Não interessa. Repetir e odiar até à exaustão os desmandos literários dos putativos comentadores políticos da nossa praça é um trabalho desnecessário e inútil. Sujeitinhos como Pacheco Pereira, Luís Delgado, César das Neves, Ribeiro Ferreira, Pulido Valente, António Barreto, Vasco Graça Moura e outros que vegetam por aí, só tem interesse no campo da psiquiatria. Todos estes mentecaptos da escriba lusa têm traumas de infância. O cú de alguns foi apalpado por todos os colegas da primária, de certeza. Alguns outros foram acompanhados à escola pela mamã zelosa e castradora que lhes enfiava sobretudos e bonés com extensões tapa-orelhas em pleno verão. A frustação não deu lugar à rebeldia mas sim a um profundo azedume bem aproveitado pelos políticos do establishment, quer façam ou pareçam não fazer favores ao poder político do momento. Analizam, dissecam, fazem autópsias de circunstância e ao sabor das pregorrativas propagandisticas do momento, e esquecem-se das contradições que emergem nas entrelinhas da sua escrita. Não que seja um pecado entrar em contradição, mas dizer exactamente o contrário do que se disse antes fazendo parecer que isso é o desenrolar lógico de todo um pensamento é uma pura vigarice intelectual. Não é assim Professor Marcelo?
Camões bem se esforçou para fazer da pátria língua uma obra de arte, para virem agora as luminárias da incompetência oral e escrita servirem-se do vocábulo para ilustrar comentários em jeito de anúncio de detergente manhoso em horário nobre na TV.
Não interessa. Gente desta inunda os editoriais dos jornais, os artigos de opinião e as mesas redondas da TV. E sabem todos de tudo, anunciando a catástrofe para daqui a três meses e o paraíso para daqui a um ano. E eis que novas alimárias se aproximam, qual praga invasora percussora da Guerra dos Mundos. Quem é Miguel Frasquinho, douto especialista laranja em batefundos económico-financeiros, a actual cara fuínha do condomínio pêpêdista? E o João Pereira Coutinho, filho-família, cujos escritos parecem urros do Sylvester Stallone a fazer de Rambo? E todos os outros, os mercenários defensores da impopularidade das medidas governamentais de hoje e de sempre, que começam já a saltar do esgoto onde fermentam e a engrossar as fileiras do refeitório da pocilga?
Perderam o seu rico tempo, Camões, Damião de Góis, Gil vicente, mais valia terem gasto o prazer da escrita no prazer das putas, como o fez tão bem Bocage que ainda lhe sobrou talento. Mais valia que Eça, Garrett, Herculano, Pessoa se tivessem tornado aventureiros sem escrúpulos como lhes competia, e partissem à descoberta da fortuna fácil, como fez Fernão Mendes Pinto, o rei dos lusos chico-espertos.
Não foi para isto que gastaram a paixão, a saúde e a inteligência.
Verborreia e gonorreia são palavras semelhantes. Rimam no fim, e propagam-se como a peste.
Não vale a pena discordar e debater.
Só o riso alarve e iconoclasta serve de escudo contra isto.
quinta-feira, julho 14, 2005
quarta-feira, julho 13, 2005
Não resisto a copiar para aqui este post do já citado Dragoscópio.
As revoluções, mesmo quando antecedidas do prefixo "pseudo" (quase todas, portanto), fazem-se invariavelmente acompanhar dum cardápio de ideias peregrinas. Todas elas urgentes, todas elas magníficas, todas elas prioritárias. Uma dessas, aquando da primavera Abrileira cá do burgo, era: "temos que educar o povo!"
Uma série de romeiros iluminados, regressados dos exílios dourados na estranja ou dos piqueniques selvagens nas colónias, acolitados por chusmas de marxistas-leninistas instantâneos, em patrocínio da Farinha Amparo, tomaram-se de brios e entusiasmos, e propuseram-se ir educar o povo, a massa ígnara, bruta e analfabeta.
Como sempre, nestas aventuras, tomaram por princípios e axiomas meros preconceitos. A saber, 1. Que o povo era educável; 2. Que o povo queria ser educado; 3. Que eles reuniam e congregavam sob o substracto córneo das suas sapientes trunfas o know-how bastante para educar o povo.
Havia também um eufemismo muito usual por altura destas balbúrdias: confundia-se "educação" com "lavagem ao cérebro". Ou melhor, dizia-se "educar", mas, no fundo, queria dizer-se "lavar". Eles, abençoados pela História, tinham que desencardir o povo, que escorria merda e surro de quase cinquenta anos.
Ora, sempre que uma caterva de luminárias se decide a educar quem quer que seja, e sobretudo o "povo", a primeira coisa que faz é arranjar um modelo (de preferência de importação, são sempre os melhores). Em se tratando daquela região europeia situada a oeste de Espanha, pior um pouco. A discussão, de séculos, nunca é "quem somos ou quem devemos ser", mas sim "quem copiamos ou quem devemos copiar". Se na aparência poderão passar por homens ao observador menos atento, na essência não enganam: são verdadeiros macacos de imitação. Encontrareis excepções a esta regra, mas, certamente, não nas elites ?políticas, culturais, sociais, industriais ?, lá do sítio. Aí, a macaquice, jurada e jactante, é condição de acesso. Vivem à coca da casa do vizinho e do que o vizinho lá mete. O país inteiro, por osmose, como os seus átomos constituintes, espia o resto do bairro/mundo e roi-se de inveja das Franças, das Escandinávias, das Inglaterras ou das Américas. Que povos educados, a transbordar civismo e boas maneiras! Que maravilha de pessoas! Que inteligências amestradas, atestadas de higiene e sentido do dever fiscal! Que trabalhadores ordeiros e laboriosos!
A unanimidade quanto à superioridade do que é estrangeiro não podia ser maior. As divergências, essas, animadoras de polémicas virulentas e vociferações descabeladas, germinam desse dogma básico e encarniçam-se à volta da tal questão fulcral e de importância transcendente, ou seja: Sendo certo que só existimos se copiarmos, quem vamos então imitar. Isto predetermina tudo. Por alturas da grande convulsão primaveril, a diferença é que o leque de escolha era ainda maior do que é hoje. Não só os belos povos ocidentais podiam servir de paradigma, como também uma série de outros, da Albânia à Cochinchina, despertavam a cobiça e os ímpetos emuladores dos fogosos endoutrinadores da plebe. O difícil era a escolha. Quase todos os povos eram melhores que o nosso, mais limpos e imaculados. Bastava ir ao Atlas geográfico. Ao nosso, repito, emporcalhava-o, inquinava-o até aos ossos ? e à medula dentro dos ossos ? a longa noite fascista. Era fascista como podia ser outra coisa qualquer. A palavra caíu-lhes no goto; dignificava e canonizava a sedição, beatificava o tumulto, justificava toda a parafrenália de medidas drásticas e emergências médicas.
Também o povo, há que reconhecê-lo, era pólvora seca, anelante, à espera de faísca. Aliás, essa, é sempre a sua postura predilecta: barril a clamar rastilho. Ainda para mais, xenómano a ressacar desde há mais de quarenta anos sem o chuto de estrangeirina no dígníssimo cu, agradeceu, merejado em êxtase, mal experimentou o valente coice dos novos mestres. Foi vê-lo a levantar voo, retropropulsionado, como se foguetões o catapultassem. Foi à lua e veio. De caminho deu uma espreitadela à União Soviética e descuidou-se todo pelas calças abaixo. Ainda hoje tresanda ao susto, ainda hoje expia o trauma.
A ideia de copiar a União Soviética, claro está, era a mais peregrina de todas. Por isso mesmo, à época, triunfou no concurso e surgiu, resplandecente, meteórica, como a mais fascinante e sublime. O povo soviético, na perspectiva de então, emergia nimbado de fulgores e virtudes, açambarcava medalhas olímpicas e exportava bailarinos. Era, pois, de todo conveniente imitá-lo o quanto antes.O que sucedeu depois já todos sabem. Para vermos até que ponto era brilhante essa tese, basta dar, hoje, uma volta pelo paraíso de trolhas em que se tornou a nação: os ex-virtuosos e fulgurantes licenciados soviéticos, suprassumo da educação, cartam agora baldes de massa e formiguejam pelos andaimes acima e, de quando em vez, dos andaimes abaixo. Triste fim para um império tão luminoso.
Mas uma ideia peregrina nunca anda só. Abortada a fotocópia soviética, enveredou-se pela imitação da gleba europeia e, ultimamente, lançam-se olhares de maravilha e cobiça à gleba americana.
Entretanto, as funções elementares da escola ?coisas como ensinar a ler, a escrever e a contar-, desvaneceram-se sob uma catadupa de novas pedagogias, avançadas psicofolias e mirabolantes reestruturações ou paixonetas, cada qual mais mentecapta e mentecaptizante que a anterior. Os níveis de analfabetismo da pátria não esmoreceram por aí além ? continuamos os menos alfabetizados de todos. Em contrapartida, os de analfabrutismo dispararam, em todas as direcções, e colocam o país, senão no comando destacado do Primeiro Mundo, certamente muito próximo disso. Uma miríade de especialistas debruçam-se sobre coisa nenhuma e montam comissões de volta de cada palha. O resultado? É manifesto: Aos poucos, em fornadas anuais e sucessivas, os licenciados da pátria, cobaias de sucessivas Sextas Divisões de dinamização cultural, vão fazer companhia aos ex-soviéticos, a cartar massa pelos andaimes acima e, ocasionalmente, em voo picado, dos andaimes abaixo.
Não se trata duma injustiça: é, de facto, o nível da sua licenciatura, o alcance da sua educação. Num país que passa o tempo, numa compulsão obsessiva, a alcatroar terras, a erigir caixotes de betão e a terraplenar tudo o resto, outro destino não seria de esperar. Depois, é preciso não esquecer que desde que trolhas atávicos, por via do sortilégio de licenciatura à pressão, em patrocínio, repito, da farinha Amparo, tiveram acesso às cadeiras docentes e, nos últimos trinta anos, se refastelaram nelas a seu bel-prazer, produzir algo mais que trolhas, suas réplicas e decalque, seria impensável. A não ser por obra e graça do divino Espírito Santo.
Moral da história: Os políticos não educaram o povo, porque o povo não se auto-educa. E o Espírito Santo, de facto, obra, mas cobra juros.
As revoluções, mesmo quando antecedidas do prefixo "pseudo" (quase todas, portanto), fazem-se invariavelmente acompanhar dum cardápio de ideias peregrinas. Todas elas urgentes, todas elas magníficas, todas elas prioritárias. Uma dessas, aquando da primavera Abrileira cá do burgo, era: "temos que educar o povo!"
Uma série de romeiros iluminados, regressados dos exílios dourados na estranja ou dos piqueniques selvagens nas colónias, acolitados por chusmas de marxistas-leninistas instantâneos, em patrocínio da Farinha Amparo, tomaram-se de brios e entusiasmos, e propuseram-se ir educar o povo, a massa ígnara, bruta e analfabeta.
Como sempre, nestas aventuras, tomaram por princípios e axiomas meros preconceitos. A saber, 1. Que o povo era educável; 2. Que o povo queria ser educado; 3. Que eles reuniam e congregavam sob o substracto córneo das suas sapientes trunfas o know-how bastante para educar o povo.
Havia também um eufemismo muito usual por altura destas balbúrdias: confundia-se "educação" com "lavagem ao cérebro". Ou melhor, dizia-se "educar", mas, no fundo, queria dizer-se "lavar". Eles, abençoados pela História, tinham que desencardir o povo, que escorria merda e surro de quase cinquenta anos.
Ora, sempre que uma caterva de luminárias se decide a educar quem quer que seja, e sobretudo o "povo", a primeira coisa que faz é arranjar um modelo (de preferência de importação, são sempre os melhores). Em se tratando daquela região europeia situada a oeste de Espanha, pior um pouco. A discussão, de séculos, nunca é "quem somos ou quem devemos ser", mas sim "quem copiamos ou quem devemos copiar". Se na aparência poderão passar por homens ao observador menos atento, na essência não enganam: são verdadeiros macacos de imitação. Encontrareis excepções a esta regra, mas, certamente, não nas elites ?políticas, culturais, sociais, industriais ?, lá do sítio. Aí, a macaquice, jurada e jactante, é condição de acesso. Vivem à coca da casa do vizinho e do que o vizinho lá mete. O país inteiro, por osmose, como os seus átomos constituintes, espia o resto do bairro/mundo e roi-se de inveja das Franças, das Escandinávias, das Inglaterras ou das Américas. Que povos educados, a transbordar civismo e boas maneiras! Que maravilha de pessoas! Que inteligências amestradas, atestadas de higiene e sentido do dever fiscal! Que trabalhadores ordeiros e laboriosos!
A unanimidade quanto à superioridade do que é estrangeiro não podia ser maior. As divergências, essas, animadoras de polémicas virulentas e vociferações descabeladas, germinam desse dogma básico e encarniçam-se à volta da tal questão fulcral e de importância transcendente, ou seja: Sendo certo que só existimos se copiarmos, quem vamos então imitar. Isto predetermina tudo. Por alturas da grande convulsão primaveril, a diferença é que o leque de escolha era ainda maior do que é hoje. Não só os belos povos ocidentais podiam servir de paradigma, como também uma série de outros, da Albânia à Cochinchina, despertavam a cobiça e os ímpetos emuladores dos fogosos endoutrinadores da plebe. O difícil era a escolha. Quase todos os povos eram melhores que o nosso, mais limpos e imaculados. Bastava ir ao Atlas geográfico. Ao nosso, repito, emporcalhava-o, inquinava-o até aos ossos ? e à medula dentro dos ossos ? a longa noite fascista. Era fascista como podia ser outra coisa qualquer. A palavra caíu-lhes no goto; dignificava e canonizava a sedição, beatificava o tumulto, justificava toda a parafrenália de medidas drásticas e emergências médicas.
Também o povo, há que reconhecê-lo, era pólvora seca, anelante, à espera de faísca. Aliás, essa, é sempre a sua postura predilecta: barril a clamar rastilho. Ainda para mais, xenómano a ressacar desde há mais de quarenta anos sem o chuto de estrangeirina no dígníssimo cu, agradeceu, merejado em êxtase, mal experimentou o valente coice dos novos mestres. Foi vê-lo a levantar voo, retropropulsionado, como se foguetões o catapultassem. Foi à lua e veio. De caminho deu uma espreitadela à União Soviética e descuidou-se todo pelas calças abaixo. Ainda hoje tresanda ao susto, ainda hoje expia o trauma.
A ideia de copiar a União Soviética, claro está, era a mais peregrina de todas. Por isso mesmo, à época, triunfou no concurso e surgiu, resplandecente, meteórica, como a mais fascinante e sublime. O povo soviético, na perspectiva de então, emergia nimbado de fulgores e virtudes, açambarcava medalhas olímpicas e exportava bailarinos. Era, pois, de todo conveniente imitá-lo o quanto antes.O que sucedeu depois já todos sabem. Para vermos até que ponto era brilhante essa tese, basta dar, hoje, uma volta pelo paraíso de trolhas em que se tornou a nação: os ex-virtuosos e fulgurantes licenciados soviéticos, suprassumo da educação, cartam agora baldes de massa e formiguejam pelos andaimes acima e, de quando em vez, dos andaimes abaixo. Triste fim para um império tão luminoso.
Mas uma ideia peregrina nunca anda só. Abortada a fotocópia soviética, enveredou-se pela imitação da gleba europeia e, ultimamente, lançam-se olhares de maravilha e cobiça à gleba americana.
Entretanto, as funções elementares da escola ?coisas como ensinar a ler, a escrever e a contar-, desvaneceram-se sob uma catadupa de novas pedagogias, avançadas psicofolias e mirabolantes reestruturações ou paixonetas, cada qual mais mentecapta e mentecaptizante que a anterior. Os níveis de analfabetismo da pátria não esmoreceram por aí além ? continuamos os menos alfabetizados de todos. Em contrapartida, os de analfabrutismo dispararam, em todas as direcções, e colocam o país, senão no comando destacado do Primeiro Mundo, certamente muito próximo disso. Uma miríade de especialistas debruçam-se sobre coisa nenhuma e montam comissões de volta de cada palha. O resultado? É manifesto: Aos poucos, em fornadas anuais e sucessivas, os licenciados da pátria, cobaias de sucessivas Sextas Divisões de dinamização cultural, vão fazer companhia aos ex-soviéticos, a cartar massa pelos andaimes acima e, ocasionalmente, em voo picado, dos andaimes abaixo.
Não se trata duma injustiça: é, de facto, o nível da sua licenciatura, o alcance da sua educação. Num país que passa o tempo, numa compulsão obsessiva, a alcatroar terras, a erigir caixotes de betão e a terraplenar tudo o resto, outro destino não seria de esperar. Depois, é preciso não esquecer que desde que trolhas atávicos, por via do sortilégio de licenciatura à pressão, em patrocínio, repito, da farinha Amparo, tiveram acesso às cadeiras docentes e, nos últimos trinta anos, se refastelaram nelas a seu bel-prazer, produzir algo mais que trolhas, suas réplicas e decalque, seria impensável. A não ser por obra e graça do divino Espírito Santo.
Moral da história: Os políticos não educaram o povo, porque o povo não se auto-educa. E o Espírito Santo, de facto, obra, mas cobra juros.
terça-feira, julho 12, 2005
Estudos da TM: Os urinois
Não sei o que deu aos nossos construtores civis, mas cada vez mais os mijatórios nas casas de banho das empresas, estão a ficar a uma altura média superior ao desejavel.
Será porque os portugueses estão a crescer ? ou será porque a maior parte dos construtores civis são espanhóis e fazem isto para mijarmos para os sapatos ?
O problema é que os gajos mais minorcas (tipo Marques Mendes) vêm-se aflitos para exercer esta função que dá um alívio tão grande (quase igual a uma boa f...).
Levantam-se assim várias hipóteses de trabalho:
Penso que este estudo é relevante e deverá ser objecto de investigações mais alargadas, aceitando-se sugestões com vista a uma melhor qualidade de vida dos elementos masculinos da população cuja altura esteja abaixo da média.
É urgente a criação de uma associação dos menores de 1,60 m., com direito a "numerus clausus" na A.R., quotas mínimas nos vários tachos do governo e um forte lobby que defenda os nossos interesses.
Será porque os portugueses estão a crescer ? ou será porque a maior parte dos construtores civis são espanhóis e fazem isto para mijarmos para os sapatos ?
O problema é que os gajos mais minorcas (tipo Marques Mendes) vêm-se aflitos para exercer esta função que dá um alívio tão grande (quase igual a uma boa f...).
Levantam-se assim várias hipóteses de trabalho:
- A) Mijar só tirando a cabecinha e apontar para cima, procurando acertar na sitio correcto. Mas isto levanta vários problemas:
- 1º - temos que nos afastar e isso permite ao parceiro do lado comparar e:
- a) sorrir ao comparar o tamanho;
- b) ficar com um olhar esgazeado ao comparar o tamanho (meu caso!);
- c) se for arco-iris, pensar que é um convite para o pote do tesouro.
- 2º - Se o instrumento é pequeno vamos ficar com os dedos mijados e provavelmente também com as calças.
- 3º - Se não puxamos bem para trás a cobertura (excepto se és judeu) o mais certo é o esguicho acertar:
- a) no parceiro do lado;
- b) nos sapatos;
- c) se tiveres passado por uma gaja boa, pode ir parar à camisa.
- B) Tiras o instrumento todo e:
- 1º - fazes como no caso anterior;
- 2º - apoias parcialmente no urinol para melhor dirigir o jacto, mas:
- a) podes apanhar alguma gonorreia ou doenças afins;
- b) ficar com a cabeça suja de cinza de cigarros, escarretas ou outras coias não identificadas.
- C) Tiras o equipamento acompanhado dos tomates e estes permitem um melhor suporte, o que dá para:
- 1º - Conforme o tamanho do dito cujo, assim fazer alarde de habilidades, mais ou menos afastado do urinol;
- 2º - Apoiar os tomates no urinol e mijar sem mãos (neste caso existem os perigos referenciados em B-2).
Penso que este estudo é relevante e deverá ser objecto de investigações mais alargadas, aceitando-se sugestões com vista a uma melhor qualidade de vida dos elementos masculinos da população cuja altura esteja abaixo da média.
É urgente a criação de uma associação dos menores de 1,60 m., com direito a "numerus clausus" na A.R., quotas mínimas nos vários tachos do governo e um forte lobby que defenda os nossos interesses.
segunda-feira, julho 11, 2005
Arrastões até mais não
Como o arrastão é um tipo de barco logo, automaticamente, falar sobre ele entra no âmbito das atribuições comentaristas da TM (como se nós nos limitássemos a isto).
Primeiro, afinal parece que não foi um arrastão mas uma simples ?bote? ou ainda melhor, uma ?chata? (e isto não se refere à vossa sogra) que a comunicação social e os pasquimlistas portugueses, como não têm capacidades de investigação (nem de redacção, escrita, etc.) resolveram empolar, aumentar, multiplicar, etc. para tentar subir na carreira e/ou vender mais pasquins.
Finalmente está a vir ao de cima, trazida por jornalistas mais sérios (infelizmente são tão poucos!!!) alguma verdade. Mesmo o ?barquinho de papel? da Quarteira foi um ajuntamento de pessoal que passou a noite numa ?rave? e depois foi curtir uma de sol e sono para a praia até à hora de vir para cima.
Segundo, têm aparecido montes de comentários mais ou menos racistas em relação à cor, à nacionalidade, ao Portuguesismo, etc. Ora somos todos de cor (uns mais escuros que outros), quanto à nacionalidade voltamos aos portugueses de 1ª (que eram os do continente) e os de 2ª (que eram os das colónias ? mesmo se fossem de cor clara) ?. Quanto ao Portugal bem podem cagar nele quando sobrevivemos à custa dos subsídios da CE e estes mesmo assim vão só para alguns.
Já dei formação técnica em Angola e tive alunos pretos que trazia de caras para cá e trocava imediatamente por colegas brancos, tal era a diferença de inteligência, formação e comportamento.
Prefiro um preto, amarelo, vermelho ou qualquer outra cor, desde que seja inteligente a um branco besta com a mania da superioridade associada à cor mas mais estúpido que a porta de um estábulo de vacas indianas.
Prefiro um chefe de qualquer cor mas honesto e profissional do que um chefe branco incompetente, com mau carácter e que só foi a chefe por lamber botas, ser do partido ou da família do director ou do administrador.
Se existe, Portugal só lá vai se for invadido pelos espanhóis e estes nos ensinarem a trabalhar bem, com qualidade e orgulho (que eles têm até de mais).
Pequeno exemplo: meu pai foi a enterrar à 5 anos (fins de Junho); em Maio, numa das idas ao cemitério, perguntei o que era preciso fazer para a exumação ? disseram-me que era necessário lá ir no mês do enterro preencher uma impresso e avançar com o processo. Nos feriados de Junho tive férias e fui lá ? não podia porque só depois da data do enterro é que podia tratar das coisas (um dia perdido). Para não faltar ao emprego, agora em Julho, durante as férias, foi lá o meu irmão ? também não podia ,porque só quem assinou os papeis do emprego (eu) é que podia tratar do assunto e se não tivesse um papel qualquer do cemitério então só 1 mês após o enterro é que se poderia entregar a papelada (outro dia perdido).
Conclusão ? por uma merda de nada é preciso perder 3 dias (1 meu, 1 do meu irmão e outro de novo eu ? e se não forem precisos mais) isto por causa de funcionários incompetentes que têm prazer em mostrar a sua ?importância? criando dificuldades a quem precisa dos seus serviços de um chamado funcionário PUBLICO. Não seria mais fácil, no mínimo, ter um impresso explicando o que é necessário e entregá-lo a quem vai pedir informações?
É deste Portugal que querem que eu fique orgulhoso? Vão-se FODER!
Nesta merda de blog não percebo porque passou a deixar o 1º acran em branco.
Primeiro, afinal parece que não foi um arrastão mas uma simples ?bote? ou ainda melhor, uma ?chata? (e isto não se refere à vossa sogra) que a comunicação social e os pasquimlistas portugueses, como não têm capacidades de investigação (nem de redacção, escrita, etc.) resolveram empolar, aumentar, multiplicar, etc. para tentar subir na carreira e/ou vender mais pasquins.
Finalmente está a vir ao de cima, trazida por jornalistas mais sérios (infelizmente são tão poucos!!!) alguma verdade. Mesmo o ?barquinho de papel? da Quarteira foi um ajuntamento de pessoal que passou a noite numa ?rave? e depois foi curtir uma de sol e sono para a praia até à hora de vir para cima.
Segundo, têm aparecido montes de comentários mais ou menos racistas em relação à cor, à nacionalidade, ao Portuguesismo, etc. Ora somos todos de cor (uns mais escuros que outros), quanto à nacionalidade voltamos aos portugueses de 1ª (que eram os do continente) e os de 2ª (que eram os das colónias ? mesmo se fossem de cor clara) ?. Quanto ao Portugal bem podem cagar nele quando sobrevivemos à custa dos subsídios da CE e estes mesmo assim vão só para alguns.
Já dei formação técnica em Angola e tive alunos pretos que trazia de caras para cá e trocava imediatamente por colegas brancos, tal era a diferença de inteligência, formação e comportamento.
Prefiro um preto, amarelo, vermelho ou qualquer outra cor, desde que seja inteligente a um branco besta com a mania da superioridade associada à cor mas mais estúpido que a porta de um estábulo de vacas indianas.
Prefiro um chefe de qualquer cor mas honesto e profissional do que um chefe branco incompetente, com mau carácter e que só foi a chefe por lamber botas, ser do partido ou da família do director ou do administrador.
Se existe, Portugal só lá vai se for invadido pelos espanhóis e estes nos ensinarem a trabalhar bem, com qualidade e orgulho (que eles têm até de mais).
Pequeno exemplo: meu pai foi a enterrar à 5 anos (fins de Junho); em Maio, numa das idas ao cemitério, perguntei o que era preciso fazer para a exumação ? disseram-me que era necessário lá ir no mês do enterro preencher uma impresso e avançar com o processo. Nos feriados de Junho tive férias e fui lá ? não podia porque só depois da data do enterro é que podia tratar das coisas (um dia perdido). Para não faltar ao emprego, agora em Julho, durante as férias, foi lá o meu irmão ? também não podia ,porque só quem assinou os papeis do emprego (eu) é que podia tratar do assunto e se não tivesse um papel qualquer do cemitério então só 1 mês após o enterro é que se poderia entregar a papelada (outro dia perdido).
Conclusão ? por uma merda de nada é preciso perder 3 dias (1 meu, 1 do meu irmão e outro de novo eu ? e se não forem precisos mais) isto por causa de funcionários incompetentes que têm prazer em mostrar a sua ?importância? criando dificuldades a quem precisa dos seus serviços de um chamado funcionário PUBLICO. Não seria mais fácil, no mínimo, ter um impresso explicando o que é necessário e entregá-lo a quem vai pedir informações?
É deste Portugal que querem que eu fique orgulhoso? Vão-se FODER!
Nesta merda de blog não percebo porque passou a deixar o 1º acran em branco.
quinta-feira, julho 07, 2005
Retirado do Dragoscópio
O que é preocupante, mesmo preocupante, na cultura deste país -sendo que desta deriva tudo, das artes às políticas, passando pelas ciências-, não são os analfabetos numerosíssimos, nem os semi-analfabetos ainda mais pululantes. Esses, todos esses, regra geral, lá se desenrascam, fazem das tripas coração, transcendem-se conforme podem. São conhecidos até casos meritórios, quase miraculosos. Não, a minoria sabichona, doutora, vanguarda da classe analfabeta, essa, em números galopantes, é que impressiona, alucina. Estudaram, aprenderam as letras, meia dúzia de números; infestaram, em regime de manada, universidades, faculdades e politécnicos. Mestraram-se e doutoraram-se, alguns, os piores (regra geral os pajens sabujos, as cortesãs, os acólitos). De aprendizes do servilismo, da papagaeira, da mimese ao pior nível da tropa macaca, tornaram-se mestres, campeões. A praxe virou escola e, por fim, a toque de rasgos inteligentes dignos de sargentada marteleira, de açougueiros alfarrabistas, a escola virou academia, antro, seita exotérica. E o problema -do país, da cultura, deles próprios-, foi precisamente esse. Mais valia que tivessem porfiado pela via honesta, agarrados à enxada ou à herança; fazendo algo de útil à comunidade ou pagando honestamente pelos próprios vícios, pelas putas. Sempre ginasticavam o corpo, a musculatura, o esqueleto, ou a gaita. Sempre poupavam o ralo da História e os cofres do Estado. Exercitavam o que tinham, desenvolviam as faculdades intrínsecas que os preenchem. E não, ao invés, de través e revés, aquilo que não têm, nem querem ter e só lhes serve de móbil para cultivar a raiva a quem tem; e o despeito, a inveja, o temor de ser descoberto, desmascarado, apeado do trono usurpado. Valia mais, mil vezes mais, serem dignos analfabetos do que infames analfabrutos. Gentalha que se serviu dum privilégio, do suor e (quantas vezes!) do sacrifício de pais e avós, do investimento público e nacional, enfim, não para burilar virtudes ou qualidades, mas apenas para aguçar egos, refinar vilezas, aprimorar defeitos ou destilar vaidades bacocas. Antes pobres de instrução, que indigentes de espírito! Assim, nem eles se cultivaram nem as batatas e os campos, que era o que lhes convinha cultivar, pois é a cultura máxima que alcançam e a pátria deles requeria. Pior: agora, é a cultura do país que lhes está entregue a eles (e elas), como o país está entregue à erva daninha, ao mato agreste e aos silvados. Resultado: grassa uma dupla desertificação: a do interior do país e a do interior das cabeças de quem era suposto dirigi-lo. Quer dizer: o deserto de ideias propagou-se aos campos do país. E aos mares. E aos céus. É o vazio em toda a parte. Nem sonhos, nem esperanças, nem vergonha, nem tino, nem ponta por onde se pegue.
Não contente de tocar rabecão, o sapateiro cismou de ser o maestro; não satisfeito com a missa, o merceeiro subornou o padre e trepou ao altar; e o marialva, não lhe bastando ir às putas quis também ir à nação: capacitou-se que se metia a gaita também podia meter a cabeça. Ou seja, meteu na cabeça a gaita, com todas as suas infinitas pintelhices, para gáudio e recreio das suas atávicas e cristalizadas faculdades - a bicefalia invertida e congénita, nem mais-: fornicar com a de cima e raciocinar com a de baixo. Entretanto, a labreguice, que distribuída pelos campos chega a ser pitoresca, amontoada nas cidades, atravancando e emporcalhando academias, salas de espectáculo e ministérios, redunda em mera poluição humana. Coalho pastoso, superficial, flutuante e nauseabundo. Faz as vezes da nata, pois faz. Mas uma nata negra, espessa, mortífera, como a dos grandes derrames. A ocidental praia, convertida em sepulcro de pescadores e marinheiros, está coberta por um manto fúnebre desses.
O badameco veio ser doutor, o borra-botas agora caga-postas. A macaquear os cavaleiros de outrora, também transita por aí armado, empertigado e fátuo. Não com a espada, mas com o grandessíssimo pingarelho. E onde quer que meta o pensamento, com a tramela no encalce, não demora o eco da caverna retumbante que lhe faz oca a rocha craniana. Na ausência de ideias próprias, vale-se do bedelho que mete por toda a parte.
E é esta a tropa fandanga que está aos comandos do regimento... Depois, venham-me cá dizer que o que faz falta é formação, ainda por cima unversitária... Quando o que existe é um sistema instalado de deformação, de torção, de selecção de moluscos e imbecis! Quando a puta da máquina está sabotada, transviada, invertida: não produz homens -quanto mais sábios, pioneiros, espécimes elevados-, só vomita chouriços. Cadáveres adiados que já mal procriam. Porque primeiro há que tratar da carreira, do ego, do cabrão do coiro e respectivas manias -essa novel agremiação de moléculas, joint-venture de células prometida aos vermes, e que os vermes vão já devastando por antecipação! Isso e, mal brotam da cloaca doutorante, porem-se logo a fungar a brisa, a escutar o murmúrio, à cata do prostíbulo onde melhor se possam vender.
Formação? Este país, a nível de mentalidades, está a precisar é dum valente clister!
Essa sim, essa é que é uma prioridade absoluta. Ou, no mínimo, uma dose maciça de anti-helmínticos.
...
PS: E, caso não tenham percebido, não é uma questão de berço nem escola. A massa é igual em toda a parte. Só a embalagem é que muda. O espírito não se adquire nem se herda. Nasce-se com ele, como se nasce com braços e pernas, cabeça e testículos (ou ovários). Ou nasce-se sem ele. Mistérios de Deus e da Natureza. Ide perguntar-lhes porquê. Interrogar é já um claro sintoma de inteligência; tal qual debitar ininterruptamente opiniões e anedotas alarvajadas o é da ausência dela. Sobretudo, quando se mascaram as anedotas de leis, discursos, pareceres técnicos ou tratados eruditos.
Não é nenhum drama não possuir inteligência. Drama mesmo, tragédia absoluta, é promover esse vácuo a espírito. Não é por se multiplicar múltiplas vezes o zero que se alcançam números formidáveis. A incontinência ainda não é uma forma de génio. Por muito que a vendam a peso de ouro.
O que é preocupante, mesmo preocupante, na cultura deste país -sendo que desta deriva tudo, das artes às políticas, passando pelas ciências-, não são os analfabetos numerosíssimos, nem os semi-analfabetos ainda mais pululantes. Esses, todos esses, regra geral, lá se desenrascam, fazem das tripas coração, transcendem-se conforme podem. São conhecidos até casos meritórios, quase miraculosos. Não, a minoria sabichona, doutora, vanguarda da classe analfabeta, essa, em números galopantes, é que impressiona, alucina. Estudaram, aprenderam as letras, meia dúzia de números; infestaram, em regime de manada, universidades, faculdades e politécnicos. Mestraram-se e doutoraram-se, alguns, os piores (regra geral os pajens sabujos, as cortesãs, os acólitos). De aprendizes do servilismo, da papagaeira, da mimese ao pior nível da tropa macaca, tornaram-se mestres, campeões. A praxe virou escola e, por fim, a toque de rasgos inteligentes dignos de sargentada marteleira, de açougueiros alfarrabistas, a escola virou academia, antro, seita exotérica. E o problema -do país, da cultura, deles próprios-, foi precisamente esse. Mais valia que tivessem porfiado pela via honesta, agarrados à enxada ou à herança; fazendo algo de útil à comunidade ou pagando honestamente pelos próprios vícios, pelas putas. Sempre ginasticavam o corpo, a musculatura, o esqueleto, ou a gaita. Sempre poupavam o ralo da História e os cofres do Estado. Exercitavam o que tinham, desenvolviam as faculdades intrínsecas que os preenchem. E não, ao invés, de través e revés, aquilo que não têm, nem querem ter e só lhes serve de móbil para cultivar a raiva a quem tem; e o despeito, a inveja, o temor de ser descoberto, desmascarado, apeado do trono usurpado. Valia mais, mil vezes mais, serem dignos analfabetos do que infames analfabrutos. Gentalha que se serviu dum privilégio, do suor e (quantas vezes!) do sacrifício de pais e avós, do investimento público e nacional, enfim, não para burilar virtudes ou qualidades, mas apenas para aguçar egos, refinar vilezas, aprimorar defeitos ou destilar vaidades bacocas. Antes pobres de instrução, que indigentes de espírito! Assim, nem eles se cultivaram nem as batatas e os campos, que era o que lhes convinha cultivar, pois é a cultura máxima que alcançam e a pátria deles requeria. Pior: agora, é a cultura do país que lhes está entregue a eles (e elas), como o país está entregue à erva daninha, ao mato agreste e aos silvados. Resultado: grassa uma dupla desertificação: a do interior do país e a do interior das cabeças de quem era suposto dirigi-lo. Quer dizer: o deserto de ideias propagou-se aos campos do país. E aos mares. E aos céus. É o vazio em toda a parte. Nem sonhos, nem esperanças, nem vergonha, nem tino, nem ponta por onde se pegue.
Não contente de tocar rabecão, o sapateiro cismou de ser o maestro; não satisfeito com a missa, o merceeiro subornou o padre e trepou ao altar; e o marialva, não lhe bastando ir às putas quis também ir à nação: capacitou-se que se metia a gaita também podia meter a cabeça. Ou seja, meteu na cabeça a gaita, com todas as suas infinitas pintelhices, para gáudio e recreio das suas atávicas e cristalizadas faculdades - a bicefalia invertida e congénita, nem mais-: fornicar com a de cima e raciocinar com a de baixo. Entretanto, a labreguice, que distribuída pelos campos chega a ser pitoresca, amontoada nas cidades, atravancando e emporcalhando academias, salas de espectáculo e ministérios, redunda em mera poluição humana. Coalho pastoso, superficial, flutuante e nauseabundo. Faz as vezes da nata, pois faz. Mas uma nata negra, espessa, mortífera, como a dos grandes derrames. A ocidental praia, convertida em sepulcro de pescadores e marinheiros, está coberta por um manto fúnebre desses.
O badameco veio ser doutor, o borra-botas agora caga-postas. A macaquear os cavaleiros de outrora, também transita por aí armado, empertigado e fátuo. Não com a espada, mas com o grandessíssimo pingarelho. E onde quer que meta o pensamento, com a tramela no encalce, não demora o eco da caverna retumbante que lhe faz oca a rocha craniana. Na ausência de ideias próprias, vale-se do bedelho que mete por toda a parte.
E é esta a tropa fandanga que está aos comandos do regimento... Depois, venham-me cá dizer que o que faz falta é formação, ainda por cima unversitária... Quando o que existe é um sistema instalado de deformação, de torção, de selecção de moluscos e imbecis! Quando a puta da máquina está sabotada, transviada, invertida: não produz homens -quanto mais sábios, pioneiros, espécimes elevados-, só vomita chouriços. Cadáveres adiados que já mal procriam. Porque primeiro há que tratar da carreira, do ego, do cabrão do coiro e respectivas manias -essa novel agremiação de moléculas, joint-venture de células prometida aos vermes, e que os vermes vão já devastando por antecipação! Isso e, mal brotam da cloaca doutorante, porem-se logo a fungar a brisa, a escutar o murmúrio, à cata do prostíbulo onde melhor se possam vender.
Formação? Este país, a nível de mentalidades, está a precisar é dum valente clister!
Essa sim, essa é que é uma prioridade absoluta. Ou, no mínimo, uma dose maciça de anti-helmínticos.
...
PS: E, caso não tenham percebido, não é uma questão de berço nem escola. A massa é igual em toda a parte. Só a embalagem é que muda. O espírito não se adquire nem se herda. Nasce-se com ele, como se nasce com braços e pernas, cabeça e testículos (ou ovários). Ou nasce-se sem ele. Mistérios de Deus e da Natureza. Ide perguntar-lhes porquê. Interrogar é já um claro sintoma de inteligência; tal qual debitar ininterruptamente opiniões e anedotas alarvajadas o é da ausência dela. Sobretudo, quando se mascaram as anedotas de leis, discursos, pareceres técnicos ou tratados eruditos.
Não é nenhum drama não possuir inteligência. Drama mesmo, tragédia absoluta, é promover esse vácuo a espírito. Não é por se multiplicar múltiplas vezes o zero que se alcançam números formidáveis. A incontinência ainda não é uma forma de génio. Por muito que a vendam a peso de ouro.
terça-feira, julho 05, 2005
Ajudar a economia do país
Tripulantes e restante povo que ainda lê esta merda
Apesar de nunca termos sido condecorados no 10 Junho (não somos atrizes falhadas, putas de alta sociedade, gays nem outros merdas desta sociedade podre) vamos mais uma vez deixar uma ideia cujo alcance, embora seja dificil de entender pelos políticos do governo (deste ou de qualquer outro) ou da oposição (qualquer que seja a sua cor inclusivé o Sr. Dr. Louçã das Caldas) poderá dar uma ajuda substancial à economia portuguesa.
A ideia é simples: as penas por roubo passam a ser inversamente proporcionais ao montante do roubo (aqui não estão incluídos os roubos feitos na Bolsa e nas taxas de juro, nas vendas de casas, etc.).
Assim, se roubares um Fiat Uno levas 5 anos, mas se roubares um Bentley (do Herman Gay) ou um Ferrari levas 3 meses.
Se assaltares um apartamento de 3 assoalhadas levas 4 anos mas se assaltares uma vivenda de 10 assoalhadas com piscina, solário e 2 garagens, levas 2 meses, etc.
Vantagens:
1º - Redistribui a riqueza ou seja quem roubou para ter estas coisas (porque em Portugal é impossível obtê-las com trabalho honesto - se isto ainda existe) é por sua vez roubado e equilibram-se as coisas.
É impossível estes gajos irem para fora do país porque só cá é que conseguem fazer de ricos e aldabrar a torto e a direito, e como tal têm de investir de novo e construir nova vivenda e comprar outro carrinho, logo espevitam o comércio.
2º - A polícia ao investigar estes roubos e assaltos terá de pedir os comprovativos de compra e entregar uma cópia ao IRS que assim poderá verificar que um senhor que só declara o rendimento mínimo tem 1 Ferrari de 24.000 contos e uma vivenda de 100.000 e cobrar depois os impostos devidos.
Se não quiserem entregar os comprovativos de compra então... comem e calam porque não podem provar que foram roubados.
3º - Para o caso dos gatunos assaltarem os baronetes locais da droga e quejandos, deve ser-lhes fornecida protecção adequada através da SECURITAS ou outras empresas do género, aumentando mais uma vez o comércio (serão precisos muitos mais seguranças).
4º - As prisões vêm a sua população reduzida devido às menores penas aplicadas.
Estão a ver que afinal não é muito dificil contribuir para a melhoria da economia do país, nem sequer é necessário ser condecorado pelo Sr. Presidente da Merdpública para ter ideias relevantes.
Apesar de nunca termos sido condecorados no 10 Junho (não somos atrizes falhadas, putas de alta sociedade, gays nem outros merdas desta sociedade podre) vamos mais uma vez deixar uma ideia cujo alcance, embora seja dificil de entender pelos políticos do governo (deste ou de qualquer outro) ou da oposição (qualquer que seja a sua cor inclusivé o Sr. Dr. Louçã das Caldas) poderá dar uma ajuda substancial à economia portuguesa.
A ideia é simples: as penas por roubo passam a ser inversamente proporcionais ao montante do roubo (aqui não estão incluídos os roubos feitos na Bolsa e nas taxas de juro, nas vendas de casas, etc.).
Assim, se roubares um Fiat Uno levas 5 anos, mas se roubares um Bentley (do Herman Gay) ou um Ferrari levas 3 meses.
Se assaltares um apartamento de 3 assoalhadas levas 4 anos mas se assaltares uma vivenda de 10 assoalhadas com piscina, solário e 2 garagens, levas 2 meses, etc.
Vantagens:
1º - Redistribui a riqueza ou seja quem roubou para ter estas coisas (porque em Portugal é impossível obtê-las com trabalho honesto - se isto ainda existe) é por sua vez roubado e equilibram-se as coisas.
É impossível estes gajos irem para fora do país porque só cá é que conseguem fazer de ricos e aldabrar a torto e a direito, e como tal têm de investir de novo e construir nova vivenda e comprar outro carrinho, logo espevitam o comércio.
2º - A polícia ao investigar estes roubos e assaltos terá de pedir os comprovativos de compra e entregar uma cópia ao IRS que assim poderá verificar que um senhor que só declara o rendimento mínimo tem 1 Ferrari de 24.000 contos e uma vivenda de 100.000 e cobrar depois os impostos devidos.
Se não quiserem entregar os comprovativos de compra então... comem e calam porque não podem provar que foram roubados.
3º - Para o caso dos gatunos assaltarem os baronetes locais da droga e quejandos, deve ser-lhes fornecida protecção adequada através da SECURITAS ou outras empresas do género, aumentando mais uma vez o comércio (serão precisos muitos mais seguranças).
4º - As prisões vêm a sua população reduzida devido às menores penas aplicadas.
Estão a ver que afinal não é muito dificil contribuir para a melhoria da economia do país, nem sequer é necessário ser condecorado pelo Sr. Presidente da Merdpública para ter ideias relevantes.
segunda-feira, julho 04, 2005
Não era tão bom?
Retirei isto do "Dito Cujo".
Vamos aqui fazer um mini exercício de 'E se?', ok?
E se o Cristóvão Colombo tivesse tido a ideia de navegar para sul ou para norte?
E se ele tivesse voltado para Espanha de mãos vazias?
E se não houvesse nenhum barco com "pioneiros" ingleses que não percebiam puto de agricultura, subsistência? E se eles não fossem uma cambada de puritanos descontentes com a sociedade inglesa da época?
E se a América do Norte nunca tivesse sido povoada por europeus?
E se na América do Norte ainda houvesse milhões de pessoas de tribos indígenas?
E se ainda houvessem milhões e milhões de bisontes nas pradarias daquele continente?
Não sei se o presente iria ser melhor - é apenas uma esperança.
Hoje, no dia em que se comemora a independência dos EUA de 1776, aquele país continua a representar o melhor e o pior da humanidade. E é com esta ambivalência que o resto do mundo, colonizado económica, social, política e culturalmente por este gigante, tem de se haver para assegurar a sua própria sobrevivência.
Parabéns EUA. Ao resto do mundo, os meus sinceros pêsames.
E se o Cristóvão Colombo tivesse tido a ideia de navegar para sul ou para norte?
E se ele tivesse voltado para Espanha de mãos vazias?
E se não houvesse nenhum barco com "pioneiros" ingleses que não percebiam puto de agricultura, subsistência? E se eles não fossem uma cambada de puritanos descontentes com a sociedade inglesa da época?
E se a América do Norte nunca tivesse sido povoada por europeus?
E se na América do Norte ainda houvesse milhões de pessoas de tribos indígenas?
E se ainda houvessem milhões e milhões de bisontes nas pradarias daquele continente?
Não sei se o presente iria ser melhor - é apenas uma esperança.
Hoje, no dia em que se comemora a independência dos EUA de 1776, aquele país continua a representar o melhor e o pior da humanidade. E é com esta ambivalência que o resto do mundo, colonizado económica, social, política e culturalmente por este gigante, tem de se haver para assegurar a sua própria sobrevivência.
Parabéns EUA. Ao resto do mundo, os meus sinceros pêsames.
Já expressei o meu sentimento no post anterior relativamente a estes iluminados que escrevem nos jornais. Mas não resisto a deixar aqui esta pérola surrealista do omnisciente Luís Delgado na crónica do DN de hoje, acerca do debate de hoje na AR:
"Francisco Louçã capitaliza em tudo o que é debate, e não será neste que se deixará bater ou abater. É brilhante, exagerado, metafórico, mas agrada, no seu estilo, e empolga, com a sua ousadia, qualquer discussão. Fosse de direita - um dia, talvez... - e seria um primeiro-ministro."
Ou seja: na cabecinha deste senhor só pode ser 1º ministro quem for de direita.
E Delgado ainda tem esperanças de que Louçã vire a casaca.
Mas eu até percebo a idéia do homenzinho: há 30 anos que este país só vê parir 1ºs ministros de direita, embora alguns disfarçem muito bem o assunto...
Se têm estomago para ler a crónica toda liguem-se aqui.
"Francisco Louçã capitaliza em tudo o que é debate, e não será neste que se deixará bater ou abater. É brilhante, exagerado, metafórico, mas agrada, no seu estilo, e empolga, com a sua ousadia, qualquer discussão. Fosse de direita - um dia, talvez... - e seria um primeiro-ministro."
Ou seja: na cabecinha deste senhor só pode ser 1º ministro quem for de direita.
E Delgado ainda tem esperanças de que Louçã vire a casaca.
Mas eu até percebo a idéia do homenzinho: há 30 anos que este país só vê parir 1ºs ministros de direita, embora alguns disfarçem muito bem o assunto...
Se têm estomago para ler a crónica toda liguem-se aqui.
quarta-feira, junho 29, 2005
Já me cansa esta merda
Já me cansam os económico-financeiros de merda a dizerem que o país vai falir daqui a dez anos. E porque não daqui a vinte? Ou daqui a 9 dias? Ou já amanhã? Já me cansam os comentários onanistas do António Barreto, do Vasco Pulido Valente, o reacionarismo do Graça Moura, a pulhice sebosa do Luis Delgado, a hipocrisia clerical do César das Neves, o metro-e-meio mental do Marques Mendes, o silêncio do Sócrates, o sucessivos governos que se portam como comissões liquidatárias, os sindicatos, os polícias, os arrastões, já estou farto! Puta que pariu... Vou fazer um blog em chinês. |
sexta-feira, junho 17, 2005
Depois do famoso arrastão provocado por 500 individuos de origem africana, vulgo pretos, na praia de Carcavelos, a minha prima Ossétia ficou tão excitada que telefonou de imediato ao namorado que por acaso é da Polícia de Intervenção, a perguntar o que se tinha passado. O tipo, assim como quem quer desvalorizar os factos, falou em apenas 30 ou 40 individuos de origem africana, vulgo pretos. O resto era o exagero do costume dos orgãos de comunicação social. Eu, que sempre fui um céptico nestas coisas, apontei não para 500, 30, ou 40 individuos de origem africana, vulgo pretos, mas aí para uns 60 a 100. Mais disse o namorado da prima Ossétia, que apenas tinha sido apresentada uma queixa por um roubo de um telemóvel. Apenas? Acaso o namoradinho bronco da prima Ossétia não saberá que roubar um telemóvel a um português, vulgo branco, é pior que lhe arrancarem o fígado para contrabando?
A não ser que o dito objecto estivesse fora de moda (com uns 6 meses de uso) ou não fosse topo de gama (+/- 300 euros) quem é que iria queixar-se do roubo de tal ninharia?
E agora vêm aí aqueles rapazes simpáticos da Frente Nacional, vulgo skinheads, ou cabeças rapadas, ou cérebros raspados, ou brancos, manifestarem-se contra o arrastão, contra a criminalidade, contra (o quê?) o racismo, e já com a manif autorizada pelo Governo Civil, que estes rapazes bem merecem esta forma de lhes dar alguma importância já que o preço da fama anda pelas ruas da amargura, coitados. E é bem possível que entre eles esteja o infeliz a quem gamaram o telemóvel, coitado. Se eu fosse governo dava-lhe já um para compensar, pois com o IVA a subir aos 21% num instante reporia o dinheiro nos cofres do estado.
Mas estas merdas de existirem individuos de origem africana, vulgo pretos, nas praias, nos supermercados, nos centros comerciais, a chatearem cada um, digo, um branco, é que está mal. Então a gente não lhes pagou as casinhas novas com o nosso dinheirinho, para eles lá viverem todos juntinhos, quentinhos no inverno, fresquinhos no verão, em sítios aprazíveis para lá ficarem tipo condomínio fechado, não chatearem e não serem chateados? O que direi eu, que não vivo num condomínio fechado?
E será que aquele sr. Deputado do CDS, o Nuno Melo vive num condomínio fechado? Para ele a solução é simples, quem comete um crime deve ser preso, julgado e condenado, independentemente de ser preto, vulgo individuo de origem africana, ou branco, vulgo sem abrigo, desempregado, trolha ou militante do Bloco de esquerda.
E devem existir mais polícias nas praias, nos supermercados, nos centro comerciais, nos campos de golfe, na Quinta da Marinha, tantos que às tantas a segurança seria feita por civis, tipo contínuos do BES ou seguranças da Prósegur. Por cada 100 polícias um segurança à civil, já!
Bem pode o Sampaio ir à Cova da Moura dançar o funáná e ouvir hip-hop que o pessoal não gosta de músicas primitivas tocadas por individuos de origem africana, vulgo pretos, cá o pessoal prefere a intelectualidade do Quim Barreiros e a sinceridade do Marco Paulo. Bem diz a minha prima Ossétia, que andam a dar pérolas a porcos, deixando os pretos, vulgo individuos de origem africana, frequentar as praias das pessoas honestas, vulgo brancos, e logo eles que até nem precisam de se bronzear!
Por isso é que esta história de 500 tipos, ou 30 ou 40 ou 100, me cheira mal a léguas de distância. E não venha o tótó do polícia namoradinho da prima Ossétia dizer que são só 30 ou 40 indíviduos de origem africana, vulgo pretos.
E se este polícia bacano der uma saltada à manif dos skinheads quantos é que ele vai dizer que lá estavam? É pá, eram apenas uns 5 ou 6, nada dos 32000 que a TV divulgou, o povo português é um povo pacífico, tás a ver?
A não ser que o dito objecto estivesse fora de moda (com uns 6 meses de uso) ou não fosse topo de gama (+/- 300 euros) quem é que iria queixar-se do roubo de tal ninharia?
E agora vêm aí aqueles rapazes simpáticos da Frente Nacional, vulgo skinheads, ou cabeças rapadas, ou cérebros raspados, ou brancos, manifestarem-se contra o arrastão, contra a criminalidade, contra (o quê?) o racismo, e já com a manif autorizada pelo Governo Civil, que estes rapazes bem merecem esta forma de lhes dar alguma importância já que o preço da fama anda pelas ruas da amargura, coitados. E é bem possível que entre eles esteja o infeliz a quem gamaram o telemóvel, coitado. Se eu fosse governo dava-lhe já um para compensar, pois com o IVA a subir aos 21% num instante reporia o dinheiro nos cofres do estado.
Mas estas merdas de existirem individuos de origem africana, vulgo pretos, nas praias, nos supermercados, nos centros comerciais, a chatearem cada um, digo, um branco, é que está mal. Então a gente não lhes pagou as casinhas novas com o nosso dinheirinho, para eles lá viverem todos juntinhos, quentinhos no inverno, fresquinhos no verão, em sítios aprazíveis para lá ficarem tipo condomínio fechado, não chatearem e não serem chateados? O que direi eu, que não vivo num condomínio fechado?
E será que aquele sr. Deputado do CDS, o Nuno Melo vive num condomínio fechado? Para ele a solução é simples, quem comete um crime deve ser preso, julgado e condenado, independentemente de ser preto, vulgo individuo de origem africana, ou branco, vulgo sem abrigo, desempregado, trolha ou militante do Bloco de esquerda.
E devem existir mais polícias nas praias, nos supermercados, nos centro comerciais, nos campos de golfe, na Quinta da Marinha, tantos que às tantas a segurança seria feita por civis, tipo contínuos do BES ou seguranças da Prósegur. Por cada 100 polícias um segurança à civil, já!
Bem pode o Sampaio ir à Cova da Moura dançar o funáná e ouvir hip-hop que o pessoal não gosta de músicas primitivas tocadas por individuos de origem africana, vulgo pretos, cá o pessoal prefere a intelectualidade do Quim Barreiros e a sinceridade do Marco Paulo. Bem diz a minha prima Ossétia, que andam a dar pérolas a porcos, deixando os pretos, vulgo individuos de origem africana, frequentar as praias das pessoas honestas, vulgo brancos, e logo eles que até nem precisam de se bronzear!
Por isso é que esta história de 500 tipos, ou 30 ou 40 ou 100, me cheira mal a léguas de distância. E não venha o tótó do polícia namoradinho da prima Ossétia dizer que são só 30 ou 40 indíviduos de origem africana, vulgo pretos.
E se este polícia bacano der uma saltada à manif dos skinheads quantos é que ele vai dizer que lá estavam? É pá, eram apenas uns 5 ou 6, nada dos 32000 que a TV divulgou, o povo português é um povo pacífico, tás a ver?
quinta-feira, junho 09, 2005
A convite do Cestodagávea, esteve recentemente em Portugal o ilustre pensador do Burkina-Faso Zsse Mtoma Gamako, autor de diversos estudos e artigos de opinião sobre o nosso país. Eis aqui a entrevista.
Professor, quando começou a interessar-se pelo nosso país?
Foi quando iniciei uns estudos sobre parapsicologia e ovnilogia. Actualmente estou mais ligado à pedo-psiquiatria.
Como vê o futuro de Portugal no meio de todas estas dificuldades?
Vejo com muita esperança. Faz-me lembrar o meu país há 15 anos atrás.
Num dos seus artigos escreveu que Portugal é um país deslocado. Porquê?
Não vejo o vosso país como um país europeu. Tem mais a ver com África ou com a América Latina.
Então defende a deslocalização de Portugal para outro continente?
Deixe-o ficar onde está. Tanto a América do Sul com África já têm problemas que cheguem.
Conhece os politicos portugueses?
Não preciso. Basta-me o João Jardim.
Porquê?
Não sei. Talvez porque tem muito de Bokassa, de Mobutu, de Kumba Ialá...
E o que pensa do trabalho de Durão Barroso como Presidente da Comissão Europeia?
Quando éramos colonizados, os brancos também colocavam um preto como chefe de gabinete para disfarçar.
Na sua opinião, qual o papel de Portugal nas relações com África?
Essa é uma pergunta para que não estava preparado. De qualquer modo acho que Portugal deve manter-se o mais afastado possível de África.
Porquê?
Você faz demasiadas perguntas.
Pode explicar a razão porque veste sempre uma camisola da selecção portuguesa com o nome de Figo?
Já perguntaram ao Kumba Ialá porque usa um barrete vermelho? A propósito, onde está o Gilberto Madaíl? O gajo ficou de aparecer para me entregar o cheque.
Antes de vir a Portugal manisfestou interesse em visitar a lixeira de Trajouce. Porquê?
Qualquer povo se mede pela qualidade do lixo que produz. Estou muito interessado no lixo mediático português.
Quanto tempo pensa ficar em Portugal?
Ainda não decidi. A propósito, quando parte o próximo avião para Madrid?
Que mensagem quer deixar aos portugueses?
Assim de repente...Olhe, envio depois um SMS, pode ser?
Para terminar, quando é que pensa voltar ao nosso país?
Você faz demasiadas perguntas...
O reportér do Cestodagávea agradece o patrocínio do Banco Espirito Santo e da influência do major Valentim Loureiro na realização desta entrevista.
Professor, quando começou a interessar-se pelo nosso país?
Foi quando iniciei uns estudos sobre parapsicologia e ovnilogia. Actualmente estou mais ligado à pedo-psiquiatria.
Como vê o futuro de Portugal no meio de todas estas dificuldades?
Vejo com muita esperança. Faz-me lembrar o meu país há 15 anos atrás.
Num dos seus artigos escreveu que Portugal é um país deslocado. Porquê?
Não vejo o vosso país como um país europeu. Tem mais a ver com África ou com a América Latina.
Então defende a deslocalização de Portugal para outro continente?
Deixe-o ficar onde está. Tanto a América do Sul com África já têm problemas que cheguem.
Conhece os politicos portugueses?
Não preciso. Basta-me o João Jardim.
Porquê?
Não sei. Talvez porque tem muito de Bokassa, de Mobutu, de Kumba Ialá...
E o que pensa do trabalho de Durão Barroso como Presidente da Comissão Europeia?
Quando éramos colonizados, os brancos também colocavam um preto como chefe de gabinete para disfarçar.
Na sua opinião, qual o papel de Portugal nas relações com África?
Essa é uma pergunta para que não estava preparado. De qualquer modo acho que Portugal deve manter-se o mais afastado possível de África.
Porquê?
Você faz demasiadas perguntas.
Pode explicar a razão porque veste sempre uma camisola da selecção portuguesa com o nome de Figo?
Já perguntaram ao Kumba Ialá porque usa um barrete vermelho? A propósito, onde está o Gilberto Madaíl? O gajo ficou de aparecer para me entregar o cheque.
Antes de vir a Portugal manisfestou interesse em visitar a lixeira de Trajouce. Porquê?
Qualquer povo se mede pela qualidade do lixo que produz. Estou muito interessado no lixo mediático português.
Quanto tempo pensa ficar em Portugal?
Ainda não decidi. A propósito, quando parte o próximo avião para Madrid?
Que mensagem quer deixar aos portugueses?
Assim de repente...Olhe, envio depois um SMS, pode ser?
Para terminar, quando é que pensa voltar ao nosso país?
Você faz demasiadas perguntas...
O reportér do Cestodagávea agradece o patrocínio do Banco Espirito Santo e da influência do major Valentim Loureiro na realização desta entrevista.
sexta-feira, junho 03, 2005
VAI UMA RAPIDINHA?
Estava mesmo desconsolado com o apagamento do novo governo nos primeiros dois meses de governação. Não diziam nada ou quase, não continuavam a prometer coisas como nos habituaram na campanha publicitária/eleitotal, nem mesmo repetiam as afirmações de que, garantidamente, não iriam haver subidas de impostos e outras.
Eis quando, por artes mágicas de encomenda, anunciam com toda a força publicitária que o burgo está de tanga. E isto baseado num estudo de encomenda a um grupo de tipos que não são directamente governo, mas tendo como chefe de orquestra um gajinho que, por acaso, até é acólito do PS maioritário. Como se, por um lado, o governo não tivesse vários organismos especializados particularmente em fazer esses estudos, e por outro, não tivessem eles, os do PS, sempre estado directa ou indirectamente ligados a todos os anteriores governos desta república das batatas! Coitados destes novos governantes agora com maioria absoluta, que de nada sabiam e ficaram mais espantados com o resultado do que um tipo que acende um fósforo num bidon de gasolina!
E de um momento para o outro, em catadupas de declarações, são os impostos que sobem, os gastos com o essencial que se reduz, as regalias adquiridas nos ultimos trinta anos que se reduzem ou acabam, o aumento do custo de vida anunciado em subida galopante....Claro que isto só para alguns, por acaso todos os que sempre têm estado a apertar o cinto desde há várias décadas e se mantiveram disciplinados pagadores. Porque para os políticos, seus donos e mestres do capital, e para todos os que têm roubado o erário público ao longo do tempo, para esses, e como sempre, mantém-se as mordomias, os ganhos chorudos, a impunidade na falcatrua e roubo, sempre a bem da nação!
E vamos ver o que nos espera mais em anúncios dos próximos dias! E tudo para que, perto do fim deste mandato governamental de quatro anos, a tanga tenha passado a fio dental, e então poderem prometer para o próximo período de quatro anos a abastança e desafogo, podendo até diminuir umas coisitas, tipo iva passar de 21 para 20,5. Claro, se os atrasados mentais derem de novo uma maioria absoluta aos mesmos!
Ora, pela rapidez com que este governo tem anunciado o enterrar da crise até à medula, bem podemos dizer: Vai uma rapidinha?
Só que quem goza mesmo serão sempre os mesmos!!
Cá por mim mandO-os, a estes e aos que por lá passaram, para o cesto da gávea, cujo nome brejeiro do antigamente se denominava por CARALHO.
Eis quando, por artes mágicas de encomenda, anunciam com toda a força publicitária que o burgo está de tanga. E isto baseado num estudo de encomenda a um grupo de tipos que não são directamente governo, mas tendo como chefe de orquestra um gajinho que, por acaso, até é acólito do PS maioritário. Como se, por um lado, o governo não tivesse vários organismos especializados particularmente em fazer esses estudos, e por outro, não tivessem eles, os do PS, sempre estado directa ou indirectamente ligados a todos os anteriores governos desta república das batatas! Coitados destes novos governantes agora com maioria absoluta, que de nada sabiam e ficaram mais espantados com o resultado do que um tipo que acende um fósforo num bidon de gasolina!
E de um momento para o outro, em catadupas de declarações, são os impostos que sobem, os gastos com o essencial que se reduz, as regalias adquiridas nos ultimos trinta anos que se reduzem ou acabam, o aumento do custo de vida anunciado em subida galopante....Claro que isto só para alguns, por acaso todos os que sempre têm estado a apertar o cinto desde há várias décadas e se mantiveram disciplinados pagadores. Porque para os políticos, seus donos e mestres do capital, e para todos os que têm roubado o erário público ao longo do tempo, para esses, e como sempre, mantém-se as mordomias, os ganhos chorudos, a impunidade na falcatrua e roubo, sempre a bem da nação!
E vamos ver o que nos espera mais em anúncios dos próximos dias! E tudo para que, perto do fim deste mandato governamental de quatro anos, a tanga tenha passado a fio dental, e então poderem prometer para o próximo período de quatro anos a abastança e desafogo, podendo até diminuir umas coisitas, tipo iva passar de 21 para 20,5. Claro, se os atrasados mentais derem de novo uma maioria absoluta aos mesmos!
Ora, pela rapidez com que este governo tem anunciado o enterrar da crise até à medula, bem podemos dizer: Vai uma rapidinha?
Só que quem goza mesmo serão sempre os mesmos!!
Cá por mim mandO-os, a estes e aos que por lá passaram, para o cesto da gávea, cujo nome brejeiro do antigamente se denominava por CARALHO.
Desabafo de um português profundamente desiludido com a merda de país onde é obrigado a viver e com os cabrões de políticos que tem de aturar
Puta que pariu
A mãe do Afonso Henriques que devia ter ido abortar a Badajoz !
A mãe do Afonso Henriques que devia ter ido abortar a Badajoz !
Curtas e Rápidas
Vivia obcecado com o défice. Por isso mesmo exitava entre o suicídio e o Viagra.
Aquele ministro coleccionava símbolos fálicos. Ninguém se espantou quando comprou dois submarinos.
Para aquele pedófilo o Dia Mundial da Criança deveria ser todos os dias.
Quando comprou aquela máquina que iria aumentar a produção em 200% proibiu quem quer que fosse de lhe tocar. Como empresário só sabia queixar-se da falta de produtividade.
Quando lhe falaram no monstro do défice, a loura perguntou quem fazia de monstro, se o Tom Cruise ou o Brad Pitt.
Fartou-se de criticar o fundamentalismo islâmico enquanto dava vinte voltas de joelhos ao santuário de Fátima.
Aquele ministro coleccionava símbolos fálicos. Ninguém se espantou quando comprou dois submarinos.
Para aquele pedófilo o Dia Mundial da Criança deveria ser todos os dias.
Quando comprou aquela máquina que iria aumentar a produção em 200% proibiu quem quer que fosse de lhe tocar. Como empresário só sabia queixar-se da falta de produtividade.
Quando lhe falaram no monstro do défice, a loura perguntou quem fazia de monstro, se o Tom Cruise ou o Brad Pitt.
Fartou-se de criticar o fundamentalismo islâmico enquanto dava vinte voltas de joelhos ao santuário de Fátima.
quarta-feira, junho 01, 2005
UMA AJUDINHA AO SR. PM
Caro Sr. Primeiro-ministro,
Venho por meio desta comunicação manifestar meu total apoio aos seus esforços de modernização do nosso país e equilíbrio financeiro. Como cidadão comum, não tenho muito mais a oferecer além do meu trabalho, mas já que o tema da moda é Reforma Tributária, percebi que posso definitivamente contribuir mais.
Vou explicar:
Na actual legislação, pago na fonte 31% do meu salário (20 para o IRS e 11 para a Segurança Social). Como pode ver, sou um cidadão afortunado. Cada vez que eu faço compras, no supermercado, gastando o que o meu patrão me pagou, o Estado, e muito bem, fica com 19% para si (31+19). Dentro em pouco já será, e muito bem, 31+21. Claro que, por enquanto, alguns bens essenciais são taxados a 12% de IVA, logo, e para mostrar que estou de boa fé, porque mesmo modestamente não consigo viver apenas gastando em bens essenciais, admito que entre os bens com IVA a 5%, 12% e 21%, um resultado médio dará 17%, logo teremos (31+17). Sou obrigado a concordar que é pouco dinheiro para o governo fazer tudo aquilo que promete ao cidadão em tempo de campanha eleitoral.
Mas o meu patrão é obrigado a dar ao Estado, e muito bem, mais 23,75% daquilo que me paga para a Segurança Social. E ainda 33% para o Estado (23,75+33).
Além disso quando compro um carro, uma casa, herdo um quadro, registo os meus negócios ou peço uma certidão, o Estado, e muito bem, fica com quase metade das verbas envolvidas no caso. Logo, e vivendo a um nível de subdesenvolvimento em prol do país que V.Ex.ª tão bem administra e tão preocupado o trás, o que o estado retira sobre o valor que o meu trabalho vale será de (31+17+23,75+33).
Minha sugestão, é invertermos os percentuais: A partir do próximo mês autorizo o Governo a ficar com 100% do meu salário.
Desta forma, para além de tornar mais fácil todo o edifício burocrático em que o actual sistema se baseia, imagino a redução de custos em funcionalismo público que tal medida permitirá.
Funcionaria assim:
Eu fico com 4.75% limpinhos, sem qualquer ónus, mas o Governo fica com as contas de:
-Escola,
-Seguro de Saúde,
-Despesas com dentista,
-Remédios,
-Materiais escolares,
-Condomínio,
-Água,
-Luz,
-Telefone,
-Energia,
-Supermercado,
-Gasolina,
-Vestuário,
-Lazer,
-Portagens,
-Cultura,
-Contribuição Autárquica,
-IVA,
-IRS,
-IRC,
-IVVA
-Imposto de Circulação
-Segurança Social,
-Seguro do carro,
-Inspecção Periódica,
-Taxas do Lixo, reciclagem, esgotos e saneamento
-E todas as outras taxas que nos impinge todos os dias.
-Previdência privada e qualquer taxa extra que por ventura seja repentinamente criada por qualquer dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
Um abraço ao Sr. PM e ao Senhor PR e muito boa sorte, do fundo do meu coração!
PS: Podemos até negociar o percentual!!!
Venho por meio desta comunicação manifestar meu total apoio aos seus esforços de modernização do nosso país e equilíbrio financeiro. Como cidadão comum, não tenho muito mais a oferecer além do meu trabalho, mas já que o tema da moda é Reforma Tributária, percebi que posso definitivamente contribuir mais.
Vou explicar:
Na actual legislação, pago na fonte 31% do meu salário (20 para o IRS e 11 para a Segurança Social). Como pode ver, sou um cidadão afortunado. Cada vez que eu faço compras, no supermercado, gastando o que o meu patrão me pagou, o Estado, e muito bem, fica com 19% para si (31+19). Dentro em pouco já será, e muito bem, 31+21. Claro que, por enquanto, alguns bens essenciais são taxados a 12% de IVA, logo, e para mostrar que estou de boa fé, porque mesmo modestamente não consigo viver apenas gastando em bens essenciais, admito que entre os bens com IVA a 5%, 12% e 21%, um resultado médio dará 17%, logo teremos (31+17). Sou obrigado a concordar que é pouco dinheiro para o governo fazer tudo aquilo que promete ao cidadão em tempo de campanha eleitoral.
Mas o meu patrão é obrigado a dar ao Estado, e muito bem, mais 23,75% daquilo que me paga para a Segurança Social. E ainda 33% para o Estado (23,75+33).
Além disso quando compro um carro, uma casa, herdo um quadro, registo os meus negócios ou peço uma certidão, o Estado, e muito bem, fica com quase metade das verbas envolvidas no caso. Logo, e vivendo a um nível de subdesenvolvimento em prol do país que V.Ex.ª tão bem administra e tão preocupado o trás, o que o estado retira sobre o valor que o meu trabalho vale será de (31+17+23,75+33).
Minha sugestão, é invertermos os percentuais: A partir do próximo mês autorizo o Governo a ficar com 100% do meu salário.
Desta forma, para além de tornar mais fácil todo o edifício burocrático em que o actual sistema se baseia, imagino a redução de custos em funcionalismo público que tal medida permitirá.
Funcionaria assim:
Eu fico com 4.75% limpinhos, sem qualquer ónus, mas o Governo fica com as contas de:
-Escola,
-Seguro de Saúde,
-Despesas com dentista,
-Remédios,
-Materiais escolares,
-Condomínio,
-Água,
-Luz,
-Telefone,
-Energia,
-Supermercado,
-Gasolina,
-Vestuário,
-Lazer,
-Portagens,
-Cultura,
-Contribuição Autárquica,
-IVA,
-IRS,
-IRC,
-IVVA
-Imposto de Circulação
-Segurança Social,
-Seguro do carro,
-Inspecção Periódica,
-Taxas do Lixo, reciclagem, esgotos e saneamento
-E todas as outras taxas que nos impinge todos os dias.
-Previdência privada e qualquer taxa extra que por ventura seja repentinamente criada por qualquer dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
Um abraço ao Sr. PM e ao Senhor PR e muito boa sorte, do fundo do meu coração!
PS: Podemos até negociar o percentual!!!
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