páginas das revistas de casa de banho por causa desta polémica da treta, e com mais ou menos processo judicial ou providências cautelares os seus livros vão subir nas vendas até o pessoal esgotar as estantes do IKEA.
Marketing puro.
E é assim que com mais ou menos plágio, mais ou menos quecas com engenheiros de olhos verdes, mais ou menos polémica, se vai desenvolvendo a indústria livreira nacional, que até se pode dar ao luxo de editar aqueles livros que ninguém lê a não ser o autor e os amiguinhos mais próximos, como as "Memórias de Cavaco Silva" ou os poemas de Vasco Graça Moura.
Sabem que mais? Vender a alma é o que está a dar.
sexta-feira, março 31, 2006
quarta-feira, março 29, 2006
VERGONHA
Óh ímpios deste país!
Óh lusitanos duma figa!
Óh maltrapilhas do faz de conta!
Óh proxenetas deste bordel!
"É pá, os gajos são mesmo do piorio, pá! Lá porque querem fazer uma lei a dizer que os putos, no primeiro emprego, não têm direito a nada, e é o que se vê pá, são greves, são manifestações, anda um país às bolandas só por causa disso, pá! E ainda por cima é só um projecto de lei, uma intenção do governo deles, pá. Se eu mandasse naquilo pá, todos os gajos até aos trinta eram obrigados a pagar ao estado para terem um emprego. Lá porque são jovens e não sei mais o quê já se julgam com direitos! É pá, a França é do piorio pá!"
Pois é. Aqui no nosso burgo não há dessas alarvidades.
Os políticos podem fazer muito bem o que lhes dá na real bolha que ninguém, ou quase, se importa com isso. Os bancos e afins têm lucros fabulosos por transferência directa dos bolsos dos pagaantes para os cofres dos ditos, e ninguem, ou quase, se importa com isso. Os donos económicos deste país são quem manda e ninguem, ou quase, se importa com isso, se pagam o que devem ao erário público ou se mafiosamente alimentam a corrupção e os lobies que criam lugares políticos a seu belo prazer. A crise é um estado da nação desde tempos imemoriais, mas ninguem, ou quase, se importa com isso, pois cada mês que passa mais crise impõe menos qualidade de vida a todos os que são obrigados a comê-la e calar. As leis, os projectos das ditas e a sua aplicação não interessa a ninguem, ou quase, pois a culpa do mal é sempre dos outros. Cá dentro do burgo priviligia-se o aldrabão, o vende palavras, o esperto à portuguesa, o quem tem um olho é rei, e ninguem, ou quase, se importa com isso. O presente deste país está de rastos e o futuro já só existe para os que ainda nem pensam nascer, mas ninguem, ou quase, se importa com isso. A cultura e a educação apenas marcam pontos em comparação com a Serra Leoa ou países que nem sabem que existem, mas isso não importa a ninguem, ou quase.
O importante mesmo é a gente não pensar muito nisso. O resto que se lixe, ou quase!
E nem os que estão no quase são capazes de fazer umas cócegas aos poderosos instituidos!
"Pois é, pá. Tens razão pá! Mas olha lá, afinal o benfica vai jogar com quem?"
Óh lusitanos duma figa!
Óh maltrapilhas do faz de conta!
Óh proxenetas deste bordel!
"É pá, os gajos são mesmo do piorio, pá! Lá porque querem fazer uma lei a dizer que os putos, no primeiro emprego, não têm direito a nada, e é o que se vê pá, são greves, são manifestações, anda um país às bolandas só por causa disso, pá! E ainda por cima é só um projecto de lei, uma intenção do governo deles, pá. Se eu mandasse naquilo pá, todos os gajos até aos trinta eram obrigados a pagar ao estado para terem um emprego. Lá porque são jovens e não sei mais o quê já se julgam com direitos! É pá, a França é do piorio pá!"
Pois é. Aqui no nosso burgo não há dessas alarvidades.
Os políticos podem fazer muito bem o que lhes dá na real bolha que ninguém, ou quase, se importa com isso. Os bancos e afins têm lucros fabulosos por transferência directa dos bolsos dos pagaantes para os cofres dos ditos, e ninguem, ou quase, se importa com isso. Os donos económicos deste país são quem manda e ninguem, ou quase, se importa com isso, se pagam o que devem ao erário público ou se mafiosamente alimentam a corrupção e os lobies que criam lugares políticos a seu belo prazer. A crise é um estado da nação desde tempos imemoriais, mas ninguem, ou quase, se importa com isso, pois cada mês que passa mais crise impõe menos qualidade de vida a todos os que são obrigados a comê-la e calar. As leis, os projectos das ditas e a sua aplicação não interessa a ninguem, ou quase, pois a culpa do mal é sempre dos outros. Cá dentro do burgo priviligia-se o aldrabão, o vende palavras, o esperto à portuguesa, o quem tem um olho é rei, e ninguem, ou quase, se importa com isso. O presente deste país está de rastos e o futuro já só existe para os que ainda nem pensam nascer, mas ninguem, ou quase, se importa com isso. A cultura e a educação apenas marcam pontos em comparação com a Serra Leoa ou países que nem sabem que existem, mas isso não importa a ninguem, ou quase.
O importante mesmo é a gente não pensar muito nisso. O resto que se lixe, ou quase!
E nem os que estão no quase são capazes de fazer umas cócegas aos poderosos instituidos!
"Pois é, pá. Tens razão pá! Mas olha lá, afinal o benfica vai jogar com quem?"
terça-feira, março 28, 2006
França
Mais uma vez a França está na vanguarda da história e mostra o caminho a seguir. Os defensores das teorias neo-liberais protagonizadas (como sempre) pelos anglo-merdas e seus descendentes bem podem invocar as suas teorias da treta da insustentabilidade do modelo social europeu à luz da globalização económica. Precisam-se mais e mais franceses na rua, mais europeus de todas as raças e origens a mostrar a força da sua razão.
O retorno à escravatura é hoje uma realidade, e quando a maioria se aperceber disso talvez já seja tarde demais.
Povo que não reage só tem o que merece.
O retorno à escravatura é hoje uma realidade, e quando a maioria se aperceber disso talvez já seja tarde demais.
Povo que não reage só tem o que merece.
sexta-feira, março 24, 2006
Sinais...
No seguimento do post do Timoneiro, chamo a atenção para este do Dragoscópio.
Meus amigos, na vida nada acontece por acaso...
Meus amigos, na vida nada acontece por acaso...
quinta-feira, março 23, 2006
Com a verdade me enganas? Ainda!!!
Peço desculpa (e homenageio o blog "ditocujo" donde tirei o texto seguinte, porque acho que deve ser dado a conhecer ad-infinitum.
Naturalmente, as pessoas não querem a guerra mas no final das contas são os líderes do país quem define a política e trata-se de uma questão muito simples a de arrastar as pessoas quer se trate de uma democracia, uma ditadura fascista, um parlamento ou uma ditadura comunista. Com ou sem voz, as pessoas podem sempre ser convencidas para seguir a vontade dos seus líderes. Isso é fácil. Tudo o que é necessário é dizer-lhes que estão a ser atacadas, denunciar os pacifistas por falta de patriotismo e por expôr o país ao perigo. Funciona da mesma forma em qualquer país.
Quem terá dito isto? O Bush? O Hussein? Um Ai!a Tola? O Cavaco? O Barroso? NÃO!
Foi Hermann Göering, Chefe da Aviação Alemã do 3ºReich de Hitler durante os tribunais de Nuremberga após a 2ª Guerra Mundial.
Naturalmente, as pessoas não querem a guerra mas no final das contas são os líderes do país quem define a política e trata-se de uma questão muito simples a de arrastar as pessoas quer se trate de uma democracia, uma ditadura fascista, um parlamento ou uma ditadura comunista. Com ou sem voz, as pessoas podem sempre ser convencidas para seguir a vontade dos seus líderes. Isso é fácil. Tudo o que é necessário é dizer-lhes que estão a ser atacadas, denunciar os pacifistas por falta de patriotismo e por expôr o país ao perigo. Funciona da mesma forma em qualquer país.
Quem terá dito isto? O Bush? O Hussein? Um Ai!a Tola? O Cavaco? O Barroso? NÃO!
Foi Hermann Göering, Chefe da Aviação Alemã do 3ºReich de Hitler durante os tribunais de Nuremberga após a 2ª Guerra Mundial.
E da bosta se fez merda...
Jaime "Bosta" Ramos, insular de nascença, admirador confesso de artistas de circo, vulgo palhaços, e chupa-escrotos em part-time, discursou na assembleia regional propondo a retirada do dia 25 de Abril do calendário. O padre Anísio, penitente da Calheta e pedófilo em segredo, concordou sem restrições. Os restantes membros da associação republicana "O Ninho das Flores do Meu Jardim" também concordaram apesar de estarem na hora da sesta. A oposição calou-se, como lhe competia.
Ficou assim acordado que a seguir ao dia 24 de Abril viria o dia 26 de Abril, e que qualquer referência, mesmo que murmurada, ao dia eliminado seria severamente punida com 12 chicotadas no traseiro e em público.
Assim, e de uma assentada, Jaime "Bosta" Ramos, deu mais um pontapé nos defensores da teoria do "défice democrático", projectando-os até meio do Atlântico sem bóia de salvação.
Alberto "El Cerdo" Garden, presidente vitalício da Ilha do Pau, e profissional de orgias romanas, condecorou Jaime "Bosta" com a Cruz da Imaculada Pocilga pelos preciosos serviços prestados à Causa e pelos beijos ardentes no seu traseiro.
Consta que os defensores do truculento "El Cerdo" Garden no continente, Manecas Dias a Dias Loureiro e Zézinho P. Pereira, os quais defendem a teoria do "tomáramos nós que toda a Lusa Terra fosse como a Ilha do Pau", passam agora a vida rasgar folhas de calendário, mais especificamente a do dia 25 de Abril, só para (dizem eles) pouparem no papel higiénico em favor do défice.
O governo central, remetido ao habitual silêncio, e também muito preocupado com o défice, prevê já uma próxima revisão do calendário, pois sussurra-se nos corredores do poder que as folhas da Constituição da República estão quase a acabar nos cagatórios ministeriais, e que até em alguns deles já se limpa o cú a declarações de IRS de alguns banqueiros famosos.
Como dizia o outro "é a vida..."
Ficou assim acordado que a seguir ao dia 24 de Abril viria o dia 26 de Abril, e que qualquer referência, mesmo que murmurada, ao dia eliminado seria severamente punida com 12 chicotadas no traseiro e em público.
Assim, e de uma assentada, Jaime "Bosta" Ramos, deu mais um pontapé nos defensores da teoria do "défice democrático", projectando-os até meio do Atlântico sem bóia de salvação.
Alberto "El Cerdo" Garden, presidente vitalício da Ilha do Pau, e profissional de orgias romanas, condecorou Jaime "Bosta" com a Cruz da Imaculada Pocilga pelos preciosos serviços prestados à Causa e pelos beijos ardentes no seu traseiro.
Consta que os defensores do truculento "El Cerdo" Garden no continente, Manecas Dias a Dias Loureiro e Zézinho P. Pereira, os quais defendem a teoria do "tomáramos nós que toda a Lusa Terra fosse como a Ilha do Pau", passam agora a vida rasgar folhas de calendário, mais especificamente a do dia 25 de Abril, só para (dizem eles) pouparem no papel higiénico em favor do défice.
O governo central, remetido ao habitual silêncio, e também muito preocupado com o défice, prevê já uma próxima revisão do calendário, pois sussurra-se nos corredores do poder que as folhas da Constituição da República estão quase a acabar nos cagatórios ministeriais, e que até em alguns deles já se limpa o cú a declarações de IRS de alguns banqueiros famosos.
Como dizia o outro "é a vida..."
Compromisso Portugal...rewind...
Com respeito ao post anterior, parece que o personagem de Carrapatoso afinal já tinha pago, protestou o que tinha pago, deram-lhe razão, e ainda não recebeu a cobrança indevida.
No meio de tudo isto alguém está a mentir. O DN ou o Carrapatoso? Ou os dois?
E porque é que o fisco não diz nada?
Já agora, onde está a tão propagandeada lista de devedores e respectivas dívidas?
É pá, eu não quero o meu nome no meio dessa merda, profissionais liberais, empresários de sucesso, pato-bravos, presidentes dos futebóis, banqueiros, ... vejam lá se dão um jeitinho nisso, pá, a gente depois conversa..., me entiendes?
No meio de tudo isto alguém está a mentir. O DN ou o Carrapatoso? Ou os dois?
E porque é que o fisco não diz nada?
Já agora, onde está a tão propagandeada lista de devedores e respectivas dívidas?
É pá, eu não quero o meu nome no meio dessa merda, profissionais liberais, empresários de sucesso, pato-bravos, presidentes dos futebóis, banqueiros, ... vejam lá se dão um jeitinho nisso, pá, a gente depois conversa..., me entiendes?
quarta-feira, março 22, 2006
Compromisso Portugal...
Parece que o fisco deixou caducar uma dívida de 740.000€ ao tal de Carrapatoso, referente a rendimentos deste artista no ano 2000. A confusão descrita nesta notícia do DN é muito estranha e só pode levar a uma conclusão: como o homem é um dos tais empresários de sucesso (patrão da Fodavone), e um dos tais que SÓ está interessado no desenvolvimento do pais, o fisco perdoou-lhe a dívida, até porque a confusão gerada dava cá uma trabalheira a resolver...
No meu caso, sempre que dou um peido o fisco trata logo de me vir cheirar o cú, e como não tenho amiguinhos nem amiguinhas bem colocados na máquina fiscal para me aliviarem o intestino só me resta pagar e não bufar.
Mas façam lá umas continhas: em 2000 o bom do Carrapatoso devia ao fisco 1 milhão de euros (reduzido por obra e graça do espírito santo para 740.000). Oram calculem lá quanto é o infeliz ganha por mês.
É pá, um gajo para se safar do fisco tem de ganhar muita bem, não sei se estão a ver...
No meu caso, sempre que dou um peido o fisco trata logo de me vir cheirar o cú, e como não tenho amiguinhos nem amiguinhas bem colocados na máquina fiscal para me aliviarem o intestino só me resta pagar e não bufar.
Mas façam lá umas continhas: em 2000 o bom do Carrapatoso devia ao fisco 1 milhão de euros (reduzido por obra e graça do espírito santo para 740.000). Oram calculem lá quanto é o infeliz ganha por mês.
É pá, um gajo para se safar do fisco tem de ganhar muita bem, não sei se estão a ver...
3 anos de ocupação do Iraque
Um soldado das tropas especiais britânicas recusou-se a combater no Iraque e abandonou o exército denunciando as prácticas "ilegais" das tropas e polícias das forças de coligação.
Ao fim de três meses em Bagdad, Ben Griffin disse ao seu comandante que não estava preparado para combater ao lado das forças americanas.
Disse que havia presenciado "dúzias de actos ilegais" cometidos pelas forças americanas, com a desculpa que os iraquianos eram todos "untermenschen" – o termo com que os nazis denominavam as raças supostamente inferiores.
Ben Griffin disse também aos seus superiores que não podia fazer parte duma guerra que, na sua opinião, é ilegal. Agora acredita que o Primeiro Ministro Tony Blair e o seu governo mentiram repetida e deliberadamente sobre o assunto.
Griffin está à espera de ser considerado um cobarde e enfrentar um tribunal marcial com a consequente condenação e prisão.
“E no entanto ela move-se” – disse Galileu Galilei ao ser condenado pela Inquisição por defender a teoria do movimento de translação da Terra.
Ao fim de três meses em Bagdad, Ben Griffin disse ao seu comandante que não estava preparado para combater ao lado das forças americanas.
Disse que havia presenciado "dúzias de actos ilegais" cometidos pelas forças americanas, com a desculpa que os iraquianos eram todos "untermenschen" – o termo com que os nazis denominavam as raças supostamente inferiores.
Ben Griffin disse também aos seus superiores que não podia fazer parte duma guerra que, na sua opinião, é ilegal. Agora acredita que o Primeiro Ministro Tony Blair e o seu governo mentiram repetida e deliberadamente sobre o assunto.
Griffin está à espera de ser considerado um cobarde e enfrentar um tribunal marcial com a consequente condenação e prisão.
“E no entanto ela move-se” – disse Galileu Galilei ao ser condenado pela Inquisição por defender a teoria do movimento de translação da Terra.
Gripe das aves
Mandaram-me este mail que traduzi do espanhol. "Vendo-o" como me enviaram mas enquadra-se na ideia da "globalização" que nos querem impingir como boa e inevitável!
Sabem que:
- o virus da gripe aviária foi descoberto há 9 anos no Vietname?
- desde então morreram apenas 100 pessoas em TODO O MUNDO TODOS ESTES ANOS?
- os americanos foram quem alertou para a "eficacia" do TAMIFLU (antiviral humano) como preventivo?
- o TAMIFLU apenas alivia alguns síntomas da gripe comum?
- a sua eficacia quanto à gripe comum está questionada por grande parte de comunidade científica?
- perante um SUPOSTO virus mutante como o H5N1 o TAMIFLU apenas aliviaria os sintomas?
- a gripe aviaria, até à data, somente afecta as aves?
Sabem quem comercializa o TAMIFLU? LABORATORIOS ROCHE
Sabem que:
- a ROCHE comprou em 1996 a patente do TAMIFLU à GILEAD SCIENCES INC.
- o presidente da GILEAD SCIENCES INC na altura e ainda hoje o maior acionista é DONALD RUMSFELD, actual Secretario de Defesa americano?
- a base do TAMIFLU é o "anís estrelado"?
- a ROCHE tem 90% de a produção mundial de esta árvore?
- as vendas do TAMIFLU passaram de 254 milhões em 2004 para mais de 1000 milhões em 2005?
Adivinhem quanto milhões mais poderá ganhar a ROCHE nos próximos meses se continuar o negócio de "meter medo"
Resumindo:
Os amigos de Bush decidem que um remédio (TAMIFLU) é a solução para uma pandemia que ainda não aconteceu e que causou 100 mortos em 9 anos em todo o mundo.
Este remédio não cura nem sequer a gripe comum e o virús não afecta o homem em condições normais.
Rumsfeld vende a patente do TAMIFLU à ROCHE e recebe uma fortuna.
A Roche adquire 90% da produção mundial do "anís estrelado", base do antivíral.
Os Governos de todo o Mundo para fazer face a uma hipotética pandemia, compram à ROCHE quantidades industriais do produto.
Portanto, nós acabamos por pagar ao Rumsfeld, Cheney, Bush e restantes bandidos.
OS ASSALTOS DOS COWBOYS CONTINUA A EXISTIR.
SERÁ QUE AO MENOS ELES SÃO GAY?
Sabem que:
- o virus da gripe aviária foi descoberto há 9 anos no Vietname?
- desde então morreram apenas 100 pessoas em TODO O MUNDO TODOS ESTES ANOS?
- os americanos foram quem alertou para a "eficacia" do TAMIFLU (antiviral humano) como preventivo?
- o TAMIFLU apenas alivia alguns síntomas da gripe comum?
- a sua eficacia quanto à gripe comum está questionada por grande parte de comunidade científica?
- perante um SUPOSTO virus mutante como o H5N1 o TAMIFLU apenas aliviaria os sintomas?
- a gripe aviaria, até à data, somente afecta as aves?
Sabem quem comercializa o TAMIFLU? LABORATORIOS ROCHE
Sabem que:
- a ROCHE comprou em 1996 a patente do TAMIFLU à GILEAD SCIENCES INC.
- o presidente da GILEAD SCIENCES INC na altura e ainda hoje o maior acionista é DONALD RUMSFELD, actual Secretario de Defesa americano?
- a base do TAMIFLU é o "anís estrelado"?
- a ROCHE tem 90% de a produção mundial de esta árvore?
- as vendas do TAMIFLU passaram de 254 milhões em 2004 para mais de 1000 milhões em 2005?
Adivinhem quanto milhões mais poderá ganhar a ROCHE nos próximos meses se continuar o negócio de "meter medo"
Resumindo:
Os amigos de Bush decidem que um remédio (TAMIFLU) é a solução para uma pandemia que ainda não aconteceu e que causou 100 mortos em 9 anos em todo o mundo.
Este remédio não cura nem sequer a gripe comum e o virús não afecta o homem em condições normais.
Rumsfeld vende a patente do TAMIFLU à ROCHE e recebe uma fortuna.
A Roche adquire 90% da produção mundial do "anís estrelado", base do antivíral.
Os Governos de todo o Mundo para fazer face a uma hipotética pandemia, compram à ROCHE quantidades industriais do produto.
Portanto, nós acabamos por pagar ao Rumsfeld, Cheney, Bush e restantes bandidos.
OS ASSALTOS DOS COWBOYS CONTINUA A EXISTIR.
SERÁ QUE AO MENOS ELES SÃO GAY?
terça-feira, março 21, 2006
Alons enfant de la Patrie
Bem já não sei se o francês tá certo ou não mas a intenção é que conta.
Merde que'stes putos franceses quando apertados sabem fazer barulho.
Será que eles têm mais razões ? (talvez por ganharem 3 vezes mais que nós, pagarem menos impostos, terem menos desemprego, etc.) ou será que têm uns TOMATES maiores e quando vêm que a MERDA dos políticos estão a abusar, pumba, apertam~lhes os calos da unica maneira que entendem - GREVES e MANIFESTAÇÕES EM TODO O PAÍS E COM MUITA GENTE.
Porque é que nós não somos assim?
Será que os nossos políticos não são de MERDA? (não me façam rir).
Será que compreendemos que eles, coitadinhos, estão a ser obrigados pela CE (e o BIG MERDAS Barroso) a apertar com o Zé Povinho?
Será que compreendemos que os coitados dos patrões têm que deslocalizar, despedir, roubar, etc. porque têm que manter o seu status e os seus Porches e Ferraris?
Será que compreendemos perfeitamente que eles (os nossos políticos) não podem afrontar as grandes empresas, bancos e seguradoras porque senão, depois de sairem do governo, não têm tacho numa delas?
Será que compreendemos que é mais facil atacar pelo ponto mais fácil (o Zé Povinho) mas que depois els vão aos "grandes"?
Será que compreendemos que os grandes grupos, compadrios e associações (Farmácias, Agricultores, Advogados, etc.) são necessários para governar este país, porque ele é muito grande?
OU SERÁ QUE SOMOS UM POVO DE MERDA QUE NÃO TEM TOMATES PARA EXIGIR AOS QUE ESTÃO NO GOVERNO NÃO SE GOVERNEM SÓ A ELES
Já agora quanto às associações de Agricultores (não vou por nomes mas CA se Fazem...) parece que, para além de efectivamente haver alguma razão nos protestos dos agricultores por não pagamento (não há dinheiro - ou "voou" para a OTA) as tais confederações de agricultores estão-se a aproveitar para pressionar o ministro em relação a algumas decisões que estão na calha - nomeadamente retirar a obrigatoriedade de os agricultores passarem por eles para se candidatarem a muitas ajudas - o que vai tirar a essas associações MUITO dinheiro que recebiam por cada candidatura que metiam (Já agora, quem se interessa por isto pode verificar que um dos Institutos Financeiros da Agricultura era muito mal tratado pelas confederações enquanto que o outro não - adivinhem lá quem lhes dava mais $$$$).
Calculem lá que uma dessas Confederações de Agricultores teve um edificio sede moderno muitos anos antes do tal instituto que não lhes dava dinheiro. Porque seria??
Já agora, calculem lá porque é que os juizes se calaram todos tão rapidamente, depois dos protestos quanto às férias, aos subsidios, às reformas, etc. Será que compreenderam que era uma necessidade do país?(poiis!!!) ou foram-lhes oferecidas outras coisas que não foram anunciadas ao Zé Povinho.
E, parafraseando um dos poucos jornalistas que tinha coragem de fazer perguntas dificeis (mas que era da velha guarda e não dos lambe botas actuais).
E ESTA HEEEM!!!!
Beijinhos e até à próxima
Merde que'stes putos franceses quando apertados sabem fazer barulho.
Será que eles têm mais razões ? (talvez por ganharem 3 vezes mais que nós, pagarem menos impostos, terem menos desemprego, etc.) ou será que têm uns TOMATES maiores e quando vêm que a MERDA dos políticos estão a abusar, pumba, apertam~lhes os calos da unica maneira que entendem - GREVES e MANIFESTAÇÕES EM TODO O PAÍS E COM MUITA GENTE.
Porque é que nós não somos assim?
Será que os nossos políticos não são de MERDA? (não me façam rir).
Será que compreendemos que eles, coitadinhos, estão a ser obrigados pela CE (e o BIG MERDAS Barroso) a apertar com o Zé Povinho?
Será que compreendemos que os coitados dos patrões têm que deslocalizar, despedir, roubar, etc. porque têm que manter o seu status e os seus Porches e Ferraris?
Será que compreendemos perfeitamente que eles (os nossos políticos) não podem afrontar as grandes empresas, bancos e seguradoras porque senão, depois de sairem do governo, não têm tacho numa delas?
Será que compreendemos que é mais facil atacar pelo ponto mais fácil (o Zé Povinho) mas que depois els vão aos "grandes"?
Será que compreendemos que os grandes grupos, compadrios e associações (Farmácias, Agricultores, Advogados, etc.) são necessários para governar este país, porque ele é muito grande?
OU SERÁ QUE SOMOS UM POVO DE MERDA QUE NÃO TEM TOMATES PARA EXIGIR AOS QUE ESTÃO NO GOVERNO NÃO SE GOVERNEM SÓ A ELES
Já agora quanto às associações de Agricultores (não vou por nomes mas CA se Fazem...) parece que, para além de efectivamente haver alguma razão nos protestos dos agricultores por não pagamento (não há dinheiro - ou "voou" para a OTA) as tais confederações de agricultores estão-se a aproveitar para pressionar o ministro em relação a algumas decisões que estão na calha - nomeadamente retirar a obrigatoriedade de os agricultores passarem por eles para se candidatarem a muitas ajudas - o que vai tirar a essas associações MUITO dinheiro que recebiam por cada candidatura que metiam (Já agora, quem se interessa por isto pode verificar que um dos Institutos Financeiros da Agricultura era muito mal tratado pelas confederações enquanto que o outro não - adivinhem lá quem lhes dava mais $$$$).
Calculem lá que uma dessas Confederações de Agricultores teve um edificio sede moderno muitos anos antes do tal instituto que não lhes dava dinheiro. Porque seria??
Já agora, calculem lá porque é que os juizes se calaram todos tão rapidamente, depois dos protestos quanto às férias, aos subsidios, às reformas, etc. Será que compreenderam que era uma necessidade do país?(poiis!!!) ou foram-lhes oferecidas outras coisas que não foram anunciadas ao Zé Povinho.
E, parafraseando um dos poucos jornalistas que tinha coragem de fazer perguntas dificeis (mas que era da velha guarda e não dos lambe botas actuais).
E ESTA HEEEM!!!!
Beijinhos e até à próxima
Dia Mundial da Poesia
Num país que se diz de poetas, deixo aqui homenagem a um dos maiores e dos poucos verdadeiros poetas que por cá nasceram e morreram. Comemoram-se 200 anos sobre a sua morte, como se a morte de um homem livre como Bocage fosse digna de ser comemorada.
Lá quando em mim perder a humanidade
Mais um daqueles, que não fazem falta,
Verbi-gratia — o teólogo, o peralta,
Algum duque, ou marquês, ou conde, ou frade:
Não quero funeral comunidade,
Que engrole "sub-venites" em voz alta;
Pingados gatarrões, gente de malta,
Eu também vos dispenso a caridade:
Mas quando ferrugenta enxada idosa
Sepulcro me cavar em ermo outeiro,
Lavre-me este epitáfio mão piedosa:
"Aqui dorme Bocage, o putanheiro;
Passou vida folgada, e milagrosa;
Comeu, bebeu, fodeu sem ter dinheiro".
Lá quando em mim perder a humanidade
Mais um daqueles, que não fazem falta,
Verbi-gratia — o teólogo, o peralta,
Algum duque, ou marquês, ou conde, ou frade:
Não quero funeral comunidade,
Que engrole "sub-venites" em voz alta;
Pingados gatarrões, gente de malta,
Eu também vos dispenso a caridade:
Mas quando ferrugenta enxada idosa
Sepulcro me cavar em ermo outeiro,
Lavre-me este epitáfio mão piedosa:
"Aqui dorme Bocage, o putanheiro;
Passou vida folgada, e milagrosa;
Comeu, bebeu, fodeu sem ter dinheiro".
quinta-feira, março 16, 2006
Conselheiros de Estado...
Que fique bem claro. Uma vez mais estes distintos tripulantes foram atirados ao caixote de lixo da história. Nenhum foi convidado, repito convidado, pelo actual Presidente da República para fazer parte do conselho de Estado. A escolha da Ferreira Leite, do Prof. Marcelo, do João Lobo Antunes, do Dias Loureiro e do Anacoreta Correia é uma espinha cravada na garganta de qualquer escrevinhador deste blogue.
Estamos chateados. Muito chateados.
O Anibele perdeu mais uma belíssima oportunidade de ouvir os bons conselhos de pessoas honestas, idóneas e rigorosamente independentes.
Fosga-se, pá, já estava a pensar em mudar os cortinados da sala...
Estamos chateados. Muito chateados.
O Anibele perdeu mais uma belíssima oportunidade de ouvir os bons conselhos de pessoas honestas, idóneas e rigorosamente independentes.
Fosga-se, pá, já estava a pensar em mudar os cortinados da sala...
sexta-feira, março 10, 2006
O Atentado
Amândio Pina, ex-convidado profissional do HermanSic, ex-guarda-costas de Santana Lopes e Sadam Hussein, ex-recluso em Custóias, ex-grumete em Guantanamo, ex-companheiro de musculação de Schwarzenegger, ex-gay, ex-figurante em filmes porno para trans-sexuais, visitou ontem pela 587ª vez o centro comercial Colombo. No meio da barbárie consumista sentiu pela primeira vez a dor do aguilhão da revolta ferrar-lhe a zona lombar. Berrou, contorceu-se de dores, arranhou e amarinhou pelas paredes. Um carteirista saltou do 2º piso, uma adolescente sufocou com um hamburger, alguém ficou com um telemóvel encravado no cérebro. Ofegante, Amândio Pina julgou estar apenas doente, pois o minúsculo cérebro que possuía não chegava mais longe. Tomou uma aspirina da bayer, mas a aversão que sentia não passou. Pior, agravou-se. Já combatera o comunismo, o terrorismo, o cataclismo, o mongolismo e o antropomorfismo, mais por instinto que por convicção, mas nunca pensara sentir um tal ódio e aversão repentinos ao consumismo. Confuso e baralhado, saiu dali a correr que nem um louco e só parou no seu apartment na Reboleira. Respirou fundo, bebeu um chá de camomila morno, e começou a sentir-se melhor. Amândio sabia que se não agisse de imediato entraria em depressão. Já sucedera antes, aquando da rixa na discoteca Al-Jazeera, e durante o assalto ao infantário A Chupeta Pagã. Passou a mão com carinho pelos diplomas emoldurados que tinha na parede, bacharelato em massacre de indigentes pela universidade de Dodge City, licenciatura em tiros na nuca a hispano-americanos, curso intensivo de extermínio de árabes, turbantes e tipos-assim-pró-escuro pela escola básica Sylvester Stallone, formação teórica em bombismo suicida, mestrado em culinária de combate...
E tomou a decisão que se impunha: enfiou nas calças camufladas o cinto de TNT, guardou no bolso o detonador sem fios oferecido pelo porteiro do Pentágono, pôs ao pescoço o colar com o crucifixo de plástico, herança da sua madrasta, e ali mesmo jurou a pés juntos que iria deixar de fumar. Dali até ao Colombo seriam mais ou menos 30 minutos a pé. Decidiu chamar um táxi.
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No centro comercial, entre o piso 0 e o piso 1, na solidão claustrofóbica do elevador de serviço, Amândio Pina é definitivamente decapitado a um só golpe de espada pelo candidato a samurai Lewis Delgado, lambe-botas estagiário e guarda-elevadores em part-time. Lewis leva o cinto de TNT e o detonador, chama a segurança e o 112, pretende levar o cinto como recordação. Lewis perde algures o detonador.
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Maria Cavaco Silva e mais 283 guarda-costas vai às compras ao Colombo e tropeça no detonador esquecido entre o WC dos deficientes e a loja de roupa feminina El Tampax Rojo.
A curiosidade é mais forte que a prudência, e Maria não resiste a pegar no instrumento.
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Hoje, o Presidente e o seu fiel 1º Ministro vão depositar uma coroa de flores na cratera que substituiu o edifício Colombo após o atentado. Até hoje ninguém sabe onde foi parar a cabeça de Amândio Pina. Quanto a Maria Cavaco Silva sobreviveu apesar de também ninguém saber onde para a sua cabeça. Diz quem sabe que não se nota a diferença.
E tomou a decisão que se impunha: enfiou nas calças camufladas o cinto de TNT, guardou no bolso o detonador sem fios oferecido pelo porteiro do Pentágono, pôs ao pescoço o colar com o crucifixo de plástico, herança da sua madrasta, e ali mesmo jurou a pés juntos que iria deixar de fumar. Dali até ao Colombo seriam mais ou menos 30 minutos a pé. Decidiu chamar um táxi.
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No centro comercial, entre o piso 0 e o piso 1, na solidão claustrofóbica do elevador de serviço, Amândio Pina é definitivamente decapitado a um só golpe de espada pelo candidato a samurai Lewis Delgado, lambe-botas estagiário e guarda-elevadores em part-time. Lewis leva o cinto de TNT e o detonador, chama a segurança e o 112, pretende levar o cinto como recordação. Lewis perde algures o detonador.
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Maria Cavaco Silva e mais 283 guarda-costas vai às compras ao Colombo e tropeça no detonador esquecido entre o WC dos deficientes e a loja de roupa feminina El Tampax Rojo.
A curiosidade é mais forte que a prudência, e Maria não resiste a pegar no instrumento.
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Hoje, o Presidente e o seu fiel 1º Ministro vão depositar uma coroa de flores na cratera que substituiu o edifício Colombo após o atentado. Até hoje ninguém sabe onde foi parar a cabeça de Amândio Pina. Quanto a Maria Cavaco Silva sobreviveu apesar de também ninguém saber onde para a sua cabeça. Diz quem sabe que não se nota a diferença.
quinta-feira, março 09, 2006
I´m a poor lonesome cow-boy...
Pronto. Algum dia tinha de acontecer. As luminárias sem ponta de imaginação que dominam Hollywood logo tinham de inventar o impensável: o cow-boy gay.
É uma sorte os putos de hoje não brincarem mais aos índios e aos cow-boys, senão imaginem o que faria o “daddy” falso puritano, seguidor incondicional da política do sr. Bush, atrasado mental como ele e mais 78,531% de americanos, ouvir o rebento anunciar que vai brincar aos índios e cow-boys com o vizinho do lado...
Os putos cibernéticos de hoje não sabem o que é um filme de cow-boys à maneira, a sacar a pistola à velocidade da luz, limpar o sebo a todo o bandido que lhe apareça pela frente, pregar uns valentes murros em meia dúzia de energúmenos, massacrar uma tribo de índios inteira, e ainda por cima rematar os feitos com um valente chocho na bétinha lá para o fim do filme, ou deixá-la lavada em desgosto e pranto enquanto desaparece solitário montado no fiel cavalo num crepúsculo vermelho e laranja...
Não estou a ver os meus heróis de infância a engolirem a palhinha como os totós de Brokeback Mountain. Não consigo sequer imaginar o John Wayne a enrabar o Robert Mitchum, nem o Clint Eastwood a fazer sexo oral com o Charles Bronson.
Façam lá filmes com vampiros gay, polícias gay, yuppies gay, James Bond gay (ei, esta devia ser fixe!) mas por favor, cow-boys gay é a destruição pragmática do imaginário infantil de muita gente. É como se o Cavaco vestisse as roupas da Maria na tomada de posse, estão a ver?
É uma sorte os putos de hoje não brincarem mais aos índios e aos cow-boys, senão imaginem o que faria o “daddy” falso puritano, seguidor incondicional da política do sr. Bush, atrasado mental como ele e mais 78,531% de americanos, ouvir o rebento anunciar que vai brincar aos índios e cow-boys com o vizinho do lado...
Os putos cibernéticos de hoje não sabem o que é um filme de cow-boys à maneira, a sacar a pistola à velocidade da luz, limpar o sebo a todo o bandido que lhe apareça pela frente, pregar uns valentes murros em meia dúzia de energúmenos, massacrar uma tribo de índios inteira, e ainda por cima rematar os feitos com um valente chocho na bétinha lá para o fim do filme, ou deixá-la lavada em desgosto e pranto enquanto desaparece solitário montado no fiel cavalo num crepúsculo vermelho e laranja...
Não estou a ver os meus heróis de infância a engolirem a palhinha como os totós de Brokeback Mountain. Não consigo sequer imaginar o John Wayne a enrabar o Robert Mitchum, nem o Clint Eastwood a fazer sexo oral com o Charles Bronson.
Façam lá filmes com vampiros gay, polícias gay, yuppies gay, James Bond gay (ei, esta devia ser fixe!) mas por favor, cow-boys gay é a destruição pragmática do imaginário infantil de muita gente. É como se o Cavaco vestisse as roupas da Maria na tomada de posse, estão a ver?
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