O gajo chamou-me, pôrra!, e logo agora, já noite cerrada, cansado da viagem ao Monte Ararat, faminto que nem um cão. Mas a curiosidade ganhou terreno ao ver que o Presidente estava acompanhado do Lambe-botas lá do sítio, sujeito viscoso, sempre de sorriso de orelha a orelha, e sempre pronto a dar grandes abraços de amizade mesmo a quem acabou de conhecer há 5 minutos. Tal duo, o Presidente mais o fiel Lambe-botas, e ainda o Motorista do Presidente que fumava um cigarrito encostado ao Mercedes com o motor ao ralenti, espicaçou-me a curiosidade. Para além dos cumprimentos da praxe e do abraço gorduroso do Lambe-botas, tais personagens em pose conspirativa numa rua secundária da aldeia tiveram o condão de me esticar as antenas e tentar descobrir o que estariam ali a fazer. Segundo a conversa, o jantar deveria ter sido bem regado, pois a verborreia começou a tomar caminhos ínvios pela boca do próprio Presidente, já que da boca de um lambe-botas esperam-se todo o tipo de dejectos. Dizia o homem que se o deixassem acabava já com os incêndios, que fazia não sei o quê, mais não sei o quantos, e quando lhe lembrei que ali mesmo no seu concelho, lavrava um incêndio bem jeitoso o homem só respondeu que o governo o tinha deixado de mãos atadas, que não podia fazer nada e etc.. O Lambe-botas escutava embevecido com a argumentação e ripostou dizendo que o Sr. Presidenete era o maior, que já tinha feito muito pelo concelho, e que devia ir para ministro, embora por lá tenha passado de fugida há uns anos atrás. O Presidente, homem pragmático, respondeu que não, ali é que estava bem, já tinha trabalho feito, umas rotundas com relva e estatuetas avant-garde, uma passagem de nível eliminada, um pavilhão multi-usos sem qualquer uso, umas florzinhas plantadas à entrada de algumas aldeias circundantes, e o Lambe-botas a dizer que sim, senhor, nunca se vira nada assim no concelho, e eu com o vómito a subir-me pelo esófago acima, e suores frios a escorrerem-me pelas costas abaixo, enquanto pensava no pessoal da terra sem saneamento básico, sem apoio à 3ª idade, sem saúde que se visse. Mas estas coisas não são para serem feitas, se fossem feitas deixavam de ser promessas para políticos e aí deixava de haver caça ao voto. Quem já ganhou eleições a prometer rotundas à entrada e saída das povoções e uns malmequeres ranhosos plantados no caminho? E a conversa continua, descamba para as presidenciais, e aí o Lambe-botas transforma-se em Lambe-cús e canta loas ao Cavaco, e pede opinião ao Presidente sobre a candidatura da múmia de Boliqueime, e o Presidente desanca no Bochechas, e diz que tudo não passa de uma conspiração desde que o Sampaio correu com o Pedro, sim o meu amigo do peito Pedro, correligionário de muitas noitadas, um incompreendido. E já nesta altura o Lambe-botas, perdão!, o Lambe-cús está pronto a fazer sexo oral com o Presidente se este lho pedir, e o motorista já acende os cigarros uns nos outros, e o Mercedes continua a gastar o gasóleo da comunidade, e eu já me coço e arranho e já duvido se sairei ileso desta conversa para a qual fui chamado sem ser ouvido. Mas o que pensam estes gajos de um idiota, que nem é idiota da terra nem nada, para o pescarem no meio da rua de uma qualquer comarca de Santa Pachacha de Assobio, e o obrigarem a ouvir esta poluição de palavreado ignóbil, vil, e pior do que tudo, profundamente mal cheiroso?
E estava eu a pensar se havia de suicidar-me ali mesmo quando a minha prima Ossétia (a querida prima Ossétia!))assomou à varanda a chamar-me para a ceia de toucinho com pão escuro e vinho caseiro e lá vou com mil desculpas com receio que a descrição do repasto não aguça-se apetites de Lambe-cús e Presidentes.
Já em casa, com uma mão no toucinho e outra na perna da prima Ossétia, ouvi o resfolegar do Mercedes a sobrepôr-se ao barulho típico do rebanho do tio Camilo que marchava rumo ao pasto.
Nota: Os factos relatados neste texto são rigorosamente verdadeiros com excepção do Lambe-cús e do sr. Presidente, pois toda a gente sabe que tais personagens só existem nos contos de fadas.
sexta-feira, setembro 02, 2005
segunda-feira, agosto 22, 2005
NÃO HÁ FOGO SEM FUMO
Desde há uns tempos que ando desgostoso com este país, ou lá que isto é.
Nunca me considerei um prodígio lá porque comecei a perceber que isto é assim desde que levei as primeiras reguadas na primária. A entender que os aldrabões têm privilégios que todos os outros não têm. A compreender que ser espertalhão é que dá futuro. A constatar que a inteligência posta ao serviço dos que nos rodeiam só serve para acrescentar a palavra papalvo ao nome de batismo. A verificar que a matemática define claramente a regra da proporcionalidade aplicada à abestuntice, ou seja, quanto mais individualista e interesseiro um individuo o seja, mais sobe na vida deste país, ou lá o que isto é. A assumir que os ensinamentos paternais da honestidade e respeitabilidade pelos sentimentos puros afinal foram fruto de um grande equívoco que se revelaram desastrosos na vida desta sociedade.
Mas o mais grave é que chegado a este ponto, ao hoje deste país, ou lá o que isto é, já não me resta qualquer esperança de ver o parceiro do lado em atitude crítica actuante face ao outro parceiro do seu lado que permanentemente, e sem qualquer escrúpulo ou laivo de arrependimento, o amachuca, o engole, o enraba, o adraba ou o mata, mesmo que não fisicamente, pelo menos a nível do seu ser como pessoa.
É por isso que após hibernação, dei comigo a ouvir nas televisões e rádios que o país, ou lá o que isto é, estaria a arder.
Afinal não é bem assim. Aquela ténue esperança que isto estivesse para acabar por um fio de lume, afinal não passa de uma treta, uma grande treta. Basta subir ao Cristo Rei e ver que ainda está tudo para ser ardido.
Ora bolas!
Nunca me considerei um prodígio lá porque comecei a perceber que isto é assim desde que levei as primeiras reguadas na primária. A entender que os aldrabões têm privilégios que todos os outros não têm. A compreender que ser espertalhão é que dá futuro. A constatar que a inteligência posta ao serviço dos que nos rodeiam só serve para acrescentar a palavra papalvo ao nome de batismo. A verificar que a matemática define claramente a regra da proporcionalidade aplicada à abestuntice, ou seja, quanto mais individualista e interesseiro um individuo o seja, mais sobe na vida deste país, ou lá o que isto é. A assumir que os ensinamentos paternais da honestidade e respeitabilidade pelos sentimentos puros afinal foram fruto de um grande equívoco que se revelaram desastrosos na vida desta sociedade.
Mas o mais grave é que chegado a este ponto, ao hoje deste país, ou lá o que isto é, já não me resta qualquer esperança de ver o parceiro do lado em atitude crítica actuante face ao outro parceiro do seu lado que permanentemente, e sem qualquer escrúpulo ou laivo de arrependimento, o amachuca, o engole, o enraba, o adraba ou o mata, mesmo que não fisicamente, pelo menos a nível do seu ser como pessoa.
É por isso que após hibernação, dei comigo a ouvir nas televisões e rádios que o país, ou lá o que isto é, estaria a arder.
Afinal não é bem assim. Aquela ténue esperança que isto estivesse para acabar por um fio de lume, afinal não passa de uma treta, uma grande treta. Basta subir ao Cristo Rei e ver que ainda está tudo para ser ardido.
Ora bolas!
sábado, agosto 13, 2005
FÉRIAS!!!
Como qualquer índigena que se preze, também tenho direito às minhas férias. Como o Algarve se encontra cheio de merda inglesa e alemã, além da merda tuga que por lá abunda, e além de toda a merda em que o transformaram, este índigena uma vez mais vai cheirar outras merdas, quiçá muito mais bem cheirosas. Deixo uma vez mais a merda deste país entregue aos montes de merda que o governam, mais aos merda-secas que ainda têm orgulho nesta merda. Espero estar de volta no dia 30, esquecido da pestilência que esta merda deita.
Tenham boas férias, e se ficarem por cá não se esqueçam da mola no nariz.
Tenham boas férias, e se ficarem por cá não se esqueçam da mola no nariz.
terça-feira, agosto 09, 2005
Ainda o TGV
Quem tem a sorte de viajar no intercidades de Lisboa para o Porto, vai deparar com uma paisagem espectacular de entulho, barracas com telhados de chapa, ferro-velho, carros abandonados, paisagem ardida, enfim, o país visto das traseiras. Se é para continuarem com este estado de coisas quando o TGV estiver para aí a circular, o melhor é pararem já com o 2486º estudo sobre o bicho.
Mas de qualquer modo o pessoal daqui não vai ter papel para viajar no monstrengo. Nem para o pagar, certamente. Cá por mim estou a pensar sériamente em juntar alguns tostões para daqui a 15 anos poder apanhar o TGV no dia da inauguração e pirar-me daqui para fora em grande estilo. Só é pena ser tão tarde, e o futuro já nem a Deus pertence.
Mas de qualquer modo o pessoal daqui não vai ter papel para viajar no monstrengo. Nem para o pagar, certamente. Cá por mim estou a pensar sériamente em juntar alguns tostões para daqui a 15 anos poder apanhar o TGV no dia da inauguração e pirar-me daqui para fora em grande estilo. Só é pena ser tão tarde, e o futuro já nem a Deus pertence.
sexta-feira, agosto 05, 2005
EUREKA
Uma rapidinha.
Finalmente descobri porque este país não vai a lado nenhum!!!
Toda a gente conhece a velha frase "ou vai ou racha". Ora, excepto o Conde de White Castle, todo o português quer é racha, logo isto não vai.
QED (em latim quer dizer "e assim está demonstrado").
Boa noite.
Finalmente descobri porque este país não vai a lado nenhum!!!
Toda a gente conhece a velha frase "ou vai ou racha". Ora, excepto o Conde de White Castle, todo o português quer é racha, logo isto não vai.
QED (em latim quer dizer "e assim está demonstrado").
Boa noite.
Por sugestão do Timoneiro, apresento aqui o que este blogue pretende ser. O animal bem podia chamar-se Tripulação Maravilha.
http://www.netdisaster.com/go.php?mode=cow&control=on&url=http://cestodagavea.blogspot.com
http://www.netdisaster.com/go.php?mode=cow&control=on&url=http://cestodagavea.blogspot.com
quinta-feira, agosto 04, 2005
Crónicas de Verão II
À beira-mar algures numa qualquer praia deste país para lá da à-beira-crise
plantado. Uma canícula de rachar. A brasa é tanta que até assa canas à sombra.
Aos poucos e poucos começa-se a formar uma ilhota de chapéus de sol às cores
para todos os gostos. Impelido pela curiosidade, levanto o rabo da areia, arrastando a toalha,
disfarçando com um assobio e um olhar disfarçado para as gaivotas, infiltro-me na ilhota. Estendo a toalha, sento-me e passo a observar.
Ao meu lado esquerdo, um casal de velhotes, vestidos dos pés à cabeça, dormitam sentados em cadeiras de lona um de cada lado do chapéu aos quadrados azuis e amarelos, com berloques
pendurados, enquanto o netinho se entretem a despejar areia para dentro do saco da merenda, aterrando sandes, saladas e bolos. O vôvô abre, por instantes, um olho: O que é que estás a fazer, Joãozinho? Nada, avôzinho, só estou a brincar com a areia!
Do lado direito, o banhista típico portuga, acabadinho de poisar. Ele, +/- 45 anos, pança descomedida, a caír sobre a tanga, bem ao estilo machão, vai dando ordens com o cigarro ao canto da boca. Ela, a D. Micas, bem farta de mamas e de pneus, tudo isto encafuado num fato de banho do tempo da Maria Cachucha e três números abaixo do tamanho apropriado, cumprindo as ordens do sê home, tentando enterrar o chapéu na areia, estender as toalhas, montar as cadeiras, colocar os sacos junto, espalhar a tralha dos filhos, enquanto lhes vai dando
uns calduços. Cumprida que está a tarefa, ocupam o território e começa o relaxe. O casal é amante da leitura. O panças devora A Bola e o Record. A D. Micas, embrenha-se na Maria, na TV Guia e nos Signos. Das crianças, essa cambada, o puto lê o Harry Potter, enquanto escarafuncha o nariz em busca de macacos, que depois de transformados em bolinhas, atira, de seguida para cima da toalha do vizinho, aonde se já vai formando uma sementeira, que ele nem se apercebe porque dorme, roncando que nem um porco, após ter bebido um café com
cheirinho e um bagaço para o caminho. A mulher, sentada na toalha, com os olhos fixos no mar, recorda o tempo de casadinhos de fresco, ele todo galã e ela, um peso-pluma, 52 Kg de corpo cheio de curvas, e as "brincadeiras" dentro de água. A miuda, gorda, com a boca e mãos lambuzadas do bolo com chantilly, brinca com a Barbie, despindo-a e vestindo-a vezes sem fim. Cansa-se da brincadeira e vai até à borda de água. A D. Micas ouve a filha chorar e grita:
- Ó Vitas, vai ver o qu'é que a mnina tem, que t'á a chorari!
O puto, sem levantar os olhos do livro, responde:
- Tem areia na'ona!
O pai enfia-lhe um palmadão na carola e esboça um sorriso amarelo na minha direcção.
Á minha frente um par de namorados, trocam beijos e apalpões, intervalados com iogurtes e fruta.
Vou dar um mergulho. A água está óptima. Um casal arrasta os calcanhares na
areia e, de saquinho na mão, vão juntando as cadelinhas, que saem debaixo dos pés.
Um puto armado em malandro, mergulha de chapão na água, molhando-me todo.
Apetecia-me agarrá-lo pelos pés e enfiá-lo na água, de cabeça para baixo.
O casalinho do marmelanço dirige-se à água. O rapaz deve de estar a precisarde "resfriar", mas por pouco tempo, porque o rossanço recomeçou ali mesmo com a água pela cintura. Ai, que
tesão que o amor dá!
Volto para a toalha.
- "Bolinhas de Berlim ... quentiiiinhas!" Grita o homem que traz a caixa dos
bolos ao ombro. Grande alvoroço.
Os putos gritam : - Ó pai...quero uma bola! - Não! responde ele. "- Ó pai, vá lá,
compra uma bola ... fogo!"
Uns cedem outros não. Os sortudos correm na direcção do homem, lançando
areia por cima de tudo o que é toalhas e pessoas. Os outros, armam birra, berram que nem uns desalmados e levam na corneta para se acalmarem.
O roncos acorda, mal humorado, come uma sandes de presunto, mama uma bejeca, arrota, coça a tomatada e vai molhar os pés. A mulher, apática, mordisca uma maçã e volta à apatia.
O panças, a D. Micas e a prol começam a tomar balanço para ir até ao restaurante deitar a baixo uns entrecostos grelhados, com batatas fritas e uma garrafa de tintol para os dois e umas Coca-Colas para os putos.
Assim como cheguei, saio de mansinho, arrastando a toalha.
Olho para trás. A ilhota esfumaça-se no tempo e no espaço.
Biiiiiiiiiiiiii! Seis horas ... sacana do despertador.
1º kabodserviçoàpipa
plantado. Uma canícula de rachar. A brasa é tanta que até assa canas à sombra.
Aos poucos e poucos começa-se a formar uma ilhota de chapéus de sol às cores
para todos os gostos. Impelido pela curiosidade, levanto o rabo da areia, arrastando a toalha,
disfarçando com um assobio e um olhar disfarçado para as gaivotas, infiltro-me na ilhota. Estendo a toalha, sento-me e passo a observar.
Ao meu lado esquerdo, um casal de velhotes, vestidos dos pés à cabeça, dormitam sentados em cadeiras de lona um de cada lado do chapéu aos quadrados azuis e amarelos, com berloques
pendurados, enquanto o netinho se entretem a despejar areia para dentro do saco da merenda, aterrando sandes, saladas e bolos. O vôvô abre, por instantes, um olho: O que é que estás a fazer, Joãozinho? Nada, avôzinho, só estou a brincar com a areia!
Do lado direito, o banhista típico portuga, acabadinho de poisar. Ele, +/- 45 anos, pança descomedida, a caír sobre a tanga, bem ao estilo machão, vai dando ordens com o cigarro ao canto da boca. Ela, a D. Micas, bem farta de mamas e de pneus, tudo isto encafuado num fato de banho do tempo da Maria Cachucha e três números abaixo do tamanho apropriado, cumprindo as ordens do sê home, tentando enterrar o chapéu na areia, estender as toalhas, montar as cadeiras, colocar os sacos junto, espalhar a tralha dos filhos, enquanto lhes vai dando
uns calduços. Cumprida que está a tarefa, ocupam o território e começa o relaxe. O casal é amante da leitura. O panças devora A Bola e o Record. A D. Micas, embrenha-se na Maria, na TV Guia e nos Signos. Das crianças, essa cambada, o puto lê o Harry Potter, enquanto escarafuncha o nariz em busca de macacos, que depois de transformados em bolinhas, atira, de seguida para cima da toalha do vizinho, aonde se já vai formando uma sementeira, que ele nem se apercebe porque dorme, roncando que nem um porco, após ter bebido um café com
cheirinho e um bagaço para o caminho. A mulher, sentada na toalha, com os olhos fixos no mar, recorda o tempo de casadinhos de fresco, ele todo galã e ela, um peso-pluma, 52 Kg de corpo cheio de curvas, e as "brincadeiras" dentro de água. A miuda, gorda, com a boca e mãos lambuzadas do bolo com chantilly, brinca com a Barbie, despindo-a e vestindo-a vezes sem fim. Cansa-se da brincadeira e vai até à borda de água. A D. Micas ouve a filha chorar e grita:
- Ó Vitas, vai ver o qu'é que a mnina tem, que t'á a chorari!
O puto, sem levantar os olhos do livro, responde:
- Tem areia na'ona!
O pai enfia-lhe um palmadão na carola e esboça um sorriso amarelo na minha direcção.
Á minha frente um par de namorados, trocam beijos e apalpões, intervalados com iogurtes e fruta.
Vou dar um mergulho. A água está óptima. Um casal arrasta os calcanhares na
areia e, de saquinho na mão, vão juntando as cadelinhas, que saem debaixo dos pés.
Um puto armado em malandro, mergulha de chapão na água, molhando-me todo.
Apetecia-me agarrá-lo pelos pés e enfiá-lo na água, de cabeça para baixo.
O casalinho do marmelanço dirige-se à água. O rapaz deve de estar a precisarde "resfriar", mas por pouco tempo, porque o rossanço recomeçou ali mesmo com a água pela cintura. Ai, que
tesão que o amor dá!
Volto para a toalha.
- "Bolinhas de Berlim ... quentiiiinhas!" Grita o homem que traz a caixa dos
bolos ao ombro. Grande alvoroço.
Os putos gritam : - Ó pai...quero uma bola! - Não! responde ele. "- Ó pai, vá lá,
compra uma bola ... fogo!"
Uns cedem outros não. Os sortudos correm na direcção do homem, lançando
areia por cima de tudo o que é toalhas e pessoas. Os outros, armam birra, berram que nem uns desalmados e levam na corneta para se acalmarem.
O roncos acorda, mal humorado, come uma sandes de presunto, mama uma bejeca, arrota, coça a tomatada e vai molhar os pés. A mulher, apática, mordisca uma maçã e volta à apatia.
O panças, a D. Micas e a prol começam a tomar balanço para ir até ao restaurante deitar a baixo uns entrecostos grelhados, com batatas fritas e uma garrafa de tintol para os dois e umas Coca-Colas para os putos.
Assim como cheguei, saio de mansinho, arrastando a toalha.
Olho para trás. A ilhota esfumaça-se no tempo e no espaço.
Biiiiiiiiiiiiii! Seis horas ... sacana do despertador.
1º kabodserviçoàpipa
quarta-feira, agosto 03, 2005
Crónicas de Verão
No mês de Agosto este país encerra para férias, coisa sem importância uma vez que de há muito anos a está parte já se encontra fechado para balanço, esperando pelas conclusões finais de várias comissões de inquérito cozinhadas pelos nossos políticos.
Neste período de romarias é fácil encontrar o vendedor de banha da cobra, arte antiga que foi ultrapassada pelo ultra-moderno vendedor HABILIS-POLITICUS, mas os métodos não diferem muitos dos de antigamente.
Vamos pois visitar uma dessas feiras onde vários HB-POLITICUS vendem o seu produto.
- Ai meu povo, venham ver a pomada milagrosa OTARIUS, que desinflama a vista e faz crescer o cifrão! Produto confeccionado com ervas das matas de OTA! Na compra de uma embalagem ofereço um brinquedo TGV para os seus filhos e netos, tudo isto em suaves prestações mensais durante varias gerações!
Grande movimento, carrocéis , carrinhos de choque, roupas a metro e outro vendedor apregoa:
- Água-fresca, água-fresca, com este calor beba água AIQUELEVAS, pura cristalina das planícies Alentejanas! Produzida e engarrafada por nuestros hermanos, stock limitado! Na compra de uma garrafinha leva inteiramente grátis um talão de desconto para a idade da reforma!
Um outro grita a pleno pulmões:
- Tenho C'LOTES! Quem quer C'LOTES! Vendo C?LOTES, já aprovados para construção! Lindos espaços verdes com alguns buracos! Realize o seu sonho de ter uma quintinha, só aqui é que encontra esta magnifica oferta! Na compra de um lote leva sem pagar uma arroba de cortiça e um livro de orações ao Divino ESPIRITO SANTO!
Poeira, musica em altos berros, em cima de um escadote com um megafone na mão um HB-Politicus chama a atenção para o seu produto:
- Ultimo grito em combate aos incêndios! Proteja a sua casa, adquira um extintor marca ARDE! Não estou aqui para roubar nada a ninguém, e a prova disso é que tenho para oferecer isqueiros, acendalhas e até fogareiros para as sardinhadas, é só escolher meu povo!
Seja patriota, pois ao comprar um extintor ARDE está a contribuir para o desenvolvimento nacional da Industria área de combates aos incêndios e da construção civil !
Continuando a circular pela feira encontramos uma tendinha, onde se deitam cartas e se lê a sina, o futuro está negro para o ZÉ PAGANTE.
Num canto, e discretamente sentado em frente a uma secretária, um HB-POLITICUS anuncia nos painéis colocados por cima da sua cabeça que trata de qualquer documentação para investimentos e tem manuais que ensinam a lidar com a justiça em Portugal:
- Alvarás para MULTI-OCASONAIS! Com garantia de mínimo investimento e máximo rendimento, com oferta de fundos para formação e mão de obra barata! Explore agora e pague em suaves comissões!
Tenho aqui o célebre livro O Manual Judicial, contém tudo o que precisa de saber para arquivar processos judiciais em Portugal, obra muito útil para gestores públicos, fiscais das repartições de finanças, advogados, ex-governantes, empresários etc., comprem, comprem e ganhem uma viagem só de ida para o Brasi! Não se aceitam cheques!
Noticia de ultima Hora:
Os políticos portugueses concluíram o roteiro das romarias e foram a banhos para o Algarve.
As Capitanias do Algarve acabam de informar que foi detectada um mancha de merda em várias praias e que o ar está impregnado de um cheiro nauseabundo.
Sejam felizes e tenham boas Férias.
O Assomor
Neste período de romarias é fácil encontrar o vendedor de banha da cobra, arte antiga que foi ultrapassada pelo ultra-moderno vendedor HABILIS-POLITICUS, mas os métodos não diferem muitos dos de antigamente.
Vamos pois visitar uma dessas feiras onde vários HB-POLITICUS vendem o seu produto.
- Ai meu povo, venham ver a pomada milagrosa OTARIUS, que desinflama a vista e faz crescer o cifrão! Produto confeccionado com ervas das matas de OTA! Na compra de uma embalagem ofereço um brinquedo TGV para os seus filhos e netos, tudo isto em suaves prestações mensais durante varias gerações!
Grande movimento, carrocéis , carrinhos de choque, roupas a metro e outro vendedor apregoa:
- Água-fresca, água-fresca, com este calor beba água AIQUELEVAS, pura cristalina das planícies Alentejanas! Produzida e engarrafada por nuestros hermanos, stock limitado! Na compra de uma garrafinha leva inteiramente grátis um talão de desconto para a idade da reforma!
Um outro grita a pleno pulmões:
- Tenho C'LOTES! Quem quer C'LOTES! Vendo C?LOTES, já aprovados para construção! Lindos espaços verdes com alguns buracos! Realize o seu sonho de ter uma quintinha, só aqui é que encontra esta magnifica oferta! Na compra de um lote leva sem pagar uma arroba de cortiça e um livro de orações ao Divino ESPIRITO SANTO!
Poeira, musica em altos berros, em cima de um escadote com um megafone na mão um HB-Politicus chama a atenção para o seu produto:
- Ultimo grito em combate aos incêndios! Proteja a sua casa, adquira um extintor marca ARDE! Não estou aqui para roubar nada a ninguém, e a prova disso é que tenho para oferecer isqueiros, acendalhas e até fogareiros para as sardinhadas, é só escolher meu povo!
Seja patriota, pois ao comprar um extintor ARDE está a contribuir para o desenvolvimento nacional da Industria área de combates aos incêndios e da construção civil !
Continuando a circular pela feira encontramos uma tendinha, onde se deitam cartas e se lê a sina, o futuro está negro para o ZÉ PAGANTE.
Num canto, e discretamente sentado em frente a uma secretária, um HB-POLITICUS anuncia nos painéis colocados por cima da sua cabeça que trata de qualquer documentação para investimentos e tem manuais que ensinam a lidar com a justiça em Portugal:
- Alvarás para MULTI-OCASONAIS! Com garantia de mínimo investimento e máximo rendimento, com oferta de fundos para formação e mão de obra barata! Explore agora e pague em suaves comissões!
Tenho aqui o célebre livro O Manual Judicial, contém tudo o que precisa de saber para arquivar processos judiciais em Portugal, obra muito útil para gestores públicos, fiscais das repartições de finanças, advogados, ex-governantes, empresários etc., comprem, comprem e ganhem uma viagem só de ida para o Brasi! Não se aceitam cheques!
Noticia de ultima Hora:
Os políticos portugueses concluíram o roteiro das romarias e foram a banhos para o Algarve.
As Capitanias do Algarve acabam de informar que foi detectada um mancha de merda em várias praias e que o ar está impregnado de um cheiro nauseabundo.
Sejam felizes e tenham boas Férias.
O Assomor
terça-feira, agosto 02, 2005
Os candidatos
Isto é do camandro. Segundo parece vamos ter dois magníficos candidatos às eleições, o algarvio cuspidor e o chucha narcisista. Com o freitas e o alegre arredados para a 2º divisão lá vamos ter de aturar as poias cavaquistas e os arrotos soaristas. Se já não há quem se preste a bater-se por um tacho tão apetecível como a presidência da República, ao menos continuem com o Carnaval e vejam lá se conseguem convencer a Cinha Jardim, o Padre Borga ou o Marco Paulo a concorrerem. É que esta merda está a ficar um tédio, pôrra!
domingo, julho 31, 2005
Os Condóminos
É um drama ser um país periférico! Durante quase 50 anos a bosta salazarista transformou este país no melhor dos paraísos, fechado ao mundo, inventando a anedota do "jardim à beira mar plantado", e agora, 30 anos depois da já esquecida revolução dos cravos, continuamos a querer viver no melhor dos paraísos, no melhor e mais bonito país do mundo e arredores, uma reserva de bimbos e pato-bravos cercados de oceano e castelhanos de onde, segundo se diz, não vem "nem bom vento nem bom casamento".
Vem isto a propósito daquela aldeia nos arredores de Felgueiras cujos duzentos e tal habitantes se associaram para jogar no euromilhões, facto não criticável não fora o destino a dar ao dinheirinho do prémio, caso a sorte lhes batesse à porta. Nada mais nada menos que transformar a dita aldeia em quê? Pasme-se: num CONDOMÍNIO FECHADO!!!
Decerto que estes pacatos aldeões estão convencidos que a sua pacata aldeia é um perfeito paraíso, tão perfeito de deve ser fechado ao mundo e arredores, para não ser conspurcado pela barbárie promotora da insegurança, que não lhes permite ver a telenovela a tempo e horas, o folhetim da Fátima tão querida que se abotoou com alguns milhões do alheio e se pirou para os brasis em gozo de férias prolongadas, ou, quem sabe, para prevenir qualquer arrastão de gambusinos em excursão de fim de semana.
Será que esta atitude é um sintoma do nosso atraso cultural? Depois de muitos cabelos arrancados à força de tentar perceber estes aldeões, cheguei à triste conclusão que também o excesso de kultura que abunda nos doutores e engenheiros que têm desgovernado este quintal e as espectaculares empresas por onde foram vegetando, cobrando chorudos ordenados e invejáveis reformas, também pretendem viver em condomínios fechados, isolados dos problemas da plebe e do mundo cão tão longe da sua porta.
Tirando alguns muito poucos cidadãos que têm o privilégio de pensar pela sua própria cabeça, e nas suas visitas à estranja verificarem as abissais diferenças que nos separam dos comparsas europeus, todos os outros que amealham uns cobres para vegetarem nas praias de Cancun, Punta Cana ou Phuket, protegidos da barbárie autóctone por seguranças armados de metralhadora, fazem por lá o mesmo que fariam por cá se passassem férias na Caparica ou no esterco de Albufeira, embora com água mais quentinha e transparente. E depois voltam muito bronzeados, muito tropicais e muito alarves, e dizem que ricas férias, mas já tinham muitas saudades do querido Portugal, ainda que o Portugal para eles não passe da quinta no Alentejo, da marina de Vilamoura, ou no condomínio Casas da Villa, Morro do Infante ou da puta que os pariu.
Não estivesse a lusa terra situada na ponta do esfíncter da Europa, e estes índigenas já teriam aprendido alguma coisa com franceses, suíços, holandeses, alemães, dinamarqueses ou qualquer outro povo bárbaro, e porque não, com os nuestros hermanos.
Se a canalha que vive à conta do canudo não passa de uma massa amorfa em permanente adoração do próprio umbigo, o que é que se pode esperar dos duzentos e tal habitantes da aldeia nos arredores de Felgueiras que, na sua maioria, só vê Braga por um canudo? Uma revolução cultural?
O país que se acha o melhor do mundo por possuir mais telemóveis que habitantes, só merece viver isolado num condomínio fechado, não para se proteger, mas para proteger os que estão de fora de algum possível contágio. E nos raros momentos de visitas guiadas permitir o bombardeamento dos condóminos por toda a espécie de fruta podre.
sábado, julho 30, 2005
Mais do mesmo
Pois é!
Mudaram esta merda, pintaram o cesto da gavea de novo e puseram-lhe uns gadgets. Ou seja, em tecnoguês, melhoraram o user-interface tornando-o mais user friendly!!.
Mas continuam a ser os mesmos idiotas a escrever o mesmo tipo de baboseiras.
Prontos - já descarreguei.
Li no outro dia no jornal Destak um artigo no espaço "Doutoramento em Tachos e Panelas" escrito por uma senhora (e trato-a por "senhora" para a ofender) Brites de ALmeida.
Dizia ela que, numa universidade foi pedido um trabalho sobre o tema "Motivações" e que todos os trabalhos apresentados só falavam em duas: SEXO e $$$$$$.
Depois começa a fazer elocubrações sobre grandes amores e eteceteras.
Ora tenho a dizer que:
- se esses filhos dos papás só pensam em sexo e $$ então devem estar a tirar um curso de putas, chulos ou paneleiros, pois são os que juntam estes dois temas.
- também podem estar na política pois esses, por $$$, fodem-nos a torto e a direito.
Conclusão - a universidade só podia ser a de DIREITO.
Quanto aos "grandes amores" a senhora concerteza confundiu-os com a foda que dá com os gajos com 25 cm ou mais dele.
Mudaram esta merda, pintaram o cesto da gavea de novo e puseram-lhe uns gadgets. Ou seja, em tecnoguês, melhoraram o user-interface tornando-o mais user friendly!!.
Mas continuam a ser os mesmos idiotas a escrever o mesmo tipo de baboseiras.
Prontos - já descarreguei.
Li no outro dia no jornal Destak um artigo no espaço "Doutoramento em Tachos e Panelas" escrito por uma senhora (e trato-a por "senhora" para a ofender) Brites de ALmeida.
Dizia ela que, numa universidade foi pedido um trabalho sobre o tema "Motivações" e que todos os trabalhos apresentados só falavam em duas: SEXO e $$$$$$.
Depois começa a fazer elocubrações sobre grandes amores e eteceteras.
Ora tenho a dizer que:
- se esses filhos dos papás só pensam em sexo e $$ então devem estar a tirar um curso de putas, chulos ou paneleiros, pois são os que juntam estes dois temas.
- também podem estar na política pois esses, por $$$, fodem-nos a torto e a direito.
Conclusão - a universidade só podia ser a de DIREITO.
Quanto aos "grandes amores" a senhora concerteza confundiu-os com a foda que dá com os gajos com 25 cm ou mais dele.
quarta-feira, julho 27, 2005
quinta-feira, julho 21, 2005
PÔRRA !
Quando uma pessoa já estava habituada a este blog, com aquelas cores de mar que lhe traziam o sabor dos oceanos, com uma apresentação digna de uma Tripulação Maravilha que se preza, com um aspecto gráfico que era imagem de marca do bom gosto e reflexo de muitas horas perdidas por quem lhe deu forma....pimba, vai de atirar tudo para o lixo e desenhar novas cores! E para que não haja dúvidas, aí está o ímpeto feroz do mau gosto a pontuar este belo blog: cores de cú europeu em fundo de baba de safio!
Com tantas cores que existem, pois logo haviam de escolher as cores da merda, precisamente aquelas que foram adoptadas pelos escolhos da sociedade para enfeitarem os seus autos de fé partidários.
Mas porquê? Só para ser diferente do que existia? Apenas para dar uma mensagem de que também somos democratas da treta?
Não me resigno à alteração e desde já aviso: se puserem as minhas letrinhas numa dessa cores de merda, telefono para a alkeda e mando vir uns quantos democratas bombistas para espatifarem este blog!!
Mas pronto, mais vale um blog assim que um blog assado! Ao menos ponham de novo o nº de palermas que visitam esta coisa. Sempre dá um nice. E os meus parabéns ao Timoneiro pelas noites de sono perdidas para que a TM tenha um blog e um site, mesmo que a luz da vela não seja a mais indicada para escolher as cores do blog.
E se a ventania da mudança arraza com tudo, pois também arrazou com o pobre do ex-ministro do estado e das finanças, Luis Campos e Cunha. Passados 130 dias de ter chegado, eis que se partiu. Chega um homem com a verga empolgada por doses de viagra forte especial para economistas, avança com o aumento de tudo para todos, ou quase, alinha no circo das mentiras para papalvo enfiar, vulgo portugas, até troca a pacatez dos livros e alunos pelo lugar ingrato de ministro desta coisa, é exposto à praça pública que lhe espiolha as entranhas e publica os parcos ganhos a que tem direito, reforma de miséria obtida com o suor oficial da legalidade que o pariu, e pimba.....quando implora aos que o aliciaram para lhe darem mais molas para o nariz, pois o fedôr a merda é tal que se torna insuportável, vê a recusa fria e dura! E é este homem que se vê reduzido a duas alternativas: ou se atira para debaixo de um combóio, o que é impossível apenas porque não sabe onde andam os combóios, ou então bate com a porta e volta à pacatez dos doutores e súbditos alunos, pois que os portugas que ele ajudou a tramar ainda mais estão bem marimbando para o tipo, nunca mais se lembrando que o fulano foi ministro para subir impostos, reduzir ou anular regalias económicas e sociais, ajudando de boa fé a que esta coisa cada vez mais seja bom apenas para uns quantos, os tais que lhe deram alpista durante 100 dias para cantar e depois puseram-lhe o TGV e a Ota para assinar de cruz!
Por mero acaso, até me parece que o L.C.e C. até talvez seja um pouco diferente da restante corja, e é por isso mesmo que correram com ele, em 130 dias, depois de desempenhar o papel de mau da fita..
Mas já aí está, fresquinho que nem uma alface saloia regada com a água dos riachos que recebem os detritos dos saloios, o novo ministro Teixeira Santos, rapaz que deve ser jeitoso.....
Pôrra!!!!
Acabei de ver as últimas de hoje: os bifes estão de novo à rasca com umas bombitas lá pelo burgo. Sobre este assunto, um dia destes aqui irei despejar a tripa.
Com tantas cores que existem, pois logo haviam de escolher as cores da merda, precisamente aquelas que foram adoptadas pelos escolhos da sociedade para enfeitarem os seus autos de fé partidários.
Mas porquê? Só para ser diferente do que existia? Apenas para dar uma mensagem de que também somos democratas da treta?
Não me resigno à alteração e desde já aviso: se puserem as minhas letrinhas numa dessa cores de merda, telefono para a alkeda e mando vir uns quantos democratas bombistas para espatifarem este blog!!
Mas pronto, mais vale um blog assim que um blog assado! Ao menos ponham de novo o nº de palermas que visitam esta coisa. Sempre dá um nice. E os meus parabéns ao Timoneiro pelas noites de sono perdidas para que a TM tenha um blog e um site, mesmo que a luz da vela não seja a mais indicada para escolher as cores do blog.
E se a ventania da mudança arraza com tudo, pois também arrazou com o pobre do ex-ministro do estado e das finanças, Luis Campos e Cunha. Passados 130 dias de ter chegado, eis que se partiu. Chega um homem com a verga empolgada por doses de viagra forte especial para economistas, avança com o aumento de tudo para todos, ou quase, alinha no circo das mentiras para papalvo enfiar, vulgo portugas, até troca a pacatez dos livros e alunos pelo lugar ingrato de ministro desta coisa, é exposto à praça pública que lhe espiolha as entranhas e publica os parcos ganhos a que tem direito, reforma de miséria obtida com o suor oficial da legalidade que o pariu, e pimba.....quando implora aos que o aliciaram para lhe darem mais molas para o nariz, pois o fedôr a merda é tal que se torna insuportável, vê a recusa fria e dura! E é este homem que se vê reduzido a duas alternativas: ou se atira para debaixo de um combóio, o que é impossível apenas porque não sabe onde andam os combóios, ou então bate com a porta e volta à pacatez dos doutores e súbditos alunos, pois que os portugas que ele ajudou a tramar ainda mais estão bem marimbando para o tipo, nunca mais se lembrando que o fulano foi ministro para subir impostos, reduzir ou anular regalias económicas e sociais, ajudando de boa fé a que esta coisa cada vez mais seja bom apenas para uns quantos, os tais que lhe deram alpista durante 100 dias para cantar e depois puseram-lhe o TGV e a Ota para assinar de cruz!
Por mero acaso, até me parece que o L.C.e C. até talvez seja um pouco diferente da restante corja, e é por isso mesmo que correram com ele, em 130 dias, depois de desempenhar o papel de mau da fita..
Mas já aí está, fresquinho que nem uma alface saloia regada com a água dos riachos que recebem os detritos dos saloios, o novo ministro Teixeira Santos, rapaz que deve ser jeitoso.....
Pôrra!!!!
Acabei de ver as últimas de hoje: os bifes estão de novo à rasca com umas bombitas lá pelo burgo. Sobre este assunto, um dia destes aqui irei despejar a tripa.
quarta-feira, julho 20, 2005
Pronto!
Consegui desbungar esta merda. Como cagatório de cabeçalho laranja não está mal. Ao fim de 2 horas de diarreia mental consegui acertar nisto. Podem cagar à vontade no laranja, depois teremos o rosa. Quanto ao azul é a cor do meu clube, portanto, nada de fazer merda para cima dele. Se alguém tiver sugestões que o diga agora ou se cale para sempre.
A propósito, o detergente usado para limpar a sanita foi o CIF creme com lixivia aromática. Não recebi a ponta de um chavelho pela publicidade.
Os links virão a seguir, agora estou cheio de sono.
Consegui desbungar esta merda. Como cagatório de cabeçalho laranja não está mal. Ao fim de 2 horas de diarreia mental consegui acertar nisto. Podem cagar à vontade no laranja, depois teremos o rosa. Quanto ao azul é a cor do meu clube, portanto, nada de fazer merda para cima dele. Se alguém tiver sugestões que o diga agora ou se cale para sempre.
A propósito, o detergente usado para limpar a sanita foi o CIF creme com lixivia aromática. Não recebi a ponta de um chavelho pela publicidade.
Os links virão a seguir, agora estou cheio de sono.
sexta-feira, julho 15, 2005
Alguém consegue explicar isto?
É pá, expliquem-me cá uma coisa, pá. Então os gajos que andam a espatifar autocarros e comboios com ingleses dentro lá para Londres, gajos que apesar de escurinhos nasceram como bifes, embora de 2ª, então o que é esses gajos aprenderam com a democracia? O que é que os faz vestirem-se de dinamite último modelo e fazerem um
belo fogo artíficio de ossinhos e carne fresca para hamburger? Eu cá não vejo razão nenhuma para isso, pá, nem pelos cerca de 30.000 iraquianos passados prós anjinhos desde a invasão, mais os estropianços nos sobreviventes, muitos deles gajas e crias que só sabem estar onde não deviam estar. Os democratas do sol-posto, esses gajos dizem cagente tem de se defender desses gajos, os terroristas, que desde o 9/11 já limparam o sebo a mais de 5.000 civilizados em todo o mundo, assassinos é o que eles são.
Imaginem que a minha prima Ossétia, que é boa como o milho, vai numa excursão a Fátima rezar pelos pastorinhos e pelo regresso do Miguel ao Benfica, e que um gajo desses que reza de cu pró ar resolve ir para o paraíso mais cedo e solta a borrasca entre Aveiras e Santarém, e deixa a A1 com o trânsito cortado nos dois sentidos durante 6 horas seguidas, com os gajos do INEM a aspirarem o que resta dos desgraçados dos peregrinos, mais os bocados da prima Ossétia misturados com aquela merda toda, coitadinha, o que é que um gajo com uma prima assim faria nestas circunstâncias? Cá por mim, se pudesse, fazia como aqueles gajos faziam na Guiné, pá, entrava numa aldeia de pretos e varria tudo à fogachada até aquilo ficar lisinho, ou então ia para o Iraque reduzir a puré todos os que me aparecessem à frente, camelos inclusivé. É que nós somos os democratas, pá, somos gente civilizada, pá, usamos gravata, cagamos sentados em sanitas, vamos ao futebol no domingo, vemos a telenovela todos os dias, ouvimos os discursos do Luís Filipe Vieira. Gajos que se vestem com reposteiros, que enfiam mosquiteiros pelo pito da mulher acima, que lêm o Coirão ou o raio que os parta não podem ser civilizados. E é por causa desses badamecos que sempre que encho o depósito do carrito a famelga fica a pão e água durante 15 dias, pá, isto não pode ser.
E depois lá tenho eu que dar dois tabefes à mulher de cada vez que ela pede comida para ela e para os putos, pôrra, não gastassem o dinheiro todo em telemóveis, e é assim que esses cabrões dos terroristas põem em causa a democracia ocidental e o equilíbrio familiar, estão a ver?
Se esses cabrões alguma vez vierem para aqui meter bombas ou tocarem na prima Ossétia com a ponta do rastilho aceso, terão de se haver comigo e com os portugas, sim que nós não somos como os panilas dos ingleses e os azeiteiros dos espanhóis que levam bordoada nos cornos e ficam-se com homenagens da treta e minutos de silêncio. Só espero que algum dia o façam aqui para mostrarmos ao mundo como somos democratas e civilizados, e irmos todos até lá partir aquela merda toda, como as claques de futebol, e não deixar um grão de areia intacto.
Se esses gajos vivessem lá na terra deles e viessem para cá, digamos, trabalhar nas obras, e por vingança estourassem umas bombinhas, sei lá, no estádio da Luz ou no estádio do Dragão em dia de lotação esgotada, ainda vá que não vá, os gajos viviam lá nos buracos da terra deles , no meio das pedras, e isto aqui fazia uma confusão do camandro nas suas pobres cabecinhas. Agora, se os artistas nascem cá, vivem cá, comem cá, trabalham cá, só têm de aprender as coisas boas da nossa democracia e a comportar-se como homenzinhos, mesmo que depois a gente corra com eles daqui para fora se por acaso andarem atrás das nossas gajas e da minha prima Ossétia.
Alguém consegue explicar isto?
belo fogo artíficio de ossinhos e carne fresca para hamburger? Eu cá não vejo razão nenhuma para isso, pá, nem pelos cerca de 30.000 iraquianos passados prós anjinhos desde a invasão, mais os estropianços nos sobreviventes, muitos deles gajas e crias que só sabem estar onde não deviam estar. Os democratas do sol-posto, esses gajos dizem cagente tem de se defender desses gajos, os terroristas, que desde o 9/11 já limparam o sebo a mais de 5.000 civilizados em todo o mundo, assassinos é o que eles são.
Imaginem que a minha prima Ossétia, que é boa como o milho, vai numa excursão a Fátima rezar pelos pastorinhos e pelo regresso do Miguel ao Benfica, e que um gajo desses que reza de cu pró ar resolve ir para o paraíso mais cedo e solta a borrasca entre Aveiras e Santarém, e deixa a A1 com o trânsito cortado nos dois sentidos durante 6 horas seguidas, com os gajos do INEM a aspirarem o que resta dos desgraçados dos peregrinos, mais os bocados da prima Ossétia misturados com aquela merda toda, coitadinha, o que é que um gajo com uma prima assim faria nestas circunstâncias? Cá por mim, se pudesse, fazia como aqueles gajos faziam na Guiné, pá, entrava numa aldeia de pretos e varria tudo à fogachada até aquilo ficar lisinho, ou então ia para o Iraque reduzir a puré todos os que me aparecessem à frente, camelos inclusivé. É que nós somos os democratas, pá, somos gente civilizada, pá, usamos gravata, cagamos sentados em sanitas, vamos ao futebol no domingo, vemos a telenovela todos os dias, ouvimos os discursos do Luís Filipe Vieira. Gajos que se vestem com reposteiros, que enfiam mosquiteiros pelo pito da mulher acima, que lêm o Coirão ou o raio que os parta não podem ser civilizados. E é por causa desses badamecos que sempre que encho o depósito do carrito a famelga fica a pão e água durante 15 dias, pá, isto não pode ser.
E depois lá tenho eu que dar dois tabefes à mulher de cada vez que ela pede comida para ela e para os putos, pôrra, não gastassem o dinheiro todo em telemóveis, e é assim que esses cabrões dos terroristas põem em causa a democracia ocidental e o equilíbrio familiar, estão a ver?
Se esses cabrões alguma vez vierem para aqui meter bombas ou tocarem na prima Ossétia com a ponta do rastilho aceso, terão de se haver comigo e com os portugas, sim que nós não somos como os panilas dos ingleses e os azeiteiros dos espanhóis que levam bordoada nos cornos e ficam-se com homenagens da treta e minutos de silêncio. Só espero que algum dia o façam aqui para mostrarmos ao mundo como somos democratas e civilizados, e irmos todos até lá partir aquela merda toda, como as claques de futebol, e não deixar um grão de areia intacto.
Se esses gajos vivessem lá na terra deles e viessem para cá, digamos, trabalhar nas obras, e por vingança estourassem umas bombinhas, sei lá, no estádio da Luz ou no estádio do Dragão em dia de lotação esgotada, ainda vá que não vá, os gajos viviam lá nos buracos da terra deles , no meio das pedras, e isto aqui fazia uma confusão do camandro nas suas pobres cabecinhas. Agora, se os artistas nascem cá, vivem cá, comem cá, trabalham cá, só têm de aprender as coisas boas da nossa democracia e a comportar-se como homenzinhos, mesmo que depois a gente corra com eles daqui para fora se por acaso andarem atrás das nossas gajas e da minha prima Ossétia.
Alguém consegue explicar isto?
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