Do "Bicho Carpinteiro":
O republicano William Bennett, apoiante de Reagan e Bush, defendeu que se todas as mulheres americanas negras abortassem, o crime diminuiria.
Comentário do Cesto:
O fulano é muito restritivo e tímido a emitir esta opinião. Direi mais: se a mãezinha
do sr. William Bennett tivesse abortado na devida altura, bem como a do seu correligionário Bush pai, a criminalidade diminuiria ainda mais, e o mundo seria um sítio muito mais tranquilo para se viver.
segunda-feira, outubro 03, 2005
quarta-feira, setembro 28, 2005
Votar em Oeiras
O Cesto da Gávea junta-se à proclamada vaga de fundo de apoio à candidatura do sobrinho do Isaltino à Câmara de Oeiras. O homem é motorista de táxi na Suiça, um trabalhador emigrante, e zelou honestamente pelas poupanças do tio naquele país.
Melhor candidato não há.
Deixe o seu apoio na caixa dos dejectos, s.f.f.
Melhor candidato não há.
Deixe o seu apoio na caixa dos dejectos, s.f.f.
sexta-feira, setembro 23, 2005
O pessoal passa a vida a queixar-se dos políticos, que são todos uns corruptos, que só querem tacho, que se fartam de gamar, etc., etc,.
Estes senhores e esta senhora estão em vias de serem eleitos para as autarquias em que concorrem, apesar de terem processos judiciais a correr por corrupção e outros delitos.
O povo queixa-se mas depois dá-lhes o voto.
Este povo só tem o que merece.
sábado, setembro 17, 2005
A Marca Portugal
Estou parvo. Ou seja, estou mais parvo que o costume. E assim ficarei se continuar a não entender esta nova diarreia cuspida pelo famigerado e douto ministro socrático da economia. O homem quer vender lá fora, que é como quem diz, ao relento, a magnífica, soberba e competentíssima Marca Portugal. Diz o homem que é para promover o país, e para ver se conseguimos sair desta crise de retrocesso sem retorno em que nos encontramos. O homem deve estar completamente etilizado, ou então esclerótico. Vender a Marca Portugal? Excelente, sr. ministro. Não tivesse eu a melhor das opiniões a seu respeito e estaria agora a pensar que se tinha esquecido da seringa espetada no bracinho. Mas vamos acreditar que sim. E proponho-lhe a venda dos maiores e melhores produtos portugueses além fronteiras.
Que tal o Valentim Loureiro? O homem é um portento, enriqueceu a vender batatas em África que vinham de borla do continente para alimentar os soldados que por lá andavam a matar pretos. Genial, ninguém faria melhor. E o Santana Lopes, o mestre do embuste, da incontinência e da incompetência, e o Durão, que por lá anda a promover e a promover-se, que da mentira já ninguém o leva. E o Jardim da Madeira, um ilustre coronel à moda brasileira, o Cavaco, mestre da vaidade e da política do cuspo, e todos os outros produtos nacionais, infelizmente para nós não importados da China, senão há muito que se teriam transformado em lixo.
Há muito produto com a Marca Portugal para vender ao desbarato. produto genuíno, com muitos anos de garantia, curam todos os males menos o mal de existirem.
E já agora sr. ministro, ponha um selo na testa com código de barras e tudo, com os dizeres Made in Portugal e desopile daqui para fora. Pode levar consigo a preço de saldo os seus colegas do governo, os partidos da oposição, os comentadores políticos, e comece já promover a Marca Portugal. Quem comprar uma dezena destes produtos leva de borla um Marques Mendes para porta-chaves, uma Lili Caneças de encher, e um serviço completo de meninos CDS com borbulhas e cabelinho à panasca.
Não se aceitam devoluções...
Que tal o Valentim Loureiro? O homem é um portento, enriqueceu a vender batatas em África que vinham de borla do continente para alimentar os soldados que por lá andavam a matar pretos. Genial, ninguém faria melhor. E o Santana Lopes, o mestre do embuste, da incontinência e da incompetência, e o Durão, que por lá anda a promover e a promover-se, que da mentira já ninguém o leva. E o Jardim da Madeira, um ilustre coronel à moda brasileira, o Cavaco, mestre da vaidade e da política do cuspo, e todos os outros produtos nacionais, infelizmente para nós não importados da China, senão há muito que se teriam transformado em lixo.
Há muito produto com a Marca Portugal para vender ao desbarato. produto genuíno, com muitos anos de garantia, curam todos os males menos o mal de existirem.
E já agora sr. ministro, ponha um selo na testa com código de barras e tudo, com os dizeres Made in Portugal e desopile daqui para fora. Pode levar consigo a preço de saldo os seus colegas do governo, os partidos da oposição, os comentadores políticos, e comece já promover a Marca Portugal. Quem comprar uma dezena destes produtos leva de borla um Marques Mendes para porta-chaves, uma Lili Caneças de encher, e um serviço completo de meninos CDS com borbulhas e cabelinho à panasca.
Não se aceitam devoluções...
quarta-feira, setembro 14, 2005
Terra dos Mortos
Terra dos Mortos bem se podia aplicar a uma terra que eu cá sei. Só que neste filme os mortos sabem o que querem.Um filme inteligente e imperdível do italiano George A. Romero, uma sátira radical ao capitalismo e à actual gestão norte-americana.
A ver urgentemente mesmo por aqueles que acham que este género de filme é menor, e também por aqueles que se acham muito impressionáveis. Perderão as manias.
Ah, já me esquecia, Asia Argento também anda por lá, bem viva e saudável!
quinta-feira, setembro 08, 2005
Querem mais?
Deixemo-nos de ilusões. Esta merda nunca deu o que tinha a dar. Somos periféricos e continuaremos a sê-lo até reduzirem o Palácio de S. Bento a cinzas. Quem já viajou de carro entre Barcelona e Lisboa num só dia sabe do que falo. Atravessar a pôrra da península de uma ponta à outra é pior que atravessar o deserto de Gobi em pleno verão e a fazer o pino. Não me venham com merdas. Isto aqui nunca deu nada, só andaram a fingir que um dia fomos grandes. E venham lá esses conas de sabão dos teóricos da verborreia defender a pátria lusa, a bandeira, a selecção de futebol, a Catarina Furtado e o Tiago Monteiro. Mesmo os que conseguiram sair da mediocridade periférica para visões globais acabaram por sucumbir ou ser eliminados pelos pensadores da incompetência masturbativa. Esta merda não existe nem devia ter existido. É um erro de casting geográfico. Um tumor no anús da civilização.
Um país aonde? Na ponta mais ocidental da Europa, no esfincter da Península Ibérica?
Devem andar com o nariz cheio de coca, esses intelectuais da economia de subterfúgio que defendem este mal estar geográfico como uma ponte entre a Europa eos States.
Por isso a única coisa que se produz nesta coisa chamada país são massas esponjosas amorfas e cheias de ácaros que se implantam a preço de saldo nas cabecinhas de Lilis Caneças e Paulas Bobones, Durões Barrosos e Santanas Lopes, Cavacos e Soares, Marques Mendes e Josés Sócrates, Belmiros e Amorins. Bardamerdas que um dia sonharam que teriam o poder na mão e um país a beijar-lhes os pés.
Nem país, nem poder, nem beijinhos. Apenas bosta. 99.000 km2 de bosta grossa, mal cheirosa e purulenta, onde até as moscas sofrem de arterosclerose.
Querem mais?
Um país aonde? Na ponta mais ocidental da Europa, no esfincter da Península Ibérica?
Devem andar com o nariz cheio de coca, esses intelectuais da economia de subterfúgio que defendem este mal estar geográfico como uma ponte entre a Europa eos States.
Por isso a única coisa que se produz nesta coisa chamada país são massas esponjosas amorfas e cheias de ácaros que se implantam a preço de saldo nas cabecinhas de Lilis Caneças e Paulas Bobones, Durões Barrosos e Santanas Lopes, Cavacos e Soares, Marques Mendes e Josés Sócrates, Belmiros e Amorins. Bardamerdas que um dia sonharam que teriam o poder na mão e um país a beijar-lhes os pés.
Nem país, nem poder, nem beijinhos. Apenas bosta. 99.000 km2 de bosta grossa, mal cheirosa e purulenta, onde até as moscas sofrem de arterosclerose.
Querem mais?
sexta-feira, setembro 02, 2005
O gajo chamou-me, pôrra!, e logo agora, já noite cerrada, cansado da viagem ao Monte Ararat, faminto que nem um cão. Mas a curiosidade ganhou terreno ao ver que o Presidente estava acompanhado do Lambe-botas lá do sítio, sujeito viscoso, sempre de sorriso de orelha a orelha, e sempre pronto a dar grandes abraços de amizade mesmo a quem acabou de conhecer há 5 minutos. Tal duo, o Presidente mais o fiel Lambe-botas, e ainda o Motorista do Presidente que fumava um cigarrito encostado ao Mercedes com o motor ao ralenti, espicaçou-me a curiosidade. Para além dos cumprimentos da praxe e do abraço gorduroso do Lambe-botas, tais personagens em pose conspirativa numa rua secundária da aldeia tiveram o condão de me esticar as antenas e tentar descobrir o que estariam ali a fazer. Segundo a conversa, o jantar deveria ter sido bem regado, pois a verborreia começou a tomar caminhos ínvios pela boca do próprio Presidente, já que da boca de um lambe-botas esperam-se todo o tipo de dejectos. Dizia o homem que se o deixassem acabava já com os incêndios, que fazia não sei o quê, mais não sei o quantos, e quando lhe lembrei que ali mesmo no seu concelho, lavrava um incêndio bem jeitoso o homem só respondeu que o governo o tinha deixado de mãos atadas, que não podia fazer nada e etc.. O Lambe-botas escutava embevecido com a argumentação e ripostou dizendo que o Sr. Presidenete era o maior, que já tinha feito muito pelo concelho, e que devia ir para ministro, embora por lá tenha passado de fugida há uns anos atrás. O Presidente, homem pragmático, respondeu que não, ali é que estava bem, já tinha trabalho feito, umas rotundas com relva e estatuetas avant-garde, uma passagem de nível eliminada, um pavilhão multi-usos sem qualquer uso, umas florzinhas plantadas à entrada de algumas aldeias circundantes, e o Lambe-botas a dizer que sim, senhor, nunca se vira nada assim no concelho, e eu com o vómito a subir-me pelo esófago acima, e suores frios a escorrerem-me pelas costas abaixo, enquanto pensava no pessoal da terra sem saneamento básico, sem apoio à 3ª idade, sem saúde que se visse. Mas estas coisas não são para serem feitas, se fossem feitas deixavam de ser promessas para políticos e aí deixava de haver caça ao voto. Quem já ganhou eleições a prometer rotundas à entrada e saída das povoções e uns malmequeres ranhosos plantados no caminho? E a conversa continua, descamba para as presidenciais, e aí o Lambe-botas transforma-se em Lambe-cús e canta loas ao Cavaco, e pede opinião ao Presidente sobre a candidatura da múmia de Boliqueime, e o Presidente desanca no Bochechas, e diz que tudo não passa de uma conspiração desde que o Sampaio correu com o Pedro, sim o meu amigo do peito Pedro, correligionário de muitas noitadas, um incompreendido. E já nesta altura o Lambe-botas, perdão!, o Lambe-cús está pronto a fazer sexo oral com o Presidente se este lho pedir, e o motorista já acende os cigarros uns nos outros, e o Mercedes continua a gastar o gasóleo da comunidade, e eu já me coço e arranho e já duvido se sairei ileso desta conversa para a qual fui chamado sem ser ouvido. Mas o que pensam estes gajos de um idiota, que nem é idiota da terra nem nada, para o pescarem no meio da rua de uma qualquer comarca de Santa Pachacha de Assobio, e o obrigarem a ouvir esta poluição de palavreado ignóbil, vil, e pior do que tudo, profundamente mal cheiroso?
E estava eu a pensar se havia de suicidar-me ali mesmo quando a minha prima Ossétia (a querida prima Ossétia!))assomou à varanda a chamar-me para a ceia de toucinho com pão escuro e vinho caseiro e lá vou com mil desculpas com receio que a descrição do repasto não aguça-se apetites de Lambe-cús e Presidentes.
Já em casa, com uma mão no toucinho e outra na perna da prima Ossétia, ouvi o resfolegar do Mercedes a sobrepôr-se ao barulho típico do rebanho do tio Camilo que marchava rumo ao pasto.
Nota: Os factos relatados neste texto são rigorosamente verdadeiros com excepção do Lambe-cús e do sr. Presidente, pois toda a gente sabe que tais personagens só existem nos contos de fadas.
E estava eu a pensar se havia de suicidar-me ali mesmo quando a minha prima Ossétia (a querida prima Ossétia!))assomou à varanda a chamar-me para a ceia de toucinho com pão escuro e vinho caseiro e lá vou com mil desculpas com receio que a descrição do repasto não aguça-se apetites de Lambe-cús e Presidentes.
Já em casa, com uma mão no toucinho e outra na perna da prima Ossétia, ouvi o resfolegar do Mercedes a sobrepôr-se ao barulho típico do rebanho do tio Camilo que marchava rumo ao pasto.
Nota: Os factos relatados neste texto são rigorosamente verdadeiros com excepção do Lambe-cús e do sr. Presidente, pois toda a gente sabe que tais personagens só existem nos contos de fadas.
segunda-feira, agosto 22, 2005
NÃO HÁ FOGO SEM FUMO
Desde há uns tempos que ando desgostoso com este país, ou lá que isto é.
Nunca me considerei um prodígio lá porque comecei a perceber que isto é assim desde que levei as primeiras reguadas na primária. A entender que os aldrabões têm privilégios que todos os outros não têm. A compreender que ser espertalhão é que dá futuro. A constatar que a inteligência posta ao serviço dos que nos rodeiam só serve para acrescentar a palavra papalvo ao nome de batismo. A verificar que a matemática define claramente a regra da proporcionalidade aplicada à abestuntice, ou seja, quanto mais individualista e interesseiro um individuo o seja, mais sobe na vida deste país, ou lá o que isto é. A assumir que os ensinamentos paternais da honestidade e respeitabilidade pelos sentimentos puros afinal foram fruto de um grande equívoco que se revelaram desastrosos na vida desta sociedade.
Mas o mais grave é que chegado a este ponto, ao hoje deste país, ou lá o que isto é, já não me resta qualquer esperança de ver o parceiro do lado em atitude crítica actuante face ao outro parceiro do seu lado que permanentemente, e sem qualquer escrúpulo ou laivo de arrependimento, o amachuca, o engole, o enraba, o adraba ou o mata, mesmo que não fisicamente, pelo menos a nível do seu ser como pessoa.
É por isso que após hibernação, dei comigo a ouvir nas televisões e rádios que o país, ou lá o que isto é, estaria a arder.
Afinal não é bem assim. Aquela ténue esperança que isto estivesse para acabar por um fio de lume, afinal não passa de uma treta, uma grande treta. Basta subir ao Cristo Rei e ver que ainda está tudo para ser ardido.
Ora bolas!
Nunca me considerei um prodígio lá porque comecei a perceber que isto é assim desde que levei as primeiras reguadas na primária. A entender que os aldrabões têm privilégios que todos os outros não têm. A compreender que ser espertalhão é que dá futuro. A constatar que a inteligência posta ao serviço dos que nos rodeiam só serve para acrescentar a palavra papalvo ao nome de batismo. A verificar que a matemática define claramente a regra da proporcionalidade aplicada à abestuntice, ou seja, quanto mais individualista e interesseiro um individuo o seja, mais sobe na vida deste país, ou lá o que isto é. A assumir que os ensinamentos paternais da honestidade e respeitabilidade pelos sentimentos puros afinal foram fruto de um grande equívoco que se revelaram desastrosos na vida desta sociedade.
Mas o mais grave é que chegado a este ponto, ao hoje deste país, ou lá o que isto é, já não me resta qualquer esperança de ver o parceiro do lado em atitude crítica actuante face ao outro parceiro do seu lado que permanentemente, e sem qualquer escrúpulo ou laivo de arrependimento, o amachuca, o engole, o enraba, o adraba ou o mata, mesmo que não fisicamente, pelo menos a nível do seu ser como pessoa.
É por isso que após hibernação, dei comigo a ouvir nas televisões e rádios que o país, ou lá o que isto é, estaria a arder.
Afinal não é bem assim. Aquela ténue esperança que isto estivesse para acabar por um fio de lume, afinal não passa de uma treta, uma grande treta. Basta subir ao Cristo Rei e ver que ainda está tudo para ser ardido.
Ora bolas!
sábado, agosto 13, 2005
FÉRIAS!!!
Como qualquer índigena que se preze, também tenho direito às minhas férias. Como o Algarve se encontra cheio de merda inglesa e alemã, além da merda tuga que por lá abunda, e além de toda a merda em que o transformaram, este índigena uma vez mais vai cheirar outras merdas, quiçá muito mais bem cheirosas. Deixo uma vez mais a merda deste país entregue aos montes de merda que o governam, mais aos merda-secas que ainda têm orgulho nesta merda. Espero estar de volta no dia 30, esquecido da pestilência que esta merda deita.
Tenham boas férias, e se ficarem por cá não se esqueçam da mola no nariz.
Tenham boas férias, e se ficarem por cá não se esqueçam da mola no nariz.
terça-feira, agosto 09, 2005
Ainda o TGV
Quem tem a sorte de viajar no intercidades de Lisboa para o Porto, vai deparar com uma paisagem espectacular de entulho, barracas com telhados de chapa, ferro-velho, carros abandonados, paisagem ardida, enfim, o país visto das traseiras. Se é para continuarem com este estado de coisas quando o TGV estiver para aí a circular, o melhor é pararem já com o 2486º estudo sobre o bicho.
Mas de qualquer modo o pessoal daqui não vai ter papel para viajar no monstrengo. Nem para o pagar, certamente. Cá por mim estou a pensar sériamente em juntar alguns tostões para daqui a 15 anos poder apanhar o TGV no dia da inauguração e pirar-me daqui para fora em grande estilo. Só é pena ser tão tarde, e o futuro já nem a Deus pertence.
Mas de qualquer modo o pessoal daqui não vai ter papel para viajar no monstrengo. Nem para o pagar, certamente. Cá por mim estou a pensar sériamente em juntar alguns tostões para daqui a 15 anos poder apanhar o TGV no dia da inauguração e pirar-me daqui para fora em grande estilo. Só é pena ser tão tarde, e o futuro já nem a Deus pertence.
sexta-feira, agosto 05, 2005
EUREKA
Uma rapidinha.
Finalmente descobri porque este país não vai a lado nenhum!!!
Toda a gente conhece a velha frase "ou vai ou racha". Ora, excepto o Conde de White Castle, todo o português quer é racha, logo isto não vai.
QED (em latim quer dizer "e assim está demonstrado").
Boa noite.
Finalmente descobri porque este país não vai a lado nenhum!!!
Toda a gente conhece a velha frase "ou vai ou racha". Ora, excepto o Conde de White Castle, todo o português quer é racha, logo isto não vai.
QED (em latim quer dizer "e assim está demonstrado").
Boa noite.
Por sugestão do Timoneiro, apresento aqui o que este blogue pretende ser. O animal bem podia chamar-se Tripulação Maravilha.
http://www.netdisaster.com/go.php?mode=cow&control=on&url=http://cestodagavea.blogspot.com
http://www.netdisaster.com/go.php?mode=cow&control=on&url=http://cestodagavea.blogspot.com
quinta-feira, agosto 04, 2005
Crónicas de Verão II
À beira-mar algures numa qualquer praia deste país para lá da à-beira-crise
plantado. Uma canícula de rachar. A brasa é tanta que até assa canas à sombra.
Aos poucos e poucos começa-se a formar uma ilhota de chapéus de sol às cores
para todos os gostos. Impelido pela curiosidade, levanto o rabo da areia, arrastando a toalha,
disfarçando com um assobio e um olhar disfarçado para as gaivotas, infiltro-me na ilhota. Estendo a toalha, sento-me e passo a observar.
Ao meu lado esquerdo, um casal de velhotes, vestidos dos pés à cabeça, dormitam sentados em cadeiras de lona um de cada lado do chapéu aos quadrados azuis e amarelos, com berloques
pendurados, enquanto o netinho se entretem a despejar areia para dentro do saco da merenda, aterrando sandes, saladas e bolos. O vôvô abre, por instantes, um olho: O que é que estás a fazer, Joãozinho? Nada, avôzinho, só estou a brincar com a areia!
Do lado direito, o banhista típico portuga, acabadinho de poisar. Ele, +/- 45 anos, pança descomedida, a caír sobre a tanga, bem ao estilo machão, vai dando ordens com o cigarro ao canto da boca. Ela, a D. Micas, bem farta de mamas e de pneus, tudo isto encafuado num fato de banho do tempo da Maria Cachucha e três números abaixo do tamanho apropriado, cumprindo as ordens do sê home, tentando enterrar o chapéu na areia, estender as toalhas, montar as cadeiras, colocar os sacos junto, espalhar a tralha dos filhos, enquanto lhes vai dando
uns calduços. Cumprida que está a tarefa, ocupam o território e começa o relaxe. O casal é amante da leitura. O panças devora A Bola e o Record. A D. Micas, embrenha-se na Maria, na TV Guia e nos Signos. Das crianças, essa cambada, o puto lê o Harry Potter, enquanto escarafuncha o nariz em busca de macacos, que depois de transformados em bolinhas, atira, de seguida para cima da toalha do vizinho, aonde se já vai formando uma sementeira, que ele nem se apercebe porque dorme, roncando que nem um porco, após ter bebido um café com
cheirinho e um bagaço para o caminho. A mulher, sentada na toalha, com os olhos fixos no mar, recorda o tempo de casadinhos de fresco, ele todo galã e ela, um peso-pluma, 52 Kg de corpo cheio de curvas, e as "brincadeiras" dentro de água. A miuda, gorda, com a boca e mãos lambuzadas do bolo com chantilly, brinca com a Barbie, despindo-a e vestindo-a vezes sem fim. Cansa-se da brincadeira e vai até à borda de água. A D. Micas ouve a filha chorar e grita:
- Ó Vitas, vai ver o qu'é que a mnina tem, que t'á a chorari!
O puto, sem levantar os olhos do livro, responde:
- Tem areia na'ona!
O pai enfia-lhe um palmadão na carola e esboça um sorriso amarelo na minha direcção.
Á minha frente um par de namorados, trocam beijos e apalpões, intervalados com iogurtes e fruta.
Vou dar um mergulho. A água está óptima. Um casal arrasta os calcanhares na
areia e, de saquinho na mão, vão juntando as cadelinhas, que saem debaixo dos pés.
Um puto armado em malandro, mergulha de chapão na água, molhando-me todo.
Apetecia-me agarrá-lo pelos pés e enfiá-lo na água, de cabeça para baixo.
O casalinho do marmelanço dirige-se à água. O rapaz deve de estar a precisarde "resfriar", mas por pouco tempo, porque o rossanço recomeçou ali mesmo com a água pela cintura. Ai, que
tesão que o amor dá!
Volto para a toalha.
- "Bolinhas de Berlim ... quentiiiinhas!" Grita o homem que traz a caixa dos
bolos ao ombro. Grande alvoroço.
Os putos gritam : - Ó pai...quero uma bola! - Não! responde ele. "- Ó pai, vá lá,
compra uma bola ... fogo!"
Uns cedem outros não. Os sortudos correm na direcção do homem, lançando
areia por cima de tudo o que é toalhas e pessoas. Os outros, armam birra, berram que nem uns desalmados e levam na corneta para se acalmarem.
O roncos acorda, mal humorado, come uma sandes de presunto, mama uma bejeca, arrota, coça a tomatada e vai molhar os pés. A mulher, apática, mordisca uma maçã e volta à apatia.
O panças, a D. Micas e a prol começam a tomar balanço para ir até ao restaurante deitar a baixo uns entrecostos grelhados, com batatas fritas e uma garrafa de tintol para os dois e umas Coca-Colas para os putos.
Assim como cheguei, saio de mansinho, arrastando a toalha.
Olho para trás. A ilhota esfumaça-se no tempo e no espaço.
Biiiiiiiiiiiiii! Seis horas ... sacana do despertador.
1º kabodserviçoàpipa
plantado. Uma canícula de rachar. A brasa é tanta que até assa canas à sombra.
Aos poucos e poucos começa-se a formar uma ilhota de chapéus de sol às cores
para todos os gostos. Impelido pela curiosidade, levanto o rabo da areia, arrastando a toalha,
disfarçando com um assobio e um olhar disfarçado para as gaivotas, infiltro-me na ilhota. Estendo a toalha, sento-me e passo a observar.
Ao meu lado esquerdo, um casal de velhotes, vestidos dos pés à cabeça, dormitam sentados em cadeiras de lona um de cada lado do chapéu aos quadrados azuis e amarelos, com berloques
pendurados, enquanto o netinho se entretem a despejar areia para dentro do saco da merenda, aterrando sandes, saladas e bolos. O vôvô abre, por instantes, um olho: O que é que estás a fazer, Joãozinho? Nada, avôzinho, só estou a brincar com a areia!
Do lado direito, o banhista típico portuga, acabadinho de poisar. Ele, +/- 45 anos, pança descomedida, a caír sobre a tanga, bem ao estilo machão, vai dando ordens com o cigarro ao canto da boca. Ela, a D. Micas, bem farta de mamas e de pneus, tudo isto encafuado num fato de banho do tempo da Maria Cachucha e três números abaixo do tamanho apropriado, cumprindo as ordens do sê home, tentando enterrar o chapéu na areia, estender as toalhas, montar as cadeiras, colocar os sacos junto, espalhar a tralha dos filhos, enquanto lhes vai dando
uns calduços. Cumprida que está a tarefa, ocupam o território e começa o relaxe. O casal é amante da leitura. O panças devora A Bola e o Record. A D. Micas, embrenha-se na Maria, na TV Guia e nos Signos. Das crianças, essa cambada, o puto lê o Harry Potter, enquanto escarafuncha o nariz em busca de macacos, que depois de transformados em bolinhas, atira, de seguida para cima da toalha do vizinho, aonde se já vai formando uma sementeira, que ele nem se apercebe porque dorme, roncando que nem um porco, após ter bebido um café com
cheirinho e um bagaço para o caminho. A mulher, sentada na toalha, com os olhos fixos no mar, recorda o tempo de casadinhos de fresco, ele todo galã e ela, um peso-pluma, 52 Kg de corpo cheio de curvas, e as "brincadeiras" dentro de água. A miuda, gorda, com a boca e mãos lambuzadas do bolo com chantilly, brinca com a Barbie, despindo-a e vestindo-a vezes sem fim. Cansa-se da brincadeira e vai até à borda de água. A D. Micas ouve a filha chorar e grita:
- Ó Vitas, vai ver o qu'é que a mnina tem, que t'á a chorari!
O puto, sem levantar os olhos do livro, responde:
- Tem areia na'ona!
O pai enfia-lhe um palmadão na carola e esboça um sorriso amarelo na minha direcção.
Á minha frente um par de namorados, trocam beijos e apalpões, intervalados com iogurtes e fruta.
Vou dar um mergulho. A água está óptima. Um casal arrasta os calcanhares na
areia e, de saquinho na mão, vão juntando as cadelinhas, que saem debaixo dos pés.
Um puto armado em malandro, mergulha de chapão na água, molhando-me todo.
Apetecia-me agarrá-lo pelos pés e enfiá-lo na água, de cabeça para baixo.
O casalinho do marmelanço dirige-se à água. O rapaz deve de estar a precisarde "resfriar", mas por pouco tempo, porque o rossanço recomeçou ali mesmo com a água pela cintura. Ai, que
tesão que o amor dá!
Volto para a toalha.
- "Bolinhas de Berlim ... quentiiiinhas!" Grita o homem que traz a caixa dos
bolos ao ombro. Grande alvoroço.
Os putos gritam : - Ó pai...quero uma bola! - Não! responde ele. "- Ó pai, vá lá,
compra uma bola ... fogo!"
Uns cedem outros não. Os sortudos correm na direcção do homem, lançando
areia por cima de tudo o que é toalhas e pessoas. Os outros, armam birra, berram que nem uns desalmados e levam na corneta para se acalmarem.
O roncos acorda, mal humorado, come uma sandes de presunto, mama uma bejeca, arrota, coça a tomatada e vai molhar os pés. A mulher, apática, mordisca uma maçã e volta à apatia.
O panças, a D. Micas e a prol começam a tomar balanço para ir até ao restaurante deitar a baixo uns entrecostos grelhados, com batatas fritas e uma garrafa de tintol para os dois e umas Coca-Colas para os putos.
Assim como cheguei, saio de mansinho, arrastando a toalha.
Olho para trás. A ilhota esfumaça-se no tempo e no espaço.
Biiiiiiiiiiiiii! Seis horas ... sacana do despertador.
1º kabodserviçoàpipa
quarta-feira, agosto 03, 2005
Crónicas de Verão
No mês de Agosto este país encerra para férias, coisa sem importância uma vez que de há muito anos a está parte já se encontra fechado para balanço, esperando pelas conclusões finais de várias comissões de inquérito cozinhadas pelos nossos políticos.
Neste período de romarias é fácil encontrar o vendedor de banha da cobra, arte antiga que foi ultrapassada pelo ultra-moderno vendedor HABILIS-POLITICUS, mas os métodos não diferem muitos dos de antigamente.
Vamos pois visitar uma dessas feiras onde vários HB-POLITICUS vendem o seu produto.
- Ai meu povo, venham ver a pomada milagrosa OTARIUS, que desinflama a vista e faz crescer o cifrão! Produto confeccionado com ervas das matas de OTA! Na compra de uma embalagem ofereço um brinquedo TGV para os seus filhos e netos, tudo isto em suaves prestações mensais durante varias gerações!
Grande movimento, carrocéis , carrinhos de choque, roupas a metro e outro vendedor apregoa:
- Água-fresca, água-fresca, com este calor beba água AIQUELEVAS, pura cristalina das planícies Alentejanas! Produzida e engarrafada por nuestros hermanos, stock limitado! Na compra de uma garrafinha leva inteiramente grátis um talão de desconto para a idade da reforma!
Um outro grita a pleno pulmões:
- Tenho C'LOTES! Quem quer C'LOTES! Vendo C?LOTES, já aprovados para construção! Lindos espaços verdes com alguns buracos! Realize o seu sonho de ter uma quintinha, só aqui é que encontra esta magnifica oferta! Na compra de um lote leva sem pagar uma arroba de cortiça e um livro de orações ao Divino ESPIRITO SANTO!
Poeira, musica em altos berros, em cima de um escadote com um megafone na mão um HB-Politicus chama a atenção para o seu produto:
- Ultimo grito em combate aos incêndios! Proteja a sua casa, adquira um extintor marca ARDE! Não estou aqui para roubar nada a ninguém, e a prova disso é que tenho para oferecer isqueiros, acendalhas e até fogareiros para as sardinhadas, é só escolher meu povo!
Seja patriota, pois ao comprar um extintor ARDE está a contribuir para o desenvolvimento nacional da Industria área de combates aos incêndios e da construção civil !
Continuando a circular pela feira encontramos uma tendinha, onde se deitam cartas e se lê a sina, o futuro está negro para o ZÉ PAGANTE.
Num canto, e discretamente sentado em frente a uma secretária, um HB-POLITICUS anuncia nos painéis colocados por cima da sua cabeça que trata de qualquer documentação para investimentos e tem manuais que ensinam a lidar com a justiça em Portugal:
- Alvarás para MULTI-OCASONAIS! Com garantia de mínimo investimento e máximo rendimento, com oferta de fundos para formação e mão de obra barata! Explore agora e pague em suaves comissões!
Tenho aqui o célebre livro O Manual Judicial, contém tudo o que precisa de saber para arquivar processos judiciais em Portugal, obra muito útil para gestores públicos, fiscais das repartições de finanças, advogados, ex-governantes, empresários etc., comprem, comprem e ganhem uma viagem só de ida para o Brasi! Não se aceitam cheques!
Noticia de ultima Hora:
Os políticos portugueses concluíram o roteiro das romarias e foram a banhos para o Algarve.
As Capitanias do Algarve acabam de informar que foi detectada um mancha de merda em várias praias e que o ar está impregnado de um cheiro nauseabundo.
Sejam felizes e tenham boas Férias.
O Assomor
Neste período de romarias é fácil encontrar o vendedor de banha da cobra, arte antiga que foi ultrapassada pelo ultra-moderno vendedor HABILIS-POLITICUS, mas os métodos não diferem muitos dos de antigamente.
Vamos pois visitar uma dessas feiras onde vários HB-POLITICUS vendem o seu produto.
- Ai meu povo, venham ver a pomada milagrosa OTARIUS, que desinflama a vista e faz crescer o cifrão! Produto confeccionado com ervas das matas de OTA! Na compra de uma embalagem ofereço um brinquedo TGV para os seus filhos e netos, tudo isto em suaves prestações mensais durante varias gerações!
Grande movimento, carrocéis , carrinhos de choque, roupas a metro e outro vendedor apregoa:
- Água-fresca, água-fresca, com este calor beba água AIQUELEVAS, pura cristalina das planícies Alentejanas! Produzida e engarrafada por nuestros hermanos, stock limitado! Na compra de uma garrafinha leva inteiramente grátis um talão de desconto para a idade da reforma!
Um outro grita a pleno pulmões:
- Tenho C'LOTES! Quem quer C'LOTES! Vendo C?LOTES, já aprovados para construção! Lindos espaços verdes com alguns buracos! Realize o seu sonho de ter uma quintinha, só aqui é que encontra esta magnifica oferta! Na compra de um lote leva sem pagar uma arroba de cortiça e um livro de orações ao Divino ESPIRITO SANTO!
Poeira, musica em altos berros, em cima de um escadote com um megafone na mão um HB-Politicus chama a atenção para o seu produto:
- Ultimo grito em combate aos incêndios! Proteja a sua casa, adquira um extintor marca ARDE! Não estou aqui para roubar nada a ninguém, e a prova disso é que tenho para oferecer isqueiros, acendalhas e até fogareiros para as sardinhadas, é só escolher meu povo!
Seja patriota, pois ao comprar um extintor ARDE está a contribuir para o desenvolvimento nacional da Industria área de combates aos incêndios e da construção civil !
Continuando a circular pela feira encontramos uma tendinha, onde se deitam cartas e se lê a sina, o futuro está negro para o ZÉ PAGANTE.
Num canto, e discretamente sentado em frente a uma secretária, um HB-POLITICUS anuncia nos painéis colocados por cima da sua cabeça que trata de qualquer documentação para investimentos e tem manuais que ensinam a lidar com a justiça em Portugal:
- Alvarás para MULTI-OCASONAIS! Com garantia de mínimo investimento e máximo rendimento, com oferta de fundos para formação e mão de obra barata! Explore agora e pague em suaves comissões!
Tenho aqui o célebre livro O Manual Judicial, contém tudo o que precisa de saber para arquivar processos judiciais em Portugal, obra muito útil para gestores públicos, fiscais das repartições de finanças, advogados, ex-governantes, empresários etc., comprem, comprem e ganhem uma viagem só de ida para o Brasi! Não se aceitam cheques!
Noticia de ultima Hora:
Os políticos portugueses concluíram o roteiro das romarias e foram a banhos para o Algarve.
As Capitanias do Algarve acabam de informar que foi detectada um mancha de merda em várias praias e que o ar está impregnado de um cheiro nauseabundo.
Sejam felizes e tenham boas Férias.
O Assomor
terça-feira, agosto 02, 2005
Os candidatos
Isto é do camandro. Segundo parece vamos ter dois magníficos candidatos às eleições, o algarvio cuspidor e o chucha narcisista. Com o freitas e o alegre arredados para a 2º divisão lá vamos ter de aturar as poias cavaquistas e os arrotos soaristas. Se já não há quem se preste a bater-se por um tacho tão apetecível como a presidência da República, ao menos continuem com o Carnaval e vejam lá se conseguem convencer a Cinha Jardim, o Padre Borga ou o Marco Paulo a concorrerem. É que esta merda está a ficar um tédio, pôrra!
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