terça-feira, março 09, 2004
AINDA A PROPÓSITO DAS MODERNICES...
Não sei quem é o Almirante da treta que expulsou para aqui toda a sua diarreia mental, mas se é quem eu penso o melhor é tomar Ultra Levure injectada directamente no intestino que tem em lugar do cérebro. Quanto a achar que quem lê esta merda de blog são só os autores dos textos, que se auto-ejaculam e não sei quê, fique sabendo que só QUEM SABE LER é que visita este blog. E mais não digo.
segunda-feira, março 08, 2004
Eficiência e profissionalismo (ha! ha! ha!) na AP
Como todas as 2ª feiras (e só) comprei o Público - essencialmente pelos seus vários suplementos.
Depois de o ler (no comboio porque no emprego tenho muito trabalho ;-), algumas frases (em itálico) provocaram várias diarreias seguidas (ou terá sido uma contínua).
- A "cultura do talento" versus o "politicamente correcto" que nivela tudo pelo baixo nível dos nossos políticos medíocres (no poder e não só).
- As "Leis são tratadas como sugestões" - é isso que nos conduziu à glória de País que agora somos. (não esquecer que entretanto a Glória envelheceu, as mamas estão ao nível da barriga e o resto é só peles).
- "Quase metade do PIB passa pelo Estado" ou seja pela AP.
- No suplemento "carga & Transportes" - diz-se algures em relação aos gestores públicos ". . . uma gestão genericamente incompetente, repousando à sombra de reformas douradas mas sem que lhes tivesse sido conhecido antes, o mais pequeno trabalho profissional na área .....".
".... há que inventariar os custos anuais da administração e dos dirigentes: detectar-se-ão os astronómicos gastos verificados..... recomendando a adopção de administrações reduzidas, em que apenas o dirigente máximo seja de cooptação política devendo os restantes 2 ser profissionais do sector" e eu acrescento "de competência reconhecida" e não putos família acabados de sair da Universidade.
Comprem o Público à 2ª nem que seja por este suplemento - é pena já ter deixado de escrever a Joana Mendes Paulo que eu adorava (dá a impressão que foi arredada por ser politicamente incorrecta demais) - se ela ler isto, gostava de ter todos os seus escritos.
As RAPs (Reforma da Administração Pública e cada governo anuncia uma) só serve para os FPM envolvidos (claro que são lá postos conforme a cor do governo da altura) justificarem o que ganham a mais e perpetuarem a sua existência.
É preciso não esquecer que em Portugal (nos outros não sei) os FPM só servem, na sua maioria para SE AUTO-PERPETUAREM.
Isto porque, as leis que existem não são cumpridas (veja-se mais uma vez o suplemento "Economia" do Público, no artigo "A gestão das pessoas" - gosto também muito do que este gajo (sr.) escreve) porque o seu cumprimento ia colocar em causa precisamente a eficiência, eficácia, competência e profissionalismo dos FPM responsáveis e isso, claro, não interessa.
Continuo a dizer que o problema não está (só e principalmente) nas bases, mas é devido à incompetência das hierarquias, ao seu "paraquedismo político" que leva ao desinteresse ("para quê preocupar-me se o chefe não se preocupa - ele até ganha mais e se eu disser que está mal, ainda sou prejudicado nas promoções") e à sua irresponsabilidade, propagando a falta de rigor de gestão.
É preciso não esquecer que cerca de 80% dos empresários nacionais (ou seja gestores, nem que seja da sua micro-empresa) só tem a 4ª classe - será que isto é diferente na FP? Duvido. A boa gestão não tem origem só na "virtude" dos gestores, mas deriva essencialmente de FORMAÇÃO (claro que a união das duas dá os gestores excepcionais, mas esses não estão na AP). Portanto temos:
"tachistas" e "paraquedistas políticos" + falta de formação em gestão + objectivo "perpetuação dos cargos" + Cumprir unicamente as leis que interessam no momento = uma MERDA de AP.
Se adicionarem uma política de gestão financeira absolutamente idiota (tens estes $$ e se gastares, tudo bem, senão gastares, pró ano recebes menos), temos uma falta de eficiência estrondosa com gastar fundos só para assegurar os do ano seguinte. Compram-se máquinas que ficam encaixotadas até estarem obsoletas (e depois pede-se orçamento para as substituir), ou que são de capacidade excessiva para os objectivos (mas passado 2 ou 3 anos pede-se orçamento para as substituir), não são efectuados estudos para adequar os recursos às necessidades (e, se são efectuados, só são considerados no caso de apontarem para mais orçamento), etc.
Como todas as hierarquias da AP já têm (sofrem) este tipo de raciocínio e nem sequer conseguem pensar doutra maneira (a grande maioria olha-nos com um olhar de - estás maluco ou quê - quando se fala nisto), é impossível aplicar-lhes a "eficiência" dos privados (como se esta, em Portugal, fosse também alguma coisa de especial).
Portanto a RAP nos termos políticos em que está a ser definida DE NADA SERVE. Gastam-se milhões em estudos (claro que efectuados por amiguinhos e bons estudantes (serão?) universitários - filhos família, acompanhados por alguns FPM "Yes man" e da cor) e depois fazem-se umas leis (que serão convenientemente ignoradas quando não interessarem) e assim o Governo até pode dizer que cumpriu a sua promessa política e deu mais um passo para engrandecer Portugal (|!"#$%&/ - lá vou vomitar!).
Por sua vez os serviços ao público (função da AP), quando são rentáveis (ou seja dão $$$) são privatizados porque:
1º - resolve o problema dos tais 3%;
2º - cai bem nos amigos privados assegurando um tacho quando a mama da governação acabar,
3º - permite que esses privados saquem mais dinheiro ao Zé Povinho porque, obviamente, a função do Estado que seria a fiscalização do fornecimento desses serviços em qualidade e a preço justo não é efectuada, senão poria em causa o ponto 2.
Conclusão - O futuro da AP é termos, por um lado, serviços ineficientes porque os FPM se estão tradicionalmente borrifando (pelas mais diversas razões que não só a simples incompetência) e por outro, serviços minimamente eficientes e caros porque dados aos privados e esses, obviamente, querem é ter rendimento.
Não esquecer que FPM = Funcionários Públicos de Merda e Feios Porcos e Maus (os que acham que não se enquadram dentro desta categoria, estão à vontade para sair).
Surpresa, surpresa - então não é que na Bélgica, o caso dos pedófilos também não andou aos trambolhões. E eu que julgava que só os homossexuais (paneleiros porra!) é que tinham força nos Governos e isso só em Portugal!!! - sou mesmo "naif" (Parvo, parvo!).
Depois de o ler (no comboio porque no emprego tenho muito trabalho ;-), algumas frases (em itálico) provocaram várias diarreias seguidas (ou terá sido uma contínua).
- A "cultura do talento" versus o "politicamente correcto" que nivela tudo pelo baixo nível dos nossos políticos medíocres (no poder e não só).
- As "Leis são tratadas como sugestões" - é isso que nos conduziu à glória de País que agora somos. (não esquecer que entretanto a Glória envelheceu, as mamas estão ao nível da barriga e o resto é só peles).
- "Quase metade do PIB passa pelo Estado" ou seja pela AP.
- No suplemento "carga & Transportes" - diz-se algures em relação aos gestores públicos ". . . uma gestão genericamente incompetente, repousando à sombra de reformas douradas mas sem que lhes tivesse sido conhecido antes, o mais pequeno trabalho profissional na área .....".
".... há que inventariar os custos anuais da administração e dos dirigentes: detectar-se-ão os astronómicos gastos verificados..... recomendando a adopção de administrações reduzidas, em que apenas o dirigente máximo seja de cooptação política devendo os restantes 2 ser profissionais do sector" e eu acrescento "de competência reconhecida" e não putos família acabados de sair da Universidade.
Comprem o Público à 2ª nem que seja por este suplemento - é pena já ter deixado de escrever a Joana Mendes Paulo que eu adorava (dá a impressão que foi arredada por ser politicamente incorrecta demais) - se ela ler isto, gostava de ter todos os seus escritos.
As RAPs (Reforma da Administração Pública e cada governo anuncia uma) só serve para os FPM envolvidos (claro que são lá postos conforme a cor do governo da altura) justificarem o que ganham a mais e perpetuarem a sua existência.
É preciso não esquecer que em Portugal (nos outros não sei) os FPM só servem, na sua maioria para SE AUTO-PERPETUAREM.
Isto porque, as leis que existem não são cumpridas (veja-se mais uma vez o suplemento "Economia" do Público, no artigo "A gestão das pessoas" - gosto também muito do que este gajo (sr.) escreve) porque o seu cumprimento ia colocar em causa precisamente a eficiência, eficácia, competência e profissionalismo dos FPM responsáveis e isso, claro, não interessa.
Continuo a dizer que o problema não está (só e principalmente) nas bases, mas é devido à incompetência das hierarquias, ao seu "paraquedismo político" que leva ao desinteresse ("para quê preocupar-me se o chefe não se preocupa - ele até ganha mais e se eu disser que está mal, ainda sou prejudicado nas promoções") e à sua irresponsabilidade, propagando a falta de rigor de gestão.
É preciso não esquecer que cerca de 80% dos empresários nacionais (ou seja gestores, nem que seja da sua micro-empresa) só tem a 4ª classe - será que isto é diferente na FP? Duvido. A boa gestão não tem origem só na "virtude" dos gestores, mas deriva essencialmente de FORMAÇÃO (claro que a união das duas dá os gestores excepcionais, mas esses não estão na AP). Portanto temos:
"tachistas" e "paraquedistas políticos" + falta de formação em gestão + objectivo "perpetuação dos cargos" + Cumprir unicamente as leis que interessam no momento = uma MERDA de AP.
Se adicionarem uma política de gestão financeira absolutamente idiota (tens estes $$ e se gastares, tudo bem, senão gastares, pró ano recebes menos), temos uma falta de eficiência estrondosa com gastar fundos só para assegurar os do ano seguinte. Compram-se máquinas que ficam encaixotadas até estarem obsoletas (e depois pede-se orçamento para as substituir), ou que são de capacidade excessiva para os objectivos (mas passado 2 ou 3 anos pede-se orçamento para as substituir), não são efectuados estudos para adequar os recursos às necessidades (e, se são efectuados, só são considerados no caso de apontarem para mais orçamento), etc.
Como todas as hierarquias da AP já têm (sofrem) este tipo de raciocínio e nem sequer conseguem pensar doutra maneira (a grande maioria olha-nos com um olhar de - estás maluco ou quê - quando se fala nisto), é impossível aplicar-lhes a "eficiência" dos privados (como se esta, em Portugal, fosse também alguma coisa de especial).
Portanto a RAP nos termos políticos em que está a ser definida DE NADA SERVE. Gastam-se milhões em estudos (claro que efectuados por amiguinhos e bons estudantes (serão?) universitários - filhos família, acompanhados por alguns FPM "Yes man" e da cor) e depois fazem-se umas leis (que serão convenientemente ignoradas quando não interessarem) e assim o Governo até pode dizer que cumpriu a sua promessa política e deu mais um passo para engrandecer Portugal (|!"#$%&/ - lá vou vomitar!).
Por sua vez os serviços ao público (função da AP), quando são rentáveis (ou seja dão $$$) são privatizados porque:
1º - resolve o problema dos tais 3%;
2º - cai bem nos amigos privados assegurando um tacho quando a mama da governação acabar,
3º - permite que esses privados saquem mais dinheiro ao Zé Povinho porque, obviamente, a função do Estado que seria a fiscalização do fornecimento desses serviços em qualidade e a preço justo não é efectuada, senão poria em causa o ponto 2.
Conclusão - O futuro da AP é termos, por um lado, serviços ineficientes porque os FPM se estão tradicionalmente borrifando (pelas mais diversas razões que não só a simples incompetência) e por outro, serviços minimamente eficientes e caros porque dados aos privados e esses, obviamente, querem é ter rendimento.
Não esquecer que FPM = Funcionários Públicos de Merda e Feios Porcos e Maus (os que acham que não se enquadram dentro desta categoria, estão à vontade para sair).
Surpresa, surpresa - então não é que na Bélgica, o caso dos pedófilos também não andou aos trambolhões. E eu que julgava que só os homossexuais (paneleiros porra!) é que tinham força nos Governos e isso só em Portugal!!! - sou mesmo "naif" (Parvo, parvo!).
domingo, março 07, 2004
Eu e os FPM
Tripulantes, a partir das Galés, para onde fui enviado pelo Almirantado por ter feito um escrito resultante de uma feijoada estragada (fornecida pelo Comandante, claro!), informo que eu não tenho qualquer raiva particular aos FPM e até existem algumas excepções, que são LCB (Lindos, Cheirosos e Bons), competentes e honestos.
Como já referido em blogadas anteriores, a minha visão aplica-se principalmente aos chefinhos (até na reforma da AP a nomeação dos chefinhos é uma questão a rever) e pode estar distorcida devido ao local de emprego.
Quanto aos conhecidos, amigos e familiares que têm emprego na AP, é pá acham que estes pesadelos necessitam de consulta psicológica? Faz de conta que isto é o sofá do psicaqqcoisa onde se vomita as coisas sujas que vêm cá para dentro.
Sempre é melhor que vomitar sobre os colegas e aproveitar-se deles para satisfazer a sua má formação e mesquinhez.
E agora desculpem mas tenho de ir para o barril.
Como já referido em blogadas anteriores, a minha visão aplica-se principalmente aos chefinhos (até na reforma da AP a nomeação dos chefinhos é uma questão a rever) e pode estar distorcida devido ao local de emprego.
Quanto aos conhecidos, amigos e familiares que têm emprego na AP, é pá acham que estes pesadelos necessitam de consulta psicológica? Faz de conta que isto é o sofá do psicaqqcoisa onde se vomita as coisas sujas que vêm cá para dentro.
Sempre é melhor que vomitar sobre os colegas e aproveitar-se deles para satisfazer a sua má formação e mesquinhez.
E agora desculpem mas tenho de ir para o barril.
terça-feira, março 02, 2004
A FPM (Feios Porcos e Maus, ou será Função Pública de Merda).
Para complementar as várias crónicas sobre a FP, finalmente encontrei o melhor resumo do que considero ser a verdadeira essência da FPM.
Há tantos burros mandando
Em homens de inteligência
que às vezes fico pensando
Que a burrice é uma ciência!
Isto, claro, é de outro poeta popular completamente ignorado pelos nossos mini-estéricos da Cultura e da Educação - António Aleixo.
Foi-me enfiado pelas trombas (e com razão) pelo jumento.blogdrive.com
Comentário de ultima hora pós-escrita disto
Se inverter FPM - MPF = Mocidade Portuguesa Feminina (velhos tempos mas não fodi nada)
Há tantos burros mandando
Em homens de inteligência
que às vezes fico pensando
Que a burrice é uma ciência!
Isto, claro, é de outro poeta popular completamente ignorado pelos nossos mini-estéricos da Cultura e da Educação - António Aleixo.
Foi-me enfiado pelas trombas (e com razão) pelo jumento.blogdrive.com
Comentário de ultima hora pós-escrita disto
Se inverter FPM - MPF = Mocidade Portuguesa Feminina (velhos tempos mas não fodi nada)
VENHAM MAIS 5 !
Não sou mesmo nada dado a datas, mas vocês lembraram-me, e bem, esta data da morte do Zeca Afonso.
E atrás deste lembrete, veio-me a lembrança dos momentos em Coimbra e Lisboa, onde partilhei momentos de vida e esperança num mundo melhor, com o Zeca por perto. Veio-me a lembrança de tempos passados, quando o Zeca tinha um bar a meias com o Samuel ali para os lados da Cruz Quebrada. Veio-me a lembrança de muitos momentos vividos por causa do Zeca....
Mas acima de tudo, veio-me a lembrança de que, tal como a mim e a vocês, o Zeca Afonso foi arauto da esperança num futuro de liberdade, dando-nos força para acreditar que não há utopia quando acreditamos que o homem novo pode acontecer, que temos de ser capazes de chamar aos filhos da puta o que eles são, sem ameias nem amarras...
E por isso, neste blog que chega ao fim do mundo, mesmo sabendo que quase ninguém o vai ler, a palavra do Zeca mais actual do que nunca, tem a força de um grito de guerra aos merdas que poluem estas terras: VENHAM MAIS CINCO!!
E atrás deste lembrete, veio-me a lembrança dos momentos em Coimbra e Lisboa, onde partilhei momentos de vida e esperança num mundo melhor, com o Zeca por perto. Veio-me a lembrança de tempos passados, quando o Zeca tinha um bar a meias com o Samuel ali para os lados da Cruz Quebrada. Veio-me a lembrança de muitos momentos vividos por causa do Zeca....
Mas acima de tudo, veio-me a lembrança de que, tal como a mim e a vocês, o Zeca Afonso foi arauto da esperança num futuro de liberdade, dando-nos força para acreditar que não há utopia quando acreditamos que o homem novo pode acontecer, que temos de ser capazes de chamar aos filhos da puta o que eles são, sem ameias nem amarras...
E por isso, neste blog que chega ao fim do mundo, mesmo sabendo que quase ninguém o vai ler, a palavra do Zeca mais actual do que nunca, tem a força de um grito de guerra aos merdas que poluem estas terras: VENHAM MAIS CINCO!!
Vou-me passar pela prancha
Pois é - cometi (cometemos) uma grande asneira.
ESQUECEMOS O ANIVERSÁRIO DA MORTE FISICA DO ZECA AFONSO (23/2/1987).
Nós que crescemos, primeiro a ouvir às escondidas a sua música e depois, felizmente, a ouvi-las alto e bom som, não nos deviamos esquecer dele.
Principalmente agora que, apesar da "liberdadezinha" teórica, na prática estamos cada vez mais envenenados com "Big Brothers", assassinos de mulheres que fazem aborto sem dinheiro (sim, porque as f(p) que têm dinheiro vão a qualquer outro país civilizado) - e este Portugal besta e estupido ainda vota neles, propagação "ad infinitum" da incompetência, do compadrio e da corrupção em tudo o que é Estado e Governo (a diferença do antigamente é que agora ainda há mais, repartidos pelos partidos). E não julguem que existe liberdade, ou esquecem-se que se falarem demais vão para a prateleira ou agora, com as mais democráticas leis do trabalho, vão para a rua. Ou esquecem-se também das/dos empregadas que não podem ir à casa de banho.
Mas claro que vocês que não lêm isto (pois não são da TM) estão tão abestalhados que julgam que esta merda de país é uma democracia e portanto, como boas bestas amestradas vão votar e automaticamente são democratas e participam nela - CAMBADA DE PARVOS.
Pensem no Poema do Zeca Afonso - Meninos do Bairro Negra
Olha o sol que vai nascendo
Anda ver o mar
Os meninos vão correndo
Ver o sol chegar
Se até dá gosto cantar
Se toda a terra sorri
Quem te não há-de amar
Menino a ti
Se não é fúria a razão
Se toda a gente quiser
Um dia hás-de aprender
Haja o que houver
Negro bairro negro
Bairro negro
Onde não há pão
Não há sossego
Menino pobre o teu lar
Queira ou não queira o papão
Há-de um dia cantar
Esta canção
AGORA PENSEM NA CASA PIA e acham que eles acreditam que não há PAPÃO ?? Claro que não há - agora há é BIBI.
Estupidos, leiam os Poemas do Zeca (Os Vampiros por exemplo) e vejam na realidade o que se alterou.
Vejam para alem do muito mais gente ter carro, várias TVs em casa, DVD, máquina de lavar loiça, etc.
VEJAM SE TÊM MAIS QUALIDADE DE VIDA.
Conseguem ter o mesmo tempo com os vossos filhos que os vossos pais tinham convosco.
Deixam que os vossos filhos vão brincar sozinhos para o jardim como vocês iam, etc. (circula aí na NET um texto que faz bem estas comparações).
Portanto, depois disto tudo, Zé desculpa, esqueci-me que morreste, mas sempre que ouço as tuas canções continuam a vir lágrimas aos olhos. (vão a http://maiorqueopensamento.grupos.com.pt/2004/02/o_dia_z.php)
ESQUECEMOS O ANIVERSÁRIO DA MORTE FISICA DO ZECA AFONSO (23/2/1987).
Nós que crescemos, primeiro a ouvir às escondidas a sua música e depois, felizmente, a ouvi-las alto e bom som, não nos deviamos esquecer dele.
Principalmente agora que, apesar da "liberdadezinha" teórica, na prática estamos cada vez mais envenenados com "Big Brothers", assassinos de mulheres que fazem aborto sem dinheiro (sim, porque as f(p) que têm dinheiro vão a qualquer outro país civilizado) - e este Portugal besta e estupido ainda vota neles, propagação "ad infinitum" da incompetência, do compadrio e da corrupção em tudo o que é Estado e Governo (a diferença do antigamente é que agora ainda há mais, repartidos pelos partidos). E não julguem que existe liberdade, ou esquecem-se que se falarem demais vão para a prateleira ou agora, com as mais democráticas leis do trabalho, vão para a rua. Ou esquecem-se também das/dos empregadas que não podem ir à casa de banho.
Mas claro que vocês que não lêm isto (pois não são da TM) estão tão abestalhados que julgam que esta merda de país é uma democracia e portanto, como boas bestas amestradas vão votar e automaticamente são democratas e participam nela - CAMBADA DE PARVOS.
Pensem no Poema do Zeca Afonso - Meninos do Bairro Negra
Olha o sol que vai nascendo
Anda ver o mar
Os meninos vão correndo
Ver o sol chegar
Se até dá gosto cantar
Se toda a terra sorri
Quem te não há-de amar
Menino a ti
Se não é fúria a razão
Se toda a gente quiser
Um dia hás-de aprender
Haja o que houver
Negro bairro negro
Bairro negro
Onde não há pão
Não há sossego
Menino pobre o teu lar
Queira ou não queira o papão
Há-de um dia cantar
Esta canção
AGORA PENSEM NA CASA PIA e acham que eles acreditam que não há PAPÃO ?? Claro que não há - agora há é BIBI.
Estupidos, leiam os Poemas do Zeca (Os Vampiros por exemplo) e vejam na realidade o que se alterou.
Vejam para alem do muito mais gente ter carro, várias TVs em casa, DVD, máquina de lavar loiça, etc.
VEJAM SE TÊM MAIS QUALIDADE DE VIDA.
Conseguem ter o mesmo tempo com os vossos filhos que os vossos pais tinham convosco.
Deixam que os vossos filhos vão brincar sozinhos para o jardim como vocês iam, etc. (circula aí na NET um texto que faz bem estas comparações).
Portanto, depois disto tudo, Zé desculpa, esqueci-me que morreste, mas sempre que ouço as tuas canções continuam a vir lágrimas aos olhos. (vão a http://maiorqueopensamento.grupos.com.pt/2004/02/o_dia_z.php)
segunda-feira, março 01, 2004
Sonhos numa noite de pesadelo
* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
* * * * * * COMUNICADO DO ALMIRANTADO * * * * * *
* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
O TEXTO A SEGUIR DEVE SER IGNORADO POR NÃO OBEDECER ÀS NORMAS DE
CORRUPÇÃO, INCOMPETÊNCIA E MESQUINHEZ EM VIGOR.
O SEU AUTOR JÁ FOI ENVIADO PARA AS GALÉS E ENFIADO NO BARRIL.
O ALMIRANTE EM CHEFE
Em sei que isto é só lido pela TM, mas por isso mesmo serve para me aliviar a tripa (vomitando e cagando em cima dos Funcionários Públicos - FP).
Adormecimento:
- Imaginem a AP de um pequeno país pleno de corruptos mas em que um 1º ministro diz "...... cá não há corrupção....".
- Imaginem uma AP em que no processo disciplinar aos vários responsáveis por o estado ter sido defraudado em milhões de euros na venda de património, um deles é ilibado. Por acaso (e só por isso) ele é assessor do instrutor do processo.
Sonhar:
1 - Imaginem um Instituto público (que nasceu baseado em profissionais bancários), que com sacrificio dos empregados executa as suas funções com menos de metade das pessoas de Institutos públicos equivalentes (os da A.P "pura e dura").
2 - Imaginem que este Instituto é continuamente gerido por "boys" (qualquer que seja a cor) de competência duvidosa (para ser suave) e dedicação nula (com raras excepções), que lhe delapidam o capital técnico, humano e as oportunidades políticasde fazer coisas úteis - terá sido por acaso?.
3 - Imaginem um outro instituto povoado de funcionários públicos com excesso de pessoas (mas todas muito ocupadas) em que a competência de grande parte é a competência associada à AP (e os Sindicatos da AP que se lixem nas suas aldrabices - A Função Pública está minada de INCOMPETENTES).
4 - Imaginem que, para reduzir Institutos, estes dois são fundidos (não interessa que entretanto tenham surgidos muitos outros e aumentado o seu nº geral - é que assim os boys duma cor são substituidos pelos de outra cor).
5 - Imaginem que o TopCat da fusão resultante já foi TopCat do instituto dos funcionários públicos "#$%/&$%$ (peço desculpa mas ia vomitando) que é a sua "alma mater".
6 - Imaginem que numa das direcções resultantes da fusão, as pessoas (desculpem se ofendi as verdadeiras pessoas) do instituto dos funcionários públicos (vou passar a chamar-lhe FPM-Feios, Porcos e Maus) aproveitam-se da situação e promovem funcionários a chefinhos.
7 - Imaginem que a direcção resultante fica com muitos chefes e chefinhos (por coincidência, os lugares mais relevantes vão para os FPM).
8 - Imaginem que, passado algum tempo, para racionalizar (como se os FPM soubessem o que isto quer dizer na realidade) foi determinado que o nº de chefes e chefinhos era excessivo.
Acordar:
Pode-se imaginar que foi efectuada uma análise da competência e capacidade dos chefes e chefinhos e que foram escolhidos os mais competentes e que os chefinhos FPM que foram promovidos só para terem vantagem de nº, deixariam de o ser (por uma questão de racionalização).
ACORDA PORRA: os competentes e com mais experiência foram para a prateleira e os novatos e promovidos à pressão ficaram na mesma. Entretanto o chefão e o TopCat como não têm coragem nem tomates, justificam-se dizendo que o outro é que é o culpado.
Então gostaram do pesadelo. No meu sonho isto passou-se na Libéria (ou terá sido no Haiti ?). Resumindo, num país de negreiros.
* * * * * * COMUNICADO DO ALMIRANTADO * * * * * *
* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
O TEXTO A SEGUIR DEVE SER IGNORADO POR NÃO OBEDECER ÀS NORMAS DE
CORRUPÇÃO, INCOMPETÊNCIA E MESQUINHEZ EM VIGOR.
O SEU AUTOR JÁ FOI ENVIADO PARA AS GALÉS E ENFIADO NO BARRIL.
O ALMIRANTE EM CHEFE
Em sei que isto é só lido pela TM, mas por isso mesmo serve para me aliviar a tripa (vomitando e cagando em cima dos Funcionários Públicos - FP).
Adormecimento:
- Imaginem a AP de um pequeno país pleno de corruptos mas em que um 1º ministro diz "...... cá não há corrupção....".
- Imaginem uma AP em que no processo disciplinar aos vários responsáveis por o estado ter sido defraudado em milhões de euros na venda de património, um deles é ilibado. Por acaso (e só por isso) ele é assessor do instrutor do processo.
Sonhar:
1 - Imaginem um Instituto público (que nasceu baseado em profissionais bancários), que com sacrificio dos empregados executa as suas funções com menos de metade das pessoas de Institutos públicos equivalentes (os da A.P "pura e dura").
2 - Imaginem que este Instituto é continuamente gerido por "boys" (qualquer que seja a cor) de competência duvidosa (para ser suave) e dedicação nula (com raras excepções), que lhe delapidam o capital técnico, humano e as oportunidades políticasde fazer coisas úteis - terá sido por acaso?.
3 - Imaginem um outro instituto povoado de funcionários públicos com excesso de pessoas (mas todas muito ocupadas) em que a competência de grande parte é a competência associada à AP (e os Sindicatos da AP que se lixem nas suas aldrabices - A Função Pública está minada de INCOMPETENTES).
4 - Imaginem que, para reduzir Institutos, estes dois são fundidos (não interessa que entretanto tenham surgidos muitos outros e aumentado o seu nº geral - é que assim os boys duma cor são substituidos pelos de outra cor).
5 - Imaginem que o TopCat da fusão resultante já foi TopCat do instituto dos funcionários públicos "#$%/&$%$ (peço desculpa mas ia vomitando) que é a sua "alma mater".
6 - Imaginem que numa das direcções resultantes da fusão, as pessoas (desculpem se ofendi as verdadeiras pessoas) do instituto dos funcionários públicos (vou passar a chamar-lhe FPM-Feios, Porcos e Maus) aproveitam-se da situação e promovem funcionários a chefinhos.
7 - Imaginem que a direcção resultante fica com muitos chefes e chefinhos (por coincidência, os lugares mais relevantes vão para os FPM).
8 - Imaginem que, passado algum tempo, para racionalizar (como se os FPM soubessem o que isto quer dizer na realidade) foi determinado que o nº de chefes e chefinhos era excessivo.
Acordar:
Pode-se imaginar que foi efectuada uma análise da competência e capacidade dos chefes e chefinhos e que foram escolhidos os mais competentes e que os chefinhos FPM que foram promovidos só para terem vantagem de nº, deixariam de o ser (por uma questão de racionalização).
ACORDA PORRA: os competentes e com mais experiência foram para a prateleira e os novatos e promovidos à pressão ficaram na mesma. Entretanto o chefão e o TopCat como não têm coragem nem tomates, justificam-se dizendo que o outro é que é o culpado.
Então gostaram do pesadelo. No meu sonho isto passou-se na Libéria (ou terá sido no Haiti ?). Resumindo, num país de negreiros.
domingo, fevereiro 15, 2004
COMPRO ISSO PORTUGAL
Confesso que fiquei curiosíssimo com o que se iria desenrolar na reunião de gestores e empresários agendada para o Convento do Beato.
De tal forma, que encomendei de véspera todos os jornais que iriam sair no dia a seguir a tão importante evento. E o sr. Fagundes, o dono da tasca onde me abasteço dos diários, num gesto de apreço por um cliente habitual, ainda me presentiou com todos os destacáveis e ofertas a preços baixos que aqueles jornais apresentaram. Paguei uma boa maquia, mas o gesto do homem tinha de ser reconhecido.
Qual o meu espanto quando, ao ler todos os artigos que efusivamente publicitavam o que se tinha passado, não vislumbrei nenhum dos gestores e empresários que fazem este país andar.
Preocupado, e na dúvida que me assaltava, decidi tentar saber se de facto os grandes gestores e empresários tinham faltado a tal iniciativa.
Primeiro telefonei para Bragança, e no contacto com a menina Doraty, fiquei esclarecido que o mais importante empresário daquela região e dono de mais de 80% das casas de alterne e passe da península ibérica, não tinha estado na dita reunião. Após insistência minha, consegui apurar que este famoso empresário de sucesso estava a tratar de negócios na Colômbia, mas tinha enviado um seu acessor à tal reunião, não só como seu porta-voz mas também com parte do texto que foi aprovado.
Depois telefonei para o Dr. Cunha, secretário particular do maior e mais influente empresário português do ramo petrolífero, que me confirmou a ausência de tão importante personalidade, mas garantiu que em sua representação estiveram presentes alguns prestigiados colaboradores, indicando-me para ver o telejornal da SIC onde um dos seus representantes presentes, o sr. Mexia, iria ser entrevistado.
Continuando as pesquisas, contactei com o vice-presidente da associação dos industriais de vestuário e calçado do norte que me garantiu a presença de vários acessores do mais importante empresário desta área que, por razões de não saber falar português nem viver no país, não poderia estar presente. Pelo menos não seria de boa política fazê-lo. Compreendi e considerei sensato.
Por fim, desloquei-me de propósito ao Algarve e fui bater à porta da mansão do dono da “Gallery&Horst”, empresa de import/export que é a fachada do maior negócio de armas e droga deste Portugal. Após várias tentativas para entrar, apenas consegui falar pelo videofone com uma secretária executiva que me informou que o seu patrão não perdia o seu tempo em reuniões da treta, mas tinha tido o cuidado de rever o texto da missiva a entregar ao governo, tendo inclusive feito algumas alterações pertinentes.
Desta forma, fiquei mais aliviado e com a certeza que o Compro Isso Portugal vai ser uma realidade.
Em boa hora tal iniciativa acontece, pois ajudas destas são sempre úteis ao país, mais ainda quando o governo anda tão devagar a dar cabo desta merda!
De tal forma, que encomendei de véspera todos os jornais que iriam sair no dia a seguir a tão importante evento. E o sr. Fagundes, o dono da tasca onde me abasteço dos diários, num gesto de apreço por um cliente habitual, ainda me presentiou com todos os destacáveis e ofertas a preços baixos que aqueles jornais apresentaram. Paguei uma boa maquia, mas o gesto do homem tinha de ser reconhecido.
Qual o meu espanto quando, ao ler todos os artigos que efusivamente publicitavam o que se tinha passado, não vislumbrei nenhum dos gestores e empresários que fazem este país andar.
Preocupado, e na dúvida que me assaltava, decidi tentar saber se de facto os grandes gestores e empresários tinham faltado a tal iniciativa.
Primeiro telefonei para Bragança, e no contacto com a menina Doraty, fiquei esclarecido que o mais importante empresário daquela região e dono de mais de 80% das casas de alterne e passe da península ibérica, não tinha estado na dita reunião. Após insistência minha, consegui apurar que este famoso empresário de sucesso estava a tratar de negócios na Colômbia, mas tinha enviado um seu acessor à tal reunião, não só como seu porta-voz mas também com parte do texto que foi aprovado.
Depois telefonei para o Dr. Cunha, secretário particular do maior e mais influente empresário português do ramo petrolífero, que me confirmou a ausência de tão importante personalidade, mas garantiu que em sua representação estiveram presentes alguns prestigiados colaboradores, indicando-me para ver o telejornal da SIC onde um dos seus representantes presentes, o sr. Mexia, iria ser entrevistado.
Continuando as pesquisas, contactei com o vice-presidente da associação dos industriais de vestuário e calçado do norte que me garantiu a presença de vários acessores do mais importante empresário desta área que, por razões de não saber falar português nem viver no país, não poderia estar presente. Pelo menos não seria de boa política fazê-lo. Compreendi e considerei sensato.
Por fim, desloquei-me de propósito ao Algarve e fui bater à porta da mansão do dono da “Gallery&Horst”, empresa de import/export que é a fachada do maior negócio de armas e droga deste Portugal. Após várias tentativas para entrar, apenas consegui falar pelo videofone com uma secretária executiva que me informou que o seu patrão não perdia o seu tempo em reuniões da treta, mas tinha tido o cuidado de rever o texto da missiva a entregar ao governo, tendo inclusive feito algumas alterações pertinentes.
Desta forma, fiquei mais aliviado e com a certeza que o Compro Isso Portugal vai ser uma realidade.
Em boa hora tal iniciativa acontece, pois ajudas destas são sempre úteis ao país, mais ainda quando o governo anda tão devagar a dar cabo desta merda!
sexta-feira, fevereiro 13, 2004
Ainda a propósito da Noruega
Ainda a propósito da Noruega e sem pôr em causa a ideia defendida no artigo anterior, há que colocar os pontos nos iis para não caírmos, como é usual, na teoria dos paraísos “lá de fora”.
A Noruega deve a sua prosperidade e o seu bem estar ao petróleo descoberto no Mar do Norte há uns anos atrás. E colocou os proventos desta riqueza ao serviço do bem comum, ao contrário do que fazem alguns países árabes. É sabido que os países da Escandinávia eram, no ínicio do século XX os mais pobres da Europa, e que mesmo sem usufruir de riquezas naturais tão importantes como o petróleo souberam, por outras razões, dar a volta à adversidade. O clima frio, a inteligência dos governantes, a vontade popular,deram a volta ao texto. Mas…
Voltemos à Noruega. Até há dois anos atrás as infraestruturas de saúde e educação (hospitais, escolas) estavam muito degradadas. Parece que só agora os começaram a modernizar.
A Noruega é um país muito extenso e com pouca população. Para que quereriam eles uma auto-estrada de Oslo até ao círculo polar? Para fazerem patinagem no gelo? E mais: se o limite de velocidade nas estradas e auto-estradas é de 90Km/h, para que querem eles quilómetros e quilómetros de auto-estrada?
Sobre os grandes eventos internacionais, tais como Expo´s ou Europeus de futebol, é comum aos países nórdicos deixarem estas organizações para outros. A razão não terá a ver com prioridades, mas sim com a devassa das suas florestas, dos fiordes, das cidades, por gentes de outros países, pouco respeitadoras da natureza e meio ambiente e oriundos principalmente do sul da Europa. A questão é discutível, mas eles jogam o seu prestígio internacional na mediação de conflitos, ou no apoio a povos oprimidos, e não necessitam de acontecimentos de fachada que os povos do sul tanto gostam. Além disso, conviver de perto com estes povos não é muito saudável, na óptica deles. Estou a falar de racismo, embora muito bem disfarçado.
É claro que neste momento a Noruega é o país mais desenvolvido da Escandinávia, ocupando o lugar da Suécia e da Dinamarca que já vêm a sua Segurança Social e a sua Educação ameaçadas pela onda neo-liberal importada da amérdica. É certo que os noruegueses são muito bem pagos, talvez sejam o povo mais bem pago do mundo, mas também têm o custo de vida mais caro e seria interessante analisar porquê. De qualquer modo, quem nos dera a nós, portugas de merda, usufruir de 50% do bem estar doa actuais noruegueses.
A Noruega deve a sua prosperidade e o seu bem estar ao petróleo descoberto no Mar do Norte há uns anos atrás. E colocou os proventos desta riqueza ao serviço do bem comum, ao contrário do que fazem alguns países árabes. É sabido que os países da Escandinávia eram, no ínicio do século XX os mais pobres da Europa, e que mesmo sem usufruir de riquezas naturais tão importantes como o petróleo souberam, por outras razões, dar a volta à adversidade. O clima frio, a inteligência dos governantes, a vontade popular,deram a volta ao texto. Mas…
Voltemos à Noruega. Até há dois anos atrás as infraestruturas de saúde e educação (hospitais, escolas) estavam muito degradadas. Parece que só agora os começaram a modernizar.
A Noruega é um país muito extenso e com pouca população. Para que quereriam eles uma auto-estrada de Oslo até ao círculo polar? Para fazerem patinagem no gelo? E mais: se o limite de velocidade nas estradas e auto-estradas é de 90Km/h, para que querem eles quilómetros e quilómetros de auto-estrada?
Sobre os grandes eventos internacionais, tais como Expo´s ou Europeus de futebol, é comum aos países nórdicos deixarem estas organizações para outros. A razão não terá a ver com prioridades, mas sim com a devassa das suas florestas, dos fiordes, das cidades, por gentes de outros países, pouco respeitadoras da natureza e meio ambiente e oriundos principalmente do sul da Europa. A questão é discutível, mas eles jogam o seu prestígio internacional na mediação de conflitos, ou no apoio a povos oprimidos, e não necessitam de acontecimentos de fachada que os povos do sul tanto gostam. Além disso, conviver de perto com estes povos não é muito saudável, na óptica deles. Estou a falar de racismo, embora muito bem disfarçado.
É claro que neste momento a Noruega é o país mais desenvolvido da Escandinávia, ocupando o lugar da Suécia e da Dinamarca que já vêm a sua Segurança Social e a sua Educação ameaçadas pela onda neo-liberal importada da amérdica. É certo que os noruegueses são muito bem pagos, talvez sejam o povo mais bem pago do mundo, mas também têm o custo de vida mais caro e seria interessante analisar porquê. De qualquer modo, quem nos dera a nós, portugas de merda, usufruir de 50% do bem estar doa actuais noruegueses.
quinta-feira, fevereiro 12, 2004
Diz compro isso
Mandaram-me isto. Como já lá fui (em trabalho) sei que algumas das coisas aqui ditas são verdadeiras. (só alterei o ultimo parágrafo)
Na Noruega, o horário de trabalho começa cedo (às 8 horas) e acaba cedo (às 15.30).
As mães e os pais noruegueses têm uma parte significativa dos seus dias para serem pais, para proporcionar aos filhos algo mais do que um serão de televisão ou videojogos.
Têm um ano de licença de maternidade e nunca ouviram falar de despedimentos por gravidez.
A riqueza que produzem nos seus trabalhos garante-lhes o maior nível salarial da Europa. Que é também, desculpem-me os menos sensíveis ao argumento, o mais igualitário. Todos descontam um IRS limpo e transparente que não é depois desbaratado em rotundas e estatuária kitsh , nem em auto-estradas (só têm 200 quilómetros dessas «alavancas de progresso»), nem em Expos e Euros. É tempo de os empresários portugueses constatarem que, na Noruega, a fuga ao fisco não é uma «vantagem competitiva». Ali, o cruzamento de dados «devassa» as contas bancárias, as apólices de seguros, as propriedades móveis e imóveis e as «ofertas» de património a familiares que, em Portugal, país de gentes inventivas, garantem anonimato aos crimes e «confundem» os poucos olhos que se dedicam ao combate à fraude económica.
Mais do que os costumeiros «bons negócios», deviam os empresários portugueses pôr os olhos naquilo que a Noruega tem para nos ensinar.
E, já agora, os políticos. Numa crónica inspirada, o correspondente da TSF naquele país, afiança que os ministros não se medem pelas gravatas nem pela alta cilindrada das suas frotas. Pelo contrário, andam de metro, e não se ofendem quando os tratam por tu.
Aqui, cada ministério faz uso de dezenas de carros topo de gama, com vidros fumados para não dar lastro às ideias de transparência dos cidadãos.
Os ministros portugueses fazem-se preceder de batedores motorizados, poluem o ambiente, dão maus exemplos e gastam a rodos o dinheiro que escasseia para assuntos verdadeiramente importantes.
Mais: os noruegueses sabem que não se «projecta o nome do país» com despesismos faraónicos, basta ser-se sensato e fazer da gestão das contas públicas um exercício de ética e responsabilidade. Arafat e Rabin assinaram um tratado de paz em Oslo. E, que se saiba, não foi preciso desbaratarem milhões de contos para que o nome da capital norueguesa corresse mundo por uma boa causa.
Até os clubes de futebol noruegueses, que pedem meças aos seus congéneres lusos em competições internacionais, nunca precisaram de pagar aos seus jogadores quatrocentos salários mínimos por mês para que estes joguem à bola.
Nas gélidas terras dos vikings conheci empresários portugueses que ali montaram negócios florescentes. Um deles, isolado numa ilha acima do círculo polar Árctico, deixava elogios rasgados à «social-democracia nórdica», ao tempo para viver e à segurança social.
Ali, naquele país, também há patos-bravos. Mas para os vermos precisamos de apontar binóculos para o céu. Não andam de jipe e óculos escuros. Não clamam por messias nem por prebendas. Não se queixam do «excessivo peso do Estado», para depois exigirem isenções e subsídios.
É tempo de aprendermos que, embora eles sejam "vikings", os bárbaros somos nós.
Seria meio caminho andado para nos civilizarmos.
(um "post-scriptum" meu - talvez se compreenda assim porque portugueses se dão bem em África - mas não faltará muito para também o continente negro nos ultrapassar)
Mais achas para a fogueira do "compromisso": é frequente ver-se nos estudos económicos sobre o país que a culpa do atraso é a baixa produtividade dos trabalhadores ???? Atão não é que estas bestas quando vão trabalhar lá para as estranjas e depois de formados e enquadrados não são tão ou mais produtivos que os outros ?? Será que são drogados pelos patrões... ou são simplesmente tratados como GENTE.
Se os vikings nos invadissem (please!!!! em vez dos espanhois) iria ser um problema para arranjar casas para tantos porteiros (pois é a única coisa para que servem 90% dos "empresários" portugueses)
Na Noruega, o horário de trabalho começa cedo (às 8 horas) e acaba cedo (às 15.30).
As mães e os pais noruegueses têm uma parte significativa dos seus dias para serem pais, para proporcionar aos filhos algo mais do que um serão de televisão ou videojogos.
Têm um ano de licença de maternidade e nunca ouviram falar de despedimentos por gravidez.
A riqueza que produzem nos seus trabalhos garante-lhes o maior nível salarial da Europa. Que é também, desculpem-me os menos sensíveis ao argumento, o mais igualitário. Todos descontam um IRS limpo e transparente que não é depois desbaratado em rotundas e estatuária kitsh , nem em auto-estradas (só têm 200 quilómetros dessas «alavancas de progresso»), nem em Expos e Euros. É tempo de os empresários portugueses constatarem que, na Noruega, a fuga ao fisco não é uma «vantagem competitiva». Ali, o cruzamento de dados «devassa» as contas bancárias, as apólices de seguros, as propriedades móveis e imóveis e as «ofertas» de património a familiares que, em Portugal, país de gentes inventivas, garantem anonimato aos crimes e «confundem» os poucos olhos que se dedicam ao combate à fraude económica.
Mais do que os costumeiros «bons negócios», deviam os empresários portugueses pôr os olhos naquilo que a Noruega tem para nos ensinar.
E, já agora, os políticos. Numa crónica inspirada, o correspondente da TSF naquele país, afiança que os ministros não se medem pelas gravatas nem pela alta cilindrada das suas frotas. Pelo contrário, andam de metro, e não se ofendem quando os tratam por tu.
Aqui, cada ministério faz uso de dezenas de carros topo de gama, com vidros fumados para não dar lastro às ideias de transparência dos cidadãos.
Os ministros portugueses fazem-se preceder de batedores motorizados, poluem o ambiente, dão maus exemplos e gastam a rodos o dinheiro que escasseia para assuntos verdadeiramente importantes.
Mais: os noruegueses sabem que não se «projecta o nome do país» com despesismos faraónicos, basta ser-se sensato e fazer da gestão das contas públicas um exercício de ética e responsabilidade. Arafat e Rabin assinaram um tratado de paz em Oslo. E, que se saiba, não foi preciso desbaratarem milhões de contos para que o nome da capital norueguesa corresse mundo por uma boa causa.
Até os clubes de futebol noruegueses, que pedem meças aos seus congéneres lusos em competições internacionais, nunca precisaram de pagar aos seus jogadores quatrocentos salários mínimos por mês para que estes joguem à bola.
Nas gélidas terras dos vikings conheci empresários portugueses que ali montaram negócios florescentes. Um deles, isolado numa ilha acima do círculo polar Árctico, deixava elogios rasgados à «social-democracia nórdica», ao tempo para viver e à segurança social.
Ali, naquele país, também há patos-bravos. Mas para os vermos precisamos de apontar binóculos para o céu. Não andam de jipe e óculos escuros. Não clamam por messias nem por prebendas. Não se queixam do «excessivo peso do Estado», para depois exigirem isenções e subsídios.
É tempo de aprendermos que, embora eles sejam "vikings", os bárbaros somos nós.
Seria meio caminho andado para nos civilizarmos.
(um "post-scriptum" meu - talvez se compreenda assim porque portugueses se dão bem em África - mas não faltará muito para também o continente negro nos ultrapassar)
Mais achas para a fogueira do "compromisso": é frequente ver-se nos estudos económicos sobre o país que a culpa do atraso é a baixa produtividade dos trabalhadores ???? Atão não é que estas bestas quando vão trabalhar lá para as estranjas e depois de formados e enquadrados não são tão ou mais produtivos que os outros ?? Será que são drogados pelos patrões... ou são simplesmente tratados como GENTE.
Se os vikings nos invadissem (please!!!! em vez dos espanhois) iria ser um problema para arranjar casas para tantos porteiros (pois é a única coisa para que servem 90% dos "empresários" portugueses)
quarta-feira, fevereiro 11, 2004
A MINHA INABALÁVEL FÉ NA ESTUPIDEZ HUMANA III - O COMPROMISSO
Aleluia!
Andávamos para aqui todos a bater com a cabeça no muro, sem ver a luz nem o túnel quando de repente, alguém resolve bater com a porta, dar um murro na mesa, e dizer basta! alto e bom som. E não são borra-botas nenhuns, são nem mais nem menos um grupo de quatrocentos gestores e empresários que resolveram dar um pontapé nos tomates do pessimismo geral. E com que sacrificio, deus meu! Largar a jogatina de golfe com o sr. general na reforma, deixar a casinha no Alentejo entregue aos bichos, a gestão de meia dúzia de empresas entregue a acessores, as fériazinhas em Miami ou em Bora-Bora, o jeep Mercedes entregue à estúpida da esposa ou ao filhinho mais velho para ir às reuniões da Juventude Popular, largar tudo para poderem pensar livremente no Compromisso, logo baptizado de Portugal, sim porque um compromisso sem nome não passaria de uma combinação de vão de escada, uma cuspidadela na palma da mão antes do cumprimento a selar o acordo, seria uma coisa indigna de pessoas inteligentes e esclarecidas, para além do mais gestores e/ou empresários. E eu que pensava que esses gestores eram apenas uns sovinas, uns gajos que só queriam aumentar os lucros à custa dos baixos salários, uns tipos cuja noção de investimento era trocarem o carrinho de luxo de 2 em 2 anos à conta da empresa, cuja noção de formação profissional para os trabalhadores era dar cursos de poupança de papel higiénico! Como estava enganado!
Ei-los que se reúnem, que sacodem o pessimismo como quem sacode a caspa dos ombros, que apresentam soluções milagrosas para fugirmos da crise sem fugirmos para o estrangeiro, que discursam sobre coisas tão transcendentes e metafísicas como a educação, a saúde, a competência profissional! Andámos todos a dormir durante anos ou andámos esquecidos?
Alguém alguma vez se lembrou destas coisas? Como são estúpidos os portugueses!
Mas a conclusão mais importante deste Compromisso Portugal, pelo menos a mais divulgada e de certa forma aquela que irá com toda a certeza ser posta em prática, e que resumirá no seu seio a tão famigerada aposta na educação, na saúde e na competência, é (pasme-se pela pertinácia, pela inteligência) a LIBERDADE DE DESPEDIR!
És mal educado? Vais despedido. Resolvido o problema da educação. Estás doente ou grávida? Despedimento. Resolvido o problema da saúde. És bom profissional, não fazes ondas, não chateias? Baixam-te o ordenado. Resolvido o problema da competência profissional.
Mas quanto a eles, simples gestores e empresários? O que é que eles reservam para eles próprios? Nada mais simples:
a) vender a empresa, de preferência a espanhóis.
b) entrar para um partido político. O PSD é o ideal, mas o PP ou o PS não são de desprezar.
c) uma carreira rápida como ministro obscuro e depois um lugar como deputado europeu a comer ostras em Bruxelas ou a jogar golfe com o general na reforma.
d) um lugar de gestor numa empresa pública de renome até vender uma parte a empresários espanhóis, meter algum ao bolso, escrever um ou outro livro autobiográfico ou sobre a competitividade empresarial.
e) gozar a reforma entre um ou outro artigo de opinião nos jornais, ou no conselho de estado.
f) por fim, e não menos importante, participar em seminários, reuniões, congressos onde se discutirá como sempre o congénito pessimismo nacional, o mau estado da economia, a crise de sempre.
Comparar este destino com o que está reservado a quem trabalha, conclui-se que a maior carga de responsabilidade é e será sempre dos gestores, esses iluminados.
Quanto aos outros, a sua imaginação é tão pobre que não conseguem evoluir mais alto que simples despedidos.
Andávamos para aqui todos a bater com a cabeça no muro, sem ver a luz nem o túnel quando de repente, alguém resolve bater com a porta, dar um murro na mesa, e dizer basta! alto e bom som. E não são borra-botas nenhuns, são nem mais nem menos um grupo de quatrocentos gestores e empresários que resolveram dar um pontapé nos tomates do pessimismo geral. E com que sacrificio, deus meu! Largar a jogatina de golfe com o sr. general na reforma, deixar a casinha no Alentejo entregue aos bichos, a gestão de meia dúzia de empresas entregue a acessores, as fériazinhas em Miami ou em Bora-Bora, o jeep Mercedes entregue à estúpida da esposa ou ao filhinho mais velho para ir às reuniões da Juventude Popular, largar tudo para poderem pensar livremente no Compromisso, logo baptizado de Portugal, sim porque um compromisso sem nome não passaria de uma combinação de vão de escada, uma cuspidadela na palma da mão antes do cumprimento a selar o acordo, seria uma coisa indigna de pessoas inteligentes e esclarecidas, para além do mais gestores e/ou empresários. E eu que pensava que esses gestores eram apenas uns sovinas, uns gajos que só queriam aumentar os lucros à custa dos baixos salários, uns tipos cuja noção de investimento era trocarem o carrinho de luxo de 2 em 2 anos à conta da empresa, cuja noção de formação profissional para os trabalhadores era dar cursos de poupança de papel higiénico! Como estava enganado!
Ei-los que se reúnem, que sacodem o pessimismo como quem sacode a caspa dos ombros, que apresentam soluções milagrosas para fugirmos da crise sem fugirmos para o estrangeiro, que discursam sobre coisas tão transcendentes e metafísicas como a educação, a saúde, a competência profissional! Andámos todos a dormir durante anos ou andámos esquecidos?
Alguém alguma vez se lembrou destas coisas? Como são estúpidos os portugueses!
Mas a conclusão mais importante deste Compromisso Portugal, pelo menos a mais divulgada e de certa forma aquela que irá com toda a certeza ser posta em prática, e que resumirá no seu seio a tão famigerada aposta na educação, na saúde e na competência, é (pasme-se pela pertinácia, pela inteligência) a LIBERDADE DE DESPEDIR!
És mal educado? Vais despedido. Resolvido o problema da educação. Estás doente ou grávida? Despedimento. Resolvido o problema da saúde. És bom profissional, não fazes ondas, não chateias? Baixam-te o ordenado. Resolvido o problema da competência profissional.
Mas quanto a eles, simples gestores e empresários? O que é que eles reservam para eles próprios? Nada mais simples:
a) vender a empresa, de preferência a espanhóis.
b) entrar para um partido político. O PSD é o ideal, mas o PP ou o PS não são de desprezar.
c) uma carreira rápida como ministro obscuro e depois um lugar como deputado europeu a comer ostras em Bruxelas ou a jogar golfe com o general na reforma.
d) um lugar de gestor numa empresa pública de renome até vender uma parte a empresários espanhóis, meter algum ao bolso, escrever um ou outro livro autobiográfico ou sobre a competitividade empresarial.
e) gozar a reforma entre um ou outro artigo de opinião nos jornais, ou no conselho de estado.
f) por fim, e não menos importante, participar em seminários, reuniões, congressos onde se discutirá como sempre o congénito pessimismo nacional, o mau estado da economia, a crise de sempre.
Comparar este destino com o que está reservado a quem trabalha, conclui-se que a maior carga de responsabilidade é e será sempre dos gestores, esses iluminados.
Quanto aos outros, a sua imaginação é tão pobre que não conseguem evoluir mais alto que simples despedidos.
quarta-feira, janeiro 28, 2004
A minha inabalavel fé na estupidez humana II
Que me desculpe o autor do texto anterior por estar a usar o título, mas não quero deixar de voltar ao assunto para dizer que não concordo com o que o dito diz no dito cujo!
Em primeiro lugar, acho muito bem o que os franceses acabam de fazer com essa tal lei de proibir qualquer manifestação religiosa nas escolas.
Para já nem são todos os franceses que fizeram essa lei, até porque a maioria não tem inteligência para tal, basta que tenhamos presente o passado destes europeus que são descendentes do Napoleão, o tal da mão sempre a apalpar o mamilo, com as invasões da época e as forcas e guilhotinas a funcionarem em pleno. E já para não falar da tal Joana que, parva, deixou-se queimar para deleite de multidões aparvalhadas, em vez de dar de frosques e mandá-los todos para a pátria que os pariu.
Muitos mais exemplos são demonstrativos que a maioria dos franceses descendem de uma cambada de atrasados mentais. Felizmente existem excepções de que fazem parte os tais que em boa hora aprovaram esta lei.
E se a europa, onde estão os franceses, sempre teve o lema da liberdade como bandeira, só lhes fica bem proibirem o que há a proibir. E principalmente na religião e nas escolas.
Imaginem o que é uma turma de alunos bem comportadinhos terem de gramar com um deles a interromper a aula ao por-se de cú para o ar a rezar virado para Meca. Ou uma aluna toda entrapada até à cabeça em vez de se apresentar com uma mini saia e um decote até ao umbigo. Ou aquele puto vestido de frade que teima em trazer chinelos em vez de umas sapatilhas da nike.
Em segundo lugar, a religião quando nasce é para todos, e por isso espero que no nosso país, que também está na europa, rápidamente se volte à obrigatoriedade da religião e moral nas escolas para evitar desvios mailiciosos que podem conduzir a que apareçam tipos disfarçados de alunos, mas que são agentes do BinLaden. Liberdade religiosa é uma coisa, andar vestido com se fosse carnaval, é outra.
Aliás, é por isso que os ingleses de há muito que viram o problema e assim, em cada escola, todos os putos têm de andar vestidos de igual. Se até os carneiros têm todos a mesma veste, porque razão os alunos não deverão ter?
E por ultimo, há que perguntar afinal o que distingue uma religião de outra? Tirando o que é comum a todas, ou seja, cruzes, santos, profetas, cordão de contas, símbolos e amuletos, o que distingue uma religião de outra é precisamente o vestir.
Os católicos apostólicos romanos, os europeus quase todos, andam vestidos normalmente. Já os islâmicos, os do oriente e norte de áfrica quase todos, andam vestidos com trapos até ao chão ou cobertos com chador ou burkas, portanto vestidos normalmente. E assim sucessivamente.
Por isso, cá para mim, acabava de vez com essas descriminações religiosas nas escolas, principalmente nas universidades ou para todos os alunos com mais de 17 anos, e obrigava todos e todas a irem às aulas nús, sem roupa. Para já apenas as alunas, pois são as que mais sinais religiosos apresentam no vestir. Assim sim, isso é que era acabar com os sinais exteriores de manifestação religiosa.
Espero que os nossos governantes, na sua inteligência de que é apanágio os tão ilustres ensinamentos que têm dado ao país, instituam rápidamente a obrigatoriedade do nú a todas as alunas com mais de 17 anos. Sei que são capazes de o fazer, só espero que sejam os pioneiros, mostrando ao mundo que somos um povo de invulgar inteligência.
Até os amerdicanos, esse povo de invulgar inteligência, ficariam de boca aberta.
Em primeiro lugar, acho muito bem o que os franceses acabam de fazer com essa tal lei de proibir qualquer manifestação religiosa nas escolas.
Para já nem são todos os franceses que fizeram essa lei, até porque a maioria não tem inteligência para tal, basta que tenhamos presente o passado destes europeus que são descendentes do Napoleão, o tal da mão sempre a apalpar o mamilo, com as invasões da época e as forcas e guilhotinas a funcionarem em pleno. E já para não falar da tal Joana que, parva, deixou-se queimar para deleite de multidões aparvalhadas, em vez de dar de frosques e mandá-los todos para a pátria que os pariu.
Muitos mais exemplos são demonstrativos que a maioria dos franceses descendem de uma cambada de atrasados mentais. Felizmente existem excepções de que fazem parte os tais que em boa hora aprovaram esta lei.
E se a europa, onde estão os franceses, sempre teve o lema da liberdade como bandeira, só lhes fica bem proibirem o que há a proibir. E principalmente na religião e nas escolas.
Imaginem o que é uma turma de alunos bem comportadinhos terem de gramar com um deles a interromper a aula ao por-se de cú para o ar a rezar virado para Meca. Ou uma aluna toda entrapada até à cabeça em vez de se apresentar com uma mini saia e um decote até ao umbigo. Ou aquele puto vestido de frade que teima em trazer chinelos em vez de umas sapatilhas da nike.
Em segundo lugar, a religião quando nasce é para todos, e por isso espero que no nosso país, que também está na europa, rápidamente se volte à obrigatoriedade da religião e moral nas escolas para evitar desvios mailiciosos que podem conduzir a que apareçam tipos disfarçados de alunos, mas que são agentes do BinLaden. Liberdade religiosa é uma coisa, andar vestido com se fosse carnaval, é outra.
Aliás, é por isso que os ingleses de há muito que viram o problema e assim, em cada escola, todos os putos têm de andar vestidos de igual. Se até os carneiros têm todos a mesma veste, porque razão os alunos não deverão ter?
E por ultimo, há que perguntar afinal o que distingue uma religião de outra? Tirando o que é comum a todas, ou seja, cruzes, santos, profetas, cordão de contas, símbolos e amuletos, o que distingue uma religião de outra é precisamente o vestir.
Os católicos apostólicos romanos, os europeus quase todos, andam vestidos normalmente. Já os islâmicos, os do oriente e norte de áfrica quase todos, andam vestidos com trapos até ao chão ou cobertos com chador ou burkas, portanto vestidos normalmente. E assim sucessivamente.
Por isso, cá para mim, acabava de vez com essas descriminações religiosas nas escolas, principalmente nas universidades ou para todos os alunos com mais de 17 anos, e obrigava todos e todas a irem às aulas nús, sem roupa. Para já apenas as alunas, pois são as que mais sinais religiosos apresentam no vestir. Assim sim, isso é que era acabar com os sinais exteriores de manifestação religiosa.
Espero que os nossos governantes, na sua inteligência de que é apanágio os tão ilustres ensinamentos que têm dado ao país, instituam rápidamente a obrigatoriedade do nú a todas as alunas com mais de 17 anos. Sei que são capazes de o fazer, só espero que sejam os pioneiros, mostrando ao mundo que somos um povo de invulgar inteligência.
Até os amerdicanos, esse povo de invulgar inteligência, ficariam de boca aberta.
A minha inabalavel fé na estupidez humana
Eu práqui a dizer mal dos amerdicanos, pensando que a Europa, pela sua "maior" idade não faria burrices tão grandes, quando vêm os Franceses e ... pimba!
Atão agora não se pode usar «sinais e roupas que manifestem ostensivamente a confissão religiosa dos alunos».
Será que isto é só para as religiões reconhecidas e oficiais ou é para todas. Então a questão passa a ser o que é uma religião e um simbolo religioso.
Assim seráke aquele simbolozinho do dedo do meio estendido, se for apontado para baixo poderá ser entendido como a representação de uma cruz e logo um simbolo religioso?
A religião dos "yuppies" representados pelos fatinhos e gravatinhas será que a gravatinha passa a ser o seu simbolo religioso?
Para os "punks" serão as botas? Para os políticos um balde de merda? Para os estudiosos uns óculos grossos à "marrão"?
Espero que esta lei seja rapidamente adoptada cá no burgo porque, devido à fina estupidez que os nossos representantes políticos fazem alarde é muito provavel que se atinjam níveis de estupidez muito maiores.
Assim, finalmente, já conseguimos competir, nós EUROPEUS, em pé de igualdade com os amerdicanos, o que me dificulta o trabalho pois vou ter que arranjar um vocábulo semelhante ao "amerdicano".
Agradeço ajudas e comentários aos tripulantes.
Atão agora não se pode usar «sinais e roupas que manifestem ostensivamente a confissão religiosa dos alunos».
Será que isto é só para as religiões reconhecidas e oficiais ou é para todas. Então a questão passa a ser o que é uma religião e um simbolo religioso.
Assim seráke aquele simbolozinho do dedo do meio estendido, se for apontado para baixo poderá ser entendido como a representação de uma cruz e logo um simbolo religioso?
A religião dos "yuppies" representados pelos fatinhos e gravatinhas será que a gravatinha passa a ser o seu simbolo religioso?
Para os "punks" serão as botas? Para os políticos um balde de merda? Para os estudiosos uns óculos grossos à "marrão"?
Espero que esta lei seja rapidamente adoptada cá no burgo porque, devido à fina estupidez que os nossos representantes políticos fazem alarde é muito provavel que se atinjam níveis de estupidez muito maiores.
Assim, finalmente, já conseguimos competir, nós EUROPEUS, em pé de igualdade com os amerdicanos, o que me dificulta o trabalho pois vou ter que arranjar um vocábulo semelhante ao "amerdicano".
Agradeço ajudas e comentários aos tripulantes.
terça-feira, janeiro 27, 2004
O resto da Função Pimbica
Tenho de fazer uma ressalva.
Quando falo em FP, só incluo os burrocratas que estão nos Ministérios, Camaras Municipais e quejandos, EXCLUÍNDO EXPLICITAMENTE os profissionais do ensino, saude e forças militares ou "da ordem".
Todos esses merecem tratamento à parte porque (exceptuando os militares que passam o tempo a roçar o cu pelas paredes) são (ou deveriam ser) profissionais qualificados que exercem e em certos casos com grandes sacrifícios, a sua profissão.
Numa classificação (sempre em revisão) de grupos (de animais) que contribuiem para o avanço da qualidade do ser humano (não é bem isto, mas quando arranjar melhor frase emendo) teremos, nos ultimos 5 lugares:
- Caçadores (costuma-se dizer cães de caça mas os donos é que têm a culpa) - no prazer de matar desnecessariamente os humanos têm a primazia distanciada. Comprem antes uma máquina fotográfica e fotografem - não matem.
- forças da ordem (??) - como exemplo de humanos sem nada na cabeça (ou pelos menos não usam o que têm) - devem ter sido proibídos de interpretar a lei e usam-na à risca, mas como ela foi feita por "homens de leis" que não são minimamente coerentes (e têm de deixar sempre uma fuga ou interpretações alternativas para os advogados ganharem dinheiro) muitas das vezes só fazem borrada.
- advogados - desapareciam se fosse criada uma linguagem lógica e sem ambiguidades para descrever as leis. Faz lembrar o Regresso ao Futuro II (creio qué este)....
- funcionários públicos - aquele grupo de burrocratas que só existe para criar mais papeis que vão justificar mais burrocratas que criam mais papeis ... and so on.
- políticos - pelo menos os nossos mas creio que na "maior democracia" - os amerdicanos - também têm lá uns ricos f(p).
Falemos dos políticos - para já, por minha definição são equivalentes a ténias (também conhecidas por lombrigas, acho) pois, para além de não terem qualquer coluna dorsal (dobram-se ou curvam-se para todos os lados, não mantendo uma postura coerente e integra) deliciam-se na merda e vivem à custa do seu hospedeiro (o Zé Povinho estúpido). Houve uma altura que os identifiquei como minhocas mas era ofende-las pois elas andam num elemento mais limpo - a terra - e fazem trabalho útil.
O político é um profissional da politica (uma La Pallissada) que tem como actividade:
1 - Enganar toda a gente (inclusivé a si próprio, que nos casos mais extremos chega a acreditar naquilo que lhe dizem que deve dizer),
2 - Falar muito, usando palavras grandiosas e pouco entendíveis pelo povo (assim os parvos até julgam que eles são uns SRS. DOUTORES),
3 - Mudar de ponto de vista conforme donde sopra o voto (desculpem - o vento),
4 - Nunca mas NUNCA cumprir promessas feitas (senão perdem a hipotese de mais possiveis promessas futuras),
5 - Preparar o mais rapidamente possivel o seu futuro, vendendo-se a quem der a melhor reforma dourada.
Sem pretender de modo nenhum ofender os actores, há que os compare aos políticos. Excepto em casos raros em que isso realmente aconteceu (só com os amerdico-palhaços) é impossivel comparar, mesmo um mau actor com um bom político (no caso do Swartzenegger (merda, não sei sé assim mas tou-me nas tintas) temos um mau actor e ainda um político em estágio).
O actor actua segundo um texto bem escrito integrado numa peça que conta uma história. Um político não tem nada escrito, a peça prega-nos a nós inventando histórias.
O actor antes de uma peça, estuda-a e treina - se é bom actor integra-se totalmente no personagem - vive-o.
O político não estuda, muda de opinião como muda de peugas (ambas cheiram mal) e nunca se confunde com nada - ele não é nada.
A diferença entre um militar e um político é que, embora não goste dos militares, estes arriscam a vida ao defenderem qq coisa e até os generais podem morrer, enquanto que é rarissimo um político ser levado à pedra pelas burrices que fez ao dirigir um país.
Só nas revoluções é que por vezes eles são mortos (até neste aspecto somos um fraco povo de merda - não matámos nenhum!).
Para tentar equilibrar as coisas e fazer com que os políticos paguem alguma coisa, proponho que as folhas de votos para eleições fossem diferentes, passando a ter:
1 - Cada partido era sempre votado por 1 X 2 e somava pontos como no futebol.
2 - quem votasse 2 no partido no poder era obrigado a classificá-lo em termos de castigo, de 1-5.
No ponto 1, parece que segundos estudos, este é um método mais correcto de representar a vontade geral (ah carago que o futebol tem sempre razão).
Quanto ao ponto 2 criavam-se "quintas de trabalhos esforçados" onde os políticos do ex-governo deveriam sofrer as asneiras do que fizeram durante o seu reinado (aceitam-se sugestões) e segundo o tempo proporcional ao castigo atribuido.
Quando falo em FP, só incluo os burrocratas que estão nos Ministérios, Camaras Municipais e quejandos, EXCLUÍNDO EXPLICITAMENTE os profissionais do ensino, saude e forças militares ou "da ordem".
Todos esses merecem tratamento à parte porque (exceptuando os militares que passam o tempo a roçar o cu pelas paredes) são (ou deveriam ser) profissionais qualificados que exercem e em certos casos com grandes sacrifícios, a sua profissão.
Numa classificação (sempre em revisão) de grupos (de animais) que contribuiem para o avanço da qualidade do ser humano (não é bem isto, mas quando arranjar melhor frase emendo) teremos, nos ultimos 5 lugares:
- Caçadores (costuma-se dizer cães de caça mas os donos é que têm a culpa) - no prazer de matar desnecessariamente os humanos têm a primazia distanciada. Comprem antes uma máquina fotográfica e fotografem - não matem.
- forças da ordem (??) - como exemplo de humanos sem nada na cabeça (ou pelos menos não usam o que têm) - devem ter sido proibídos de interpretar a lei e usam-na à risca, mas como ela foi feita por "homens de leis" que não são minimamente coerentes (e têm de deixar sempre uma fuga ou interpretações alternativas para os advogados ganharem dinheiro) muitas das vezes só fazem borrada.
- advogados - desapareciam se fosse criada uma linguagem lógica e sem ambiguidades para descrever as leis. Faz lembrar o Regresso ao Futuro II (creio qué este)....
- funcionários públicos - aquele grupo de burrocratas que só existe para criar mais papeis que vão justificar mais burrocratas que criam mais papeis ... and so on.
- políticos - pelo menos os nossos mas creio que na "maior democracia" - os amerdicanos - também têm lá uns ricos f(p).
Falemos dos políticos - para já, por minha definição são equivalentes a ténias (também conhecidas por lombrigas, acho) pois, para além de não terem qualquer coluna dorsal (dobram-se ou curvam-se para todos os lados, não mantendo uma postura coerente e integra) deliciam-se na merda e vivem à custa do seu hospedeiro (o Zé Povinho estúpido). Houve uma altura que os identifiquei como minhocas mas era ofende-las pois elas andam num elemento mais limpo - a terra - e fazem trabalho útil.
O político é um profissional da politica (uma La Pallissada) que tem como actividade:
1 - Enganar toda a gente (inclusivé a si próprio, que nos casos mais extremos chega a acreditar naquilo que lhe dizem que deve dizer),
2 - Falar muito, usando palavras grandiosas e pouco entendíveis pelo povo (assim os parvos até julgam que eles são uns SRS. DOUTORES),
3 - Mudar de ponto de vista conforme donde sopra o voto (desculpem - o vento),
4 - Nunca mas NUNCA cumprir promessas feitas (senão perdem a hipotese de mais possiveis promessas futuras),
5 - Preparar o mais rapidamente possivel o seu futuro, vendendo-se a quem der a melhor reforma dourada.
Sem pretender de modo nenhum ofender os actores, há que os compare aos políticos. Excepto em casos raros em que isso realmente aconteceu (só com os amerdico-palhaços) é impossivel comparar, mesmo um mau actor com um bom político (no caso do Swartzenegger (merda, não sei sé assim mas tou-me nas tintas) temos um mau actor e ainda um político em estágio).
O actor actua segundo um texto bem escrito integrado numa peça que conta uma história. Um político não tem nada escrito, a peça prega-nos a nós inventando histórias.
O actor antes de uma peça, estuda-a e treina - se é bom actor integra-se totalmente no personagem - vive-o.
O político não estuda, muda de opinião como muda de peugas (ambas cheiram mal) e nunca se confunde com nada - ele não é nada.
A diferença entre um militar e um político é que, embora não goste dos militares, estes arriscam a vida ao defenderem qq coisa e até os generais podem morrer, enquanto que é rarissimo um político ser levado à pedra pelas burrices que fez ao dirigir um país.
Só nas revoluções é que por vezes eles são mortos (até neste aspecto somos um fraco povo de merda - não matámos nenhum!).
Para tentar equilibrar as coisas e fazer com que os políticos paguem alguma coisa, proponho que as folhas de votos para eleições fossem diferentes, passando a ter:
1 - Cada partido era sempre votado por 1 X 2 e somava pontos como no futebol.
2 - quem votasse 2 no partido no poder era obrigado a classificá-lo em termos de castigo, de 1-5.
No ponto 1, parece que segundos estudos, este é um método mais correcto de representar a vontade geral (ah carago que o futebol tem sempre razão).
Quanto ao ponto 2 criavam-se "quintas de trabalhos esforçados" onde os políticos do ex-governo deveriam sofrer as asneiras do que fizeram durante o seu reinado (aceitam-se sugestões) e segundo o tempo proporcional ao castigo atribuido.
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