quarta-feira, julho 04, 2007
CV: militante do PS
CV: militante do PS
José Manuel Carvalho Araújo era director do Centro de Saúde de Braga. Foi diversas vezes convidado a demitir-se. Porquê? Porque teve a distinta lata de denunciar irregularidades verificadas na gestão anterior em que estavam envolvidos destacados militantes do PS. A falta de lealdade do senhor chegava ao ponto de implicar nas irregularidades o tio do novo director do Centro de Saúde de Vieira do Minho. Perante isto, o que acontece? Em Abril de 2006 o ministério manda a Inspecção Geral de Saúde investigar a gestão José Manuel Carvalho Araújo. Conclusão do relatório: gestão exemplar, "segue uma política de qualidade" e é um dos melhores centros de saúde do país. Desta investigação o Ministério da Saúde só poderia tirar uma conclusão: não podia renovar o mandato deste director que segundo a IGS era de uma competência invulgar. E quem o substitui? Maria Helena Albuquerque. Eu sei que vão estranhar por a senhora ser militante do PS. Mas é preciso não ter má vontade e olhar para o seu curriculo: foi afastada das suas funções de directora do Centro de Saúde de Póvoa de Lanhoso, por incompetência.
Comentários para quê?
terça-feira, julho 03, 2007
Antes queria ser rico
Não interessa que a saúde e a educação continuem a dar preocupações a quem delas necessita. Isso são só ninharias comparadas com a grandeza de uma Europa governada pelas mãos calejadas dos portugueses, mesmo que seja a mando da Dona Merckl e do Senhor Sarkovsky. O destino já está traçado, do Minho ao Allgarve.
Para o ano o pessoal irá trocar o telemóvel que coça as costas por outro que provoca orgasmos, e lá iremos todos cantando e rindo no meio da depressão geral rezando a Nossa Senhora para que não nos cortem no subsídio nem deixem sair o Simão do Benfica.
Antes queria ser rico...
Começar de novo
Espero que desta vez a contribuição dos marujos seja na devida proporção com que deitam abaixo imperiais, copos de tinto, e cocktails marados.
Ainda tenho alguma esperança nisto, pôrra!
sexta-feira, abril 27, 2007
terça-feira, abril 24, 2007
Porque não vou comemorar os 33 anos do 25 de Abril
Faz amanhã 33 anos que nasceu uma nova esperança.
Mas o parto correu mal e é o que hoje se vê.
Eu sei, a gente conseguiu umas coisitas, já se morre menos à nascença, temos acesso a resmas de informação e produtos de consumo que não servem para nada na sua maioria, gozamos de alguma liberdade relativa, estamos convencidos que o nosso nível de vida melhorou alguma coisa em 33 anos...mas tenho aqui uma espinha cravada na garganta, uma sensação de que algo ficou algures pelo caminho...
Alguém sabe de algum país ou lugar onde não tenha de levar com o Sócrates, o Mendes, o Portas, o Belmiro, os Loureiros, o Jardim, o Salazar, o Pinto da Costa, o Santana, o Cavaco, o Noddy e a Lily Caneças a toda a hora? Alguém sabe de um lugar onde não se fale da Ota, do TGV, do túnel do Marquês, do Apito Dourado e do diploma do Sócrates? Ao fim de 33 anos é esta a triste sina que nos deixaram ou que nos querem impôr?
Foda-se, pá, eu já nem me lembro onde estava no 25 de Abril de 1974...
sexta-feira, abril 20, 2007
quinta-feira, abril 19, 2007
terça-feira, março 20, 2007
Acreditem que estou mesmo chateado, pá!
Não calculam como tudo isto me chateia. Não foi para isto que se fez o 25 de Abril.
sexta-feira, março 16, 2007
Viva a Escravatura!
Uma verruga no processo evolutivo do ser humano. Se Darwin fosse vivo já teria dado um tiro nos cornos ou bebido cicuta.
Estes seres rastejantes devotos de todas as virgens que lhes botam á frente, lambe-cús de padres e patrões, fiéis seguidores dos charlatães que lhes vendem Deus, Pátria e Família como quem vende cartões de crédito em centros comerciais, é o povo eleito para se assumir hoje e sempre como escravo. Se lhes perguntam "Queres ser livre?" logo respondem "Não, quero ser escravo.". Spartacus havia de lhes cuspir em cima, nesta gente que prefere cantar loas a alimárias de Santa Comba Dão e a comedores de bolo-rei de Boliqueime, nesta gente que se orgulha de um passado de merda, que vive na merda no presente e a quem se acena com um futuro de merda, nesta gente que gosta de ser escrava e disso se orgulha. Spartacus escarraria com gosto em cima deste povo, gente assim não merece a liberdade, gente que teve tudo ao alcance da mão, o progresso económico logo ali ao virar da esquina, a justiça para todos em frente ao nariz, a educação a saúde e o bem-estar a entrar pelos olhos adentro, e tudo isso varreu, tudo deitou no cano de esgoto, tudo isso sacrificou por ser cobarde, estúpido, pato-bravo, corrupto, vendido, chico-esperto. E acima de tudo por querer ser um escravo, de si próprio e dos outros, um verme sujo e deprimente sem nenhuma ponta por onde valha a pena pegar.
Custa dizê-lo, mas tudo isto me mete nojo. Esta triste condição de ser português já me enoja.
terça-feira, março 06, 2007
Terror na Auto-Estrada
Mas vendo bem até está certo. Estamos em Portugal, não estamos? A mediocridade é a nota máxima do establishment luso-pacóvio, espalha-se pelos interstícios labirínticos da administração a todos os níveis, produz sementes nos partidos políticos, cresce desalmadamente sem rega nem controle de temperatura. É uma praga incontrolável, uma doença sem vacina, um furúnculo auto-sustentável. Ser medíocre é conduzir sempre pela faixa do meio, é ficar nas meias-tintas, no meio da tabela, a meio da praia, é ter medo de molhar o pézinho na água fria do mar e preferir ficar lá longe, no areal, à sombra do chapéu de sol a ler a Bola ou a Nova Gente. Ainda se lessem Pessoa, Stendhal, Garcia Marquez, Cardoso Pires, enfim, até lhes desculpava não subirem ao alto da falésia e atirarem-se de cabeça cá para baixo. Sempre podiam enterrar a cabeçinha na areia por uma boa causa.
Com tantos medíocres a debitarem nos jornais, nas rádios e nas TV´s é natural que o vírus da mediocridade se espalhe consumindo toneladas e toneladas de neurónios, é assim uma espécie de super-aviário com gripe das aves galopante, que em vez de matar zombivifica, ou seja, transforma o doente num zombie ou morto-vivo, pronto a contaminar ainda mais com uma simples mordedura. Mordeduras que provocam patologias mutantes e infecções prolongadas que tanto podem ter o nome de "branqueamento do regime salazarista" como de "regresso de Paulo Portas à política" ou ainda "Alberto João Jardim demite-se e quer eleições na Madeira". E o grande bando dos media-medíocres (media, estão a ver?) logo se presta a comentar, dissecar, raspar, analisar, deglutir e regurgitar estes fenómenos patológicos contribuindo ainda mais para a sua expansão e sobrevivência. É uma peste negra sem vítimas mortais, porque ela própria também assina pelo meio, pela paz podre, pela morte sem morte aparente, que também ela apanhou com o vírus pela proa e já nem matar consegue neste cantinho a meio da praia de cú pró ar plantado. Já tem a foice com ferrugem, a filha da puta.
Bem podem empertigar-se os que tentam dar a volta a este gravíssimo problema de saúde pública. Bem pode o ministro fechar mais urgências a eito que a mediocridade geral continuará impávida e serena a viajar pela faixa do meio, que na faixa da esquerda os aceleras de pacotilha se vão encostando uns aos outros a ver quem consegue passar à frente e ser mais medíocre que os que ficam atrás, que a faixa mais à direita se transforme num corredor vazio e convidativo, num tapete vermelho para o podium da competição desenfreada e da mediocridade incontida ou, quiçá, um caminho mais seguro para marrar com os cornos nas traseiras de um camião TIR.
O que, diga-se de passagem, até seria um mal menor.
domingo, fevereiro 25, 2007
Zeca Afonso
Continuo a não perceber porque tantos filhos da puta continuam a viver e um HOMEM como o Zeca teve que morrer.
GOD SUCKS
quarta-feira, fevereiro 14, 2007
Missão Impossível IV
Se a devassa dos conquistadores funcionasse como um episódio de "Missão Impossível" lá teríamos a mensagem fatal: "este império autodestrói-se dentro de 5 segundos".
Pelos vistos esta teoria do senhor Chirac não teve qualquer efeito sobre os heróis lusitanos.
É que este povinho anda há gerações a autodestruir-se, ... lentamente... muito lentamente...
